Aquela coisa de nos primeiros minutos já começar a pensar: que filme lindo, que filme maravilhoso... O tipo de obra que só nos deparamos de tempos em tempos.
O filme parece ser ruim, parece ser bom. Uma dúvida? Merece, com certeza, ser revisto.Um mundo caótico, onde a maior indagação da filosofia, da física, faz-se sem espanto - uma assertiva metafisica. Se as "regras" que a ciência - que nós, humanos - estabeleceu, parassem de funcionar? A gravidade deixasse de funcionar como estamos acostumados (buuum!!) o que restaria à humanidade? Porém a vida (a cultura) fez-se tão forte, - possui vida própria - capaz de estagnar esse espanto. Pessoas morrem nas ruas e não é apenas uma fábula sobre a melancolia -sem, também, deixar de sê-la. O amor sobrevive em meio ao caos. O caos que sempre existiu, porem de uma forma a qual já estávamos acostumados. O filme nos põe a pensar em uma humanidade passiva, exterior a tudo, que nega a si; que constrói ídolos e destrói identidades. O mundo, da frieza como uma metáfora, mas também como uma possibilidade. A construção do filme com cenas confusas evoca ainda mais o caos, o fim; e fazer poesia é sempre, de alguma forma, falar do fim. As atuações, como tantos criticaram, por vezes inespressivas acabam carimbando o desconsolo dos personagens. O amor sobrevive a tudo, a mudanças climáticas, gravitacionais, a doenças inexplicáveis, porém morre junto aos humanos - ou a vida em si. Resta a pergunta: uma obra de arte, ou um trabalho de extrema pretensão que não foi bem feito - como tantos acusam - e por isso acabou sendo um fiasco?
Frustração pura. Não é poético de forma alguma. Não há nada no filme; pura encheção de linguiça. Nada é desenvolvido. É um chute no saco. O tema é propenso a tantas possibilidades, - já que é um tabu - mas escorre pelo ralo. Mesmo que o diretor quisesse propor uma visão atemporal sobre o tema , (que não é o caso) ele teria que, de alguma forma, criar um conflito, mesmo que a montagem não fosse linear. A verdade é que não há nenhuma filosofia, ideia ou entendimento a respeito dos fatos. Acontecem coisas irreais e que não significam nada além do que vemos, não há nada nas entrelinhas. O filme unicamente se arrasta: entediante e com péssimas atuações. O amor incondicional e puro que o filme tenta retratar em uma situação peculiar, como uma flor que nasce em um lugar inesperado -rompendo o asfalto (vide Drummond) - não consegue ser, em momento algum, poesia; é apenas chato e ridículo. A sinopse é a melhor parte desse filme.
quem conhece um pouquinho das idéias de nietzsche (não precisa ter lido nem uma obra não), digeriu bem mais facilmente o filme (julgando por suas quase 3 horas de marasmo). lars von trier: simples e certeiro. reescreveu o anticristo (de uma maneira parecida - às vezes - com brincadeira de criança) em uma instigante e impecável parábola áudio-visual.
O Novíssimo Testamento
3.9 172Aquela coisa de nos primeiros minutos já começar a pensar: que filme lindo, que filme maravilhoso... O tipo de obra que só nos deparamos de tempos em tempos.
Dogma do Amor
3.0 48O filme parece ser ruim, parece ser bom. Uma dúvida? Merece, com certeza, ser revisto.Um mundo caótico, onde a maior indagação da filosofia, da física, faz-se sem espanto - uma assertiva metafisica. Se as "regras" que a ciência - que nós, humanos - estabeleceu, parassem de funcionar? A gravidade deixasse de funcionar como estamos acostumados (buuum!!) o que restaria à humanidade? Porém a vida (a cultura) fez-se tão forte, - possui vida própria - capaz de estagnar esse espanto. Pessoas morrem nas ruas e não é apenas uma fábula sobre a melancolia -sem, também, deixar de sê-la. O amor sobrevive em meio ao caos. O caos que sempre existiu, porem de uma forma a qual já estávamos acostumados. O filme nos põe a pensar em uma humanidade passiva, exterior a tudo, que nega a si; que constrói ídolos e destrói identidades. O mundo, da frieza como uma metáfora, mas também como uma possibilidade. A construção do filme com cenas confusas evoca ainda mais o caos, o fim; e fazer poesia é sempre, de alguma forma, falar do fim. As atuações, como tantos criticaram, por vezes inespressivas acabam carimbando o desconsolo dos personagens. O amor sobrevive a tudo, a mudanças climáticas, gravitacionais, a doenças inexplicáveis, porém morre junto aos humanos - ou a vida em si.
Resta a pergunta: uma obra de arte, ou um trabalho de extrema pretensão que não foi bem feito - como tantos acusam - e por isso acabou sendo um fiasco?
Hospital Maldito
2.1 71 Assista Agorari muito
Do Começo ao Fim
3.0 1,3KFrustração pura. Não é poético de forma alguma. Não há nada no filme; pura encheção de linguiça. Nada é desenvolvido. É um chute no saco. O tema é propenso a tantas possibilidades, - já que é um tabu - mas escorre pelo ralo. Mesmo que o diretor quisesse propor uma visão atemporal sobre o tema , (que não é o caso) ele teria que, de alguma forma, criar um conflito, mesmo que a montagem não fosse linear. A verdade é que não há nenhuma filosofia, ideia ou entendimento a respeito dos fatos. Acontecem coisas irreais e que não significam nada além do que vemos, não há nada nas entrelinhas. O filme unicamente se arrasta: entediante e com péssimas atuações. O amor incondicional e puro que o filme tenta retratar em uma situação peculiar, como uma flor que nasce em um lugar inesperado -rompendo o asfalto (vide Drummond) - não consegue ser, em momento algum, poesia; é apenas chato e ridículo. A sinopse é a melhor parte desse filme.
Vanilla Sky
3.8 2,1K Assista Agoraé impossível pra mim não tê-lo como favorito. digam o que disserem...
=]
Dogville
4.3 2,0K Assista Agoraquem conhece um pouquinho das idéias de nietzsche (não precisa ter lido nem uma obra não), digeriu bem mais facilmente o filme (julgando por suas quase 3 horas de marasmo). lars von trier: simples e certeiro. reescreveu o anticristo (de uma maneira parecida - às vezes - com brincadeira de criança) em uma instigante e impecável parábola áudio-visual.
Querida Wendy
3.7 87O filme tem uma hora e quarenta e cinco minutos, mas você sente que poderia durar três ou oito dias.