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Data de lançamento
14 Dez. 2001Duração
Em Nova York são narrados em flashback fatos angustiantes da vida de David Aames (Tom Cruise), um jovem empresário que é dono de um império editorial. David tem sua vida modificada quando conhece Sofia Serrano (Penélope Cruz), uma bela jovem por quem se apaixona .Tal relacionamento desperta ciúmes em Julie Gianni (Cameron Diaz), uma "amizade colorida" de Davis, que quer muito mais que mero envolvimento sexual com ele. Um dia, após sair da casa de Sofia, David encontra Julie, que usando o pretexto de querer conversar com ele o convence a entrar no carro dela. Em um ímpeto de loucura, e cega por se sentir preterida, ela lança o carro por cima de um viaduto. Ela não resiste ao impacto e morre. David sobrevive, mas fica com o rosto bem desfigurado e entra em coma, ficando neste estado por três semanas. Ao se ver David fica traumatizado e oferece qualquer quantia para reconstruírem seu rosto. Repentinamente realidade e fantasia se confundem de forma assustadora.
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Tem Alguns Spoilers...
David Aames tinha o mundo aos seus pés, ele era um príncipe, tinha tudo — Paris, Roma, Nova York, o dinheiro, o amigo fiel, mustang verde —, mas a verdade, como quase todos os príncipes ele era um cara de carater raso, que tratava todos como servos, usando o melhor amigo Brian como capacho e a namorada Julianna como objeto de distração. Num dia, numa festa em seu castelo, ele se apaixona por Sofia, fazendo que Julianna, "A Garota Mais Triste com um Martini nas Mãos", surtasse de ciúmes, jogando depois seu carro da ponte, com o namorado, o príncipe dentro. Julianna morre, David sobrevive. Mas o príncipe vira monstro, o castelo vira escombro e sonho caramelo de David Aimes, vira um pesadelo.
"Vanilla Sky" é uma ópera pop moderna, uma ficção de fritar os cérebros que conta a queda, a ascensão e queda de novo de um homem. Cameron Crowe faz uma versão absurda do filme espanhol, com uma história colorida, atores no auge, em cenas que magníficas, com músicas que faz você viver o filme.
A Times Square completamente deserta, sem uma alma viva no cruzamento com Tom Cruise correndo desesperado pelo asfalto vazio, cercado por outdoors gigantes que parecem rir da solidão dele. Essa cena de abertura não é apenas o começo de "Vanilla Sky"; ela é o próprio rosto do filme. É diretor Cameron Crowe esfregando na nossa cara, logo nos primeiros minutos, o tamanho do vazio e do isolamento que estão prestes a devorar a vida perfeita do príncipe David Aames.
O flerte na festa e namoro de dele com Sofia (Penélope Cruz), foram mostrados de forma genial. Crowe mostra a relação íntima deles, superando a sensualidade do casal com cenas belíssima. A cena da pinta nos seios é avassaladoramente bela, com diálogos que só os apaixonados entendem. Depois o desespero da cena do acidente dele com a Julianna, completamente enlouquecida de ciúme, explica o rosto deformado de David, mas não o motivo de sua prisão.
A sequência da casa noturna é quase que um filme de terror. Sombras, luzes e raios laser, cortando de forma cruel o rosto deformado de David. O trio David, Sofia e Brian, parecem uma bomba relogio que vai explodir. E ao som de"Sweetness Follows" do R.E.M. David acabado na sarjeta levando o filme pra um outro estágio de sonho, com ele acordando de um pesadelo, na calçada com Sofia, ficando em pé, e de forma milagrosa conseguindo a cura, fazendo a gente esquecer o motivo de sua prisão.
Crowe trabalha as imagens do filme, de forma psicológica, mostrando sonho, realidade, passado e presente, sem que percebamos. Ele recria imagens classicas pra explicar mais a frente o porque delas. A icônica capa do disco "The Freewheelin'" do Bob Dylan de 1963, com eles andando abraçados na rua fria, é a cena mais lembrada.
A musica é a alma do filme e Cameron Crowe usa todo talento que tem pra traduzir essa alma em canções.
• O Radiohead quebrando tudo com "Everything in Its Right Place".
• O Peter Gabriel com a energia de "Solsbury Hill".
• Afrika Bambaataa & Leftfield
mostrando o drama e o terror de David na balada com "Afrika Shox".
• The Monkees mostrando a queda de David com "Porpoise Song (Theme from Head)".
• Bob Dylan cantando a futura separaçãocom a eterna "4th Time Around".
• R.E.M. cantando a morte real de David com " Sweetness Follows".
• The Beach Boys no momento épico do filme, soltando "Good Vibrations" que eternizou a loucura do filme.
• E a faixa-título do Paul.
Você perde a noção da realidade de David, na sequência do restaurante, onde Noah Taylor parece como o funcionário do suporte. Quando ele fala que David esta no comando, e faz ele mandar todo mundo se calar, é foda. Mas é na sala da Life Extension, que o mundo explode! "Suporte Técnico!! Técnico de Suporte!!" é inesquecível porque o Tom Cruise entrega a alma ali. Ninguém acredita nele, acham que ele enlouqueceu na prisão, com seu psicólogo e quase pai Dr. McCabe (Kurt Russell), que ouve as confissões de um jovem mascarado, que não tinha mais o rosto deformado, mas a loucura de não saber mais quem ele é, o que ele fez, e quem ele conhece. No topo do prédio o impossível vai acontecendo aos nossos olhos. A verdade, a revelação de toda loucura, vai sendo explicada de forma calma, branda e segura pelo Suporte Técnico, com provas que faz nosso cérebro derreter.
A atmosfera daquele teto, com o céu de Monet pintado de baunilha e caramelo, é de uma lindeza que choca. O reencontro dele com a Sofia ali em cima é um dos momentos mais puros do cinema dos anos 2000. Aquela frase que eles trocam: "Eu te encontro em uma outra vida, quando nós dois formos gatos"... Mano, isso derrete qualquer um. É o calor do amor de verdade contra o gelo da criogenia.
David escolhe pular não por desespero, mas como um salto de fé para matar o sonho artificial e finalmente acordar para a vida real, mesmo sabendo que seu rosto não será igual, e que o tempo de príncipe já se passou. É lindo, é moderno e é inesquecível.
Tom Cruise, Cameron Diaz, Penélope Cruz, Kurt Russell, Jason Lee, Noah Taylor, Tilda Swinton, Timothy Spall.
Obra-prima.
Esse filme me fez lembrar de "Ilha do medo" em alguns momentos. Bom filme!
Vanilla Sky envolve justamente por borrar os limites entre sonho, memória e realidade de forma inquietante. A narrativa é emocional e difusa na medida certa, conduzindo o espectador por uma jornada interna cheia de identidade e arrependimento. É um filme que fica na cabeça quando ele termina.
Bom filme, demora um pouco pra engrenar, mas envelheceu bem pois o conceito do filme é atemporal, procurei o original espanhol mas ainda não encontrei.... recomendo pra quem gosta de filme dessa vibe vai gostar....
Terminei de ver agora e to achando que o doido no final de tudo sou eu kk
To com um nó na cabeça e ainda tentando entender tudo (é bom esses filmes mindfuck justamente pra depois você ver como cada um interpretou)
óbvio que esse é um filme que com certeza precisarei ver outra vez e pegar demais detalhes que não dá pra sacar logo na primeira vez, mas enfim.
Ah e se eu pudesse resumir o filme eu diria: PENÉLOPE CRUZ
Meu Deus do céu, essa mulher no auge da beleza, sua voz, seu sotaque.. toda cena dela eu ficava imóvel, sem nem piscar apenas pra admirar essa deusa.