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Data de lançamento
5 Dez. 2013Duração
Durante um exame médico escolar, o calmo e inteligente Aslan de 13 anos é humilhado por seus colegas. O incidente é tão marcante, que faz ele desenvolver um distúrbio de personalidade que vai se manifestar numa obsessão pela organização e pela limpeza, e por um sadismo crescente em relação a insetos e répteis. A compulsão de Aslan, que vive com sua avó em uma aldeia no Cazaquistão, o atrairá a situações cada vez mais difíceis e adversas.
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Muito mais do que um filme sobre bullying, o diretor apresenta através de imagens e percepções a corrupção, a violência e a perda da inocência !! Perfeito!!
O tom mais introspectivo do longa não me pegou tanto.
O bullying e suas ramificações e consequências numa inusitada e boa produção vinda do Cazaquistão.
Entre a beleza de algumas paisagens que evocam a solidão e o individualismo parecendo telas de quadro encontra-se a mente de um adolescente atormentado de olhos distantes que liberta sua perversidade, após a ridicularização liderada por Bolat.
Um local onde não existe espaço para “Laços de Harmonia” e sim de sobrevivência do mais apto, onde até mesmo é exemplificado pelas Leis de Darwin; sendo a crueldade e a violência uma a lição de todos os dias.
Há o fato dos policias e dos alunos se limparem após as torturas, é como um rito de limpar-se das impurezas, dos maus atos, de excluir-se do que não é certo...
O filme tem uma boa proposta e cenas bem difíceis de digerir. Lições humanas é daqueles filmes que nos deixam a refletir sobre os atos humanos.
blog Pitada Cult de Cinema:
"Lições de Harmonia" (2013) dirigido pelo cazaque Emir Baigazin é uma pancada, é um filme que se utiliza da violência, o título é uma ironia e uma crítica às instituições de ensino e todos os segmentos rígidos que ao invés de educar promovem revolta.
Aslan (Timur Aidarbekov) tem 13 anos, é criado por sua avó e faz as vezes de pastor, a cena inicial já choca, certo dia durante um exame médico na escola é humilhado por seus colegas, isso gera um transtorno no garoto que atormentado pela dúvida, se esforça para ficar limpo, além de sua obsessão pela perfeição, ele controla tudo ao seu redor. Essa compulsão lhe trará situações cada vez mais difíceis. É um longa primoroso, a sua fotografia é austera, e o desenrolar dessa história desencadeará na destruição do ser humano. A marginalização e a violência é muito bem delineada.
Aslan vive num povoado em algum lugar do Cazaquistão, um ambiente inóspito que provoca ainda mais a sensação de solidão, excluído do convívio dos outros alunos depois do episódio do bullying, Aslan passa seus dias a torturar baratas em sua casa, a estripar ovelhas e manter um ritual de limpeza. Na escola, o domínio de uma gangue liderado por Bolat (Aslan Anarbayev), que por sua vez, segue ordens de um pessoal mais velho para arrancar dinheiro dos meninos, faz da rotina um martírio. A crueldade é a lição e Aslan aos poucos começa a entrar em harmonia com ela.
É uma obra interessante, repleta de metáforas, mas por vários momentos o diretor parece esconder informações importantes do espectador, mas mesmo assim não deixa de ter sua força e proporcionar o desconforto em relação a violência institucionalizada, o que acaba moldando a personalidade do jovem e o transformando por completo...