"Uncle Tom" (Tio Tom), intitulado "uma história oral do conservador negro americano", é um documentário que coleciona relatos e entrevistas de pessoas comuns e pensadores negros conservadores dos Estados Unidos que questionam como a população negra foi e tem sido tratada pelo establishment político, assim como as consequências de políticas introduzidas especificamente pelo Partido Democrata. Um dos problemas que o documentário se foca é a falta de discordância respeitosa dentro da comunidade negra, bem como o porquê de pensadores negros como Thomas Sowell, Walter Williams e Shelby Steele serem ignorados, marginalizados e ficam desconhecidos por grande parte da população negra, apesar de, por muito tempo, terem feito parte da academia, escrito livros, colunas e feito discursos. "Uncle Tom" passa um olhar na história negra americana e em grandes personagens dela até chegar nos dias de hoje. Estão no documentário: Larry Elder, Herman Cain, Carol Swain, Candace Owens, Jesse Lee Peterson, Allen West, Pastor Stephen Broden, Robert Woodson, Brandon Tatum, Damani B. Felder.
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Por mais que o filme seja usado apenas como mais uma ferramenta na polarização política, para dar munição para a narrativa do segmento conservador assim como muitas produções fazem com o segmento progressista, espero que algumas pessoas consigam vê-lo muito além disso. Mais importante do que ser de direita, ou de esquerda, e ter garantias de que a pessoa tem um pensamento consciente independente. Mas para ter um pensamento independente a pessoa deve ter o direito de escolha, e para ter um direito legítimo de escolha a pessoa precisa conhecer suas opções. Se brancos podem ser de direita, de esquerda, de centro, de cima, de baixo, de dentro, de fora, então por que negros teriam a obrigação de se alinhar a uma posição política apenas pela cor da sua pele? Negros são diferentes, têm visões do mundo distintas, e cada um tem o direito de optar por uma vertente política que mais se identificar após conhecer o que cada uma significa. O fato é que no Brasil a esquerda se apropria das pautas negras, e de minorias em geral, para capitalizar voto com esse discurso, mas na prática suas lideranças são compostas basicamente por homens, brancos e heteronormativos, sem oferecer abertura para a diversidade que tanto explora ideologicamente. A direita não explora essas pautas das minorias, mas, na prática, vemos diversidade na suas lideranças. Fernando Holiday, um homem negro e homossexual, tem mais abertura na política com seu discurso conservador do que qualquer outro representante negro e gay recebe na esquerda. E Sérgio Camargo teve uma grande projeção nacional, e recebeu a oportunidade de sair como candidato a deputado com um discurso conservador com chances reais de vitória, enquanto a esquerda não oferece seu palanque para negros se não for como vítimas em seus discursos para eleger brancos. Em uma sociedade baseada no mérito as capacidade individuais vão destacar a pessoa na sociedade, independente de suas características físicas e psicológicas, e não há nada mais democrático do que ser reconhecido pelos seus próprios méritos e não por ter nascido de determinada cor, gênero etc. Qual é o discurso que valoriza o mérito das pessoas? Acredito que o importante na reflexão após o filme nem é defender a ideia de que negros de direita são livres e negros de esquerda são escravos ideológicos, mas que as pessoas possam entender que liberdade é o direito de escolha. E pessoas que são obrigadas a se colocar em determinada posição política por conta da sua cor, gênero, sexualidade etc, são escravas ideológicas. E isso também serve para pessoas que acham que devem ser de direita e conservadoras só porque são brancos, e não por entenderem e concordarem com o que significa ser de direita e conservador no cenário político atual. Ou seja, é um ótimo filme para reflexão, mas principalmente para a consciência que consegue respirar acima da manipulação da polarização política.
Isso é o outro lado da moeda... me lembra muito as aulas de história na escola brasileira, onde a esquerda é a santa e a direita a vilã. Deveriam mostrar os dois lados e deixar cada um decidir, mas aqui já começam endeusando Che Guevara e dizendo que direita é sinônimo de ditatura. 🙆♂️🤦♂️
Obrigado Brasil Paralelo por trazer essa verdadeira AULA, uma pena já estar de saída do catálogo. Merece ser visto e revisto!
Esse documentário estavam em vários sites...depois sumiu...foi difícil encontrar...Vi dia 27/12/21. Muito bom...
Para os curiosos em saber como é ser uma minoria dentro de uma minoria - um conservador negro, neste caso - os cineastas ficaram atordoados com um documentário que certamente é controverso não só por seu conteúdo, mas também por seu título: Tio Tom. O título vem do nome do personagem principal do romance inspirador de Harriet Beecher Stowe, de 1852, A Cabana do Pai Tomás, que o retrata como herói e resignado, pois ele dá sua vida para ajudar os escravos fugitivos enquanto age como subserviente aos escravocratas. Nos tempos modernos, a parte heroica é amplamente ignorada, embora não neste filme, onde alguns conservadores negros são vistos usando o a expressão informal "Tio Tom" como um distintivo de honra. Em uma cena, o ativista Jesse Lee Peterson até se gaba de seu prêmio "Negro do Ano" que se enfeita sua prateleira de seu estúdio de rádio. "Um Tio Tom é alguém que se vendeu e abraçou o homem branco rejeitando a ideia de que você é uma vítima", diz o apresentador de rádio Larry Elder. A Cabana do Pai Tomás foi banido nos Estados Confederados (foi uma união política, formada em 4 de fevereiro de 1861, que nasceu com sete estados do Sul dos Estados Unidos: Carolina do Sul, Alabama, Mississippi, Geórgia, Flórida, Texas e Louisiana, estados agrários e escravistas, após o antiescravista Abraham Lincoln ter vencido as eleições presidenciais de 1860), por seu conteúdo anti-escravidão; o romance inspirou uma série da chamada literatura anti-Tom. Foi banido na Rússia czarista por "minar os ideais religiosos" e apresentar ideias de igualdade. Elder foi inicialmente uma das estrelas do filme, embora mais tarde tenha vindo a bordo como escritor e produtor executivo. O filme, do diretor Justin Malone, também apresenta o ex-congressista Allen West, o candidato presidencial de 2012, Herman Cain, e a publicitária da TV Candace Owens, que brinca que a coisa mais ridícula que ela tem sido chamada é "uma supremacista negra branca". O filme também protagoniza uma série de pessoas proeminentes por meio de clipes de notícias, incluindo o presidente Barack Obama, John Legend, Jay-Z, Denzel Washington e Trevor Noah, nenhum dos quais jamais comentou o filme. O comentarista de rádio e TV e fundador da National Action Network, Al Sharpton, também apresentado em de clipes de notícias, diz à Newsweek que não tem muita consideração pela premissa do filme. "Eu não passo tempo pensando em Candace Owens", diz ele. "Mas os republicanos são contra ações afirmativas, direitos de voto e outras políticas que apoiamos". Os conservadores negros são ótimos em aparecer não tocados pelos sentimentos dos negros, mas eles são de pele fina quando respondem. Na frente liberal, Michael Moore é o rei do documentário político, tendo conseguido US$222 milhões em todo o mundo com Fahrenheit 9/11 em 2004, enquanto no lado conservador Dinesh D'Souza estabeleceu o recorde em 2012 com 2016: Obama's America, que arrecadou 33 milhões de dólares internamente, mas nada no exterior. coisas para títulos menores. A questão é nevrálgica e coloco anos de discussão em choque com interpretações díspares; é algo, arrisco a dizer, como o tema da democracia racial brasileira e lenda urbana mais aceita de que aqui, no Brasil, os negros estão integrados...causa certa estranheza quando ouvimos falar de negros de direita e de extrema direita, nos EUA, mas eu fico pensando sobre o processo de luta; há somente uma via? quando não se consegue enfrentar o inimigo, melhor é associar-se a ela, aprendemos; mas nesse caso, a mim, me parece mais um forma de suicídio...não sei...o filme precisa ser assistido...por todos, pelos não alinhados e pelos alinhados...Que Deus e Obatalá se acordem e nos protejam de todo alinhado, amém...e axé...