Apesar de um tanto pastelão, eu gosto da forma como Mel Brooks demole todos os clichês do faroeste ao mesmo tempo em que denuncia o racismo palpável em tantos filmes do gênero.
Filmaço. Não deixou muito para os outros dizerem sobre luto, videntes e premonições. Talvez por isso seja tão imitado. A atmosfera é angustiante, e não precisa se apoiar em violência e sangue gratuitos para tanto. Está tudo na ambientação, nas atuações e na sonografia. Visualmente belo, graças à fotografia e edição brilhantes. Assim como são brilhantes as atuações de Donald Sutherland e Julie Christie. Aula de como fazer cinema de terror original e inteligente. Nesse aspecto, me remeteu a O Bebê de Rosemary (inclusive, tem semelhança na incorporação de elementos sobrenaturais). Quem estiver atrás de terror convencional ou cinema convencional de modo geral de fato não vai gostar. Quem gosta de cinema experimental com densidade filosófica, por outro lado, dificilmente vai se decepcionar.
quando o herói recusa o chamado da justiça, sua fuga será sua perdição. Me incomodou que as sequências de perseguição, entretanto, seguem sempre o mesmo (improvável) padrão: por mais distância que você abra, o perseguidor sempre volta à sua cola (sejam o mocinho ou o bandido). Mas OK, entendo que não é a proposta do autor fazer um filme realista.
Duas últimas observações: percebi tanto influências no estilo do diretor (como a cena do acidente de moto que parece idêntica à abertura de Lawrence da Arábia) quanto influência em filmes posteriores (filmes do gênero slasher, principalmente). Um bom filme sobretudo pela fotografia, edição, influência e originalidade.
Toda a sequência em que o Conde Orlok não mata Hutter, este descobre que o Conde é um vampiro, o Conde parte do Castelo, e Hutter foge do mesmo, é mal contada e inverossímil. Ainda pior é o fato do vampiro aparecer à luz do dia, apesar de no início dizer que dorme durante o dia, e morrer pela exposição do sol, ao final.
As cenas do Conde Orlok, clássicas em si mesmas - especialmente as que projetam sua sombra - perfazem apenas uma fração do filme. Fora estas, Nosferatu me parece uma experiência cinematográfica datada, tanto em termos estéticos quanto narrativos.
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Banzé no Oeste
3.7 121 Assista AgoraApesar de um tanto pastelão, eu gosto da forma como Mel Brooks demole todos os clichês do faroeste ao mesmo tempo em que denuncia o racismo palpável em tantos filmes do gênero.
Inverno de Sangue em Veneza
3.6 220Filmaço. Não deixou muito para os outros dizerem sobre luto, videntes e premonições. Talvez por isso seja tão imitado. A atmosfera é angustiante, e não precisa se apoiar em violência e sangue gratuitos para tanto. Está tudo na ambientação, nas atuações e na sonografia. Visualmente belo, graças à fotografia e edição brilhantes. Assim como são brilhantes as atuações de Donald Sutherland e Julie Christie. Aula de como fazer cinema de terror original e inteligente. Nesse aspecto, me remeteu a O Bebê de Rosemary (inclusive, tem semelhança na incorporação de elementos sobrenaturais). Quem estiver atrás de terror convencional ou cinema convencional de modo geral de fato não vai gostar. Quem gosta de cinema experimental com densidade filosófica, por outro lado, dificilmente vai se decepcionar.
Mad Max
3.6 755 Assista AgoraBrilhante edição, bela fotografia com tomadas improváveis do outback australiano. Uma premissa interessante:
quando o herói recusa o chamado da justiça, sua fuga será sua perdição. Me incomodou que as sequências de perseguição, entretanto, seguem sempre o mesmo (improvável) padrão: por mais distância que você abra, o perseguidor sempre volta à sua cola (sejam o mocinho ou o bandido). Mas OK, entendo que não é a proposta do autor fazer um filme realista.
12 Anos de Escravidão
4.3 3,0K Assista AgoraProvavelmente o melhor filme já feito sobre escravidão.
Nosferatu
4.1 676 Assista AgoraNão consegui gostar do filme por conta de várias inconsistências na narrativa.
Toda a sequência em que o Conde Orlok não mata Hutter, este descobre que o Conde é um vampiro, o Conde parte do Castelo, e Hutter foge do mesmo, é mal contada e inverossímil. Ainda pior é o fato do vampiro aparecer à luz do dia, apesar de no início dizer que dorme durante o dia, e morrer pela exposição do sol, ao final.