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Duração
Em 1974, em plena ditadura, quando o governo militar alardeava a propaganda da construção do “Brasil Grande”, Jorge Bodanzky, Orlando Senna e Wolf Gauer filmam Iracema — uma transa amazônica, ficção com uma feição documental que se tornou marco na cinematografia brasileira. O filme faz um contraponto à propaganda oficial da época sobre a Amazônia, revelando as queimadas, o trabalho escravo e a prostituição infantil através da história da menina ribeirinha Iracema, que, atraída pela cidade grande e pela lábia do motorista de caminhão Tião Brasil Grande, acaba se prostituindo às margens da rodovia Transamazônica. Proibido durante seis anos no Brasil, recebeu inúmeros prêmios em festivais internacionais. Em 1981, foi o grande vencedor do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.
Iracema - Uma Transa Amazônica 8.5/10
Tem elementos de road movie alternando quase com um documentário. Talvez dê para chamar de "Neo Cinema Novo". É quase uma denúncia, infelizmente ainda atual, de como o estado esconde mazelas do país, como pobreza, falta de acesso a educação e prostituição, ou tenta resolvê-las da forma mais fácil e incorreta, como é a obra faraônica da transamazonica, "presente" da ditadura.
Baita filme. Você passa grande parte dele com pena das figuras retratadas. Acredito que a maioria nem atores eram. Lembra também aquele Nomadland, maaaas o brasileiro é bem superior.
Como filme é muito ruim, não há roteiro, edição e apenas um ator profissional de péssima qualidade, mas é interessante como documentário de uma época histórica do Brasil.
Apesar de algumas atuações não muito boas, inclusive da protagonista, é impressionante a imersão ao Brasil dos anos 1970 que esse filme proporciona. Fez história e é política e ecologicamente atual.
Só mostra como coisas do passado se estendem até hoje e nunca vai acabar.Feliz por terem restaurado essa grande pérola nacional.
>Assistido em 23 de Dezembro de 2025
Assistir a esse filme/documentário é constatar o quão atuais todos os temas aqui contidos se mantém, o que demonstra a atemporalidade da obra. Mais interessante ainda foi a minha experiência por ter a honra de participar de um bate-papo com o Jorge Bodanzky sobre a obra, além de dar um abraço no próprio no fim da sessão.