O que dizer de Boyhood que já não tenha sido dito? O ambicioso projeto do diretor texano Richard Linklater (responsável também pelos ambiciosos Waking Life e Before Sunset) retrata a vida do jovem garoto Mason, dos 7 anos até a sua entrada na faculdade. Gravado ao longo de 12 anos, o longa-metragem de 165 minutos busca fixar um período de vida importantíssimo para o desenvolvimento de um indivíduo, quase como uma fotografia registra um momento (não à toa, o protagonista se reconhece nesta forma de arte). Além de explorar o tempo como elemento temático, o filme também fala de maternidade, divórcio, relacionamentos, família e educação, tendo como pano de fundo o cenário político norte-americano no começo dos anos 2000 (com duas guerras acontecendo no Oriente Médio). Esses temas unem-se no desenvolvimento de uma ideia central alinhada à figura de Mason: a jornada para a autonomia, o autoconhecimento e o amadurecimento. Contudo, esta ideia central não é percebida apenas no protagonista, mas em todos os personagens a sua volta, quase como dizendo "Ei, o tempo passa para todos” e a questão é universal. O tempo passa para Mason, para sua mãe Olivia, para Linklater, para mim e para você, espectador. Não estamos estagnados em um ponto, mas nos movendo como carros em uma estrada, conforme crescemos (repare nos carros do filme ou nos diferentes cortes de cabelo dos personagens e se pergunte: “o que isto tem a ver com os temas?”). Vou apenas ilustrar com um exemplo: já na fase dos 14 anos de Mason, seu pai, que antes vivia uma vida de solteiro, rockstar e com um carro preto descolado, aparece agora com uma minivan, cabelo bem cortado e um bigode, acompanhado de sua esposa e filha recém-nascida. Ambos os elementos, veículos e aparência física, representam a liberdade de escolhas dos personagens, seja em excesso ou em ausência. Outro ponto importante que não pode deixar de ser levado em consideração, ainda mais no tocante às escolhas do protagonista, está na figura materna. A personagem da mãe solo Olivia (interpretada por Patrícia Arquette) busca alinhar sua trajetória acadêmica na área de Psicologia com a criação de Mason e Samantha, sua filha mais velha. Olivia guarda um ressentimento pelo pai de seus filhos que não é superado, pois apesar de não desejar a maternidade, ela a abraça com devoção e responsabilidade. Por outro lado, ele é presente e amoroso, mas irresponsável. Difere-se dela por comprar brinquedos para os filhos, mas fumando e proferindo impropérios na presença dos dois. Diferentemente da jornada de amadurecimento do pai, Olivia tem o destino mais dramático do filme, justamente por tomar a responsabilidade da criação. Em sua primeira tentativa de construir algo de melhor para si e para seus filhos, casa-se com um professor universitário, que com o passar do tempo demonstra-se controlador e agressivo. Bill constrói um ambiente de castração, a ponto de cortar o cabelo de Mason à força (novamente a aparência física como metáfora), agredir Olivia, dirigir alcoolizado (novamente, um veículo como símbolo de excesso de liberdade) e reprimir todos ao seu redor. Quando Olivia volta para buscar seus filhos de casa na presença de uma advogada, a tentativa de relacionamento tem seu fim, com o homem bêbado, perigoso para todos e completamente fora de si. A história nos diz novamente: responsabilidade parental não é para qualquer um. Nos diz mais: é um erro querer ganhar o amor no grito, muito menos controlá-lo à força. Em sua próxima tentativa de relacionamento, quem cumpre o papel de figura paterna em casa é Jim, um ex-soldado da guarda nacional retornado da Guerra do Iraque. O homem, por sua vez, demonstra-se responsável, sendo introduzido na narrativa com um diálogo sobre o propósito dos EUA no Oriente Médio e sobre a troca mútua com os cidadãos locais (sobre essa questão, veja Guerra ao Terror). É justamente a imposição de responsabilidade no adolescente a lição que se tira dessa vez: ser pai também não é ser comandante. A mãe sabe disso e mais uma página se vira para ela. Já na véspera de seu primeiro dia de síndrome do ninho vazio, Olivia atinge o ponto dramático de seu desenvolvimento, deixando a seu critério imaginar o que ela vai fazer da vida a partir de agora. Se fosse para colocar Boyhood em um gênero, eu diria que o filme se trata de uma comédia dramática, meio “slice of life”, meio “coming of age”, com traços de “Road movie”. O que faz com que a narrativa funcione não é simplesmente a sua ambiciosa premissa, mas os momentos registrados e selecionados em forma de história com começo, meio e fim. Assistimos filmes para nos reconhecer neles, é o que diz o princípio da mimese. E assistimos filmes porque suas histórias nos trazem algum ensinamento. No caso de Boyhood, a catarse ocorre a todo momento, já que na adolescência tudo é ensinamento. Para que se crie e eduque alguém, é fundamental que se tenha responsabilidade. Só assim crescemos.
Como o cinema comercial muda um filme. Em 2004, a Lionsgate era um pequeno estúdio muito longe de ser algo colossal e comercial. Pois bem, com a fama deixada pela qualidade tanto do roteiro quanto da técnica angustiante para com os personagens, o estúdio cresceu e a marca "Jogos Mortais" logo se transformou em um entretenimento básico e adolescente. Triste de se ver, mas este aqui é o espírito da série que só conseguiu manter sua qualidade até o seu 3º filme.
O filme que marcaria a posição dos personagens moralmente incorretos mas ainda assim com muito coração da Dreamworks. Shrek tem piadas muito boas para uma animação e algumas que os pequenos não vão entender de primeira mas que não comprometem o filme de modo algum, afinal eu mesmo só fui entender a piada: "..na cabeça xampu, lave bem o seu... pé!" quando tinha 12 anos de idade, e a primeira vez que assisti o filme foi com 6. Enfim, animação das boas mesmo!
A melhor animação de todos os tempos. Não entendo como os críticos conseguiram desaprovar. Mushu é o personagem mais carismático de todos, e Mulan é a maior heroína da atmosfera animada. <3
"How happy is the blameless vestal's lot! The world forgetting, by the world forgot. Eternal sunshine of the spotless mind! Each pray'r accepted, and each wish resign'd"
As teorias de Jorge Furtado sobre a economia capitalista já apresentadas no curta "Ilha das Flores" são reproduzidas aqui em uma forma muito divertida e de uma perspectiva diferente: a perspectiva de quem sofre com o sistema econômico. André é um jovem que ganha dois salários mínimos (na época do filme, este valia algo como R$153,00) trabalhando como Operador de Fotocopiadora, ou se você preferir, ele é o cara do Xerox. "Grande merda", como o próprio diz. A narração em Off de Lázaro Ramos, as atuações carismáticas de todos os atores, as já citadas teorias básicas de economia não exaustivas para o espectador, o clímax final e muitos outros motivos fazem de "O Homem que Copiava" o meu filme favorito. Não o melhor filme que já fizeram, mas simplesmente o meu favorito.
A comparação entre a película original e o remake de Burton é algo muito discutido na internet, mas o principal tópico para chegarem a uma conclusão é como a definição de "magia" para as crianças foi mudando de acordo com a época dos respectivos filmes. É claro, "A Fantástica Fábrica de Chocolate", de 2005 tem um roteiro mais completo e mais explicativo, efeitos especiais obviamente mais avançados do que este, mas uma criança de 1971, sem noção nenhuma de efeitos especiais ficava maravilhada ao ver Charlie Bucket e seu avó voarem sob o teto da enorme fábrica. Hoje, por mais criativos que os produtores queiram ser, o uso de computação gráfica é algo banal no cinema. Embora eu seja sim da geração Y, acostumado com toda a tecnologia do século XXI, ainda acho a clássica versão de Mel Stuart a melhor das duas. PS: Gene Wilder é o cara.
A forma como muitos aceitam o próprio passado (por mais repugnante que o mesmo seja), alguns aceitam e fazem do seu presente e futuro as mesmas coisas, e alguns preferem simplesmente esquecer. Mas no fundo todos queremos que tudo seja perfeito. A cena final é de se ficar o rolar dos créditos inteiros refletindo sobre os males da humanidade.
Com o filme "Shrek" de 2001, a DreamWorks ficou marcada por ser um estúdio que embora faça filmes que plagiem alguns filmes da Pixar consegue fazer isso com uma psicologia reversa, transformando todos os heróis bonzinhos e cheios de moral em personagens peculiares e excêntricos. No caso de "Bee Movie" o que predomina do início ao fim é o excesso de trocadilhos da nossa realidade com a realidade das pequenas e irritantes abelhas. O que deve-se aplaudir principalmente são os estúdios de dublagens e traduções de diversos países aos quais o filme foi distribuído. Afinal em um filme que já vemos a piada "Born to bee wild" (em tradução livre, algo como: "Nascido para abelha selvagem") no cartaz principal, sabe-se que não será muito fácil adaptar as piadas para a língua portuguesa (então os estúdios por vezes tem que se esforçar para deixar uma adaptação como: "Nascido para zoar"). Mas apesar deste defeito, é um filme engraçadinho com piadas algumas vezes adultas demais, porém nada comprometedor. Nota: A piada com o vocalista Sting (ferroada) é genial.
Um pouco menos violento que o quadrinho mas até então é compreensível. Protagonista carismático, coadjuvantes espetaculares (Hit-Girl é a melhor heroína do cinema com apenas 10 anos de idade), referências pop como nenhum outro filme e um Nicolas Cage fora do normal em comparação aos seus filmes atuais. O único defeito do filme (e já foi muito comentado na internet) é não ser tão fiel ao quadrinho, principalmente em seus clímax mais esperados. Mesmo assim 5 estrelas bem merecidas.
Depois de Sin City é a melhor adaptação de um quadrinho/banda desenhada que já fizeram. Personagens e situações fiéis ao gibi, trilha sonora tão boa quanto a recomendada pelo próprio Brian Lee nos finais dos livros e a ação vale por cada minuto assistido. Um prato cheio para qualquer fã de HQs e Video-Games.
Crescer com este filme é uma sensação que apenas nós, nascidos nos anos 90 teremos. Não apenas os atores, mas o filme foi crescendo conosco, pois se por um lado, em 2001, Chris Columbus nos apresentou uma atmosfera mágica, pura e infantil, dez anos depois, David Yates com sua escuridão nos apresenta a adolescência das decisões, perdas e descobertas, mas além de tudo isto até que a vida pode ser incrível, fantástica, espetacular,... diria mais: "...até que a vida pode ser mágica".
Se visto com um olhar moderno o filme é bobo, desinteressante, mal-filmado e exaustivo. Mas aqui trata-se de 1956, com o início do cinema brasileiro ainda pré "Deus e o Diabo na Terra do Sol". A forma que Mazzaropi mostra o personagem pobre e malandro dos anos 50, as críticas sociais a respeito da burguesia e aos impostos retirados até de uma recompensa e fazer tudo isso com graciosidade na agitada cidade grande é digno sim de muito reconhecimento ao melhor e mais genial comediante que este país já viu!
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Boyhood: Da Infância à Juventude
4.0 3,7K Assista AgoraO que dizer de Boyhood que já não tenha sido dito? O ambicioso projeto do diretor texano Richard Linklater (responsável também pelos ambiciosos Waking Life e Before Sunset) retrata a vida do jovem garoto Mason, dos 7 anos até a sua entrada na faculdade. Gravado ao longo de 12 anos, o longa-metragem de 165 minutos busca fixar um período de vida importantíssimo para o desenvolvimento de um indivíduo, quase como uma fotografia registra um momento (não à toa, o protagonista se reconhece nesta forma de arte). Além de explorar o tempo como elemento temático, o filme também fala de maternidade, divórcio, relacionamentos, família e educação, tendo como pano de fundo o cenário político norte-americano no começo dos anos 2000 (com duas guerras acontecendo no Oriente Médio). Esses temas unem-se no desenvolvimento de uma ideia central alinhada à figura de Mason: a jornada para a autonomia, o autoconhecimento e o amadurecimento.
Contudo, esta ideia central não é percebida apenas no protagonista, mas em todos os personagens a sua volta, quase como dizendo "Ei, o tempo passa para todos” e a questão é universal. O tempo passa para Mason, para sua mãe Olivia, para Linklater, para mim e para você, espectador. Não estamos estagnados em um ponto, mas nos movendo como carros em uma estrada, conforme crescemos (repare nos carros do filme ou nos diferentes cortes de cabelo dos personagens e se pergunte: “o que isto tem a ver com os temas?”). Vou apenas ilustrar com um exemplo: já na fase dos 14 anos de Mason, seu pai, que antes vivia uma vida de solteiro, rockstar e com um carro preto descolado, aparece agora com uma minivan, cabelo bem cortado e um bigode, acompanhado de sua esposa e filha recém-nascida. Ambos os elementos, veículos e aparência física, representam a liberdade de escolhas dos personagens, seja em excesso ou em ausência.
Outro ponto importante que não pode deixar de ser levado em consideração, ainda mais no tocante às escolhas do protagonista, está na figura materna. A personagem da mãe solo Olivia (interpretada por Patrícia Arquette) busca alinhar sua trajetória acadêmica na área de Psicologia com a criação de Mason e Samantha, sua filha mais velha. Olivia guarda um ressentimento pelo pai de seus filhos que não é superado, pois apesar de não desejar a maternidade, ela a abraça com devoção e responsabilidade. Por outro lado, ele é presente e amoroso, mas irresponsável. Difere-se dela por comprar brinquedos para os filhos, mas fumando e proferindo impropérios na presença dos dois.
Diferentemente da jornada de amadurecimento do pai, Olivia tem o destino mais dramático do filme, justamente por tomar a responsabilidade da criação. Em sua primeira tentativa de construir algo de melhor para si e para seus filhos, casa-se com um professor universitário, que com o passar do tempo demonstra-se controlador e agressivo. Bill constrói um ambiente de castração, a ponto de cortar o cabelo de Mason à força (novamente a aparência física como metáfora), agredir Olivia, dirigir alcoolizado (novamente, um veículo como símbolo de excesso de liberdade) e reprimir todos ao seu redor. Quando Olivia volta para buscar seus filhos de casa na presença de uma advogada, a tentativa de relacionamento tem seu fim, com o homem bêbado, perigoso para todos e completamente fora de si. A história nos diz novamente: responsabilidade parental não é para qualquer um. Nos diz mais: é um erro querer ganhar o amor no grito, muito menos controlá-lo à força.
Em sua próxima tentativa de relacionamento, quem cumpre o papel de figura paterna em casa é Jim, um ex-soldado da guarda nacional retornado da Guerra do Iraque. O homem, por sua vez, demonstra-se responsável, sendo introduzido na narrativa com um diálogo sobre o propósito dos EUA no Oriente Médio e sobre a troca mútua com os cidadãos locais (sobre essa questão, veja Guerra ao Terror). É justamente a imposição de responsabilidade no adolescente a lição que se tira dessa vez: ser pai também não é ser comandante. A mãe sabe disso e mais uma página se vira para ela. Já na véspera de seu primeiro dia de síndrome do ninho vazio, Olivia atinge o ponto dramático de seu desenvolvimento, deixando a seu critério imaginar o que ela vai fazer da vida a partir de agora.
Se fosse para colocar Boyhood em um gênero, eu diria que o filme se trata de uma comédia dramática, meio “slice of life”, meio “coming of age”, com traços de “Road movie”. O que faz com que a narrativa funcione não é simplesmente a sua ambiciosa premissa, mas os momentos registrados e selecionados em forma de história com começo, meio e fim. Assistimos filmes para nos reconhecer neles, é o que diz o princípio da mimese. E assistimos filmes porque suas histórias nos trazem algum ensinamento. No caso de Boyhood, a catarse ocorre a todo momento, já que na adolescência tudo é ensinamento. Para que se crie e eduque alguém, é fundamental que se tenha responsabilidade. Só assim crescemos.
Nós
3.8 2,4K Assista Agoramito da caverna
Tenet
3.4 1,3KAssistirei esse filme ontem. Ainda não entenderei!
Jogos Mortais
3.7 1,6K Assista AgoraComo o cinema comercial muda um filme. Em 2004, a Lionsgate era um pequeno estúdio muito longe de ser algo colossal e comercial. Pois bem, com a fama deixada pela qualidade tanto do roteiro quanto da técnica angustiante para com os personagens, o estúdio cresceu e a marca "Jogos Mortais" logo se transformou em um entretenimento básico e adolescente. Triste de se ver, mas este aqui é o espírito da série que só conseguiu manter sua qualidade até o seu 3º filme.
Shrek
4.0 1,2K Assista AgoraO filme que marcaria a posição dos personagens moralmente incorretos mas ainda assim com muito coração da Dreamworks. Shrek tem piadas muito boas para uma animação e algumas que os pequenos não vão entender de primeira mas que não comprometem o filme de modo algum, afinal eu mesmo só fui entender a piada: "..na cabeça xampu, lave bem o seu... pé!" quando tinha 12 anos de idade, e a primeira vez que assisti o filme foi com 6. Enfim, animação das boas mesmo!
De Volta à Lagoa Azul
2.5 549 Assista AgoraAs crianças já haviam vivido na ilha por pelo menos 3 anos e a mãe dando banho de cachoeira neles com um sabonete tipo Lux. = Impagável.
Mulan
4.2 1,1K Assista AgoraA melhor animação de todos os tempos. Não entendo como os críticos conseguiram desaprovar. Mushu é o personagem mais carismático de todos, e Mulan é a maior heroína da atmosfera animada. <3
Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças
4.3 4,7K Assista Agora"How happy is the blameless vestal's lot!
The world forgetting, by the world forgot.
Eternal sunshine of the spotless mind!
Each pray'r accepted, and each wish resign'd"
O Homem Que Copiava
3.5 933 Assista AgoraAs teorias de Jorge Furtado sobre a economia capitalista já apresentadas no curta "Ilha das Flores" são reproduzidas aqui em uma forma muito divertida e de uma perspectiva diferente: a perspectiva de quem sofre com o sistema econômico. André é um jovem que ganha dois salários mínimos (na época do filme, este valia algo como R$153,00) trabalhando como Operador de Fotocopiadora, ou se você preferir, ele é o cara do Xerox. "Grande merda", como o próprio diz.
A narração em Off de Lázaro Ramos, as atuações carismáticas de todos os atores, as já citadas teorias básicas de economia não exaustivas para o espectador, o clímax final e muitos outros motivos fazem de "O Homem que Copiava" o meu filme favorito. Não o melhor filme que já fizeram, mas simplesmente o meu favorito.
A Fantástica Fábrica de Chocolate
4.0 1,1K Assista AgoraA comparação entre a película original e o remake de Burton é algo muito discutido na internet, mas o principal tópico para chegarem a uma conclusão é como a definição de "magia" para as crianças foi mudando de acordo com a época dos respectivos filmes. É claro, "A Fantástica Fábrica de Chocolate", de 2005 tem um roteiro mais completo e mais explicativo, efeitos especiais obviamente mais avançados do que este, mas uma criança de 1971, sem noção nenhuma de efeitos especiais ficava maravilhada ao ver Charlie Bucket e seu avó voarem sob o teto da enorme fábrica. Hoje, por mais criativos que os produtores queiram ser, o uso de computação gráfica é algo banal no cinema.
Embora eu seja sim da geração Y, acostumado com toda a tecnologia do século XXI, ainda acho a clássica versão de Mel Stuart a melhor das duas. PS: Gene Wilder é o cara.
Mistérios da Carne
4.1 1,0K Assista AgoraA forma como muitos aceitam o próprio passado (por mais repugnante que o mesmo seja), alguns aceitam e fazem do seu presente e futuro as mesmas coisas, e alguns preferem simplesmente esquecer. Mas no fundo todos queremos que tudo seja perfeito. A cena final é de se ficar o rolar dos créditos inteiros refletindo sobre os males da humanidade.
Bee Movie: A História de uma Abelha
3.1 617 Assista AgoraCom o filme "Shrek" de 2001, a DreamWorks ficou marcada por ser um estúdio que embora faça filmes que plagiem alguns filmes da Pixar consegue fazer isso com uma psicologia reversa, transformando todos os heróis bonzinhos e cheios de moral em personagens peculiares e excêntricos. No caso de "Bee Movie" o que predomina do início ao fim é o excesso de trocadilhos da nossa realidade com a realidade das pequenas e irritantes abelhas. O que deve-se aplaudir principalmente são os estúdios de dublagens e traduções de diversos países aos quais o filme foi distribuído. Afinal em um filme que já vemos a piada "Born to bee wild" (em tradução livre, algo como: "Nascido para abelha selvagem") no cartaz principal, sabe-se que não será muito fácil adaptar as piadas para a língua portuguesa (então os estúdios por vezes tem que se esforçar para deixar uma adaptação como: "Nascido para zoar"). Mas apesar deste defeito, é um filme engraçadinho com piadas algumas vezes adultas demais, porém nada comprometedor.
Nota: A piada com o vocalista Sting (ferroada) é genial.
Kick-Ass: Quebrando Tudo
3.9 2,8K Assista AgoraUm pouco menos violento que o quadrinho mas até então é compreensível. Protagonista carismático, coadjuvantes espetaculares (Hit-Girl é a melhor heroína do cinema com apenas 10 anos de idade), referências pop como nenhum outro filme e um Nicolas Cage fora do normal em comparação aos seus filmes atuais. O único defeito do filme (e já foi muito comentado na internet) é não ser tão fiel ao quadrinho, principalmente em seus clímax mais esperados. Mesmo assim 5 estrelas bem merecidas.
Scott Pilgrim Contra o Mundo
3.9 3,2K Assista AgoraDepois de Sin City é a melhor adaptação de um quadrinho/banda desenhada que já fizeram. Personagens e situações fiéis ao gibi, trilha sonora tão boa quanto a recomendada pelo próprio Brian Lee nos finais dos livros e a ação vale por cada minuto assistido. Um prato cheio para qualquer fã de HQs e Video-Games.
Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2
4.3 5,1K Assista AgoraCrescer com este filme é uma sensação que apenas nós, nascidos nos anos 90 teremos. Não apenas os atores, mas o filme foi crescendo conosco, pois se por um lado, em 2001, Chris Columbus nos apresentou uma atmosfera mágica, pura e infantil, dez anos depois, David Yates com sua escuridão nos apresenta a adolescência das decisões, perdas e descobertas, mas além de tudo isto até que a vida pode ser incrível, fantástica, espetacular,... diria mais: "...até que a vida pode ser mágica".
O Gato de Madame
3.5 20Se visto com um olhar moderno o filme é bobo, desinteressante, mal-filmado e exaustivo. Mas aqui trata-se de 1956, com o início do cinema brasileiro ainda pré "Deus e o Diabo na Terra do Sol". A forma que Mazzaropi mostra o personagem pobre e malandro dos anos 50, as críticas sociais a respeito da burguesia e aos impostos retirados até de uma recompensa e fazer tudo isso com graciosidade na agitada cidade grande é digno sim de muito reconhecimento ao melhor e mais genial comediante que este país já viu!