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São Paulo. Na quarta maior cidade do mundo, onde a pichação cobre mais muros e prédios do que qualquer outro lugar no planeta, Trinchas comanda um grupo de pichadores que escala os edifícios mais altos para deixar sua marca. Quando Trinchas conhece Valéria, uma estudante de arte, seus mundos colidem resultando na invasão da 28ª Bienal de São Paulo. A partir de então, a pichação ocupa seu lugar no mundo da arte e o bando de jovens invisíveis de periferia, torna-se protagonista de um polêmico debate cultural.
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“O urubu é um animal odiado pela sociedade, assim como o pichador. E o urubu também vê a cidade de cima, o que é característica forte da pichação em São Paulo” Titulo baseada na pichação de protesto na Bienal de SP de 2010, um filme lindo, que mistura ficção com realidade e aborda principalmente, de forma humana, uma faixa marginalizada pela sociedade, pichadores/grafiteiros (embora haja distinção), e o mais legal, todos os que estão na tela são pichadores, lindo filme, bonito e triste...
- vendo o filme eu lembrei imediatamente desse acontecimento na bienal. e eles fizeram a cena tão bem se eu fiquei em dúvida se a notícia que eu tinha visto era verdade ou cena do filme
- e esse sotaque e as gírias paulistas hein? quase precisei de tradutor
- tem alguns probleminhas na adaptação do que realmente aconteceu, se tratando das pessoas envolvidas, mas mostra muito bem a realidade de uma população marginalizada
Gostei da temática, da fotografia, da trilha sonora, dos enquadramentos (acima da média) mas o filme destoa por conta da produção que não se preocupou em dar um timing melhor nos diálogos que pareciam uma enxurrada aleatória em meio aos acontecimentos. É como se fosse uma mescla de um bom trabalho com outro razoável.
Como apreciador: o uso de "mano" nas falas é exagerado, e olha que sou paulistano, como se não houvesse a preocupação em dar uma polida. Não ia diminuir a realidade da história.
Se fosse para ser realista com afinco não haveria tanta pose na andança dos pichadores, que em plena madrugada andavam como se fossem os maiorais.
Boa temática e bem desenvolvida.
Filme pretensioso em que pode se identificar claramente que só há uma personagem profissional no elenco. A pobreza de vocabulário, abusando de gírias e palavrões, é um triste painel dos pobres coitados que se acham artistas. Retrato do Brasil atual.