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Maria do Carmo fez fortuna acreditando no negócio do pai, Onofre, já falecido, que trabalhava com ferro-velho. Ela chega aos anos 1990 com os negócios ampliados e consolidados, podendo abrir uma lambateria no alto de um edifício de sua propriedade na avenida Paulista. Apesar disso, ela ainda guarda uma mágoa de Edu, por quem foi humilhada no passado. Maria do Carmo aproxima-se de Edu, e, acenando com sua conta bancária, conquista-o para o casamento. Ele aceita se casar com ela por dinheiro, mas depois se apaixona de verdade. Ela, então, conhece dias de terror ao enfrentar a vilã Laurinha Figueroa, que é apaixonada pelo enteado e não se conforma em perder Edu para a "sucateira".
O casamento é acompanhado de perto por outros infortúnios. Os negócios de Maria do Carmo enfrentam a derrocada econômica provocada por seu administrador mau-caráter, Renato Maia. E ela ainda perde o prédio na Paulista para sua vizinha, Dona Armênia, a legítima proprietária.
Em contrapartida, há o misterioso Jonas, que se emprega como mordomo na mansão dos Figueroa para descobrir o verdadeiro motivo de perseguição dos Figueroa e da irmã de Betinho, Isabelle de Bresson, à sua filha Paula, uma repórter iniciante, que, para alcançar o sucesso profissional, passa a acompanhar o dia-a-dia de Maria do Carmo, como um paparazzo.
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É difícil encontrar palavras pra descrever Rainha da Sucata, que fez parte de momentos tão marcantes da minha vida quando eu tinha apenas 7 anos, em sua exibição original de 1990.
Essa novela sempre foi uma amostra pra mim, uma criança do interior do Brasil, de como era a cidade grande, a cidade de São Paulo e suas peculiaridades. Tanto que anos depois quando morei em São Paulo sempre vinha as cenas dessa novela na minha cabeça, pelo tanto que ela tinha me impactado culturalmente desde criança.
Confesso que depois de tantos anos, e de como muita coisa na cultura mudou, a novela foi um pouco arrastada em alguns momentos com algumas subtramas.
Foi um pouco incômodo em ver o quanto a Maria do Carmo se humilhou pelo Edu, já que ao mesmo tempo era um contraste do empoderamento feminino dela. Por outro lado, o elenco tão maravilhoso com suas atuações incríveis fez eu me transportar pra dentro da história novamente. Por muitos momento fiquei abismado e revoltado com o Seu Onofre, por tudo que ele fez contra a própria esposa e filha, fazendo elas comerem o pão que o diabo amassou depois do falecimento dele.
Destaque também pra trilha sonora, excelente, que foi dividida em 3 discos: nacional, lambateria e internacional.
Independente de algumas coisas não terem envelhecido tão bem na trama e sua edição, foi um prazer revisitar essa novela pela terceira vez; assim como ter me transportado novamente pra uma cidade de São Paulo da década de 90, completamente diferente de hoje. E essa novela continua fazendo parte do meu top 3 de novelas da vida toda.
Sentirei saudades das aventuras dessa grande novela. Estou assistindo as novelas antigas da Globo e, no início, confesso que não me atraiu muito e pensei em desistir. Mas, a persistência valeu à pena. Gostei bastante e já me sinto órfã dessa trama.
Acho que Renato poderia ter tido um final mais doloroso e mais extenso. Achei breve demais tudo o que aconteceu com ele, um homem que passou a novela inteira fazendo maldade. A Guida teve o que merecia e eu jurei que, de início, ela estivesse com ele apenas para descobrir as coisas e que ela jogaria as cartas na mesa o acusando de tudo; mas ela realmente caiu nas garras dele novamente. Um fim bem medíocre pra ela. Os momentos mais chatinhos da novela foi mesmo as “filhas” de dona Armênia e que saco aquela história repetitiva com a Ingrid, parecendo que estávamos assistindo sempre mais do mesmo.
Uma novela com um elenco grandioso.
Uma empolgante novela.
Acompanhei a reprise no Canal Viva em 2013 e gostei bastante. Revendo em Vale a Pena Ver de Novo, acompanhei só alguns trechos.
Agora é curioso ver que as obras do Sílvio de Abreu e do Gilberto Braga, por melhor que seja a novela, sempre fracassam nessa faixa de reprise à tarde. Acho que as únicas bem sucedidas deles foram Vale Tudo e Rainha da Sucata nos anos 90 (e com exceção das novelas das 19h do Silvio).
“Rainha da Sucata”: um retrato vibrante de uma época que virou história
Quando estreou em 1990, Rainha da Sucata marcou a chegada de Silvio de Abreu ao horário nobre da Globo — uma missão nada simples, já que vinha na sequência do enorme sucesso de Tieta. Para complicar, a novela enfrentou um início irregular e ainda dividiu atenções com o fenômeno Pantanal, de Benedito Ruy Barbosa, que dominava a conversa do público — mesmo sem concorrer diretamente.
A proposta inicial, carregada de humor ácido, não conquistou de imediato. Aos poucos, ajustes no tom — com maior carga dramática — fizeram a trama engrenar, até cair no gosto popular.
💰 Ascensão, queda e confronto
No centro da história está o embate entre dois mundos: de um lado, a nova riqueza; do outro, a aristocracia em ruínas. Essa tensão ganha forma na disputa entre Maria do Carmo, vivida por Regina Duarte, e a decadente socialite Laurinha Figueiroa, interpretada por Glória Menezes.
Maria do Carmo constrói sua fortuna a partir do ferro-velho herdado do pai, Onofre, mas nunca abandona suas origens — seja no jeito de falar, de se vestir ou no estilo espalhafatoso que a define.
Determinada a acertar contas com o passado, ela decide se vingar de Edu Figueiroa, que já a humilhou. A solução?
Um casamento por interesse, salvando a família falida dele — e mergulhando de vez no universo da elite decadente. É aí que nasce o confronto direto com Laurinha, madrasta de Edu e figura central desse jogo de poder.
📺 Humor, crítica e personagens inesquecíveis
Fiel ao estilo de Silvio de Abreu, a novela equilibra comédia e tensão, além de dialogar com a realidade da época — inclusive incorporando o polêmico Plano Collor à narrativa.
Entre os núcleos paralelos, um dos mais memoráveis é o de Dona Armênia, vivida por Aracy Balabanian. Dona de um temperamento explosivo e um sotaque inconfundível, ela tratava os filhos adultos como crianças — suas “filhinhas da mamãe”.
Revoltada com a ocupação de seu terreno, vivia ameaçando destruir o prédio de Maria do Carmo, popularizando o bordão “na chón”.
Outro destaque é o triângulo entre
Caio, a noiva Nicinha e a sedutora Adriana (Cláudia Raia)
🎭 Momentos marcantes
Entre tantas cenas lembradas até hoje, poucas são tão impactantes quanto o desfecho de Laurinha. Em uma sequência intensa, a personagem protagoniza um ato extremo com o objetivo de incriminar Maria do Carmo — um momento que ficou gravado na memória do público, impulsionado pela atuação poderosa de Glória Menezes.
📡 Reprises e legado
A novela voltou ao ar diversas vezes: no Vale a Pena Ver de Novo em 1994, no canal Viva em 2013 e novamente na Globo em 2025. Essa última reprise, no entanto, não teve o mesmo impacto — prejudicada por edição acelerada, elementos datados e qualidade técnica inferior.
Ainda assim, nada disso diminui sua importância.
⭐ Um clássico definitivo
Com direção de Jorge Fernando e um elenco de peso que inclui nomes como Renata Sorrah, Raul Cortez e uma participação especial de Fernanda Montenegro, Rainha da Sucata consolidou-se como uma obra marcante.
Mais de três décadas após sua estreia, permanece como um retrato afiado das transformações sociais brasileiras — e, acima de tudo, como uma novela que atravessou o tempo sem perder sua força.
Foi muito bom acompanhar mais uma reprise de Rainha da Sucata.
Tem pontos altos e baixos como todas as novelas que vi, mas os pontos altos superam tudo.
Uma grande pena que o público não comprou essa nova exibição.
A primeira parte da novela realmente é chata, mas depois torna-se um novelão carismático.
Sempre bom rever Regina Duarte em cena. Amo-a.
Glória Menezes, um espetáculo a parte, uma das minhas atrizes favoritas.
A trilha sonora internacional, uma obra-prima e muito nostálgica, nos transporta para um tempo distante que não existe mais.
Já estou com saudades.