Assisti em quase cinco meses, do final de novembro até esta semana.
Maria Clara meio que era unanimidade, "ninguém" a odiava. Arquétipo da mocinha perfeita, que parece até que não caga... Ou melhor, caga bolinho Ana Maria, mija Kapo de abacaxi, e seu pum entoa uma cançoneta de flauta doce e cheira tutti-frutti. Sempre em cima do salto agulha e por trás de uma maquiagem.
Fora isso, para mim, Malu Mader teve, sim, cacife para sustentar uma personagem como Maria Clara. Pena que, rumores dizem, ela se intrometia nos textos do Gilberto Braga .
Não funciona ser Maria Clara na vida real. Eu mesmo já tentei e não consegui. Grande ilusão! Principalmente em um mundo cheio de Elietes.
A diferença é que a Eliete da novela ainda respeitava a Maria Clara, as da vida real não te respeitam.
Pegando o gancho, a Eliete só era brega e peguete. Tirando isso, ela só descia de nível com quem? Óbvio, com a grande vilã Laura. No vida real, Marias Claras e Elietes se odeiam. Oh, mundo cor-de-rosa das novelas...
Laura, vivida magistralmente por Cláudia Abreu, o arquétipo de um bully. Mente doentia, obcecada... Se ela queria tanto ser Maria Clara, porque não deixava o cabelo liso e castanho também? Era o que me perguntava, mas vai entender a cabeça de uma psicopata.
Fernando, para mim, tinha uma energia mais feminina na novela. Tudo bem! Nós, homens, não precisamos ser Rambo ou Balboa o tempo todo. Aliás, porque a vida deveria ser um constante filme de ação? Um eterno Peaky Blinders? Sou mais uma vida leve, descontraída, à la comédia romântica.
Beatriz! Essa, sim, já transparecia uma energia mais masculina. Pena que não era usada para boas ações. Só acho que ela merecia ser realmente punida no final. Foi o alto da carreira de Débora Evelyn.
Enganchando, a amizade entre Beatriz e Laura era linda, assim como a de Maria Clara com Eliete. Entretanto, como fruta podre cai sozinha, Laura meio que se revelou com o lance da pulseira. Aliás, isso que o GB pregava em suas novelas: amizades estranhamente perfeitas.
Marcos, estava do lado do mal na novela, mas era sensato, com a cabeça mais no lugar, cagava para certas coisas. Assim foi até o último capítulo.
Renato, bom, vou começar pelo ator... Fábio Assunção é magnético, carismático, cativante. Não falo em questão de beleza, não! Primeira novela que assisti inteira com ele no elenco e foi isso que descobri. Fizeram alguma mandinga para esse ator, só pode!
Me desculpem fãs do Marcos Palmeira e do Márcio Garcia, mas Fábio reinou nessa novela! Garcia falava muito rápido, não sei qual era a necessidade. Palmeira comia sílabas, igual um caipira do interior.
Fábio se dá muito bem como vilão. Como mocinho já é de se esperar, ele já tem o perfil próprio, algo já clichê. Quanto ao personagem, daquele tipo que acha que o mundo deve algo a ele.
A forma como abordava o alpinismo social e a busca acirrada pela fama através das personagens Darlene e Jaqueline era deveras fantasiosa. Assim como a forma que Vladimir era arrastado para a fama.
A única forma mais dentro de um contexto coeso era da Laura mesmo. Ninguém pode ser tão cabeça oca assim. Se não sabe apresentar, atuar, cantar, então pra quê?
O Vladmir teve um golpe de sorte, só isso. Igual hoje, com Jennifer da janela do avião.
Sandra era uma mini-Maria Clara na novela. PC era o tipo de mente limitada, que foi devidamente punido no final com a grande Tânia - lavou a alma. (Sou fã do Paulinho Vilhena, confesso.) Ana Paula era outra "suicida".
Inácio... Um personagem bem intenso que o Bruno Gagliasso segurou. Falando nisso, Bruno, sim, em questão de beleza, era o muso dessa novela. Até hoje ele é um colírio, efeito "bom vinho".
Hugo, o salvador da pátria. Henri Castelli não era cenoura, mas... O resto vocês já sabem.
Por fim, Cristiano e Noêmia é que tinham mais cara de casal de mocinhos protagonistas.
Quanto à novela em si... Laura devia ter aprontado mais, Maria Clara devia ter sofrido mais. As personagens deveriam ter contracenado mais, terem mais encontros. A Laura poderia ser mais louca, mórbida. Maria Clara, por sua vez, ter ido parar em uma residência humilde do Andaraí, por exemplo.
Laura, pelo visto, não ia parar nunca, por isso teve aquele final. Porque confesso que preferiria ela pelo Caribe.
Quanto ao assassinato de Lineu, suspeitaria da Corina, por motivos passionais, nada a ver com herança, dinheiro. Daí o Ubaldo descobriria, mas seria um segredo mantido entre os dois.
Sempre achei essa novela bem bolada, original, com um brilho extra, vendo por fora, no panorama, somente por abordar o universo das celebridades, e a elegia como minha novela predileta. Assistindo inteira, seus 221 capítulos, vi que não é essa obra-prima toda.
No mais, é um bom passatempo, trama com "quem matou", atmosfera policial, pontos dados com nó e puxadas de tapete para estar no poder. Dá para ir!
Assisti inteira! Do comecinho de agosto até o final de novembro agora, em quase quatro meses. Gostei? Com ressalvas.
Tudo muito caricato, bem com cara de novela das sete - sou capaz de compreender, pois o autor, até então, só havia escrito novelas desse horário.
Se eu pudesse dar outro nome à obra, seria Obsessão. Devido às personagens Maria do Carmo e Laurinha, ambas obsessivas. A Maria do Carmo, pelo menos, se salva disso.
Me arrancou boas risadas! Entretanto, a cena que me fez ter crise de riso foi uma em que simplesmente Laurinha manda Lena voltar para a cozinha, como se ela fosse um robô ou um cão adestrado.
A obsessão de Maria do Carmo estava pendendo para algo doentio. Até pensei... Que mocinha de novela se presta a esse papel?! O Edu também mostrou um lado mórbido por dinheiro. Já a Laurinha, simplesmente vivia num mundo paralelo.
A parte da Lena era muito mexicanizada.
Conheço muitas donas Armênias por aí, eu mesmo já fui "Armênia". "Eu, uma pobre viúvo, mãe de família, mulher da bairro." "Bunzunzum, bunzunzum, bunzunzum na cabeça do mamãe." "Quero minha terreno limpinha." Uma personagem que, para mim, estava a um passo de ser uma vilã. Oscilava entre o vitimismo e a astúcia, tudo quando bem lhe convinha. Uma personagem complexa, de camadas, chata, mas digna de uma tese.
A amizade de Laurinha e Isabele também era algo dúbio, uma precisava da outra ao mesmo tempo que, no fundo, se odiavam.
O personagem Caio demandava paciência para assistir.
Quando Maria do Carmo cedeu em ser uma mulher mais apagada para tentar agradar o Edu, já não gostei. Ainda bem que durou só um dia. Era uma personagem que se encontrava em polo masculino. Bem dizer, uma Viúva Porcina da Av. Paulista.
Enfim, porque o Jonas foi parar na mansão dos Figueiroa? No final na novela não é revelado claramente.
A trama da Ingrid é a que mais tinha a falta de coesão que uma novela das sete pede, já que não é para se levar a sério mesmo.
A Neiva é um exemplo claro da Lei da Atração. O que ela vibrou foi o que ela atraiu a novela toda.
A Adriana deu uma lição de estoicismo. Se apresentando mesmo enlutada, isso lá para o finalzinho.
Nicinha também era outra que me deu medo mais para o final, com uma ideologia, no mínimo, sinistra.
Por fim, Renato Maia. Sinto pena dele ainda menino, devido ao que lhe ocorreu. Dele, no presente momento da novela, não. Nada justificava suas vilanias - obviedade.
Spoiler... Um sinal claro de que Maria do Carmo não havia matado Laurinha era o seguinte: a "vítima" não subiu forçada para a cobertura do prédio. Qualquer pessoa poderia confirmar. Disse para a hostess chamar Maria do Carmo e subiu por livre e espontânea vontade. Daí, a emergente só subiu para saber do que se tratava. Ok! A história da marca no cimento fresco colou.
Enfim, queria uma trama urbana, ambientada em São Paulo, para fugir do "tradicional" Rio. Completando idade com número múltiplo de cinco - nesse caso, 35 anos. Do horário nobre, pois prefiro tramas mais sérias e realistas.
Quando essa novela ficou séria, amornou. Principalmente nos dias em que a Maria do Carmo estava no xadrez por ter atirado no Edu. Diálogos previsíveis, que eu já sabia como iam terminar e nem precisavam acontecer. Fosse assim, a novela teria uns 15, 20 capítulos a menos.
Não, o combustível da novela era se manter no tom cômico mesmo. Séria, ela estava praticamente se arrastando.
Valeu a pena a experiência. Esperava mais, confesso, mas deu tudo certo.
Assisti inteira em quatro meses, da segunda quinzena de março até o início de agosto agora.
Vou começar pelas ambientações, numa mesma novela... Rio de Janeiro e Miami, combina. Rio de Janeiro e São Paulo, combina. São Paulo e Miami, combina. São Paulo e Boiadeiros, combina. Boiadeiros e Rio de Janeiro, não combina. Boiadeiros e Miami, não combina.
Aliás, Boiadeiros parecia uma cidade utópica, tipo Vila de Santa Fé em Meu Pedacinho de Chão (2014).
Parecia que eu estava assistindo duas novelas diferentes em uma só...
Uma do peão de Boiadeiros, interior de São Paulo, que, tamanho sucesso, foi montar em Davie, Flórida.
Outra da moça de Vila Isabel que tenta a travessia pelo México para chegar aos EUA.
Também aquela da Helena... Hã! Digo... Haidée! Do Maneco, que abre mão do namorado para a filha. Não realiza uma troca de bebês, mas sofre de cleptomania, e entrava em crises que só mulheres brancas da alta classe podem se dar ao desfrute de ter. O remédio: colo da filha e Miami. White people problems para o pobre de quem não sabe voar. O Dr. Moretti, digo, Glauco, já tem um caso de anos com uma amante. Até que a amiga da filha dele surge e janta a Helenaidée, e a amante juntas.
Irene, aquela que vivia em Nárnia com Daslu.
Jatobá, aquele coach. Sim, servia para quem possui alguma limitação, meu caso - fazia pessoas como nós se sentirem estimuladas. Para quem é perfeito, ele só é muito coach mesmo.
Creusa, aquela que saiu de alguma esquete do Zorra Total.
Diva, Islene e Feitosa, só deviam ser banidos da gafieira/estudandina, por mau comportamento. Aliás, é impressão minha ou a gafieira funcionava nos sete dias da semana?
Boiadeiros...
Aquela cidade sem lei que não mantinha o Carreirinha no xilindró o suficiente para refletir sobre seus atos.
Gil, aquela menina brigona da primeira metade do ensino fundamental. Déinha, quase que a enfermeira que contém os ataques de loucura de Gil.
Carreirinha, aquele que só dava tiro no próprio pé. Masoquismo?
Pô! Licença poética para destrambelhamento tem limite! A intenção era fazer a gente rir?
Bóia, aquele que seria esmagado pela militância de 2025.
Neuta, aquela que mandava e desmandava em Boiadeiros. Tal qual Coronel Epaminondas em Vila de Santa Fé. Suas afilhadas faziam trabalho análogo à escravidão, afinal, elas foram para boiadeiros para descascar batatas para o jantar da madrinha, não para fazer uma faculdade, por exemplo. Ou iam pra roça pegar no cabo da enxada, dá quase no mesmo. Dia 13 de maio de 1888 aconteceu. Quase devorava o Carreirinha vivo, ficava possessa com o moleque arteiro maior de idade que poderia responder judicialmente pelos seus atos.
Dinho, aquele que me irritou, confesso, ao continuar chamando a viúva Neuta de senhora após parar o tempo nessa hora pra nunca mais eu ver você partir. Meu estômago embrulharia se eu chamasse de senhora a mesma pessoa que eu vrau, vrau, vrau...
Júnior, aquele que sentiu medo a novela toda. Por um lado, sinto pena, por outro, já era 2005. Não perdoo por terem simplesmente jogado fora a gravação do beijo entre ele e Zeca para possivelmente exibirem no futuro, onde o mundo fosse um lugar melhor do que era em 2005.
O Valdomiro vivia de que? Nômade digital? Contém ironia.
Ah! Em Boiadeiros tinha festa nos 365 dias do ano! Falha na matrix! Ou seria só a matrix mesmo, sem a falha?
Nada me tira da cabeça esse western paulista de 2005 que foi a grande inspiração para Bang Bang estrear ainda naquele ano.
Miami...
Bom, minha reclamação é que os cenários e figurinos estavam mais para Nova York. Digo isso às roupas escuras da May, o estilo mais outonal do Ed, o apartamento de cada um, com predominância em madeiras mais escuras...
Sei lá... Miami é mais ensolarada, veranil! Tiveram o esforço de criar uma wonderland chamada Boiadeiros, mas fizeram vista grossa para Miami?
Não vale dizer que o figurino da May se devia ao fato de ser uma vilã, que, aliás, nem era uma Nazaré Tedesco, passava longe. Estava mais para uma pestinha do Maneco mesmo.
O Nick sumiu, mas teve um final: ia ficar igual peteca entre Miami e Boiadeiros.
Alex, o boto cor-de-rosa da novela, aquela lenda folclórica.
Pensão da Consuelo... Bom, prefiro pensar que foi o alto poder de compras nos EUA que fez ela juntar uma grana e comprar uma casa antiga para transformar em pensão.
Mercedes não encontrou o boy dela - spoiler.
Inesita fez par com Valdomiro no final? Que tanto de casal hétero em que o homem tem idade para ser o pai pela novela afora... Rosário formou par com Perkins. Mari, com Helinho.
Estranho também não colocarem uns figurantes circulando pela pensão como se fossem outros hóspedes. Figurantes para ser o pai e a mãe de certos personagens se casando... Dá a impressão de serem todos filhos de chocadeira.
Estranho também certas coisas só ficarmos sabendo antes, depois ou pela boca dos personagens.
Queria ver Tião montando em Davie, por exemplo.
A Sol tinha semente para plantar pé de roupa? De onde brotava tanta roupa assim para a personagem? Aliás, que figurino esquisito era aquele que ela usava no começo da novela? Sim, parece que era inspirado nas pessoas que estavam atravessando o deserto, tipo figurino de boia-fria, refugiados africanos.
Todas as vezes que via o boi da cara branca mugindo, eu achava uma fofura tal qual um bebê com tatibitati.
Enfim, se forem fazer um remake, ou partam do personagem Tião, ou da personagem Sol. Ou dois, ao mesmo tempo, não.
Dei uma pincelada sobre, mas se eu pudesse comentar só uma coisa, seria sobre o boi da cara branca, só. O Quartz também era uma fofura!
_ Taí! Este seu lado masoquista me surpreendeu... Não dava para você passar essa noite sozinha, vendo um filme no sofá? Em vídeo, né? Porque, na televisão, eu vou aparecer. Xiii... - Risos. - Ainda quer ficar trancada comigo no banheiro?! Este seu outro lado eu também não conhecia... Vou te contar um segredinho: eu até gosto, sabia? Mas você não faz o meu tipo. _ Será que não? Eu não estaria rindo no seu lugar, não.
Definitivamente, meu guilty pleasure, que amo de montão!
Este site usa cookies para oferecer a melhor experiência possível. Ao navegar em nosso site, você concorda com o uso de cookies.
Se você precisar de mais informações e / ou não quiser que os cookies sejam colocados ao usar o site, visite a página da Política de Privacidade
Celebridade
3.6 139 Assista AgoraAssisti em quase cinco meses, do final de novembro até esta semana.
Maria Clara meio que era unanimidade, "ninguém" a odiava.
Arquétipo da mocinha perfeita, que parece até que não caga... Ou melhor, caga bolinho Ana Maria, mija Kapo de abacaxi, e seu pum entoa uma cançoneta de flauta doce e cheira tutti-frutti.
Sempre em cima do salto agulha e por trás de uma maquiagem.
Fora isso, para mim, Malu Mader teve, sim, cacife para sustentar uma personagem como Maria Clara.
Pena que, rumores dizem, ela se intrometia nos textos do Gilberto Braga .
Não funciona ser Maria Clara na vida real. Eu mesmo já tentei e não consegui. Grande ilusão! Principalmente em um mundo cheio de Elietes.
A diferença é que a Eliete da novela ainda respeitava a Maria Clara, as da vida real não te respeitam.
Pegando o gancho, a Eliete só era brega e peguete. Tirando isso, ela só descia de nível com quem? Óbvio, com a grande vilã Laura.
No vida real, Marias Claras e Elietes se odeiam.
Oh, mundo cor-de-rosa das novelas...
Laura, vivida magistralmente por Cláudia Abreu, o arquétipo de um bully.
Mente doentia, obcecada... Se ela queria tanto ser Maria Clara, porque não deixava o cabelo liso e castanho também? Era o que me perguntava, mas vai entender a cabeça de uma psicopata.
Fernando, para mim, tinha uma energia mais feminina na novela.
Tudo bem! Nós, homens, não precisamos ser Rambo ou Balboa o tempo todo.
Aliás, porque a vida deveria ser um constante filme de ação? Um eterno Peaky Blinders? Sou mais uma vida leve, descontraída, à la comédia romântica.
Beatriz! Essa, sim, já transparecia uma energia mais masculina. Pena que não era usada para boas ações. Só acho que ela merecia ser realmente punida no final.
Foi o alto da carreira de Débora Evelyn.
Enganchando, a amizade entre Beatriz e Laura era linda, assim como a de Maria Clara com Eliete.
Entretanto, como fruta podre cai sozinha, Laura meio que se revelou com o lance da pulseira.
Aliás, isso que o GB pregava em suas novelas: amizades estranhamente perfeitas.
Marcos, estava do lado do mal na novela, mas era sensato, com a cabeça mais no lugar, cagava para certas coisas. Assim foi até o último capítulo.
Renato, bom, vou começar pelo ator... Fábio Assunção é magnético, carismático, cativante.
Não falo em questão de beleza, não!
Primeira novela que assisti inteira com ele no elenco e foi isso que descobri.
Fizeram alguma mandinga para esse ator, só pode!
Me desculpem fãs do Marcos Palmeira e do Márcio Garcia, mas Fábio reinou nessa novela!
Garcia falava muito rápido, não sei qual era a necessidade.
Palmeira comia sílabas, igual um caipira do interior.
Fábio se dá muito bem como vilão. Como mocinho já é de se esperar, ele já tem o perfil próprio, algo já clichê.
Quanto ao personagem, daquele tipo que acha que o mundo deve algo a ele.
A forma como abordava o alpinismo social e a busca acirrada pela fama através das personagens Darlene e Jaqueline era deveras fantasiosa.
Assim como a forma que Vladimir era arrastado para a fama.
A única forma mais dentro de um contexto coeso era da Laura mesmo.
Ninguém pode ser tão cabeça oca assim. Se não sabe apresentar, atuar, cantar, então pra quê?
O Vladmir teve um golpe de sorte, só isso.
Igual hoje, com Jennifer da janela do avião.
Sandra era uma mini-Maria Clara na novela.
PC era o tipo de mente limitada, que foi devidamente punido no final com a grande Tânia - lavou a alma. (Sou fã do Paulinho Vilhena, confesso.)
Ana Paula era outra "suicida".
Inácio... Um personagem bem intenso que o Bruno Gagliasso segurou. Falando nisso, Bruno, sim, em questão de beleza, era o muso dessa novela.
Até hoje ele é um colírio, efeito "bom vinho".
Hugo, o salvador da pátria.
Henri Castelli não era cenoura, mas... O resto vocês já sabem.
Por fim, Cristiano e Noêmia é que tinham mais cara de casal de mocinhos protagonistas.
Quanto à novela em si... Laura devia ter aprontado mais, Maria Clara devia ter sofrido mais. As personagens deveriam ter contracenado mais, terem mais encontros. A Laura poderia ser mais louca, mórbida.
Maria Clara, por sua vez, ter ido parar em uma residência humilde do Andaraí, por exemplo.
Laura, pelo visto, não ia parar nunca, por isso teve aquele final. Porque confesso que preferiria ela pelo Caribe.
Quanto ao assassinato de Lineu, suspeitaria da Corina, por motivos passionais, nada a ver com herança, dinheiro.
Daí o Ubaldo descobriria, mas seria um segredo mantido entre os dois.
Sempre achei essa novela bem bolada, original, com um brilho extra, vendo por fora, no panorama, somente por abordar o universo das celebridades, e a elegia como minha novela predileta. Assistindo inteira, seus 221 capítulos, vi que não é essa obra-prima toda.
No mais, é um bom passatempo, trama com "quem matou", atmosfera policial, pontos dados com nó e puxadas de tapete para estar no poder. Dá para ir!
Rainha da Sucata
3.8 58 Assista AgoraAssisti inteira! Do comecinho de agosto até o final de novembro agora, em quase quatro meses.
Gostei? Com ressalvas.
Tudo muito caricato, bem com cara de novela das sete - sou capaz de compreender, pois o autor, até então, só havia escrito novelas desse horário.
Se eu pudesse dar outro nome à obra, seria Obsessão.
Devido às personagens Maria do Carmo e Laurinha, ambas obsessivas.
A Maria do Carmo, pelo menos, se salva disso.
Me arrancou boas risadas!
Entretanto, a cena que me fez ter crise de riso foi uma em que simplesmente Laurinha manda Lena voltar para a cozinha, como se ela fosse um robô ou um cão adestrado.
A obsessão de Maria do Carmo estava pendendo para algo doentio. Até pensei... Que mocinha de novela se presta a esse papel?!
O Edu também mostrou um lado mórbido por dinheiro.
Já a Laurinha, simplesmente vivia num mundo paralelo.
A parte da Lena era muito mexicanizada.
Conheço muitas donas Armênias por aí, eu mesmo já fui "Armênia".
"Eu, uma pobre viúvo, mãe de família, mulher da bairro."
"Bunzunzum, bunzunzum, bunzunzum na cabeça do mamãe."
"Quero minha terreno limpinha."
Uma personagem que, para mim, estava a um passo de ser uma vilã.
Oscilava entre o vitimismo e a astúcia, tudo quando bem lhe convinha. Uma personagem complexa, de camadas, chata, mas digna de uma tese.
A amizade de Laurinha e Isabele também era algo dúbio, uma precisava da outra ao mesmo tempo que, no fundo, se odiavam.
O personagem Caio demandava paciência para assistir.
Quando Maria do Carmo cedeu em ser uma mulher mais apagada para tentar agradar o Edu, já não gostei.
Ainda bem que durou só um dia.
Era uma personagem que se encontrava em polo masculino.
Bem dizer, uma Viúva Porcina da Av. Paulista.
Enfim, porque o Jonas foi parar na mansão dos Figueiroa?
No final na novela não é revelado claramente.
A trama da Ingrid é a que mais tinha a falta de coesão que uma novela das sete pede, já que não é para se levar a sério mesmo.
A Neiva é um exemplo claro da Lei da Atração. O que ela vibrou foi o que ela atraiu a novela toda.
A Adriana deu uma lição de estoicismo. Se apresentando mesmo enlutada, isso lá para o finalzinho.
Nicinha também era outra que me deu medo mais para o final, com uma ideologia, no mínimo, sinistra.
Por fim, Renato Maia. Sinto pena dele ainda menino, devido ao que lhe ocorreu.
Dele, no presente momento da novela, não. Nada justificava suas vilanias - obviedade.
Spoiler...
Um sinal claro de que Maria do Carmo não havia matado Laurinha era o seguinte: a "vítima" não subiu forçada para a cobertura do prédio.
Qualquer pessoa poderia confirmar.
Disse para a hostess chamar Maria do Carmo e subiu por livre e espontânea vontade.
Daí, a emergente só subiu para saber do que se tratava.
Ok! A história da marca no cimento fresco colou.
Enfim, queria uma trama urbana, ambientada em São Paulo, para fugir do "tradicional" Rio.
Completando idade com número múltiplo de cinco - nesse caso, 35 anos.
Do horário nobre, pois prefiro tramas mais sérias e realistas.
Quando essa novela ficou séria, amornou. Principalmente nos dias em que a Maria do Carmo estava no xadrez por ter atirado no Edu.
Diálogos previsíveis, que eu já sabia como iam terminar e nem precisavam acontecer.
Fosse assim, a novela teria uns 15, 20 capítulos a menos.
Não, o combustível da novela era se manter no tom cômico mesmo.
Séria, ela estava praticamente se arrastando.
Valeu a pena a experiência. Esperava mais, confesso, mas deu tudo certo.
América
3.3 142Assisti inteira em quatro meses, da segunda quinzena de março até o início de agosto agora.
Vou começar pelas ambientações, numa mesma novela...
Rio de Janeiro e Miami, combina.
Rio de Janeiro e São Paulo, combina.
São Paulo e Miami, combina.
São Paulo e Boiadeiros, combina.
Boiadeiros e Rio de Janeiro, não combina.
Boiadeiros e Miami, não combina.
Aliás, Boiadeiros parecia uma cidade utópica, tipo Vila de Santa Fé em Meu Pedacinho de Chão (2014).
Parecia que eu estava assistindo duas novelas diferentes em uma só...
Uma do peão de Boiadeiros, interior de São Paulo, que, tamanho sucesso, foi montar em Davie, Flórida.
Outra da moça de Vila Isabel que tenta a travessia pelo México para chegar aos EUA.
Também aquela da Helena... Hã! Digo... Haidée! Do Maneco, que abre mão do namorado para a filha. Não realiza uma troca de bebês, mas sofre de cleptomania, e entrava em crises que só mulheres brancas da alta classe podem se dar ao desfrute de ter.
O remédio: colo da filha e Miami.
White people problems para o pobre de quem não sabe voar.
O Dr. Moretti, digo, Glauco, já tem um caso de anos com uma amante. Até que a amiga da filha dele surge e janta a Helenaidée, e a amante juntas.
Irene, aquela que vivia em Nárnia com Daslu.
Jatobá, aquele coach.
Sim, servia para quem possui alguma limitação, meu caso - fazia pessoas como nós se sentirem estimuladas.
Para quem é perfeito, ele só é muito coach mesmo.
Creusa, aquela que saiu de alguma esquete do Zorra Total.
Diva, Islene e Feitosa, só deviam ser banidos da gafieira/estudandina, por mau comportamento.
Aliás, é impressão minha ou a gafieira funcionava nos sete dias da semana?
Boiadeiros...
Aquela cidade sem lei que não mantinha o Carreirinha no xilindró o suficiente para refletir sobre seus atos.
Gil, aquela menina brigona da primeira metade do ensino fundamental.
Déinha, quase que a enfermeira que contém os ataques de loucura de Gil.
Carreirinha, aquele que só dava tiro no próprio pé. Masoquismo?
Pô! Licença poética para destrambelhamento tem limite! A intenção era fazer a gente rir?
Bóia, aquele que seria esmagado pela militância de 2025.
Neuta, aquela que mandava e desmandava em Boiadeiros. Tal qual Coronel Epaminondas em Vila de Santa Fé.
Suas afilhadas faziam trabalho análogo à escravidão, afinal, elas foram para boiadeiros para descascar batatas para o jantar da madrinha, não para fazer uma faculdade, por exemplo. Ou iam pra roça pegar no cabo da enxada, dá quase no mesmo. Dia 13 de maio de 1888 aconteceu.
Quase devorava o Carreirinha vivo, ficava possessa com o moleque arteiro maior de idade que poderia responder judicialmente pelos seus atos.
Dinho, aquele que me irritou, confesso, ao continuar chamando a viúva Neuta de senhora após parar o tempo nessa hora pra nunca mais eu ver você partir.
Meu estômago embrulharia se eu chamasse de senhora a mesma pessoa que eu vrau, vrau, vrau...
Júnior, aquele que sentiu medo a novela toda. Por um lado, sinto pena, por outro, já era 2005.
Não perdoo por terem simplesmente jogado fora a gravação do beijo entre ele e Zeca para possivelmente exibirem no futuro, onde o mundo fosse um lugar melhor do que era em 2005.
O Valdomiro vivia de que? Nômade digital? Contém ironia.
Ah! Em Boiadeiros tinha festa nos 365 dias do ano!
Falha na matrix! Ou seria só a matrix mesmo, sem a falha?
Nada me tira da cabeça esse western paulista de 2005 que foi a grande inspiração para Bang Bang estrear ainda naquele ano.
Miami...
Bom, minha reclamação é que os cenários e figurinos estavam mais para Nova York. Digo isso às roupas escuras da May, o estilo mais outonal do Ed, o apartamento de cada um, com predominância em madeiras mais escuras...
Sei lá... Miami é mais ensolarada, veranil!
Tiveram o esforço de criar uma wonderland chamada Boiadeiros, mas fizeram vista grossa para Miami?
Não vale dizer que o figurino da May se devia ao fato de ser uma vilã, que, aliás, nem era uma Nazaré Tedesco, passava longe.
Estava mais para uma pestinha do Maneco mesmo.
O Nick sumiu, mas teve um final: ia ficar igual peteca entre Miami e Boiadeiros.
Alex, o boto cor-de-rosa da novela, aquela lenda folclórica.
Pensão da Consuelo... Bom, prefiro pensar que foi o alto poder de compras nos EUA que fez ela juntar uma grana e comprar uma casa antiga para transformar em pensão.
Mercedes não encontrou o boy dela - spoiler.
Inesita fez par com Valdomiro no final?
Que tanto de casal hétero em que o homem tem idade para ser o pai pela novela afora...
Rosário formou par com Perkins.
Mari, com Helinho.
Estranho também não colocarem uns figurantes circulando pela pensão como se fossem outros hóspedes.
Figurantes para ser o pai e a mãe de certos personagens se casando... Dá a impressão de serem todos filhos de chocadeira.
Estranho também certas coisas só ficarmos sabendo antes, depois ou pela boca dos personagens.
Queria ver Tião montando em Davie, por exemplo.
A Sol tinha semente para plantar pé de roupa? De onde brotava tanta roupa assim para a personagem?
Aliás, que figurino esquisito era aquele que ela usava no começo da novela? Sim, parece que era inspirado nas pessoas que estavam atravessando o deserto, tipo figurino de boia-fria, refugiados africanos.
Todas as vezes que via o boi da cara branca mugindo, eu achava uma fofura tal qual um bebê com tatibitati.
Enfim, se forem fazer um remake, ou partam do personagem Tião, ou da personagem Sol.
Ou dois, ao mesmo tempo, não.
Dei uma pincelada sobre, mas se eu pudesse comentar só uma coisa, seria sobre o boi da cara branca, só.
O Quartz também era uma fofura!
Enfim, obra de Glória Perez sabendo voar.
Celebridade
3.6 139 Assista Agora_ Taí! Este seu lado masoquista me surpreendeu... Não dava para você passar essa noite sozinha, vendo um filme no sofá? Em vídeo, né? Porque, na televisão, eu vou aparecer. Xiii... - Risos. - Ainda quer ficar trancada comigo no banheiro?! Este seu outro lado eu também não conhecia... Vou te contar um segredinho: eu até gosto, sabia? Mas você não faz o meu tipo.
_ Será que não? Eu não estaria rindo no seu lugar, não.
Definitivamente, meu guilty pleasure, que amo de montão!