Uma vez mais, o selo Netflix me brinda com uma decepção. Formato curta-metragem eficiente apenas para os fins propagandísticos de um filme parcial e bastante pretensioso. Quando se trata de um conflito atual e complexo como o caso sírio, não é possível formar opinião a partir de fragmentos minúsculos revelados por um seleto grupo de pessoas. E o outro lado? Existe? Será isso mesmo?
Para exemplificar, determinada cena exibe um dos membros afirmando já ter participado de grupos armados, mas trocou as armas por uma atitude bonita, humana. Vemos o resgate de crianças e até de um "bebê milagroso". A todo momento é ressaltada a imagem humana, sentimental e bondosa dos tais Capacetes Brancos - eles têm família, eles salvam famílias. É até difícil imaginar que algo nessas cenas pode não representar a realidade de uma forma honesta. Mas não é, no mínimo, suspeito que um documentário sobre os Capacetes Brancos, além de não expor a opinião de nenhuma outra pessoa além dos próprios "heróis da humanidade", não explore suas origens, quem o financiava e ainda financia?
Ressalto que, de modo algum, diminuo o valor do trabalho de alguém que resgata outras vidas - nesse sentido, é interessante que ter um filme que traga visibilidade para um grupo de civis que realiza tal trabalho, além da chamar atenção para a Síria, de modo geral, permitindo debate sobre. Porém, se é para passar informações, que isso seja feito de uma forma limpa.
À primeira vista, pensei que não seria possível explorar de forma minimamente satisfatória um tema de tamanha delicadeza em meros vinte e quatro minutos. Bem, eu estava certa. Não foi possível.
Minha principal crítica se direciona ao formato escolhido, insuficiente para documentar a história das famílias apresentadas. O filme é corrido, raso e meramente expositivo, resume-se ao apelo emocional de uma questão sensível que, naturalmente, há de tocar a todos nós - uma vez que estamos vulneráveis a essa situação independente de quaisquer diferenças. Mas fica a forte impressão de que faltou empenho em documentar, de fato, e houve um maior interesse em correr para lançar e lucrar sobre a questão.
Também me incomodou (e muito) a exposição dos pacientes em tais condições e a forma desigual como suas histórias são exploradas - ou, melhor dizendo, expostas, uma vez que não se explora coisa alguma aqui.
O que fica é a reflexão, o exercício de empatia, trocando de lugar com o outro mentalmente, imaginando o "e se fosse eu? e se fosse quem amo?", e isso é tudo.
A dor de um amor não-correspondido, de tentativas em vão e esperanças inúteis. Tão bom rever Antoine Doinel, que me encantou tão facilmente em Os Incompreendidos e repete o feito nesse curta simples e belíssimo.
Léaud e Truffaut e sua parceria incrível! E, claro, destaque para a trilha sonora marcante. Especialmente a música final.
Bastante apressado, muito fácil se perder com a narração. Ainda assim, é adorável! Uma história bastante simples contada de modo bastante poético, repleto de boas referências e citações. Gostei!
Gostei pela combinação dos cenários, figurinos e fotografia. A iluminação e os planos cuidadosos criaram uma atmosfera delicada. Só pelo poster isso pode ser notado. E também por ser ambientado em meados da década de 50, numa livraria. Sem aquelas apelações nacionais, como a violência ou a pobreza. Não gostei do trabalho da Tieza, mas em compensação da Vera não deixou a desejar.
Sinceramente? Achei que ele fosse escrever bem mais coisas, mais do que "Rafael dorme, espera, chora, deita...". No final, fica subentendido que o garoto gosta mesmo dele, e então o filme acaba. Puf! Como se desligassem do nada "Ah, chega! Já está bom!". E fica aquele vazio...
Os Capacetes Brancos
4.1 146 Assista AgoraUma vez mais, o selo Netflix me brinda com uma decepção. Formato curta-metragem eficiente apenas para os fins propagandísticos de um filme parcial e bastante pretensioso. Quando se trata de um conflito atual e complexo como o caso sírio, não é possível formar opinião a partir de fragmentos minúsculos revelados por um seleto grupo de pessoas. E o outro lado? Existe? Será isso mesmo?
Para exemplificar, determinada cena exibe um dos membros afirmando já ter participado de grupos armados, mas trocou as armas por uma atitude bonita, humana. Vemos o resgate de crianças e até de um "bebê milagroso". A todo momento é ressaltada a imagem humana, sentimental e bondosa dos tais Capacetes Brancos - eles têm família, eles salvam famílias. É até difícil imaginar que algo nessas cenas pode não representar a realidade de uma forma honesta. Mas não é, no mínimo, suspeito que um documentário sobre os Capacetes Brancos, além de não expor a opinião de nenhuma outra pessoa além dos próprios "heróis da humanidade", não explore suas origens, quem o financiava e ainda financia?
Ressalto que, de modo algum, diminuo o valor do trabalho de alguém que resgata outras vidas - nesse sentido, é interessante que ter um filme que traga visibilidade para um grupo de civis que realiza tal trabalho, além da chamar atenção para a Síria, de modo geral, permitindo debate sobre. Porém, se é para passar informações, que isso seja feito de uma forma limpa.
Extremis
3.8 107 Assista AgoraÀ primeira vista, pensei que não seria possível explorar de forma minimamente satisfatória um tema de tamanha delicadeza em meros vinte e quatro minutos. Bem, eu estava certa. Não foi possível.
Minha principal crítica se direciona ao formato escolhido, insuficiente para documentar a história das famílias apresentadas. O filme é corrido, raso e meramente expositivo, resume-se ao apelo emocional de uma questão sensível que, naturalmente, há de tocar a todos nós - uma vez que estamos vulneráveis a essa situação independente de quaisquer diferenças. Mas fica a forte impressão de que faltou empenho em documentar, de fato, e houve um maior interesse em correr para lançar e lucrar sobre a questão.
Também me incomodou (e muito) a exposição dos pacientes em tais condições e a forma desigual como suas histórias são exploradas - ou, melhor dizendo, expostas, uma vez que não se explora coisa alguma aqui.
O que fica é a reflexão, o exercício de empatia, trocando de lugar com o outro mentalmente, imaginando o "e se fosse eu? e se fosse quem amo?", e isso é tudo.
Antoine e Colette
4.1 105 Assista AgoraA dor de um amor não-correspondido, de tentativas em vão e esperanças inúteis. Tão bom rever Antoine Doinel, que me encantou tão facilmente em Os Incompreendidos e repete o feito nesse curta simples e belíssimo.
Léaud e Truffaut e sua parceria incrível!
E, claro, destaque para a trilha sonora marcante. Especialmente a música final.
Uma História da Água
3.5 33Bastante apressado, muito fácil se perder com a narração. Ainda assim, é adorável! Uma história bastante simples contada de modo bastante poético, repleto de boas referências e citações. Gostei!
A Dança Serpentina
4.4 73Primeiro curta que vejo dos Lumière, me fascinou.
Esse jogo de cores é encantador. Dá vontade de ver novamente, novamente e novamente. *o*
Páginas de Menina
3.1 53Gostei pela combinação dos cenários, figurinos e fotografia. A iluminação e os planos cuidadosos criaram uma atmosfera delicada. Só pelo poster isso pode ser notado. E também por ser ambientado em meados da década de 50, numa livraria. Sem aquelas apelações nacionais, como a violência ou a pobreza.
Não gostei do trabalho da Tieza, mas em compensação da Vera não deixou a desejar.
O Diário Aberto de R.
2.7 35A ideia é mostrar a descoberta da sexualidade do outro. Sim, foi passada. Mas deixa a desejar, e muito.
Sinceramente? Achei que ele fosse escrever bem mais coisas, mais do que "Rafael dorme, espera, chora, deita...". No final, fica subentendido que o garoto gosta mesmo dele, e então o filme acaba. Puf! Como se desligassem do nada "Ah, chega! Já está bom!". E fica aquele vazio...
O Desaparecimento de uma Dama no Teatro Robert Houdin
3.8 30Fico imaginando o impacto da cena há mais de um século atrás. Genial, genial!
Café com Leite
3.5 364O ator mirim chama atenção. Como um curta-metragem não se pode esperar muito da atuação e do enredo. Gostei, é bonitinho.