Muito bom. Thriller policial, ação e pancadaria coreana de qualidade. Ma Dong-seok é um espetáculo. Já tinha visto outros trabalhos dele, mas aqui ele rouba completamente a cena. O cara simplesmente tem uma presença absurda! O Gângster é carismático, ameaçador e divertido e sua relação com o Policial é o melhor elemento do filme. Pois não é uma amizade dos típicos Buddy Movies. É uma relação perde-ganha de qualidade e com uma química que funciona!
O Diabo também funciona muito bem. Não há uma grande explicação psicológica para seus crimes, ele simplesmente mata! E talvez seja justamente esse o ponto: nem todo serial killer precisa de uma motivação elaborada para funcionar como personagem.
As cenas de ação são ótimas, especialmente nas lutas mais físicas, e o filme tem aquela estética coreana impecável, com fotografia e figurinos perfeitos.
Gostei muito, mas fiquei com a sensação de que faltou alguma coisa. Talvez mais uns 20 minutos para aprofundar os personagens, suas relações, motivações e consequências. Talvez tenha faltado ambição ou acabaram as ideias, mas ficou esse sentimento...
Ainda assim, é um filme muito bom, divertido e violento na medida certa. E com uma cena final da melhor qualidade.
Bom. Fui assistir esperando conhecer melhor Bob Cuspe e saí conhecendo mais o próprio Angeli do que seu personagem. A animação é muito boa no stop motion e possui diversos momentos divertidos, mas, para mim, dedica tempo demais ao autor e menos para os personagens em si.
O resultado é curioso: terminei o filme com vontade de explorar mais as obras do Angeli, mas menos interesse pelo próprio. Bob Cuspe é um personagem interessante e Milhem Cortaz faz um ótimo trabalho na dublagem, mas senti falta de mais espaço para que ele e esse universo fossem realmente desenvolvidos. Já a participação do próprio Angeli não me convenceu tanto e, em alguns momentos, faltou carisma. Ok que ele não é ator, mas mesmo assim. Esses poucos minutos de sua vida me passaram uma vibe pedante e mimada, considerando que é uma pessoa que mata seus personagens (Rê Bordosa) por "roubarem seu protagonismo", faz sentido esse sentimento...
Outro ponto que me incomodou foi o áudio, que em algumas cenas parece pouco nítido e acaba prejudicando um pouco a experiência.
Ainda assim, é uma boa animação, criativa e cheia de personalidade. Só fiquei com a sensação de que poderia ter sido ainda melhor se deixasse Bob Cuspe ocupar o centro da própria história, em vez de transformar em um documentário do seu criador.
Ótimo! Tudo funciona em altíssimo nível: fotografia, figurinos, direção de arte, trilha sonora, batalhas perfeitamente coreografadasve claro, as atuações. A cena em que Algren recebe a armadura é puro cinema!
Mas realmenteo ponto alto sãoos personagens e suas atuações. Tom Cruise entrega uma das melhores atuações de sua carreira, mas, para mim, quem domina o filme é Katsumoto. Sua presença, seu senso de honra e a forma como encara um mundo em transformação fazem dele o verdadeiro coração da história. Melhor personagem e atuação gigante!
Mais do que um filme sobre samurais, esta é uma obra sobre tradição, identidade e o preço da modernização.
A unica coisa que o filme peca, na minha opinião, são algumas simplificações históricas e alguns conflitos políticos, que poderiam ser desenvolvidos com mais profundidade Mas nada disso tira o impacto do filme.
Não entrou entre os meus filmes perfeitos, mas chegou muito perto...
Um lixo. É o tipo de filme que faz a gente pensar em lavagem de dinheiro.
Essa ideia de juntar tecnologia e coisas muito científicas em filmes que não são do tema dificilmente funcionam e esse filme é um exemplo claro disso. O enredo por si só já é completamente sem lógica e sem sentido, diferente do primeiro, e como se não bastasse isso, as atuações são fraquíssimas, a direção é péssima, as frases e cenas de efeito e o jogo de câmeras simplesmente não funcionam (e são um tanto quanto vergonhosos) e os personagens são zero carisma.
Fora o fato de Kimbral ser o vilão, que era o óbvio e apesar da atuação não ser das piores do filme, o personagem em si é muito fraco.
Honestamente nada salva no filme, nem mesmo o Stallone, que devia estar precisando de uma grana ou precisava de um gancho para o terceiro filme. Até mesmo as cenas de luta não foram lá essas coisas. Acredito que foi um dos piores filmes que já assisti e com certeza o pior Filme de Prisão de todos.
Stallone e o primeiro filme mereciam uma continuação melhores. Espero que o três salve essa bomba pra justificar a perda do meu tempo.
Fui assistir com expectativas baixas e foi me surpreendendo. Primeiro pela fotografia estupenda, pela ambientação e figurino, depois pelas atuações e sim, pelo roteiro, que apesar de "simples" é muito bem executado e funciona bem demais. E apesar de ser um filme de 2h não é arrastado e tem momentos bem divertidos.
A crítica social não é tão sutil quanto alguns pensam. Ela é absurdamente forte e é o que faz o filme girar. É o que faz o grupo dos ladrões se unir e Matvey entrar pro bando, é o que faz o casal se conhecer e se apaixonar, é o motor pro pai tóxico queimar Os livros e impedir os estudos da filha, é o que motiva o Conde, que inclusive não é um vilão, é um homem com privilégios que os usa a seu benefício e genuinamente parece tentar ser uma boa pessoa, inclusive quando ajuda a Alice em determinado momento.
Alex é o melhor personagem. Em tudo. Ideologia, atuação, estilo, carisma. Simplesmente sensacional!
Uma excelente surpresa e mais uma prova de que vale a pena explorar cinematografias fora do circuito habitual.
Muito bom. Interessante por trazer uma nova mitologia sobre possessões e exorcismos, saindo do óbvio, mas acho que o hype gerado fez o filme ser "decepcionante" para muitos...
Direção e maquiagem impecáveis, e atuações ok, mas nada excepcional, exceto pelo protagonista e pela atriz que fez a Mirta, que é a melhor personagem do filme. A famigerada cena que gerou hype pro filme acredito que seria mais impactante se ninguém tivesse visto antes, mas a cena da cabra pra mim foi a "absolute cinema" do filme.
Entendi que o ritmo frenético acontece para você não ter tempo de digerir e se acostumar com tudo que está acontecendo, então achei ponto positivo, assim como as regras estabelecidas para esse universo e o fato de que ninguém está seguro. Outro ponto muito positivo são as cenas e mensagens sutis, que devido esse ritmo frenético, podem passar desapercebidas, mas se você prestar atenção, deixa tudo mais interessante. Não sei se o hype gerado estragou um pouco da experiência ou se o final que foi decepcionante, assim como algumas falhas de roteiro, mas senti que realmente faltou algo. Mas com certeza é um dos melhores filmes do último ano e dessa temática.
Ps: Pedro com certeza é um dos protagonistas de filmes de terror mais burros que existe!
Surpreendentemente legal. Acredito que o fator expectativa baixíssima favoreceu para o filme não ser tão ruim quanto achava. Não me entendam mal, é um filme ruim, mas o segredo é esse: ele é para ser ruim. Meu maior problema aqui é ele fazer parte da franquia As Apimentadas, porque realmente não tem nada a ver, tirando o elemento "lideres de torcida". Se fosse um filme aleatório fora da franquia e que se vende como trash, acredito que daria uma nota maior.
O roteiro é bobo, como deve ser, e brinca com os filmes Slasher e Cheerleaders, dando um tom bacana e sim, o elenco é novato e mediano, então dá pra passar um pano pra isso, porém os personagens são absurdamente burros e sem muito desenvolvimento, mesmo pra esse padrão de filme. Mas exise alguns atores no elenco que podemos ficar de olho aqui, que se forem bem aproveitados, podem fazer muito sucesso ou no slasher (que ta bem em alta novamente) ou em filmes bobos adolescentes (que sempre tem seu público cativo).
O motivo dos assassinatos apesar de completamente idiota, é aceitável e até tivemos mortes bacanas, mas simplesmente não dá pra comprar a ideia de duas meninas de 15 anos de 1,60m matando geral, ganhando na força e conseguindo subjugar um grupo que está em maior quantidade (como a cena no ginásio, em que se revelam). Mesmo elas tendo o dito treinamento, é algo difícil de passar pano aqui...
Sobre as coreografias de líderes de torcida: bom, quase não existem, mas surpreendentemente a apresentação final é MUITO BOA, inclusive ganhando muito ponto nisso, porque foi a única coisa que realmente teve o espírito "Bring It On" do filme.
O filme como parte da franquia seria 1,5 ou 2 estrelas e como um filme trash isolado, que brinca com os gêneros mencionados, seria 3 ou até mesmo 3,5 estrelas. Por isso acho que uma nota 2,5 acaba sendo "justa".
Assista com pretensões BAIXÍSSIMAS e se surpreenda. Se conseguir desapegar da franquia, melhor ainda.
E com isso encerro minha maratona de guilty pleasure de 7 filmes de As Apimentadas. Foi divertido e recomendo.
Muito bom. Com certeza a nota mais injusta da franquia, porquê é o melhor de todos! Ao lado do primeiro, que é um clássico irretocável, é um filme que tem um roteiro e desenvolvimento dos personagens, de uma forma que os outros não tem. A trilha sonora é certeira, de uma forma geral, mas principalmente nas coreografias, que orna perfeitamente, assim como a produção, figurino e as atuações, que assim como os outros, aposta em um elenco mais novato, mas que conseguem convencer, Avery é talvez a melhor antagonista da franquia, retratando bem toda a superficialidade e maldade de uma clássica e estereotipada cheerleader. E por falar em estereótipos, esse filme abusa de alguns relacionados às culturas latina e negra, que sim, pode ser problemático em alguns momentos, mas em um contexto geral, funciona, tal como Toretto e Velozes e Furiosos. O uso do filtro amarelo pras cenas que retratam os latino é extremamente de mau gosto, mas pra época do filme isso era "comum", infelizmente, e por isso, não adianta a gente levantar essa pauta agora, por mais que muitos tenham achado isso um problema digno de dar nota baixa para o filme, o que além irônico, é hipócrita, pois todos os filmes da franquia usam de estereótipos a todo instante, principalmente com as personagens negras, que são sempre periféricas, revoltadas, malandras e embora sejam as melhores dançarinas, nunca têm o protagonismo.
E falando em protagonismo, esse é o primeiro (e provavelmente o único) da franquia que colocam uma negra (e latina) como protagonista e claro que ela é considerada por alguns como a pior protagonista por ser "cruel sem necessidade", "irritante", "mal educada", "forçada" etc. Mas engraçado que quando as outras protagonistas agiam EXATAMENTE igual à ela, era normal, afinal são cheerleaders, mas quando é uma que sai do "padrão"...aí não pode. E além de tudo, são comentários injustos, pois sim, Lina é isso tudo, mas no começo, inclusive sendo dito pela personagem Christina, dizendo "você é igual à elas" e dai pra frente ela passa a evoluir e mostrar uma irmandade de forma orgânica, tanto com suas amigas da antiga escola, quanto com a Skyler, sua nova irmã. Então também pontuo positivamente o romance com o Evan, que ficou muito bom, com destaque para a cena do beijo, que fugiu do "clichê" desse tipo de filme.
O filme é uma obra-prima? Absolutamente não, mas para a proposta é realmente muito bom. Possui problemas? Claro. Tais como alguns erros de continuidade nas coreografias, o tempo extremamente curto de um time fraco ficar forte a ponto de bater de frente com um All Star e o fato de que é difícil engolir que o Dream Team venceu os Jaguars, que realmente eram MUITO bons, sendo talvez um dos melhores times da franquia. Mas no geral, eu achei esse filme extremamente divertido, com personagens bons e uma ótima trilha sonora. Vença seus preconceitos com filmes bobinhos e assista, sem esperar um filme de Oscar, mas vendo um filme surpreendentemente bom para o gênero.
Legal. Filme adolescente normalmente é bobinho e esse não foge à regra. Mas em alguns momentos consegue ter um bom destaque, mesmo oscilando entre "ora entediante ora divertido", trazendo alguns momentos bacanas como: a líder de torcida "supostamente fútil" lendo A Arte da Guerra e aplicando o que lê, referências à obras famosas como Romeu e Julieta (e Amor, sublime amor) ou Sexta Feira 13. O filme não é ruim, mas também está longe de uma obra prima.
Em alguns momentos parece que o roteiro se perde e esquecem que é sobre animadores de torcida, parecendo mais um filme genérico de dança ou uma versão aleatória de Ela dança, eu danço, focando muito mais na parte da dança (que sim, deve estar presente, mas não ser o foco) do que nos movimentos e acrobacias. Se bobear esse filme ajudou na expansão do Universo de Ela dança, eu danço, vai saber...
As atuações são todas bem medianas, mas como é um elenco basicamente todo estreante, eles até que mandam bem, dando destaque para Cassie Scerbo, que foi de longe a melhor atuação, bem como a melhor personagem, tendo um desenvolvimento bem interessante na trama.
Acho que se tivessem caprichado mais no desenvolvimento individual dos personagens ou ate mesmo no romance dos principais e, principalmente, se tivessem caprichado mais na trilha sonora das apresentações, acho que esse poderia ter sido o melhor filme da franquia. Mas de qualquer forma, ele mantém o nível dos anteriores, cada um tendo seu charme.
Bem ruim. Ok, é um consenso geral de que esse filme é bem ruim, mas acredito que por ser um trabalho independente merece algum..."crédito". As cenas foram todas "reais", seja dos rachas ou das lutas, que nesse ponto é até interessante por não ser bem coreografado ao estilo hollywodiano, afinal, nem todos são mestres das artes marciais. As cenas dos rachas e dos locais onde ocorrem provavelmente foram gravadas em locais reais, mas acredito que poderiam ter feito um trabalho melhor, fosse posicionando as câmeras ou investindo em uma câmera decente pelo menos. Como todos os atores são amadores, da pra dar um desconto do porquê eles serem tão ruins. Mas a única coisa que não da pra relevar, é o roteiro, pois é simplesmente péssimo! Se tivessem escrito um roteiro um pouco melhor ou pelo menos com um pouco mais de sentido e tivessem dado mais personalidade para os personagens e não apenas os caracterizados como um Dom e um Brian genéricos da Deep Web (sério, é nítido, desde as vestimentas, o jeito de falar e os carros que cada um dirige) o filme poderia até não ser tão ruim. Juntando todo o amadorismo, o roteiro péssimo, atuações fracas e uma direção pífia, o filme acaba sendo difícil de defender, mas ainda dá pra relevar alguns pontos citados. Mas de qualquer forma, se puder evitar assistir, evite, pois não agrega em nada e não acontece absolutamente nada de interessante o filme inteiro. Se quiser ver algo independente, procure filmes brasileiros, asiáticos e europeus, que com certeza serão melhores opções.
Regular. Não é um filme ruim, mas não é um filme muito bom também. Possui um roteiro pouco convincente e um tanto quanto confuso, assim como os personagens, que não são muito bem desenvolvidos e não apresentam nada muito marcante, apesar das boas atuações. Não sabia que o Anderson Silva estava no filme até vir o card do filme, e me surpreendi muito positivamente com sua atuação e acho que deveriam dar mais créditos a ele. O cara não é ator, é um lutador e muitos grandes atores dos filmes de ação começaram assim: Wesley Snipes, Van Damme, Chuck Norris, Jason Statham etc. Acho que se ele investisse num curso de atuação, poderia fazer muito sucesso e ajudar a aumentar um nicho no cinema brasileiro. O filme apresenta tem uma trilha sonora e fotografia boas, assim como as boas atuações, tem uma boa coreografia das lutas também e, apesar de algumas viagens, tem um final satisfatório. O que realmente complica é o desenrolar da trama e a fraca caracterização dos personagens. Não é nem uma grande obra do cinema, mas também não é um lixo.
Muito ruim. Provavelmente o pior filme na carreira de Mila Kunis e Willian Shatner (o restante do elenco nem merece menção). É um daqueles filmes que entra para o panteão das sequências "por que foram feitas?". Totalmente desnecessário, diferente do primeiro, que embora seja baseado em um livro, apresentava críticas sociais e culturais, atuações magníficas e uma direção impecável, esse além das atuações pífias (ok, Mila Kunis é linda e até tem bons momentos, mas ainda assim, deixa um pouco a desejar), traz uma trama completamente tosca, uma direção ridícula e mais do que tudo, mostra o poder de uma trilha sonora, que nesse caso faz com que TUDO pareça cena de um filme adolescente. Queria poder dar uma nota maior, por causa da Mila, mas não dá. Talvez se fosse um filme isolado, sem ser continuação de uma obra tão gigante quanto seu predecessor, TALVEZ, fosse um filme mais aceitável.
Ótimo. Esse não é um filme que eu me pergunto "por que não vi antes?", porque acho que, particularmente falando, assisti no momento certo. Provavelmente eu não entenderia muitas piadas, referências e termos 13 anos atrás e hoje, tudo fez muito mais sentido. O filme é uma baita crítica ao sistema capitalista e à exploração das abelhas e ao meio ambiente em si. O tema das abelhas é algo que vem sendo muito abordado nos últimos anos e é irônica pensar que mesmo com tanta informação, há muitos anos, ainda acham as abelhas "insignificantes" ou que só "ferroam as pessoas". Esse filme, apesar de toda a temática escrachada e exagerada (de forma proposital) mostra a importância desses pequenos animais. Acredito que o maior problema para esse filme ser tão subestimado e desvalorizado seja o "romance" entre Barry e Vanessa. O que é uma injustiça, pois, primeiro que esse não é o foco do filme; segundo, porque embora seja algo ridículo, é ai que está a graça! O filme tem momentos bem engraçados e divertidos, mas toda a analogia por trás das críticas mencionadas a cima (sem mencionar a crítica a parte sobre advogados e relacionamentos, mesmo que de forma sutil) e principalmente, da importância das abelhas é o que realmente fazem esse filme grandioso. Acho que quem assistiu na época ou não gostou, deveria rever com um olhar diferente. E para quem, assim como eu, não teve interesse na época e não sabe se vale a pena hoje em dia, eu super recomendo que aproveite esse momento de maior conhecimento sobre o assunto e para entender algumas piadas e referências também, sempre lembrando que, apesar dessa temática, não é um filme "sério". Inclusive acho que vale a pena depois dar uma esticada em alguns documentários e leituras sobre o tema =D
Excelente. Um documentário que, por vezes parece um enorme clipe de música eletrônica, e contém uma edição fundida com uma, obviamente, excelente trilha sonora, para obter um resultado perfeito! Infelizmente nunca tive a oportunidade de ir em uma edição da Tomorrowland, mas pude prestigiar outros festivais de música eletrônica e posso afirmar que os sentimentos são sempre os mesmo: liberdade, diversidade, camaradagem e pluralidade. Ver e conhecer diferentes culturas, de diferentes partes do mundo ou do próprio país/continente é algo indescritível e a analogia que o Secretário coreano faz é realmente pontual, de que esse tipo de evento combina isso tudo! Um lugar onde você pode ser você mesmo, sem medo de ser julgado, onde dificilmente acontecerá qualquer tipo de briga e onde todos pura e simplesmente estão unidos, seja para curtir uma brisa, um beijo, um DJ, a música ou aquele momento único. É interessante ver que ainda também existe muito pré-conceito por volta deste cenário todo, seja dos eventos ou da música em si. Como é dito no documentário, algumas pessoas acham que é só dar o play e tocar ou acham que é todas as músicas são iguais, com a mesma batida ou, pior ainda, que eletrônica nem música é. E no caso do evento, muitos ainda acham que é um lugar cheio de drogas e pessoas alucinadas que só conseguem curtir ou se divertir sob efeitos dessas drogas... e bom, obviamente, essas pessoas estão erradas em tudo isso.
O fato do documentário mostrar os diversos locais onde o evento acontece, a repercussão e influência nas pessoas da região e mostrar a visão dos DJs, produtores e do público é o ponto alto, porque mostra todos os lados e como isso é uma cultura própria! A cereja do bolo, para mim, foi as duas irmãs, que dão um significado totalmente especial e único para "sentir a batida (ou a vibe) da música" e mostra a acessibilidade completa, bem como. o rapaz da Tunísia, que passou a vida com restrições devido problemas médicos e após o transplante, poder ter a sensação de liberdade que a Topmorrowland com certeza propícia. Foram casos que fizeram eu me identificar um pouco, pois tenho problemas oculares e já fui a um festival de eletrônica praticamente sem conseguir enxergar.. e além de não receber olhares estranhos ou julgadores, foi uma experiência realmente única!
As comparações com o Woodstock não são infundadas. Provavelmente em alguns anos será considerado (para muitos, já é) um evento nas mesmas proporções, pelos fatos mencionados acima. Espero um dia conseguir ir e vivenciar tudo isso com meus olhos, ouvidos e coração!
Excelente! Babenco nos apresenta uma obra prima do cinema nacional e, por que não, mundial. Poucos filmes conseguem retratar a realidade de forma tão crua e visceral. Um filme que está fazendo aniversário de 40 anos, mas que poderia tranquilamente ser de 40 dias. A realidade do filme é exatamente isso: a realidade! Os cenários retratados, as vidas dos personagens, suas escolhas, diálogos, decisões... tudo isso, apesar de fictício, não é nada menos do que o dia a dia de muitas pessoas no Brasil.
A primeira metade do filme, que se passa na "Instituição" é uma clara referência à Febem (Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor), que "tinha" como missão reeducar e ressocializar os jovens. Porém, como o filme mostra, de forma magistral, o que ocorria lá era outra coisa: violência por parte dos agentes, dos jovens entre si, violência sexual, abando por parte da família e obviamente por parte do sistema, drogas e por aí vai... esse cenário do filme é o ponto chave para fazer o espectador pensar até que ponto o sistema tem participação na vida do crime.
Claro que o filme possui algumas falhas de roteiro ou de atuação, mas deve ser levado em consideração o fato de que praticamente todo o elenco jovem era composto de iniciantes no cinema e apesar da excelente direção de Babenco e do forte roteiro, o que realmente torna esse filme uma obra prima são suas atuações. Para começar: Marilia Pera entrega uma atuação forte e impactante, mostrando um outro lado da realidade, também desprezado, está simplesmente perfeita! E apesar de contar com muitos outros grandes atores e atrizes de nossa história, o jovem elenco dá um verdadeiro show! Não sei até que ponto as realidades dos atores coincidam com as dos personagens, mas mesmo assim, suas atuações são excelentes, principalmente do trio Lilica, Dito e Pixote. Cada um, a seu modo, consegue retratar bem os dilemas, dúvidas, ciúmes e decisões que seus personagens tomam, seja na parte da Instituição ou nas ruas. É uma pena saber que esses talentos foram completamente desperdiçados e também é triste ver que isso não é um "erro" de 40 anos atrás. É algo que sempre vai se repetir (vide Cidade de Deus).
Enfim, recomendo esse filme para todos, especialmente para aqueles que (ainda) falam que Brasil não tem bons filmes ou que está começando a fazer filmes bons agora. Saber o trágico destino de Fernando Ramos da Silva também é algo a ser levado em conta, afinal, nos faz questionar um pouco até que ponto a vida imita a arte ou a arte imita a vida...
Ótimo. Esse é o típico documentário "só quem viveu, sabe", seja pelo lado dos clientes como de quem trabalhou na área. Tenho o privilégio de poder opinar dos dois lados dessa moeda. Antes de tudo, a equipe de produção está de parabéns pela realização, seja pela edição das imagens, busca de fotos e vídeos antigos, pela qualidade das entrevistas, mas principalmente por ter conseguido encontrar tantos profissionais da área, pois tenho certeza que foi algo difícil. Confesso que fiquei um pouco triste pela locadora que eu trabalhei não ter aparecido e foi uma rede que contou com 7 lojas, e teve até a presença do Van Damme pra divulgar um filme seu, mas talvez os antigos proprietários não tenham sido encontrados... A sensação de nostalgia que o documentário deixa é gigantesca e deixa uma saudade e um misto de lembranças muito tocante. Com certeza foi uma das melhores épocas da minha vida, seja como cliente ou como funcionário, onde fiz grandes amigos, conheci muitas pessoas bacanas e o mais importante: vivia de filmes, fosse assistindo, falando ou escutando sobre. Acho que o documentário podia ter realizado mais entrevistas com clientes também, mostrando um pouco mais desse outro lado. Os streamings de hoje em dia são magníficos e muito funcionais, mas falta esse contato humano que as locadoras tinham e isso faz muita diferença. Você hoje em dia tem as recomendações das plataformas sobre qual filme ver, mas antigamente, era o atendente da locadora que fazia esse papel e isso era sempre muito divertido. Hoje passamos minutos para escolher um filme ou série. Antigamente ficávamos horas conversando até decidir qual ou quais alugar. É algo compreensível essa mudança toda, mas não deixa de ser um pouco triste... Algo que um dos proprietários disse realmente define esse documentário e quem se identificou com ele. Acredito que ele disse algo como "quem trabalhou ou viveu de locadora, comprou filme, participou de tudo isso foi contaminado por um vírus. E não tem como se descontaminar." E isso é a mais pura realidade.
Excelente! Com toda certeza um dos filmes mais subestimados desse último ano. Talvez o mais subestimado de todos. A combinação entre o drama característico de filmes de guerra e o humor é impecável, proporcionando ótimas risadas e sutilezas em algumas piadas, mesmo com um tema tão pesado. Trilha sonora e fotografia também são algo marcante na história, mas o que realmente é o ponto alto aqui são as atuações. O elenco em si já conta com muitas pessoas excelentes: Taika Waititi além de proporcionar uma direção maravilhosa, nos dá provavelmente o Hitler mais caricato da história e simplesmente funciona perfeitamente!; Scarlett está perfeita, como sempre; Sam Rockwell está ótimo e é um dos principais responsáveis pelas ótimas cenas de humor e situações ambíguas, abrindo um leque pra muitas possibilidades sobre o que o personagem pensava, sobre seus ideais, relações etc, com certeza um personagem muito bem trabalhado; Thomasin McKenzie dá show e é alguém pra ficar de olho pra essa nova geração de atores, realmente muito boa. Mas o realmente é excepcional nesse filme é o elenco jovem. O pequeno Archie, que fez o Yorki, que personagem e que atuação! Responsável por algumas falas extremamente inteligentes e engraçadas, mesmo no ápice da guerra e de forma tão sutil e natural que fez deste menino o maior destaque e surpresa do filme. Outra aposta pro futuro!
Agora o que foi a atuação desse menino Roman!? Sei que não é costumeiro crianças serem indicadas a prêmios, mas esse menino merecia e muito! Em seu primeiro filme e já apresentou uma atuação magistral! Conseguir passar o tanto de emoção e sentimentos que esse menino passou, é algo incrível, ainda mais quando se é protagonista de um filme sobre o nazismo, sendo um personagem nazista que idolatra Hitler e "odeia judeus". Faz pensar muito sobre criação, o que as crianças absorvem e aprendem e o que almejam ser, baseado nos exemplos que elas têm. Espero que esse elenco jovem realmente seja aproveitado no futuro.
Mantendo o que escrevi acima, acredito que é um filme extrem subestimado e faltou mais divulgação, porque ele com certeza merece ser assistido e cultuado.
Muito bom! Primeiramente tem-se que parabenizar a produção e edição desse documentário; trabalho primoroso e com certeza nada fácil de fazer, tanto as pesquisas e localizar muitos desses filmes, como de realizar montagens sensacionais.
Agora, independente do que se ache da qualidade dos filmes, das atuações etc, não tem como negar que foi um gênero importante para o nosso cinema, que muitos podem definir como "só putaria" ou dizer que isso representa o Brasil pelas cenas de sexo e por ter muitos palavrões e tudo o mais, porém esses filmes são muito mais do que isso!
A forma, mesmo que sutil, de abordar temas quase "moralmente atemporais" no nosso país, como a violência doméstica, racismo, corrupção, problemas financeiros e desemprego, o "comunismo brasileiro", aborto, objetificação da mulher e tantos outros, torna difícil diferenciar se estamos falando da década de 70, da época colonial ou dos dias atuais. Fora todas as críticas ao modelo de sociedade, costumes e obviamente, à ditadura. E também é interessante ressaltar algumas frases marcantes que são ditas ao longo do documentário, e muitas renderiam bons memes hoje em dia...
Enfim, esse documentário aguça a vontade de assistir alguns dos filmes retratados (que muito brilhantemente têm seus nomes divulgados no final) e de também valorizar um pouco mais nosso cinema. Pode ser um pouco cansativo em alguns momentos, mas com certeza vale muito a pena ser assistido!
Ótimo! Um documentário rápido e completo. Os depoimentos, as gravações e fotos fazem você ter uma proximidade muito maior com a história, que vai muito além do basquete. Os relatos e fatos históricos que são retratados são muito intensos e importantes, mostrando as lutas sociais, culturais e raciais, não só da época, mas da história, pois muita coisa não mudou. A importância do basquete na vida dessas pessoas e da comunidade, vai além do esporte, que também mostra que, um lugar pode ser o símbolo da luta contra descriminação e segregação, não apenas racial, mas também social e de gênero. Além de que mostra também as lutas dos atletas (muitos dos quais, jogaram no Rucker ou foram formados lá) nos movimentos pelos direitos civis e da comunidade, algo que hoje parece que se perdeu em prol da fama, apesar de os movimentos negros dentro dos esportes ainda serem muito fortes. Com certeza é um documentário que vale a pena ser visto!
Muito bom. Esse é um daqueles filmes que você assiste sem nenhuma expectativa e acaba sendo uma grata surpresa! O humor nacional sempre foi muito bem nos cinemas e Minha vida em Marte é um claro exemplo de que esse gênero continua com tudo. Há tempos não via tanta gente rindo em uma sala de cinema. Mônica e Paulo Gustavo têm uma química excelente juntos e são muito engraçados! Alguns podem achar o humor de Paulo Gustavo forçado e até escrachado, mas não da para negar que é muitíssimo eficiente, afinal, ele é o responsável por arrancar grande parte das risadas do público e com certeza dos colegas de elenco, que em algumas cenas fica evidente que não tinha como não rir. Mônica está ótima também, conseguindo passar muito bem as emoções e todo o drama vivido em seu casamento. E Marcos Palmeira apesar de fazer um papel similar a outros, também o executa muito bem, mas também não tem como se destacar muito com os outros dois indo tão bem. O roteiro em si é simples e clichê, mas é tão bem executado (principalmente pela dupla) que não se percebe. Fora que a diretora Susana Garcia merece parabéns, pois, em sua estreia, entrega um filme muito bem feito e com uma ótima fotografia. É uma comedia muito divertida, que com certeza irá arrancar boas risadas de quem assistir. Super recomendo.
Legal. É um filme bem interessante, que poderia ter sido muito bom. O principal e enorme problema é sem sombra de dúvidas a direção de câmera. As cenas tremidas e com trocas de takes rápidas (e tremidas) estragam é muito a experiência das lutas, que é bem interessante, como dito acima. As cenas de luta são muito bem coreografadas e os artistas marciais são muito habilidosos, alguns, até mesmo no próprio basquete, que mesmo sendo totalmente secundário, está presente. Lembra um pouco o estilo de Kung-Fu Futebol Clube, mas por ser um filme feito 8 anos depois deste, esperava uma qualidade de produção e direção melhor. A parte da organização das lutas, as apostas e a corrupção envolvidas também é bem feita, mostrando que isso deve ser algo realmente "comum" por lá. As tramas pessoais de cada personagem, embora mostradas de forma rápida e sutil, também dão um toque legal para o filme, porém, a ausência de um "desfecho" para algumas é um ponto negativo. No geral, é um bom filme de muay thai (que poderia ser mais de basquete também), com ótimas cenas de ação, uma trama interessante apesar das falhas e da direção e personagens envolventes. Vale a pena dar uma conferida, mas sabendo que não será uma obra prima.
Regular. Poderia ser um filme muito bom, mas corre tudo em um ritmo tão frenético que fica faltando muita informação. A premissa é bem interessante, com um visual distópico muito bem feito e bem ambientado. O elenco é ótimo, mas seus personagens são mau aproveitados, sendo difícil você se apegar muito com algum, sem conhecer suas histórias, motivações etc, tudo é contado muito superficialmente. As cenas de ação são muito boas também, porém também são quase todas inseridas na mesma hora, juntando com a falta de informação dos personagens, ficando tudo meio "rápido demais". Se fosse mais longo, tivesse uma continuação com o mesmo elenco ou fosse uma série, acho que seria melhor. É interessante, mas da uma tristeza pois poderia ser um ótimo filme.
Bom. Não entendi o porquê de tantas críticas negativas. É um filme divertido, simples e ágil. O elenco é talentoso, Michele Monoghan e Peter Dinklage são sensacionais, sendo Peter o melhor do filme, e os demais cumprem bem seus papéis, mesmo Adam Sandler sendo Adam Sandler. As várias referências aos anos 80, não somente aos games, são muito divertidas, assim como as piadas e ironias com o sistema americano como um todo, desde o presidente ser uma piada, até as relações internacionais ou a população. As animações também são boas, conseguindo transmitir bem a ideia de pixels e dos clássicos jogos. Não é o filme mais brilhante do mundo, mas cumpre bem seu papel e é divertido.
Muito bom. Mais um daqueles filmes que surpreende e muito! Um elenco muito competente, com muitos atores da África do Sul, algo que é sempre bom creditar, que no começo podem parecer um pouco estranhos por conta do sotaque, mas para quem já está acostumado ou consegue se adaptar rápido, consegue perceber a sua qualidade. Hugh Jackman está muito bom também e, confesso que quando vi seu nome no elenco, pensei que seria um personagem parecido com o de Gigantes de Aço. Feliz que não foi. A fotografia é muito boa, assim como as cenas de ação (principalmente a última), que são muito bem orquestradas e dirigidas por Blomkamp. Este, por sua vez, faz um excelente trabalho, não só na direção, mas nas analogias do filme, como a criação de Chappie e o que cada pessoa queria para ele, mostrando também a diferença de "quem faz" para "quem cria (educa) e como isso.influência na vida dele ou no seu jeito se ser (seu maneirismo é sensacional e feito de forma muito natural), assim como o cenário que ele vê do mundo influência na sua transformação. A ganância dos personagens também é algo muito importante na trama. Pois embora usadas para fins diferentes, todas influenciaram na vida de Chappie e dos demais. As analogias e mensagens são transmitidas de forma clara e forte e isso é um dos principais fatores para esse ser um filme tão bom! O final também é muito interessante... Seria uma premonição, um desejo ou simplesmente entretenimento?
O Gângster, O Policial e o Diabo
3.5 35 Assista AgoraMuito bom. Thriller policial, ação e pancadaria coreana de qualidade.
Ma Dong-seok é um espetáculo. Já tinha visto outros trabalhos dele, mas aqui ele rouba completamente a cena. O cara simplesmente tem uma presença absurda! O Gângster é carismático, ameaçador e divertido e sua relação com o Policial é o melhor elemento do filme. Pois não é uma amizade dos típicos Buddy Movies. É uma relação perde-ganha de qualidade e com uma química que funciona!
O Diabo também funciona muito bem. Não há uma grande explicação psicológica para seus crimes, ele simplesmente mata! E talvez seja justamente esse o ponto: nem todo serial killer precisa de uma motivação elaborada para funcionar como personagem.
As cenas de ação são ótimas, especialmente nas lutas mais físicas, e o filme tem aquela estética coreana impecável, com fotografia e figurinos perfeitos.
Gostei muito, mas fiquei com a sensação de que faltou alguma coisa. Talvez mais uns 20 minutos para aprofundar os personagens, suas relações, motivações e consequências. Talvez tenha faltado ambição ou acabaram as ideias, mas ficou esse sentimento...
Ainda assim, é um filme muito bom, divertido e violento na medida certa. E com uma cena final da melhor qualidade.
Bob Cuspe: Nós Não Gostamos de Gente
3.7 45Bom. Fui assistir esperando conhecer melhor Bob Cuspe e saí conhecendo mais o próprio Angeli do que seu personagem. A animação é muito boa no stop motion e possui diversos momentos divertidos, mas, para mim, dedica tempo demais ao autor e menos para os personagens em si.
O resultado é curioso: terminei o filme com vontade de explorar mais as obras do Angeli, mas menos interesse pelo próprio. Bob Cuspe é um personagem interessante e Milhem Cortaz faz um ótimo trabalho na dublagem, mas senti falta de mais espaço para que ele e esse universo fossem realmente desenvolvidos. Já a participação do próprio Angeli não me convenceu tanto e, em alguns momentos, faltou carisma. Ok que ele não é ator, mas mesmo assim. Esses poucos minutos de sua vida me passaram uma vibe pedante e mimada, considerando que é uma pessoa que mata seus personagens (Rê Bordosa) por "roubarem seu protagonismo", faz sentido esse sentimento...
Outro ponto que me incomodou foi o áudio, que em algumas cenas parece pouco nítido e acaba prejudicando um pouco a experiência.
Ainda assim, é uma boa animação, criativa e cheia de personalidade. Só fiquei com a sensação de que poderia ter sido ainda melhor se deixasse Bob Cuspe ocupar o centro da própria história, em vez de transformar em um documentário do seu criador.
O Último Samurai
3.9 959 Assista AgoraÓtimo! Tudo funciona em altíssimo nível: fotografia, figurinos, direção de arte, trilha sonora, batalhas perfeitamente coreografadasve claro, as atuações. A cena em que Algren recebe a armadura é puro cinema!
Mas realmenteo ponto alto sãoos personagens e suas atuações. Tom Cruise entrega uma das melhores atuações de sua carreira, mas, para mim, quem domina o filme é Katsumoto. Sua presença, seu senso de honra e a forma como encara um mundo em transformação fazem dele o verdadeiro coração da história. Melhor personagem e atuação gigante!
Mais do que um filme sobre samurais, esta é uma obra sobre tradição, identidade e o preço da modernização.
A unica coisa que o filme peca, na minha opinião, são algumas simplificações históricas e alguns conflitos políticos, que poderiam ser desenvolvidos com mais profundidade
Mas nada disso tira o impacto do filme.
Não entrou entre os meus filmes perfeitos, mas chegou muito perto...
Rota de Fuga 2: Hades
1.8 137 Assista AgoraUm lixo. É o tipo de filme que faz a gente pensar em lavagem de dinheiro.
Essa ideia de juntar tecnologia e coisas muito científicas em filmes que não são do tema dificilmente funcionam e esse filme é um exemplo claro disso.
O enredo por si só já é completamente sem lógica e sem sentido, diferente do primeiro, e como se não bastasse isso, as atuações são fraquíssimas, a direção é péssima, as frases e cenas de efeito e o jogo de câmeras simplesmente não funcionam (e são um tanto quanto vergonhosos) e os personagens são zero carisma.
Fora o fato de Kimbral ser o vilão, que era o óbvio e apesar da atuação não ser das piores do filme, o personagem em si é muito fraco.
Honestamente nada salva no filme, nem mesmo o Stallone, que devia estar precisando de uma grana ou precisava de um gancho para o terceiro filme. Até mesmo as cenas de luta não foram lá essas coisas. Acredito que foi um dos piores filmes que já assisti e com certeza o pior Filme de Prisão de todos.
Stallone e o primeiro filme mereciam uma continuação melhores. Espero que o três salve essa bomba pra justificar a perda do meu tempo.
Cidade de Gelo
3.7 144Tom Holland Russo >>>> Tom Holland
Fui assistir com expectativas baixas e foi me surpreendendo. Primeiro pela fotografia estupenda, pela ambientação e figurino, depois pelas atuações e sim, pelo roteiro, que apesar de "simples" é muito bem executado e funciona bem demais. E apesar de ser um filme de 2h não é arrastado e tem momentos bem divertidos.
A crítica social não é tão sutil quanto alguns pensam. Ela é absurdamente forte e é o que faz o filme girar. É o que faz o grupo dos ladrões se unir e Matvey entrar pro bando, é o que faz o casal se conhecer e se apaixonar, é o motor pro pai tóxico queimar Os livros e impedir os estudos da filha, é o que motiva o Conde, que inclusive não é um vilão, é um homem com privilégios que os usa a seu benefício e genuinamente parece tentar ser uma boa pessoa, inclusive quando ajuda a Alice em determinado momento.
Alex é o melhor personagem. Em tudo. Ideologia, atuação, estilo, carisma. Simplesmente sensacional!
Uma excelente surpresa e mais uma prova de que vale a pena explorar cinematografias fora do circuito habitual.
O Mal Que Nos Habita
3.5 822 Assista AgoraMuito bom. Interessante por trazer uma nova mitologia sobre possessões e exorcismos, saindo do óbvio, mas acho que o hype gerado fez o filme ser "decepcionante" para muitos...
Direção e maquiagem impecáveis, e atuações ok, mas nada excepcional, exceto pelo protagonista e pela atriz que fez a Mirta, que é a melhor personagem do filme. A famigerada cena que gerou hype pro filme acredito que seria mais impactante se ninguém tivesse visto antes, mas a cena da cabra pra mim foi a "absolute cinema" do filme.
Entendi que o ritmo frenético acontece para você não ter tempo de digerir e se acostumar com tudo que está acontecendo, então achei ponto positivo, assim como as regras estabelecidas para esse universo e o fato de que ninguém está seguro. Outro ponto muito positivo são as cenas e mensagens sutis, que devido esse ritmo frenético, podem passar desapercebidas, mas se você prestar atenção, deixa tudo mais interessante. Não sei se o hype gerado estragou um pouco da experiência ou se o final que foi decepcionante, assim como algumas falhas de roteiro, mas senti que realmente faltou algo. Mas com certeza é um dos melhores filmes do último ano e dessa temática.
Ps: Pedro com certeza é um dos protagonistas de filmes de terror mais burros que existe!
As Apimentadas: Torça ou Morra
1.8 28Surpreendentemente legal. Acredito que o fator expectativa baixíssima favoreceu para o filme não ser tão ruim quanto achava. Não me entendam mal, é um filme ruim, mas o segredo é esse: ele é para ser ruim. Meu maior problema aqui é ele fazer parte da franquia As Apimentadas, porque realmente não tem nada a ver, tirando o elemento "lideres de torcida". Se fosse um filme aleatório fora da franquia e que se vende como trash, acredito que daria uma nota maior.
O roteiro é bobo, como deve ser, e brinca com os filmes Slasher e Cheerleaders, dando um tom bacana e sim, o elenco é novato e mediano, então dá pra passar um pano pra isso, porém os personagens são absurdamente burros e sem muito desenvolvimento, mesmo pra esse padrão de filme. Mas exise alguns atores no elenco que podemos ficar de olho aqui, que se forem bem aproveitados, podem fazer muito sucesso ou no slasher (que ta bem em alta novamente) ou em filmes bobos adolescentes (que sempre tem seu público cativo).
O motivo dos assassinatos apesar de completamente idiota, é aceitável e até tivemos mortes bacanas, mas simplesmente não dá pra comprar a ideia de duas meninas de 15 anos de 1,60m matando geral, ganhando na força e conseguindo subjugar um grupo que está em maior quantidade (como a cena no ginásio, em que se revelam). Mesmo elas tendo o dito treinamento, é algo difícil de passar pano aqui...
Sobre as coreografias de líderes de torcida: bom, quase não existem, mas surpreendentemente a apresentação final é MUITO BOA, inclusive ganhando muito ponto nisso, porque foi a única coisa que realmente teve o espírito "Bring It On" do filme.
O filme como parte da franquia seria 1,5 ou 2 estrelas e como um filme trash isolado, que brinca com os gêneros mencionados, seria 3 ou até mesmo 3,5 estrelas. Por isso acho que uma nota 2,5 acaba sendo "justa".
Assista com pretensões BAIXÍSSIMAS e se surpreenda. Se conseguir desapegar da franquia, melhor ainda.
E com isso encerro minha maratona de guilty pleasure de 7 filmes de As Apimentadas. Foi divertido e recomendo.
As Apimentadas: Ainda Mais Apimentadas
2.8 123 Assista AgoraMuito bom. Com certeza a nota mais injusta da franquia, porquê é o melhor de todos! Ao lado do primeiro, que é um clássico irretocável, é um filme que tem um roteiro e desenvolvimento dos personagens, de uma forma que os outros não tem. A trilha sonora é certeira, de uma forma geral, mas principalmente nas coreografias, que orna perfeitamente, assim como a produção, figurino e as atuações, que assim como os outros, aposta em um elenco mais novato, mas que conseguem convencer, Avery é talvez a melhor antagonista da franquia, retratando bem toda a superficialidade e maldade de uma clássica e estereotipada cheerleader. E por falar em estereótipos, esse filme abusa de alguns relacionados às culturas latina e negra, que sim, pode ser problemático em alguns momentos, mas em um contexto geral, funciona, tal como Toretto e Velozes e Furiosos. O uso do filtro amarelo pras cenas que retratam os latino é extremamente de mau gosto, mas pra época do filme isso era "comum", infelizmente, e por isso, não adianta a gente levantar essa pauta agora, por mais que muitos tenham achado isso um problema digno de dar nota baixa para o filme, o que além irônico, é hipócrita, pois todos os filmes da franquia usam de estereótipos a todo instante, principalmente com as personagens negras, que são sempre periféricas, revoltadas, malandras e embora sejam as melhores dançarinas, nunca têm o protagonismo.
E falando em protagonismo, esse é o primeiro (e provavelmente o único) da franquia que colocam uma negra (e latina) como protagonista e claro que ela é considerada por alguns como a pior protagonista por ser "cruel sem necessidade", "irritante", "mal educada", "forçada" etc. Mas engraçado que quando as outras protagonistas agiam EXATAMENTE igual à ela, era normal, afinal são cheerleaders, mas quando é uma que sai do "padrão"...aí não pode. E além de tudo, são comentários injustos, pois sim, Lina é isso tudo, mas no começo, inclusive sendo dito pela personagem Christina, dizendo "você é igual à elas" e dai pra frente ela passa a evoluir e mostrar uma irmandade de forma orgânica, tanto com suas amigas da antiga escola, quanto com a Skyler, sua nova irmã. Então também pontuo positivamente o romance com o Evan, que ficou muito bom, com destaque para a cena do beijo, que fugiu do "clichê" desse tipo de filme.
O filme é uma obra-prima? Absolutamente não, mas para a proposta é realmente muito bom. Possui problemas? Claro. Tais como alguns erros de continuidade nas coreografias, o tempo extremamente curto de um time fraco ficar forte a ponto de bater de frente com um All Star e o fato de que é difícil engolir que o Dream Team venceu os Jaguars, que realmente eram MUITO bons, sendo talvez um dos melhores times da franquia. Mas no geral, eu achei esse filme extremamente divertido, com personagens bons e uma ótima trilha sonora. Vença seus preconceitos com filmes bobinhos e assista, sem esperar um filme de Oscar, mas vendo um filme surpreendentemente bom para o gênero.
As Apimentadas: Entrar Para Ganhar
2.8 110 Assista AgoraLegal. Filme adolescente normalmente é bobinho e esse não foge à regra. Mas em alguns momentos consegue ter um bom destaque, mesmo oscilando entre "ora entediante ora divertido", trazendo alguns momentos bacanas como: a líder de torcida "supostamente fútil" lendo A Arte da Guerra e aplicando o que lê, referências à obras famosas como Romeu e Julieta (e Amor, sublime amor) ou Sexta Feira 13. O filme não é ruim, mas também está longe de uma obra prima.
Em alguns momentos parece que o roteiro se perde e esquecem que é sobre animadores de torcida, parecendo mais um filme genérico de dança ou uma versão aleatória de Ela dança, eu danço, focando muito mais na parte da dança (que sim, deve estar presente, mas não ser o foco) do que nos movimentos e acrobacias. Se bobear esse filme ajudou na expansão do Universo de Ela dança, eu danço, vai saber...
As atuações são todas bem medianas, mas como é um elenco basicamente todo estreante, eles até que mandam bem, dando destaque para Cassie Scerbo, que foi de longe a melhor atuação, bem como a melhor personagem, tendo um desenvolvimento bem interessante na trama.
Acho que se tivessem caprichado mais no desenvolvimento individual dos personagens ou ate mesmo no romance dos principais e, principalmente, se tivessem caprichado mais na trilha sonora das apresentações, acho que esse poderia ter sido o melhor filme da franquia. Mas de qualquer forma, ele mantém o nível dos anteriores, cada um tendo seu charme.
Feras do Asfalto
1.7 17 Assista AgoraBem ruim. Ok, é um consenso geral de que esse filme é bem ruim, mas acredito que por ser um trabalho independente merece algum..."crédito". As cenas foram todas "reais", seja dos rachas ou das lutas, que nesse ponto é até interessante por não ser bem coreografado ao estilo hollywodiano, afinal, nem todos são mestres das artes marciais. As cenas dos rachas e dos locais onde ocorrem provavelmente foram gravadas em locais reais, mas acredito que poderiam ter feito um trabalho melhor, fosse posicionando as câmeras ou investindo em uma câmera decente pelo menos. Como todos os atores são amadores, da pra dar um desconto do porquê eles serem tão ruins. Mas a única coisa que não da pra relevar, é o roteiro, pois é simplesmente péssimo! Se tivessem escrito um roteiro um pouco melhor ou pelo menos com um pouco mais de sentido e tivessem dado mais personalidade para os personagens e não apenas os caracterizados como um Dom e um Brian genéricos da Deep Web (sério, é nítido, desde as vestimentas, o jeito de falar e os carros que cada um dirige) o filme poderia até não ser tão ruim. Juntando todo o amadorismo, o roteiro péssimo, atuações fracas e uma direção pífia, o filme acaba sendo difícil de defender, mas ainda dá pra relevar alguns pontos citados. Mas de qualquer forma, se puder evitar assistir, evite, pois não agrega em nada e não acontece absolutamente nada de interessante o filme inteiro. Se quiser ver algo independente, procure filmes brasileiros, asiáticos e europeus, que com certeza serão melhores opções.
The Invicible Dragon
2.4 15 Assista AgoraRegular. Não é um filme ruim, mas não é um filme muito bom também. Possui um roteiro pouco convincente e um tanto quanto confuso, assim como os personagens, que não são muito bem desenvolvidos e não apresentam nada muito marcante, apesar das boas atuações. Não sabia que o Anderson Silva estava no filme até vir o card do filme, e me surpreendi muito positivamente com sua atuação e acho que deveriam dar mais créditos a ele. O cara não é ator, é um lutador e muitos grandes atores dos filmes de ação começaram assim: Wesley Snipes, Van Damme, Chuck Norris, Jason Statham etc. Acho que se ele investisse num curso de atuação, poderia fazer muito sucesso e ajudar a aumentar um nicho no cinema brasileiro. O filme apresenta tem uma trilha sonora e fotografia boas, assim como as boas atuações, tem uma boa coreografia das lutas também e, apesar de algumas viagens, tem um final satisfatório. O que realmente complica é o desenrolar da trama e a fraca caracterização dos personagens. Não é nem uma grande obra do cinema, mas também não é um lixo.
Psicopata Americano 2
1.9 167 Assista AgoraMuito ruim. Provavelmente o pior filme na carreira de Mila Kunis e Willian Shatner (o restante do elenco nem merece menção). É um daqueles filmes que entra para o panteão das sequências "por que foram feitas?". Totalmente desnecessário, diferente do primeiro, que embora seja baseado em um livro, apresentava críticas sociais e culturais, atuações magníficas e uma direção impecável, esse além das atuações pífias (ok, Mila Kunis é linda e até tem bons momentos, mas ainda assim, deixa um pouco a desejar), traz uma trama completamente tosca, uma direção ridícula e mais do que tudo, mostra o poder de uma trilha sonora, que nesse caso faz com que TUDO pareça cena de um filme adolescente.
Queria poder dar uma nota maior, por causa da Mila, mas não dá. Talvez se fosse um filme isolado, sem ser continuação de uma obra tão gigante quanto seu predecessor, TALVEZ, fosse um filme mais aceitável.
Bee Movie: A História de uma Abelha
3.1 618 Assista AgoraÓtimo. Esse não é um filme que eu me pergunto "por que não vi antes?", porque acho que, particularmente falando, assisti no momento certo. Provavelmente eu não entenderia muitas piadas, referências e termos 13 anos atrás e hoje, tudo fez muito mais sentido.
O filme é uma baita crítica ao sistema capitalista e à exploração das abelhas e ao meio ambiente em si. O tema das abelhas é algo que vem sendo muito abordado nos últimos anos e é irônica pensar que mesmo com tanta informação, há muitos anos, ainda acham as abelhas "insignificantes" ou que só "ferroam as pessoas". Esse filme, apesar de toda a temática escrachada e exagerada (de forma proposital) mostra a importância desses pequenos animais.
Acredito que o maior problema para esse filme ser tão subestimado e desvalorizado seja o "romance" entre Barry e Vanessa. O que é uma injustiça, pois, primeiro que esse não é o foco do filme; segundo, porque embora seja algo ridículo, é ai que está a graça! O filme tem momentos bem engraçados e divertidos, mas toda a analogia por trás das críticas mencionadas a cima (sem mencionar a crítica a parte sobre advogados e relacionamentos, mesmo que de forma sutil) e principalmente, da importância das abelhas é o que realmente fazem esse filme grandioso.
Acho que quem assistiu na época ou não gostou, deveria rever com um olhar diferente. E para quem, assim como eu, não teve interesse na época e não sabe se vale a pena hoje em dia, eu super recomendo que aproveite esse momento de maior conhecimento sobre o assunto e para entender algumas piadas e referências também, sempre lembrando que, apesar dessa temática, não é um filme "sério". Inclusive acho que vale a pena depois dar uma esticada em alguns documentários e leituras sobre o tema =D
This Was Tomorrow
4.3 15Excelente. Um documentário que, por vezes parece um enorme clipe de música eletrônica, e contém uma edição fundida com uma, obviamente, excelente trilha sonora, para obter um resultado perfeito! Infelizmente nunca tive a oportunidade de ir em uma edição da Tomorrowland, mas pude prestigiar outros festivais de música eletrônica e posso afirmar que os sentimentos são sempre os mesmo: liberdade, diversidade, camaradagem e pluralidade. Ver e conhecer diferentes culturas, de diferentes partes do mundo ou do próprio país/continente é algo indescritível e a analogia que o Secretário coreano faz é realmente pontual, de que esse tipo de evento combina isso tudo! Um lugar onde você pode ser você mesmo, sem medo de ser julgado, onde dificilmente acontecerá qualquer tipo de briga e onde todos pura e simplesmente estão unidos, seja para curtir uma brisa, um beijo, um DJ, a música ou aquele momento único.
É interessante ver que ainda também existe muito pré-conceito por volta deste cenário todo, seja dos eventos ou da música em si. Como é dito no documentário, algumas pessoas acham que é só dar o play e tocar ou acham que é todas as músicas são iguais, com a mesma batida ou, pior ainda, que eletrônica nem música é. E no caso do evento, muitos ainda acham que é um lugar cheio de drogas e pessoas alucinadas que só conseguem curtir ou se divertir sob efeitos dessas drogas... e bom, obviamente, essas pessoas estão erradas em tudo isso.
O fato do documentário mostrar os diversos locais onde o evento acontece, a repercussão e influência nas pessoas da região e mostrar a visão dos DJs, produtores e do público é o ponto alto, porque mostra todos os lados e como isso é uma cultura própria! A cereja do bolo, para mim, foi as duas irmãs, que dão um significado totalmente especial e único para "sentir a batida (ou a vibe) da música" e mostra a acessibilidade completa, bem como. o rapaz da Tunísia, que passou a vida com restrições devido problemas médicos e após o transplante, poder ter a sensação de liberdade que a Topmorrowland com certeza propícia. Foram casos que fizeram eu me identificar um pouco, pois tenho problemas oculares e já fui a um festival de eletrônica praticamente sem conseguir enxergar.. e além de não receber olhares estranhos ou julgadores, foi uma experiência realmente única!
As comparações com o Woodstock não são infundadas. Provavelmente em alguns anos será considerado (para muitos, já é) um evento nas mesmas proporções, pelos fatos mencionados acima. Espero um dia conseguir ir e vivenciar tudo isso com meus olhos, ouvidos e coração!
Pixote: A Lei do Mais Fraco
4.0 500Excelente! Babenco nos apresenta uma obra prima do cinema nacional e, por que não, mundial. Poucos filmes conseguem retratar a realidade de forma tão crua e visceral. Um filme que está fazendo aniversário de 40 anos, mas que poderia tranquilamente ser de 40 dias. A realidade do filme é exatamente isso: a realidade! Os cenários retratados, as vidas dos personagens, suas escolhas, diálogos, decisões... tudo isso, apesar de fictício, não é nada menos do que o dia a dia de muitas pessoas no Brasil.
A primeira metade do filme, que se passa na "Instituição" é uma clara referência à Febem (Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor), que "tinha" como missão reeducar e ressocializar os jovens. Porém, como o filme mostra, de forma magistral, o que ocorria lá era outra coisa: violência por parte dos agentes, dos jovens entre si, violência sexual, abando por parte da família e obviamente por parte do sistema, drogas e por aí vai... esse cenário do filme é o ponto chave para fazer o espectador pensar até que ponto o sistema tem participação na vida do crime.
Claro que o filme possui algumas falhas de roteiro ou de atuação, mas deve ser levado em consideração o fato de que praticamente todo o elenco jovem era composto de iniciantes no cinema e apesar da excelente direção de Babenco e do forte roteiro, o que realmente torna esse filme uma obra prima são suas atuações. Para começar: Marilia Pera entrega uma atuação forte e impactante, mostrando um outro lado da realidade, também desprezado, está simplesmente perfeita! E apesar de contar com muitos outros grandes atores e atrizes de nossa história, o jovem elenco dá um verdadeiro show! Não sei até que ponto as realidades dos atores coincidam com as dos personagens, mas mesmo assim, suas atuações são excelentes, principalmente do trio Lilica, Dito e Pixote. Cada um, a seu modo, consegue retratar bem os dilemas, dúvidas, ciúmes e decisões que seus personagens tomam, seja na parte da Instituição ou nas ruas. É uma pena saber que esses talentos foram completamente desperdiçados e também é triste ver que isso não é um "erro" de 40 anos atrás. É algo que sempre vai se repetir (vide Cidade de Deus).
Enfim, recomendo esse filme para todos, especialmente para aqueles que (ainda) falam que Brasil não tem bons filmes ou que está começando a fazer filmes bons agora. Saber o trágico destino de Fernando Ramos da Silva também é algo a ser levado em conta, afinal, nos faz questionar um pouco até que ponto a vida imita a arte ou a arte imita a vida...
CineMagia - A História das Videolocadoras de São Paulo
4.0 111Ótimo. Esse é o típico documentário "só quem viveu, sabe", seja pelo lado dos clientes como de quem trabalhou na área. Tenho o privilégio de poder opinar dos dois lados dessa moeda. Antes de tudo, a equipe de produção está de parabéns pela realização, seja pela edição das imagens, busca de fotos e vídeos antigos, pela qualidade das entrevistas, mas principalmente por ter conseguido encontrar tantos profissionais da área, pois tenho certeza que foi algo difícil. Confesso que fiquei um pouco triste pela locadora que eu trabalhei não ter aparecido e foi uma rede que contou com 7 lojas, e teve até a presença do Van Damme pra divulgar um filme seu, mas talvez os antigos proprietários não tenham sido encontrados...
A sensação de nostalgia que o documentário deixa é gigantesca e deixa uma saudade e um misto de lembranças muito tocante. Com certeza foi uma das melhores épocas da minha vida, seja como cliente ou como funcionário, onde fiz grandes amigos, conheci muitas pessoas bacanas e o mais importante: vivia de filmes, fosse assistindo, falando ou escutando sobre. Acho que o documentário podia ter realizado mais entrevistas com clientes também, mostrando um pouco mais desse outro lado.
Os streamings de hoje em dia são magníficos e muito funcionais, mas falta esse contato humano que as locadoras tinham e isso faz muita diferença. Você hoje em dia tem as recomendações das plataformas sobre qual filme ver, mas antigamente, era o atendente da locadora que fazia esse papel e isso era sempre muito divertido. Hoje passamos minutos para escolher um filme ou série. Antigamente ficávamos horas conversando até decidir qual ou quais alugar.
É algo compreensível essa mudança toda, mas não deixa de ser um pouco triste...
Algo que um dos proprietários disse realmente define esse documentário e quem se identificou com ele. Acredito que ele disse algo como "quem trabalhou ou viveu de locadora, comprou filme, participou de tudo isso foi contaminado por um vírus. E não tem como se descontaminar." E isso é a mais pura realidade.
Jojo Rabbit
4.2 1,6K Assista AgoraExcelente! Com toda certeza um dos filmes mais subestimados desse último ano. Talvez o mais subestimado de todos. A combinação entre o drama característico de filmes de guerra e o humor é impecável, proporcionando ótimas risadas e sutilezas em algumas piadas, mesmo com um tema tão pesado. Trilha sonora e fotografia também são algo marcante na história, mas o que realmente é o ponto alto aqui são as atuações. O elenco em si já conta com muitas pessoas excelentes: Taika Waititi além de proporcionar uma direção maravilhosa, nos dá provavelmente o Hitler mais caricato da história e simplesmente funciona perfeitamente!; Scarlett está perfeita, como sempre; Sam Rockwell está ótimo e é um dos principais responsáveis pelas ótimas cenas de humor e situações ambíguas, abrindo um leque pra muitas possibilidades sobre o que o personagem pensava, sobre seus ideais, relações etc, com certeza um personagem muito bem trabalhado; Thomasin McKenzie dá show e é alguém pra ficar de olho pra essa nova geração de atores, realmente muito boa. Mas o realmente é excepcional nesse filme é o elenco jovem. O pequeno Archie, que fez o Yorki, que personagem e que atuação! Responsável por algumas falas extremamente inteligentes e engraçadas, mesmo no ápice da guerra e de forma tão sutil e natural que fez deste menino o maior destaque e surpresa do filme. Outra aposta pro futuro!
Agora o que foi a atuação desse menino Roman!? Sei que não é costumeiro crianças serem indicadas a prêmios, mas esse menino merecia e muito! Em seu primeiro filme e já apresentou uma atuação magistral! Conseguir passar o tanto de emoção e sentimentos que esse menino passou, é algo incrível, ainda mais quando se é protagonista de um filme sobre o nazismo, sendo um personagem nazista que idolatra Hitler e "odeia judeus". Faz pensar muito sobre criação, o que as crianças absorvem e aprendem e o que almejam ser, baseado nos exemplos que elas têm. Espero que esse elenco jovem realmente seja aproveitado no futuro.
Mantendo o que escrevi acima, acredito que é um filme extrem subestimado e faltou mais divulgação, porque ele com certeza merece ser assistido e cultuado.
Histórias Que Nosso Cinema (Não) Contava
3.7 72Muito bom! Primeiramente tem-se que parabenizar a produção e edição desse documentário; trabalho primoroso e com certeza nada fácil de fazer, tanto as pesquisas e localizar muitos desses filmes, como de realizar montagens sensacionais.
Agora, independente do que se ache da qualidade dos filmes, das atuações etc, não tem como negar que foi um gênero importante para o nosso cinema, que muitos podem definir como "só putaria" ou dizer que isso representa o Brasil pelas cenas de sexo e por ter muitos palavrões e tudo o mais, porém esses filmes são muito mais do que isso!
A forma, mesmo que sutil, de abordar temas quase "moralmente atemporais" no nosso país, como a violência doméstica, racismo, corrupção, problemas financeiros e desemprego, o "comunismo brasileiro", aborto, objetificação da mulher e tantos outros, torna difícil diferenciar se estamos falando da década de 70, da época colonial ou dos dias atuais. Fora todas as críticas ao modelo de sociedade, costumes e obviamente, à ditadura. E também é interessante ressaltar algumas frases marcantes que são ditas ao longo do documentário, e muitas renderiam bons memes hoje em dia...
Enfim, esse documentário aguça a vontade de assistir alguns dos filmes retratados (que muito brilhantemente têm seus nomes divulgados no final) e de também valorizar um pouco mais nosso cinema. Pode ser um pouco cansativo em alguns momentos, mas com certeza vale muito a pena ser assistido!
#Rucker50
4.2 1 Assista AgoraÓtimo! Um documentário rápido e completo. Os depoimentos, as gravações e fotos fazem você ter uma proximidade muito maior com a história, que vai muito além do basquete. Os relatos e fatos históricos que são retratados são muito intensos e importantes, mostrando as lutas sociais, culturais e raciais, não só da época, mas da história, pois muita coisa não mudou.
A importância do basquete na vida dessas pessoas e da comunidade, vai além do esporte, que também mostra que, um lugar pode ser o símbolo da luta contra descriminação e segregação, não apenas racial, mas também social e de gênero.
Além de que mostra também as lutas dos atletas (muitos dos quais, jogaram no Rucker ou foram formados lá) nos movimentos pelos direitos civis e da comunidade, algo que hoje parece que se perdeu em prol da fama, apesar de os movimentos negros dentro dos esportes ainda serem muito fortes.
Com certeza é um documentário que vale a pena ser visto!
Minha Vida em Marte
3.5 493Muito bom. Esse é um daqueles filmes que você assiste sem nenhuma expectativa e acaba sendo uma grata surpresa! O humor nacional sempre foi muito bem nos cinemas e Minha vida em Marte é um claro exemplo de que esse gênero continua com tudo. Há tempos não via tanta gente rindo em uma sala de cinema.
Mônica e Paulo Gustavo têm uma química excelente juntos e são muito engraçados! Alguns podem achar o humor de Paulo Gustavo forçado e até escrachado, mas não da para negar que é muitíssimo eficiente, afinal, ele é o responsável por arrancar grande parte das risadas do público e com certeza dos colegas de elenco, que em algumas cenas fica evidente que não tinha como não rir.
Mônica está ótima também, conseguindo passar muito bem as emoções e todo o drama vivido em seu casamento. E Marcos Palmeira apesar de fazer um papel similar a outros, também o executa muito bem, mas também não tem como se destacar muito com os outros dois indo tão bem.
O roteiro em si é simples e clichê, mas é tão bem executado (principalmente pela dupla) que não se percebe. Fora que a diretora Susana Garcia merece parabéns, pois, em sua estreia, entrega um filme muito bem feito e com uma ótima fotografia.
É uma comedia muito divertida, que com certeza irá arrancar boas risadas de quem assistir. Super recomendo.
Fireball
3.2 46Legal. É um filme bem interessante, que poderia ter sido muito bom. O principal e enorme problema é sem sombra de dúvidas a direção de câmera. As cenas tremidas e com trocas de takes rápidas (e tremidas) estragam é muito a experiência das lutas, que é bem interessante, como dito acima. As cenas de luta são muito bem coreografadas e os artistas marciais são muito habilidosos, alguns, até mesmo no próprio basquete, que mesmo sendo totalmente secundário, está presente.
Lembra um pouco o estilo de Kung-Fu Futebol Clube, mas por ser um filme feito 8 anos depois deste, esperava uma qualidade de produção e direção melhor. A parte da organização das lutas, as apostas e a corrupção envolvidas também é bem feita, mostrando que isso deve ser algo realmente "comum" por lá. As tramas pessoais de cada personagem, embora mostradas de forma rápida e sutil, também dão um toque legal para o filme, porém, a ausência de um "desfecho" para algumas é um ponto negativo.
No geral, é um bom filme de muay thai (que poderia ser mais de basquete também), com ótimas cenas de ação, uma trama interessante apesar das falhas e da direção e personagens envolventes. Vale a pena dar uma conferida, mas sabendo que não será uma obra prima.
Hotel Artemis
2.7 144Regular. Poderia ser um filme muito bom, mas corre tudo em um ritmo tão frenético que fica faltando muita informação. A premissa é bem interessante, com um visual distópico muito bem feito e bem ambientado. O elenco é ótimo, mas seus personagens são mau aproveitados, sendo difícil você se apegar muito com algum, sem conhecer suas histórias, motivações etc, tudo é contado muito superficialmente. As cenas de ação são muito boas também, porém também são quase todas inseridas na mesma hora, juntando com a falta de informação dos personagens, ficando tudo meio "rápido demais". Se fosse mais longo, tivesse uma continuação com o mesmo elenco ou fosse uma série, acho que seria melhor. É interessante, mas da uma tristeza pois poderia ser um ótimo filme.
Pixels: O Filme
2.8 1,0K Assista AgoraBom. Não entendi o porquê de tantas críticas negativas. É um filme divertido, simples e ágil. O elenco é talentoso, Michele Monoghan e Peter Dinklage são sensacionais, sendo Peter o melhor do filme, e os demais cumprem bem seus papéis, mesmo Adam Sandler sendo Adam Sandler. As várias referências aos anos 80, não somente aos games, são muito divertidas, assim como as piadas e ironias com o sistema americano como um todo, desde o presidente ser uma piada, até as relações internacionais ou a população. As animações também são boas, conseguindo transmitir bem a ideia de pixels e dos clássicos jogos. Não é o filme mais brilhante do mundo, mas cumpre bem seu papel e é divertido.
Chappie
3.6 1,1K Assista AgoraMuito bom. Mais um daqueles filmes que surpreende e muito! Um elenco muito competente, com muitos atores da África do Sul, algo que é sempre bom creditar, que no começo podem parecer um pouco estranhos por conta do sotaque, mas para quem já está acostumado ou consegue se adaptar rápido, consegue perceber a sua qualidade. Hugh Jackman está muito bom também e, confesso que quando vi seu nome no elenco, pensei que seria um personagem parecido com o de Gigantes de Aço. Feliz que não foi.
A fotografia é muito boa, assim como as cenas de ação (principalmente a última), que são muito bem orquestradas e dirigidas por Blomkamp. Este, por sua vez, faz um excelente trabalho, não só na direção, mas nas analogias do filme, como a criação de Chappie e o que cada pessoa queria para ele, mostrando também a diferença de "quem faz" para "quem cria (educa) e como isso.influência na vida dele ou no seu jeito se ser (seu maneirismo é sensacional e feito de forma muito natural), assim como o cenário que ele vê do mundo influência na sua transformação. A ganância dos personagens também é algo muito importante na trama. Pois embora usadas para fins diferentes, todas influenciaram na vida de Chappie e dos demais. As analogias e mensagens são transmitidas de forma clara e forte e isso é um dos principais fatores para esse ser um filme tão bom! O final também é muito interessante... Seria uma premonição, um desejo ou simplesmente entretenimento?