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Últimas opiniões enviadas

  • Daisy

    desromantização da maternidade, como ter um mano em casa não quer dizer que você vá ter um parceiro (nenhuma novidade no front), lugares internos que salvam a gente (que me tocou no lugar do "a soma de todas as minhas partes", do Hans Weingartner

    Comentário contando partes do filme. Mostrar.

    não só pelo escapismo mental, que há em vários filmes, mas por esse escapismo, que faz sobreviver, ser um eu-antigo, um eu-criança, um eu-antes-das-crias

    .

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  • Daisy

    acho bem problemático que se construam sempre narrativas homoafetivas de forma não saudáveis (pra dizer o mínimo), justamente por ter menos produções em comparação as heteronormativas, isso salta muito os olhos, e incomoda demais.

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  • Daisy

    : Enquanto assistia 'Get Out' o bicho inquieto da escrita me percorreu diversas vezes. Mas quando o filme acabou percebi que não seria possível formular algo com a riqueza que eu gostaria; com tudo que me perpassou cá dentro nisso que afeta. É que a palavra tem seu tempo. Nesse caso exigiria a paciência da costura e maturação, que os sentires pudessem se alocar nalgum canto com menos passión.

    Mas o bicho ignora essas leis, continuou com pelos eriçados contra a parede do estômago e penso que modo de colocar calma nisso é dizer algumas coisas.

    Pois.

    Tendo sido o cinema um dos modos que a classe dominante encontrou para esparramar a sua ideologia e, ao mesmo tempo, pensando no que diz Jean-Claude Bernadet que "A classe dominante, para dominar, não pode nunca apresentar a sua ideologia como sendo a sua ideologia, mas ela deve lutar para que esta ideologia seja sempre entendida como a verdade. Donde a necessidade de apresentar o cinema como sendo expressão do real e disfarçar constantemente que ele é artifício, manipulação, interpretação."(1985, p.20)

    Afunilando, a partir disso, para a construção do imaginário que define muito de como se dão as relações raciais até hoje, tivemos produções como "O nascimento de uma nação" (1915), considerado um clássico e que traz em seu roteiro a exaltação da condenação à morte de um “estuprador negro” pela organização de supremacia branca Ku Klux Klan. No, excelente, documentário 13ª Emenda, dirigo pela Ava DuVernay, temos uma linha histórica de como essa imagem do "negro estuprador" se conecta ao modo como um homem negro norte-americano é visto pela sociedade e é tratado (assassinado) pela polícia.

    Diante disso, o que me parece o maior trunfo de "Get Out" é se utilizar de um dos estilos mais rentáveis da indústria do cinema norte-americano para escancarar as feridas, tirar as questões do que pode ser uma bolha específica dos documentários e colocá-la na sessão do cotidiano.

    O terror, ainda que muito bem desenvolvido, não me parece importar tanto no sentido de inovação, inclusive a fórmula me lembrou muito o filme "A Chave Mestra" (2005) - embora ele vá além -, e mesmo isso me parece proposital, pois o horror mesmo está nos discursos, nos detalhes das relações, no que elas simbolizam.

    Assistindo 'Get Out' minha cabeça e meu afeto passaram pelo capítulo 03 de "Pele Negra, Máscaras Brancas" de Frantz Fanon. Logo de início quando ele traz que o homem negro, que deseja ser reconhecido como branco e não como negro, crê que é pelo amor da mulher branca que isso ocorrerá, pois se ela o ama, ele é digno de um amor branco, através desse amor esposará "a cultura branca, a beleza branca, a brancura branca".

    É como se o diretor Jordan Peele pegasse esse trecho para revelar, uma vez mais, que uma sociedade construída em fundamentos racistas jamais esquecerá a cor negra da pele e os adjetivos a ela atribuídos; seja pela marginalização, seja pela hiperssexualização.

    É, como ele mesmo disse, para que o tema deixe de ser tabu, para que saiamos da mentira da era "pós-racial", é o apelo contrário ao título do filme: não corra, encare!

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