Iracema - Uma Transa Amazônica

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Iracema - Uma Transa Amazônica (1975)
Iracema - uma Transa Amazônica
Média do filme: 3.9 de 5 — baseado em 747 votos
MÉDIAFILMOW
3.9
747 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
País de origem Brasil 🇧🇷
Duração 96 min (1h36)
Status Streaming

Duração

96 minutos

Sinopse

Em 1974, em plena ditadura, quando o governo militar alardeava a propaganda da construção do “Brasil Grande”, Jorge Bodanzky, Orlando Senna e Wolf Gauer filmam Iracema — uma transa amazônica, ficção com uma feição documental que se tornou marco na cinematografia brasileira. O filme faz um contraponto à propaganda oficial da época sobre a Amazônia, revelando as queimadas, o trabalho escravo e a prostituição infantil através da história da menina ribeirinha Iracema, que, atraída pela cidade grande e pela lábia do motorista de caminhão Tião Brasil Grande, acaba se prostituindo às margens da rodovia Transamazônica. Proibido durante seis anos no Brasil, recebeu inúmeros prêmios em festivais internacionais. Em 1981, foi o grande vencedor do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.

Fotos e Trailers


rekarte
Tiago
4 meses atrás

Como filme é muito ruim, não há roteiro, edição e apenas um ator profissional de péssima qualidade, mas é interessante como documentário de uma época histórica do Brasil.

guscarbian
Gustavo Carbian
4 meses atrás

Apesar de algumas atuações não muito boas, inclusive da protagonista, é impressionante a imersão ao Brasil dos anos 1970 que esse filme proporciona. Fez história e é política e ecologicamente atual.

velho_cinefilo
Senhor Ivan
½
8 meses atrás

Só mostra como coisas do passado se estendem até hoje e nunca vai acabar.Feliz por terem restaurado essa grande pérola nacional.

>Assistido em 23 de Dezembro de 2025

alissonmpcosta
Alisson Costa
11 meses atrás

Assistir a esse filme/documentário é constatar o quão atuais todos os temas aqui contidos se mantém, o que demonstra a atemporalidade da obra. Mais interessante ainda foi a minha experiência por ter a honra de participar de um bate-papo com o Jorge Bodanzky sobre a obra, além de dar um abraço no próprio no fim da sessão.

felipebosobrida
Felipe
1 ano atrás

Um clássico absoluto do cinema brasileiro retorna, 50 anos depois, em uma impressionante cópia restaurada em 4K, para as principais salas do país. Um drama que enfrentou a censura durante a Ditadura Militar, que permanece com história mais atual do que nunca, registrando feridas abertas do Brasil. Coprodução Brasil, Alemanha Ocidental e França, dirigido pela dupla Jorge Bodanzky e Orlando Senna, o filme, de 1974, é uma crítica social sobre as relações de trabalho escravo na Amazônia, com foco na ocupação de terras indígenas, bem como a devastação das florestas por fazendeiros, grileiros e garimpeiros. Mescla documentário e ficção – doc porque capta a realidade nua e crua das queimadas enquanto o filme era rodado, além de trazer indígenas que não eram atores profissionais para interpretar ‘eles mesmos’, e ficção pois a história narrada parte de um roteiro inventado. Na trama, simbólica e questionadora, acompanhamos as viagens do caminhoneiro Tião (Paulo César Peréio) pela recém-construída rodovia Transamazônica, e a relação amorosa dele com uma indígena retirada de seu povo, Iracema (Edna de Cássia). No meio dessas andanças dos personagens, o ‘progresso’ do país com a construção do megalomaníaco projeto da Transamazônica, elaborado na Ditadura e que tinha como objetivo a construção de uma rodovia federal que cortaria o país de leste a oeste, da Paraíba ao Amazonas, com quase 4300 quilômetros de extensão, cruzando sete estados. Um projeto falido, que buscava integrar o país, mas aos poucos foi sendo abandonado, marcado por problemas socioambientais, como devastação, ameaça aos povos indígenas, desvios de dinheiro e dificuldades de acesso. É o período do ‘Milagre Econômico’, que escondia nesse Brasil profundo a destruição dos povos originários, das comunidades ribeirinhas, expondo a grilagem e a exploração sexual de crianças e jovens indígenas – tema que aparece bem no filme. Exibido no Festival de Cannes pela primeira vez em 1976, o filme foi logo engavetado por cinco anos pela ditadura no Brasil, até que teve, em 1980, a primeira exibição nacional, no Festival de Brasília, onde ganhou os quatro prêmios que concorreu – melhor filme, edição, atriz para Edna de Cássia e atriz coadjuvante para Conceição Senna, esposa do diretor Orlando Senna. O longa foi filmado em 16mm para a emissora de TV alemã Zweites Deutsches Fernsehen (ZDF), antes de ter a versão para o cinema. A restauração digital em 4K partiu dos negativos originais de imagem e do magnético de som da versão alemã, preservados nos arquivos da ZDF. Exibido agora com um corte de quatro minutos em relação à versão apresentada no Festival de Cannes em 1976, ampliada para 35mm. A restauração de imagem e digitalização das matrizes ocorreu no laboratório Cinegrell, em Berlim, e a restauração de som deu-se nos estúdios JLS de São Paulo, ocorridas entre junho e setembro de 2024. As matrizes digitais de preservação foram feitas pela Cinemateca Brasileira e serão conservadas lá. Assim que a restauração foi concluída, o filme teve a primeira exibição dessa nova cópia no Festival do Rio, em outubro de 2024, e esse ano ele voltou para o Festival de Berlim, para a edição comemorativa do filme. É essa a versão final que está nos cinemas agora, com belíssima imagem, na metragem de 91 minutos. Distribuição nas salas pela Gullane+. POR FELIPE BRIDA - Blog Cinema-naweb blogspot

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Elenco de Iracema - Uma Transa Amazônica

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Conceição Senna 0 2

Conceição Senna

Edna de Cássia 1 5

Edna de Cássia

(Iracema)
Paulo César Peréio 9 201

Paulo César Peréio

(Tião)

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