Entender a importância histórica pro cinema é fácil. Mas o que realmente me surpreendeu foi perceber como mais de 120 anos depois... ainda funciona!
Esperava assistir apenas a uma curiosidade do início do cinema, mas encontrei uma obra criativa, divertida e extremamente inventiva. Tem muita influência do teatro: atuações exageradas, cenários pintados e uma encenação característica. Mesmo assim, Méliès transforma tudo isso em magia, mostrando que ele estava a frente do seu tempo nos efeitos (o fato dele ser ilusionista ajudou, claro).
A narrativa é simples, mas completa. Começo, meio e fim. Ponto.
E uma curiosidade talvez não intencional: o Homem sendo o Homem. Um grupo parte para explorar um lugar desconhecido, encontra uma civilização diferente e reage com violência, deixando um rastro de destruição antes de retornarem como heróis. Achei impossível não enxergar um paralelo com a colonização e com a forma como o ser humano frequentemente encara o desconhecido. Fora o fato de colocarem mulheres somente como um "alívio sexy e embelezador" nas telas... já naquela época.
Por fim, mais de um século depois, continua sendo uma experiência encantadora. Não apenas por sua importância histórica, mas porque ainda desperta a sensação de assistir a um truque de ilusionismo transformado em cinema.
Muito bom. Apesar de ser um documentário curto, consegue cumprir sua função de relatar duas barbáries cometidas em épocas e países diferentes. Primeiramente, não precisa ser católico ou até mesmo religioso para entender a importância desses dois homens e de suas instituições para lidar com essas tragédias e que a seus modos ajudam como é possível e debatem a questão mais importante: armas. Através das cartas, dos encontros e dos depoimentos, mostra -se a importância de se ter um controle sobre o armamento da população e sobre a legalização ou não das armas. Poderia facilmente ser transmitido, aqui no Brasil, em muitos locais como escolas, faculdades e palestras, e até mesmo em algum canal aberto para mostrar a importância de se debater um assunto como esse. Esse documentário mostra que tragédias não escolhem data nem local, mas que quase sempre possuem os mesmos elementos e um que sempre está presente é uma ou mais armas de fogo. Se for possível fazer alguma melhoria para evitar esses acontecimentos, deve ser feito, e isso que é mostrado, com a efetividade das leis mais rígidas do Reino Unido e a falta das mesmas nos EUA, que não mudaram nada esse tipo de tragédia no país.
Perfeito! Um dos melhores, se não O melhor curta que já assisti. Fotografia linda, atuação do pai perfeita, mostrando que não precisa se falar para se atuar e um enredo que realmente deixa muito filme e série de zumbi no chinelo. Maravilhoso.
Viagem à Lua
4.4 881 Assista AgoraMe surpreendeu MUITO!
Entender a importância histórica pro cinema é fácil. Mas o que realmente me surpreendeu foi perceber como mais de 120 anos depois... ainda funciona!
Esperava assistir apenas a uma curiosidade do início do cinema, mas encontrei uma obra criativa, divertida e extremamente inventiva. Tem muita influência do teatro: atuações exageradas, cenários pintados e uma encenação característica. Mesmo assim, Méliès transforma tudo isso em magia, mostrando que ele estava a frente do seu tempo nos efeitos (o fato dele ser ilusionista ajudou, claro).
A narrativa é simples, mas completa. Começo, meio e fim. Ponto.
E uma curiosidade talvez não intencional: o Homem sendo o Homem.
Um grupo parte para explorar um lugar desconhecido, encontra uma civilização diferente e reage com violência, deixando um rastro de destruição antes de retornarem como heróis. Achei impossível não enxergar um paralelo com a colonização e com a forma como o ser humano frequentemente encara o desconhecido. Fora o fato de colocarem mulheres somente como um "alívio sexy e embelezador" nas telas... já naquela época.
Por fim, mais de um século depois, continua sendo uma experiência encantadora. Não apenas por sua importância histórica, mas porque ainda desperta a sensação de assistir a um truque de ilusionismo transformado em cinema.
Cartas de Dunblane: Sua Escola, Seu Massacre, Nossas Lições
3.4 6Muito bom. Apesar de ser um documentário curto, consegue cumprir sua função de relatar duas barbáries cometidas em épocas e países diferentes. Primeiramente, não precisa ser católico ou até mesmo religioso para entender a importância desses dois homens e de suas instituições para lidar com essas tragédias e que a seus modos ajudam como é possível e debatem a questão mais importante: armas. Através das cartas, dos encontros e dos depoimentos, mostra
-se a importância de se ter um controle sobre o armamento da população e sobre a legalização ou não das armas.
Poderia facilmente ser transmitido, aqui no Brasil, em muitos locais como escolas, faculdades e palestras, e até mesmo em algum canal aberto para mostrar a importância de se debater um assunto como esse.
Esse documentário mostra que tragédias não escolhem data nem local, mas que quase sempre possuem os mesmos elementos e um que sempre está presente é uma ou mais armas de fogo. Se for possível fazer alguma melhoria para evitar esses acontecimentos, deve ser feito, e isso que é mostrado, com a efetividade das leis mais rígidas do Reino Unido e a falta das mesmas nos EUA, que não mudaram nada esse tipo de tragédia no país.
Luzes Apagadas
3.8 288Muito bom. Curta ágil e tenso, mostrando que não existe idade para se ter medo do escuro.
Cargo
4.4 279Perfeito! Um dos melhores, se não O melhor curta que já assisti. Fotografia linda, atuação do pai perfeita, mostrando que não precisa se falar para se atuar e um enredo que realmente deixa muito filme e série de zumbi no chinelo. Maravilhoso.
Kung Fury
4.2 366 Assista AgoraSimplesmente não tem o que falar! Podia ter o 2 né? ahahahah
"Tank you" ahahhaha