Sei lá. "David Gilmour" já devia ter se tornado um adjetivo de valor positivo há tempos. Sem dúvida faz parte do meu TOP 3 ingressos-que-foram-baratos-demais-quando-comparados-com-a-qualidade-e-com-a-sensação-transmitida-enquanto-assistia-ao-filme-no-cinema. Boatos que a Terra agora é o céu pra ter recebido um showzão desses.
Eu já não estava esperando nada de bom dessa adaptação e mesmo assim consegui ser surpreendida. É horrorosamente ruim. Mesmo sem comparar com o anime, o filme continua sendo ruim. É compreensível ter alterações, afinal não é fácil colocar 12 horas de episódios em pouco mais de uma hora e meia de filme. Sem comentários sobre o elenco ser completamente composto por ocidentais, isso todos já sabem como pecou e muito. Tiveram a proeza de transformar Death Note em um filme romântico, cheio de mortes bizarras e cômicas e, por mais incrível que seja, mudaram e muito a essência dos personagens. Light sendo muito despercebido, romântico e burro, sem ter cuidado nenhum. L se irritando incontáveis vezes e fazendo deduções que mais pareciam um chute na base do uni duni tê. Dei meia estrela por não ser possível dar zero, infelizmente.
Só queria registrar que a vermelhidão dos meus olhos devido ao tanto que chorei, especialmente numa das cenas finais, quando o casal de superporcos (que eu, particularmente, acho que está mais pra um hipopótamo do que para um porco) empurra o superporquinho bebê pra Okja e pra Mija levarem junto e o salvarem, por pouco não se igualou ao vermelho dos olhos de alguém que fumou maconha.
As definições de filme bem pensado acabam de ser atualizadas. A forma como o conflito entre a ciência e a religião é abordado é muito bonita e o nível de detalhamento é INCRÍVEL. O plano de fundo do computador do Ian é a nebulosa de Hélix (aquela que se parece com uma íris e é conhecida como "olho de deus"), a camiseta estampada com a capa do Pulse, do Pink Floyd, o colar da Sofi do olho de Hórus, que representa, entre várias coisas, a ressurreição na mitologia egípcia... E o nome original do filme, "I Origins", é a parte mais fantástica. Ao mesmo tempo que "I" significa "eu", ele soa como "eye" (olho), que é exatamente como as pessoas são identificadas: pelos olhos, que também servem, entrando na questão religiosa, para saber a origem da pessoa, quem ela foi no passado.
Uma coisa interessante na cena em que o Ian mostra três imagens para a Salomita: as escolhas incorretas são, na maior parte, a que tratam sobre algo relacionado às pessoas com quem Sofi se relacionou, como a avó e a mãe, mas os gostos pessoais (o pavão albino, o mentos, etc) são corretos. O único "resquício" de uma pessoa que há é o da Sofi, visto que a Salomita aponta pra imagem dela.
Não sou religiosa, mas esse filme me emocionou muito, especialmente nos 20 minutos finais.
E, depois de mais de um mês de ter assistido, criei coragem para fazer o seguinte edit:
o filme continua sendo um dos meus favoritos, mas, um tempo depois que acabei, fiquei lembrando da cena em que o Ian leva a Salomina pro hotel e isso realmente foi estranho. Parecia que ele era um turista sexual como vários já falaram nos comentários. Talvez a parte de ser um filme bem pensado tenha diminuído um pouquinho (bem pouco mesmo) por esse motivo.<br> Alguns reclamam do exagero presente na cena em que a Sofi morre no elevador, mas eu acho que ela é propositalmente exagerada. Mortes envolvendo elevadores (em especial da forma que aconteceu) não são tão comuns assim e era preciso de algo mais distinto. Se a Sofi tivesse morrido em um acidente de carro, por exemplo, e a garotinha se recusasse a entrar num veículo, não seria algo tão único e marcante visto que inúmeros acidentes acontecem e tiram a vida de pessoas todos os dias.
Saí da sala do cinema me sentindo despedaçadamente alegre. Minhas expectativas, que já estavam altas, foram superadas. Damien Chazelle transformou uma história bem simples em verdadeira obra prima, muito agradável aos olhos e aos ouvidos. A Emma e o Ryan estavam incríveis. Pela qualidade do filme, o ingresso foi muito barato. O famoso FILMÃO DA PORRA ❤
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David Gilmour: Live At Pompeii
4.7 11Sei lá. "David Gilmour" já devia ter se tornado um adjetivo de valor positivo há tempos. Sem dúvida faz parte do meu TOP 3 ingressos-que-foram-baratos-demais-quando-comparados-com-a-qualidade-e-com-a-sensação-transmitida-enquanto-assistia-ao-filme-no-cinema. Boatos que a Terra agora é o céu pra ter recebido um showzão desses.
Death Note
1.8 1,5K Assista AgoraEu já não estava esperando nada de bom dessa adaptação e mesmo assim consegui ser surpreendida. É horrorosamente ruim. Mesmo sem comparar com o anime, o filme continua sendo ruim.
É compreensível ter alterações, afinal não é fácil colocar 12 horas de episódios em pouco mais de uma hora e meia de filme. Sem comentários sobre o elenco ser completamente composto por ocidentais, isso todos já sabem como pecou e muito. Tiveram a proeza de transformar Death Note em um filme romântico, cheio de mortes bizarras e cômicas e, por mais incrível que seja, mudaram e muito a essência dos personagens. Light sendo muito despercebido, romântico e burro, sem ter cuidado nenhum. L se irritando incontáveis vezes e fazendo deduções que mais pareciam um chute na base do uni duni tê.
Dei meia estrela por não ser possível dar zero, infelizmente.
Okja
4.0 1,3KQueria fazer um comentário intelectual e culto, mas minha mente ainda não voltou ao normal.
Só queria registrar que a vermelhidão dos meus olhos devido ao tanto que chorei, especialmente numa das cenas finais,
quando o casal de superporcos (que eu, particularmente, acho que está mais pra um hipopótamo do que para um porco) empurra o superporquinho bebê pra Okja e pra Mija levarem junto e o salvarem, por pouco não se igualou ao vermelho dos olhos de alguém que fumou maconha.
Sete Minutos Depois da Meia-Noite
4.1 997E então, quando o filme acabou, percebi que chorei o suficiente pra alimentar a usina de Itaipu por dois meses
O Universo No Olhar
4.2 1,3KAs definições de filme bem pensado acabam de ser atualizadas. A forma como o conflito entre a ciência e a religião é abordado é muito bonita e o nível de detalhamento é INCRÍVEL. O plano de fundo do computador do Ian é a nebulosa de Hélix (aquela que se parece com uma íris e é conhecida como "olho de deus"), a camiseta estampada com a capa do Pulse, do Pink Floyd, o colar da Sofi do olho de Hórus, que representa, entre várias coisas, a ressurreição na mitologia egípcia... E o nome original do filme, "I Origins", é a parte mais fantástica. Ao mesmo tempo que "I" significa "eu", ele soa como "eye" (olho), que é exatamente como as pessoas são identificadas: pelos olhos, que também servem, entrando na questão religiosa, para saber a origem da pessoa, quem ela foi no passado.
Uma coisa interessante na cena em que o Ian mostra três imagens para a Salomita: as escolhas incorretas são, na maior parte, a que tratam sobre algo relacionado às pessoas com quem Sofi se relacionou, como a avó e a mãe, mas os gostos pessoais (o pavão albino, o mentos, etc) são corretos. O único "resquício" de uma pessoa que há é o da Sofi, visto que a Salomita aponta pra imagem dela.
Não sou religiosa, mas esse filme me emocionou muito, especialmente nos 20 minutos finais.
E, depois de mais de um mês de ter assistido, criei coragem para fazer o seguinte edit:
o filme continua sendo um dos meus favoritos, mas, um tempo depois que acabei, fiquei lembrando da cena em que o Ian leva a Salomina pro hotel e isso realmente foi estranho. Parecia que ele era um turista sexual como vários já falaram nos comentários. Talvez a parte de ser um filme bem pensado tenha diminuído um pouquinho (bem pouco mesmo) por esse motivo.<br>
Alguns reclamam do exagero presente na cena em que a Sofi morre no elevador, mas eu acho que ela é propositalmente exagerada. Mortes envolvendo elevadores (em especial da forma que aconteceu) não são tão comuns assim e era preciso de algo mais distinto. Se a Sofi tivesse morrido em um acidente de carro, por exemplo, e a garotinha se recusasse a entrar num veículo, não seria algo tão único e marcante visto que inúmeros acidentes acontecem e tiram a vida de pessoas todos os dias.
La La Land: Cantando Estações
4.1 3,6KSaí da sala do cinema me sentindo despedaçadamente alegre. Minhas expectativas, que já estavam altas, foram superadas. Damien Chazelle transformou uma história bem simples em verdadeira obra prima, muito agradável aos olhos e aos ouvidos. A Emma e o Ryan estavam incríveis. Pela qualidade do filme, o ingresso foi muito barato. O famoso FILMÃO DA PORRA ❤