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"There may be more beautiful times, but this one is ours."
— Jean-Paul Sartre

Últimas opiniões enviadas

  • Aion

    Uma alegoria bizarra e surreal sobre como um sistema excessivamente burocrático, engessado e que, por efeito, fomenta a corrupção endêmica em toda a sociedade e instituições, atropela de maneira avassaladora o indivíduo comum, passivo e apático.

    A doce criatura em momento algum levanta a voz, contesta, reage, sequer apresenta o menor sinal de vida. Propositalmente é uma observadora usada pela narrativa para mostrar como esse sistema virulento destrói seu povo de dentro pra fora, mina a vontade sem qualquer sinal de luz no fim do túnel.

    Não é de hoje que Loznitsa trabalha em cima desses pontos a cerca da sociedade russa, de forma documental, distante e fria. Uns acusam sua lentidão na condução da trama, outros aplaudem o caráter de observação sem julgamentos. São todos parasitas, cupins lutando pela sobrevivência sem qualquer perspectiva de futuro e não possuem a menor empatia pelo próximo.

    O que me incomoda é o final, a brusca mudança de tom, do realista monótono para a fantasia didática. Uma pena. Cortasse os vinte minutos finais, substituindo pelo plano (esse sim) final, e seria uma obra a par com suas anteriores.

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  • Aion

    Uma baboseira infantil, que parece claramente se excitar com as alegoria fúteis, as auto referências típicas do ego narcisista do diretor, sem mencionar sua misoginia exacerbada. Nem parece o mesmo diretor de Anticristo e Melancolia, aqui resume-se a uma criança que se apaixonou pelo próprio reflexo no espelho, incapaz de respirar fora da sua bolha/universo, acredita ainda naquilo que diz.

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  • Aion

    É interessante observar como possui duas metades distintas, um filme de muitas camadas, mesmo com uma narrativa direta: a primeira acusa a mão forte do diretor, seja pela antológica sequência inicial, seja por demonstrar o peso das consequências do ato de terrorismo sobre a psique de Celeste.

    A segunda parte acaba sendo sequestrada pela atuação grandiloquente da Natalie Portman, e é perfeitamente cabível. Corbet construiu essa persona narcisista, mimada, ególatra e descontrolada, quase maníaca, que ofusca tudo e todos a sua volta por causa dessa força gravitacional absurda. Esses dois principais coadjuvantes, Stacy Martin e Jude Law desaparecem sob a força da interpretação da principal.

    Como fica registrado na narração em off: o passar dos anos agravou as diferenças e extremos de personalidade das duas irmãs, o resultado é que Celeste torna-se cada vez mais expansiva e manipuladora, diminuindo Ellie, que por sua vez acaba retraída ao ponto de perder a própria voz.

    Lembrei de um tema em Dark Mirror, dizia que o capitalismo moderno devora todo e qualquer ato de bondade altruísta, digere e bota pra fora como um produto pronto pra consumo, esvaziado de sentido e significado. Exatamente da mesma forma que, porque não, a violência e a dor inicial foram consumidos, espetacularizados e expostos ao máximo, culminando no primeiro momento chave que é a performance de Celeste no funeral. Capitalização em cima da dor e da morte.

    Gosto de pensar que Celeste é um conduíte para esse revisionismo sócio cultural do começo do século 21 que Corbet pinta, com muito sarcasmo e sátira, permeado pela brutalidade e violência que normatizamos e consumimos. No fim das contas nós desejamos e nos excitamos com os dois, o espetáculo vulgar e a dor.

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