Sempre fui fã dos "Crossovers entre propriedades": Terminator X Robocop ; Superman X Aliens; Batman X Tartarugas Ninja e por aí vai.
Esses encontros improváveis começaram como conteúdo criados por fãs (em fanfics, fanzines e etc) mas eventualmente acabaram chegando nas mídias oficiais, a Marvel e a DC vira e mexe lançam crossovers.
Pela sua logística jurídica complexa esses produtos normalmente saem nas "mídias acessórias" (Livros, Quadrinhos, Games, Animações direto pra vídeo) com raras vezes em que o evento vai para a "série principal" (Freddy X Jason, Aliens X Predador, X-Men vs Street Figther)
O Django do Tarantino encontrou oficialmente o Zorro... nos quadrinhos (escritos pelo próprio Tarantino)
Às vezes os donos das duas propriedades não entram em acordo, e o crossover acaba sendo com um "personagem-genérico-mas-que-sabemos-que-é-ele", como foi o caso do Invencível que encontrou o verdadeiro Homem Aranha nos quadrinhos e um genérico do mesmo na versão televisiva quando a Marvel não liberou o teioso pra animação.
E eu não me chocaria se o roteiro dessa temporada fosse adaptado de algum Fanfic intulado "Dexter Kills Bill" ou coisa do gênero, pois a Uma Thurman interpreta a mesmíssima personagem tanto como Charley quanto como a Noiva de Kill Bill.
Vou mais longe em me arriscar a dizer que caso David Carradine estivesse vivo ele teria sido convidado ao papel de Leon Prater. E, como não estava, algum nerd da produção sugeriu a "solução X-Men" que reescalou o Bolivar Trask como Peter Dinklage.
Os Osborns dessa série são tipo os Luthors do Smallville.
E a quantidade de plot twists que eles deixam no último episódio como ganchos pra próxima temporada parece ser maior do que a quantidade de cenas pós créditos em aberto no MCU
Bem que a MAX podia nos disponibilizar a dublagem japonesa no único caso em que uma dublagem casaria melhor do que as vozes originais americanas!
Vinte anos atrás os Jovens Titãs eram uma ultrapassada e brega lembrança dos quadrinhos dos anos 80. Aí chegou a série animada Teen Titans que revisitou o grupo em uma estética de Anime e trouxe um renascimento de popularidade desses personagens.
Agora é a vez do Superman passar pelo mesmo processo, um personagem quase centenário que já passou por todo tipo de releitura e que tem sido visto como brega e antiquado nessa era que é o ápice da popularidade dos demais heróis que foram inspirações por ele…
Está funcionando?
Aparentemente sim, já que acabaram de anunciar o seu spin off do Lanterna Verde 🙌
E até hoje nada de série animada pra Mulher Maravilha :(
Com um show a parte que é a icônica redublagem brasileira que a série recebeu nos anos 90, repetindo todo o elenco de Batman the animated series (1992)
Uma animação que conseguiu o incrível mérito de ser produzida em 1994 e ter completamente o "gosto" de anos 80!
O protagonista é o Homem de Ferro, mas ele conta com a ajuda de mais meia dúzia de heróis da Marvel que fazem figuração de luxo (como o Gavião Arqueiro, a Wanda e a Mulher Aranha) da mesma forma que o Homem Aranha e Seus Incríveis amigos (1981)
Essa equipe combate o mesmo vilão ao longo de toda a série: Mandarim, que tem a pele verde para tentar abafar o estereótipo de vilão asiático, da mesma forma que foi feito com o vilão Ming, o Impiedoso da série Os Defensores da Terra (1986)
E temos o climão inocente e idílico de "time do bem x time do mal" na melhor escola do He-Man, Silverhawks ou Comandos e Ação.
E a razão para tudo isso é muito simples: a série foi formatada e escrita por Ron Friedman, o roteirista responsável também pelas animações do próprio Comandos em Ação e Transformers nos anos 80.
"Homem de Ferro" e "Quarteto Fantástico" do mesmo ano estão entre os últimos trabalhos de Friedman que escrevia para TV desde os anos 60 e estava fora de forma enquanto a animação super heróica caminhava para outra linha com as séries animadas dos X-Men, Batman (ambas de 1992) e do Homem-Aranha.
Após 13 episódios o Homem de Ferro e o Quarteto passaram para outra equipe criativa, e as duas séries se transformam drasticamente em suas segundas temporadas, adotando algo mais próximo ao espírito do tempo.
Na Telona a primeira família da Marvel foi vítima de uma adaptação de baixo orçamento produzida pelo Roger Corman com o único intuito de não deixar expirar os direitos dos produtores para exploração desses personagens nos cinemas... Tal filme nunca foi oficialmente lançado, mas pode ser facilmente visto no Youtube para o deleite dos adeptos ao "guilty pleasure".
E enquanto isso nas telinhas eles foram submetidos à essa animação feita com o único intuito de faturar em cima do boom de animações baseadas em quadrinhos gerado pelo recente lançamento das excelentes animações do X-Men e do Batman, que definiram os anos 90. Infelizmente os produtores erraram a mão, entregando uma primeira temporada ingênua, infantil e simplista que em nada se assemelha ao que vinha sendo produzido com os mutantes e com o homem morcego.
Na segunda temporada a produtora foi trocada, e essa série consegue se redimir, e chegar muito mais perto do que fora "encomendado", com uma mudança completa de tom, estilo de animação e muitos episódios de crossover do quarteto com o Demolidor, o Hulk, o Pantera Negra e até os Inumanos.
As duas temporadas constam como uma só no Disney+, então se vc curte ver tranqueiras como filmes do Corman comece do primeiro episódio, mas se quiser ver uma animação de qualidade do quarteto pode pular sem culpa para o episódio 14.
É impressionante como que cada fiasco filmico do DCEU sempre tem pelo menos uma animação correspondente que mostra como o filme poderia ter sido feito....
O término de Justice League Unlimited deixou uma enorme lacuna em uma geração de DCnautas, não apenas por ter sido uma série praticamente impecável, mas por ter encerrado contigo toda uma cronologia, um universo, que para muitos fãs foi tão grande ou maior que o próprio Universo DC original dos quadrinhos: o universo televisivo de Bruce Timm iniciado em 1992 com a série do Batman e expandido em 8 séries e alguns longas, indo em extremidades tão distantes dessa mitologia, do faroeste ao futuro, com a criação de inesquecíveis mitos que foram incorporados à DC original como a Harley Quinn e o Batman Beyond, e claro com alguns deslizes, como o Projeto Zeta.
Enfim, mas que o fim de uma série, morria universo que parecia que jamais (ou ao menos não tão cedo) seria substituído em questão de uma coesão, legado e diversidade encontrada nos quadrinhos. As séries que se sucederam até se arriscavam a explorar mais os territórios da DC (Teen Titans, The Batman, Brave and The Bold) mas nunca com a seriedade e o tom épico do nosso extinto universo.
Eis que surge Young Justice, desacreditada no início, aparentando ser mais um caça-níquel infantil (como Teen Titans, que infantilizou o clássico de Perez e Wolfman, Young Justice já partia de uma série altamente caricata na origem dos quadrinhos, o que sugeria um tom ainda mais infantil). Porém, em míseras duas temporadas, essa obra prima nos apresenta um universo DC expandido e amadurecido, com direito à incontáveis easter eggs e fan services, e se dando ao luxo de dar um salto no tempo para nos mostrar seus personagens em outro período com outras identidades, e roteiros interligados e maduros de uma forma que até superaram a Liga Sem Limites...
Foi cancelada precocemente para o desespero dos fãs, mas ainda há esperanças de que esse universo seja retomado em séries ou longas vindouros, afinal esse atual desolamento é semelhante ao que se passava com cada cancelamento das séries de Bruce Timm até o anúncio da seguinte...
Dexter: Ressurreição (1ª Temporada)
4.4 170 Assista AgoraDexter Morgan X Beatrix Kiddo
Sempre fui fã dos "Crossovers entre propriedades": Terminator X Robocop ; Superman X Aliens; Batman X Tartarugas Ninja e por aí vai.
Esses encontros improváveis começaram como conteúdo criados por fãs (em fanfics, fanzines e etc) mas eventualmente acabaram chegando nas mídias oficiais, a Marvel e a DC vira e mexe lançam crossovers.
Pela sua logística jurídica complexa esses produtos normalmente saem nas "mídias acessórias" (Livros, Quadrinhos, Games, Animações direto pra vídeo) com raras vezes em que o evento vai para a "série principal" (Freddy X Jason, Aliens X Predador, X-Men vs Street Figther)
O Django do Tarantino encontrou oficialmente o Zorro... nos quadrinhos (escritos pelo próprio Tarantino)
Às vezes os donos das duas propriedades não entram em acordo, e o crossover acaba sendo com um "personagem-genérico-mas-que-sabemos-que-é-ele", como foi o caso do Invencível que encontrou o verdadeiro Homem Aranha nos quadrinhos e um genérico do mesmo na versão televisiva quando a Marvel não liberou o teioso pra animação.
E eu não me chocaria se o roteiro dessa temporada fosse adaptado de algum Fanfic intulado "Dexter Kills Bill" ou coisa do gênero, pois a Uma Thurman interpreta a mesmíssima personagem tanto como Charley quanto como a Noiva de Kill Bill.
Vou mais longe em me arriscar a dizer que caso David Carradine estivesse vivo ele teria sido convidado ao papel de Leon Prater. E, como não estava, algum nerd da produção sugeriu a "solução X-Men" que reescalou o Bolivar Trask como Peter Dinklage.
Seu Amigão da Vizinhança: Homem-Aranha (1ª Temporada)
3.6 48Os Osborns dessa série são tipo os Luthors do Smallville.
E a quantidade de plot twists que eles deixam no último episódio como ganchos pra próxima temporada parece ser maior do que a quantidade de cenas pós créditos em aberto no MCU
Esquadrão Suicida Isekai
2.9 18 Assista AgoraA DC/Warner tem a tradição de lançar animações memoráveis na esteira dos longa metragens dos mesmos personagens
Batman Returns foi o pretexto para a produção de Batman The Animated Series
Lanterna Verde gerou Green Lantern the Animated Series
E agora temos esse anime que mirou em THE suicide Squad e acertou no primeiro Suicide Squad
Bem ruim, mas estou dando uma estrela adicional pela vinheta de créditos finais que tá excelente
Minhas Aventuras com o Superman (1ª Temporada)
3.8 23 Assista AgoraBem que a MAX podia nos disponibilizar a dublagem japonesa no único caso em que uma dublagem casaria melhor do que as vozes originais americanas!
Vinte anos atrás os Jovens Titãs eram uma ultrapassada e brega lembrança dos quadrinhos dos anos 80. Aí chegou a série animada Teen Titans que revisitou o grupo em uma estética de Anime e trouxe um renascimento de popularidade desses personagens.
Agora é a vez do Superman passar pelo mesmo processo, um personagem quase centenário que já passou por todo tipo de releitura e que tem sido visto como brega e antiquado nessa era que é o ápice da popularidade dos demais heróis que foram inspirações por ele…
Está funcionando?
Aparentemente sim, já que acabaram de anunciar o seu spin off do Lanterna Verde 🙌
E até hoje nada de série animada pra Mulher Maravilha :(
Solar Opposites (1ª Temporada)
4.0 25Se Rick e Morty fosse um chaves, esse seria o Chapolin 🙈
As Aventuras do Capitão Marvel
3.5 11 Assista AgoraÉ oficialmente a primeiríssima produção live action estrelada por um personagem da DC Comics… só que não….
Em 1941 o Shazam ainda não pertencia à DC.
Aliás, nessa época o Shazam ainda se chamava Capitão Marvel, a Marvel ainda não se chamava Marvel, nem a DC se chamava DC…
Mulher-Hulk: Defensora de Heróis
3.1 471 Assista AgoraE não é que os dois eps finais “salvam” a série?
O q surpreende ainda mais se tratando de uma série Dosney+/Marvel que já construiu sua reputação de sempre decair nos últimos eps…
As Aventuras de Batman e Robin: O Garoto Prodígio
3.5 3Disponibilizado na HBO Max =D
Com um show a parte que é a icônica redublagem brasileira que a série recebeu nos anos 90, repetindo todo o elenco de Batman the animated series (1992)
Homem de Ferro: A Série Animada (1ª Temporada)
3.1 9 Assista AgoraUma animação que conseguiu o incrível mérito de ser produzida em 1994 e ter completamente o "gosto" de anos 80!
O protagonista é o Homem de Ferro, mas ele conta com a ajuda de mais meia dúzia de heróis da Marvel que fazem figuração de luxo (como o Gavião Arqueiro, a Wanda e a Mulher Aranha) da mesma forma que o Homem Aranha e Seus Incríveis amigos (1981)
Essa equipe combate o mesmo vilão ao longo de toda a série: Mandarim, que tem a pele verde para tentar abafar o estereótipo de vilão asiático, da mesma forma que foi feito com o vilão Ming, o Impiedoso da série Os Defensores da Terra (1986)
E temos o climão inocente e idílico de "time do bem x time do mal" na melhor escola do He-Man, Silverhawks ou Comandos e Ação.
E a razão para tudo isso é muito simples: a série foi formatada e escrita por Ron Friedman, o roteirista responsável também pelas animações do próprio Comandos em Ação e Transformers nos anos 80.
"Homem de Ferro" e "Quarteto Fantástico" do mesmo ano estão entre os últimos trabalhos de Friedman que escrevia para TV desde os anos 60 e estava fora de forma enquanto a animação super heróica caminhava para outra linha com as séries animadas dos X-Men, Batman (ambas de 1992) e do Homem-Aranha.
Após 13 episódios o Homem de Ferro e o Quarteto passaram para outra equipe criativa, e as duas séries se transformam drasticamente em suas segundas temporadas, adotando algo mais próximo ao espírito do tempo.
Quarteto Fantástico: A Série Animada (1ª Temporada)
3.1 81994 foi um triste ano para o Quarteto
Na Telona a primeira família da Marvel foi vítima de uma adaptação de baixo orçamento produzida pelo Roger Corman com o único intuito de não deixar expirar os direitos dos produtores para exploração desses personagens nos cinemas... Tal filme nunca foi oficialmente lançado, mas pode ser facilmente visto no Youtube para o deleite dos adeptos ao "guilty pleasure".
E enquanto isso nas telinhas eles foram submetidos à essa animação feita com o único intuito de faturar em cima do boom de animações baseadas em quadrinhos gerado pelo recente lançamento das excelentes animações do X-Men e do Batman, que definiram os anos 90. Infelizmente os produtores erraram a mão, entregando uma primeira temporada ingênua, infantil e simplista que em nada se assemelha ao que vinha sendo produzido com os mutantes e com o homem morcego.
Na segunda temporada a produtora foi trocada, e essa série consegue se redimir, e chegar muito mais perto do que fora "encomendado", com uma mudança completa de tom, estilo de animação e muitos episódios de crossover do quarteto com o Demolidor, o Hulk, o Pantera Negra e até os Inumanos.
As duas temporadas constam como uma só no Disney+, então se vc curte ver tranqueiras como filmes do Corman comece do primeiro episódio, mas se quiser ver uma animação de qualidade do quarteto pode pular sem culpa para o episódio 14.
Dark (3ª Temporada)
4.3 1,3KPobre Hannah que acabou
se relacionando com seu tataraneto e seu tatataraneto. E ainda terminou sendo ao mesmo tempo mãe e tatatataravó do Jonas...
Seinfeld (9ª Temporada)
4.5 136 Assista AgoraTá pra nascer outra série com essa ousadia na hora de finalizar!
Arlequina (1ª Temporada)
4.4 74 Assista AgoraÉ impressionante como que cada fiasco filmico do DCEU sempre tem pelo menos uma animação correspondente que mostra como o filme poderia ter sido feito....
La Casa de Papel (Parte 2)
4.2 938 Assista Agora24 Horas + Maria do Bairro
Justiça Jovem: Invasão (2ª Temporada)
4.4 75O término de Justice League Unlimited deixou uma enorme lacuna em uma geração de DCnautas, não apenas por ter sido uma série praticamente impecável, mas por ter encerrado contigo toda uma cronologia, um universo, que para muitos fãs foi tão grande ou maior que o próprio Universo DC original dos quadrinhos: o universo televisivo de Bruce Timm iniciado em 1992 com a série do Batman e expandido em 8 séries e alguns longas, indo em extremidades tão distantes dessa mitologia, do faroeste ao futuro, com a criação de inesquecíveis mitos que foram incorporados à DC original como a Harley Quinn e o Batman Beyond, e claro com alguns deslizes, como o Projeto Zeta.
Enfim, mas que o fim de uma série, morria universo que parecia que jamais (ou ao menos não tão cedo) seria substituído em questão de uma coesão, legado e diversidade encontrada nos quadrinhos. As séries que se sucederam até se arriscavam a explorar mais os territórios da DC (Teen Titans, The Batman, Brave and The Bold) mas nunca com a seriedade e o tom épico do nosso extinto universo.
Eis que surge Young Justice, desacreditada no início, aparentando ser mais um caça-níquel infantil (como Teen Titans, que infantilizou o clássico de Perez e Wolfman, Young Justice já partia de uma série altamente caricata na origem dos quadrinhos, o que sugeria um tom ainda mais infantil). Porém, em míseras duas temporadas, essa obra prima nos apresenta um universo DC expandido e amadurecido, com direito à incontáveis easter eggs e fan services, e se dando ao luxo de dar um salto no tempo para nos mostrar seus personagens em outro período com outras identidades, e roteiros interligados e maduros de uma forma que até superaram a Liga Sem Limites...
Foi cancelada precocemente para o desespero dos fãs, mas ainda há esperanças de que esse universo seja retomado em séries ou longas vindouros, afinal esse atual desolamento é semelhante ao que se passava com cada cancelamento das séries de Bruce Timm até o anúncio da seguinte...