Dirigido por
Data de lançamento
19 Maio 2003Duração
Anos 30, Dogville, um lugarejo nas Montanhas Rochosas. Grace (Nicole Kidman), uma bela desconhecida, aparece no lugar ao tentar fugir de gângsters. Com o apoio de Tom Edison (Paul Bettany), o auto-designado porta-voz da pequena comunidade, Grace é escondida pela pequena cidade e, em troca, trabalhará para eles. Fica acertado que após duas semanas ocorrerá uma votação para decidir se ela fica. Após este "período de testes" Grace é aprovada por unanimidade, mas quando a procura por ela se intensifica os moradores exigem algo mais em troca do risco de escondê-la. É quando ela descobre de modo duro que nesta cidade a bondade é algo bem relativo, pois Dogville começa a mostrar seus dentes. No entanto Grace carrega um segredo, que pode ser muito perigoso para a cidade.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Atirou foi pouco!
F.D.C.P.F.: Dê ao ser humano poder e você verá tudo o que ele é capaz de fazer. Curto demais o experimentalismo presente nesse filme. É brutal, duro e intenso. A cena entre Grace e o pai, em que ele a chama de "arrogante", é aquela típica cena em que você não quer perder nenhuma fala entre os personagens. A inversão dos papéis, a desconstrução da moralidade e da justiça... tudo isso é destrinchado ao longo de três horas de um modo inteligente e único. É um filme bastante memorável!
Devia ter visto antes
Quase abandonei Dogville nos primeiros minutos. A estética teatral me incomodou bastante no começo e achei que seria daqueles filmes que se esforçam demais para ser diferentes.
Mas continuei, e ainda bem.
A história vai te prendendo aos poucos e, quando você percebe, já está completamente envolvida e passando raiva com cada personagem. O mais interessante é como o filme desmonta a imagem de pessoas que se acham moralmente superiores. Tom, que parecia o intelectual sensato da história, no fim se mostra tão podre quanto todos os outros.
É um filme sobre julgamento, arrogância moral e até onde as pessoas conseguem justificar as próprias crueldades.
Obra Prima!
Moralidade, justiça, compaixão e vingança!