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Data de lançamento
17 Março 2020Duração
Envolvidos num processo artístico, sete jovens dançarinos são provocados a um mergulho em suas ancestralidades.
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As Novas Desventuras de Cliff Booth
- um "documentário híbrido" que aborda várias temáticas importantes e interessantes, pela duração não consegue aprofundar em todas, mas isso não prejudica, aborda cada uma de forma bem criativa e de forma que conversem entre si
- amei a introdução com a gênese do seres humanos pelo candomblé, como as ancestralidades dos sete participantes são trabalhadas e as cenas de dança são maravilhosas
Expande os horizontes de quem foi doutrinado pela cosmologia cristã, apresentando de forma inventiva novas concepções de mundo e religião. Arte e fé que movem o corpo.
Uau. Uma bela mistura de linguagens que resulta num produto de narrativa dispersa e que é uma surra de cinema. Que câmera, que fotografia! Tem ficção, documentário e linguagem de clip, tudo junto de forma muito harmônica. Cavalo traz um discurso poderoso de arte, cultura, música, religião, ancestralidade, negritude. Desperta no espectador uma emoção genuína e uma ligação mágica, o filme tem quase uma hora e meia mas que passa com uma velocidade impressionante, deixa uma sensação forte de que poderia durar mais, ao passo que finaliza belamente sua exposição. Coisa linda!
Um dos melhores trabalhos de fotografia que eu já vi! "Cavalo" é extremamente necessário!
Quando soube do lançamento deste longa-metragem alagoano, senti-me na obrigação de conferí-lo: como moro num Estado vizinho, intuí que haveriam muitas questões identitárias em comum. Dito e feito: apesar de eu desconhecer muitos apanágios do candomblé - em razão de meus vícios advindos de uma longeva doutrinação cristã - nutro um fascínio deslumbrado pela musicalidade de matriz africana. E, sendo este um filme dancical, os momentos de epifania coreográfica são abundantes: o elenco de dançarinos é esplêndido! Estupefaciente em sua magistral direção de fotografia e muito esperto em sua assunção metanarrativa da lógica do "documentário híbrido", CAVALO aborda diversas temáticas associadas: é um filme sobre negritude, sobre criação do mundo, sobre religiosidades interseccionadas, sobre usos do corpo, sobre interações afetuosas, sobre a dança enquanto metonímia cosmogônica. Fiquei encantado com o que vi e ouvi. Por motivos óbvios, pensei em SAMBA DA CRIAÇÃO DO MUNDO, que serve-se do mesmo mito fundacional. Mas o filme alagoano vai por um percurso distinto: para quem é nordestino como eu, é um convite à epifania da atividade diuturna: a seqüência final, numa rua chuvosa, em plena madrugada, é absolutamente sublime! <3 (WPC>)