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Últimas opiniões enviadas

  • Andreia Santana

    Já conhecia a história de Mary Shelley e de sua mãe, inclusive que a mãe, uma das precursoras do movimento feminista, morreu em decorrência de complicações do parto.

    Mary Shelley, além de ter escrito Frankenstein (um dos meus livros favoritos dentre os clássicos do terror gótico britânico) aos 18 anos, também é autora de uma das primeiras ficções científicas distópicas da história - O último homem (The Last Man) - obra que inspirou autores que são considerados os 'pais' da distopia e da sci-fi, como Azimov. Na verdade, sci-fi e distopia teve primeiro uma mãe, já que a obra de Mary é de 1826.

    Ela ainda é a responsável por Shelley, seu marido, ter se tornado o maior poeta britânico. Embora tivesse fama em vida, após sua morte, Percy tornou-se referência literária na Inglaterra porque Mary, responsável pelo espólio do marido, organizou todos os manuscritos dele e providenciou publicações póstumas e o recebimento adequado dos direitos autorais. Percy Shelley, como todo poeta do romantismo, era uma bagunça emocional e financeira em forma de gente, como fica bem claro no filme.

    Lamento ver que por aqui pouca gente sabia que Frankenstein foi escrito por uma mulher, mas fico feliz em ver que o filme, que é uma cinebiografia primorosa e fiel à vida da autora, incentivou muita gente a ler Frankenstein (quem nunca teve a oportunidade, leia, porque vale muito a pena) e a conhecer mais sobre Mary Shelley.

    Percy Shelley foi um péssimo marido e era um canalha (vide o que fez com a primeira esposa e a filha), porque no século XIX o que mais existia era homem embuste. Ainda assim, não dá para esperar de Mary reações como a das jovens feministas do século XXI, pois ela era uma jovem do século XIX. Vale entender que foi graças a mulheres como Mary Shelley e como a mãe dela, Mary Wollstonecraft, que estavam à frente do tempo em que viveram, que o feminismo evoluiu enquanto movimento político e social. As feministas de 200 anos atrás sofreram com relacionamentos abusivos, infelizmente, porque as mulheres sofrem abusos há séculos. Mas com seus corpos e espíritos - além de seus textos e da militância que era possível para elas naqueles tempos - abriram caminho para que hoje as novas gerações possam correr légua dos embustes.

    Mary Shelley merece ser tirada da invisibilidade por tudo o que ela representou como mulher e como escritora (até porque, na época dela quase não havia autoras conhecidas) e figurar no panteão das grandes e dos grandes autores que a humanidade já produziu.

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