E termino o filme sem entender a nota baixa aqui… Achei absolutamente cinema. São tantas camadas e críticas… Adorei acompanhar a complexidade de cada personagem. Que metáfora bem feita! E os monólogos foram um tapa na cara. É um ato de coragem ser mãe!
Meus pontos favoritos:
1- Embora eu não tenha gostado da cena da morte do gato, entendo que tudo ali é simbólico. Por ela ser “canina”, a convivência com o gato era, “instintivamente”, desconfortável. E ela se sentia na obrigação de conviver com esse desconforto. A morte dele, para mim, foi uma libertação desse sentimento. Tanto que logo após isso, o casal finalmente tem a DR que precisavam.
2- O momento do “bebês literários ” ter sido inicialmente uma obrigação tediosa e um tanto infeliz, mas, durante a “metamorfose” da mãe, ela se permitiu se conectar com o aqui e agora, curtindo o momento com o filho. E talvez tenha percebido que, muitas vezes, os nossos sentimentos frente a uma experiência são impactados pela forma como nos enxergamos e encaramos o mundo. A partir daí, ela conseguiu curtir o momento, se relacionar consigo mesma e criar vínculos verdadeiros.
3- Durante o jantar com os amigos da faculdade, achei uma bela afronta a outra mãe responder que ser mãe e conciliar tudo não foi difícil para ela. De um lado, uma mãe que decidiu largar tudo para criar o filho “full time”. Do outro, uma mãe que decidiu manter seu trabalho e, ainda assim, cuidar da filha. Após a resposta da amiga falhar com a expectativa, é quase instintivo não julgá-la. Mas acredito que essa cena foi feita exatamente para evidenciar o julgamento que temos sobre qualquer mulher. Ali não vemos uma mãe ruim/errada e outra boa/certa. Vemos apenas o nosso próprio julgamento.
4- Embora fosse muito mais “empoderado” a personagem terminar o filme sozinha, achei muito mais interessante ela reatar o casamento. Visto que o que eles tiveram antes realmente tinha terminado, e ali existia um novo começo. O amor nunca deve ser só o suficiente, mas pode ser o começo de uma transformação. Tenho 0 empatia por homens, mas consegui enxergar que ele também tinha seus medos e frustrações. O momento em que eles brigam e ele consegue se expressar sobre como está se sentindo estava caminhando bem, mas, quando ele projeta nela toda a sua frustração, foi o momento certo para terminarem e cada um tentar se encontrar sozinho. Porque fica muito mais difícil quando são duas pessoas machucadas… No final, ele consegue enxergar um pouco da sensibilidade e da dificuldade que é ser mãe.
5- Depois que ele diz que se sentiu como um estranho quando ficou o final de semana com o filho, pensei que agora era ele quem tinha que passar por isso e se resolver. Quem sabe tentar ser um animal também, talvez um urso, como o filho diz no final do filme.
Enfim, eu amei e continuo sem filhos (apenas caninos e felinos) e não querendo ter Kkkkk
[/spoiler] Particularmente, eu acharia o filme mais interessante se não fosse previsível, mas não vou tirar o mérito dele em apresentar um lado realista e desgastante que é ser Mãe. Eu também iria tentar "fugir"... Obs.: Que marido imprestável, hen. [spoiler]
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Obsessão
3.9 942 Assista AgoraO verdadeiro terror é ser uma mulher!
Estamos sujeitas à criatividade de qualquer homem decidido a nos destruir de todas as maneiras possíveis.
O Drama
3.6 504 Assista AgoraSó consigo pensar em como é fácil os estadunidenses terem acesso a armas
O Convite
3.9 339 Assista AgoraUma terapia de graça ou um swing misterioso?
Canina
3.0 182 Assista AgoraE termino o filme sem entender a nota baixa aqui… Achei absolutamente cinema. São tantas camadas e críticas… Adorei acompanhar a complexidade de cada personagem. Que metáfora bem feita! E os monólogos foram um tapa na cara. É um ato de coragem ser mãe!
Meus pontos favoritos:
1- Embora eu não tenha gostado da cena da morte do gato, entendo que tudo ali é simbólico. Por ela ser “canina”, a convivência com o gato era, “instintivamente”, desconfortável. E ela se sentia na obrigação de conviver com esse desconforto. A morte dele, para mim, foi uma libertação desse sentimento. Tanto que logo após isso, o casal finalmente tem a DR que precisavam.
2- O momento do “bebês literários ” ter sido inicialmente uma obrigação tediosa e um tanto infeliz, mas, durante a “metamorfose” da mãe, ela se permitiu se conectar com o aqui e agora, curtindo o momento com o filho. E talvez tenha percebido que, muitas vezes, os nossos sentimentos frente a uma experiência são impactados pela forma como nos enxergamos e encaramos o mundo. A partir daí, ela conseguiu curtir o momento, se relacionar consigo mesma e criar vínculos verdadeiros.
3- Durante o jantar com os amigos da faculdade, achei uma bela afronta a outra mãe responder que ser mãe e conciliar tudo não foi difícil para ela. De um lado, uma mãe que decidiu largar tudo para criar o filho “full time”. Do outro, uma mãe que decidiu manter seu trabalho e, ainda assim, cuidar da filha. Após a resposta da amiga falhar com a expectativa, é quase instintivo não julgá-la. Mas acredito que essa cena foi feita exatamente para evidenciar o julgamento que temos sobre qualquer mulher. Ali não vemos uma mãe ruim/errada e outra boa/certa. Vemos apenas o nosso próprio julgamento.
4- Embora fosse muito mais “empoderado” a personagem terminar o filme sozinha, achei muito mais interessante ela reatar o casamento. Visto que o que eles tiveram antes realmente tinha terminado, e ali existia um novo começo. O amor nunca deve ser só o suficiente, mas pode ser o começo de uma transformação.
Tenho 0 empatia por homens, mas consegui enxergar que ele também tinha seus medos e frustrações. O momento em que eles brigam e ele consegue se expressar sobre como está se sentindo estava caminhando bem, mas, quando ele projeta nela toda a sua frustração, foi o momento certo para terminarem e cada um tentar se encontrar sozinho. Porque fica muito mais difícil quando são duas pessoas machucadas… No final, ele consegue enxergar um pouco da sensibilidade e da dificuldade que é ser mãe.
5- Depois que ele diz que se sentiu como um estranho quando ficou o final de semana com o filho, pensei que agora era ele quem tinha que passar por isso e se resolver. Quem sabe tentar ser um animal também, talvez um urso, como o filho diz no final do filme.
Enfim, eu amei e continuo sem filhos (apenas caninos e felinos) e não querendo ter Kkkkk
O Pequeno Príncipe
4.2 1,1K Assista AgoraNão é um chapéu.
Sombras da Vida
3.8 1,3KJá tentei assistir esse filme inúmeras vezes, mas sempre durmo. É tão arrastado e desnecessário em algumas cenas...
Viveiro
3.2 826 Assista AgoraAssisti sem muitas expectativas, mas o filme conseguiu me conquistar.
Tully
3.9 571 Assista Agora[/spoiler] Particularmente, eu acharia o filme mais interessante se não fosse previsível, mas não vou tirar o mérito dele em apresentar um lado realista e desgastante que é ser Mãe. Eu também iria tentar "fugir"...
Obs.: Que marido imprestável, hen.
[spoiler]