Sinceramente, não consigo mais assistir os novos blockbusters da Marvel Vamo falar desse filme: heróis norte-americanos que mais uma vez devastam cidades pelo seu ímpeto de salvar a humanidade dos monstros que eles mesmos criaram! O grupo "Vingadores" são a melhor representação do discurso das "nações livres contra os impérios do mal", confesso que não aguentei ver toda essa condescendência imperialista até o final. SHIELD é só mais um complexo industrial dos "brancos salvadores" asqueroso e deplorável, discursos liberais sob efeitos especiais
vão me bater se eu falar que preferi infinitamente o livro? rs
Ok, filmes e livros não são comparáveis, são experiências diferentes, mídias e tempos igualmente distintos. Mas o livro é apaixonante, é um amor tão indescritível quanto as batidas fervilhantes de um jazz. Frente a isso, o filme merece ser parabenizado. Não consegui odiá-lo, nem acredito que faria melhor. Ah, e Kristen Stewart não estava tão ruim...
Não sei se consigo falar dessa obra, pois me desarmou para logo em seguida me esfaquear. E que facada! A história de um rapaz como poderia ser de qualquer outro. Mas não é, o passado nos persegue em nosso encalço e Brandon Teena deve conviver com o fantasma de Teena Brandon. Podemos enganar os espelhos, mas os espelhos também podem nos enganar. Nos perdemos no mundo para encontrar desejos, sabores, aventuras e quem podemos ser, sabendo lá no fundo sobre a essência fugidia da felicidade. Podemos nos perder no mundo, mas o mundo nunca se perde de nós, o passado retorna novamente como Teena Brandon escrito em nossa ficha policial. A história de um rapaz como poderia ser de qualquer outro, um rapaz que amou uma mulher e foi ferido por outros rapazes. Meninos não choram, lágrimas caem e sobem os créditos.
A ideia geral foi ótima, mas o roteiro não conseguiu dar conta. O filme cai em um moralismo político bem careta e perde a oportunidade de fazer um dos melhores filmes subversivos. A cara da reforma.
“Não confunda a reação do oprimido com a violência do opressor.” Malcom X
Sabe quando um filme te atravessa, te ganha, te faz passar raiva, te compreende e ainda te dá aquele abraçaço, forte, quente e gostoso? Esse filme tem nome e eu estou falando dele agora mesmo. Talvez eu pudesse falar do quanto ele diz sobre a transgeneridade, o preconceito apoiado em um discurso biológico (Ó, Deus, tô esperando você mandar os outros cromossomos!), o quanto esse ódio pode ser internalizado pela vítima (aliás, quantos diálogos não carregaram o pensamento de culpabilização do oprimido???), da construção de gênero (porque, ó, a ~menina~ vai virar ~menino~ se começar a praticar "esportes masculinos", como futebol! Me poupem...), ou de outras coisas, adultismo, família nuclear patriarcal, etc... mas não! Só quem sofre, ou já sofreu, transfobia sabe o quanto dói, o quanto essa ferida é forte. Quantas vezes já me perguntei "o problema sou eu! Sou eu é quem está causando todo esse sofrimento". Porém, você se lembra que existem pessoas que te entendem, que vão te apoiar e falar "Hey, achei sua roupa bonita! Vamos trocar?". Acolhimento, é isso que esse filme me passou. O problema não está em nós, está em uma norma opressora e preconceituosa, em um sistema falido que não tem espaço para quem se encontra na margem, para quem está dispostx a se aceitar como é, independente do que digam, pensam ou falem. Caetano cantou: "Cada um sabe a dor E a delícia De ser o que é..."
Eu poderia falar da perfeição técnica do filme, mas prefiro elogiar o argumento, o enredo, ou toda essa heterotopia medievalística que nos aparece como uma homenagem à arte, pela arte. Teatral, é essa minha definição. Um auto, não da barca do inferno, mas de uma companhia circense.
Odiei os primeiros minutos do filme. Tem um certa dose de nostalgia melancólica, melancolia esta que Junie carrega em suas faces e diálogos. Mas um filme é como uma paixão contingente, não sabemos o momento em que ele te acerta, mas quando acerta...
"Se nós somos duas pessoas como as outras, quanto tempo durará o nosso amor? Não existe amor eterno. Mesmo nos livros não há nenhum. Assim, se amar significa se amar por um certo tempo. Não haverá nenhum milagre para nós. Nós não somos mais fortes do que os outros."
Não me sinto capaz de comentar esse diálogo, dito em um gostoso francês. Então deixo que Leminski se encarregue de tal empreitada:
"Amor, então, também, acaba? Não, que eu saiba. O que eu sei é que se transforma numa matéria-prima que a vida se encarrega de transformar em raiva. Ou em rima."
Odeio o modo como fala comigo E como corta o cabelo Odeio como dirigi o meu carro E odeio seu desmazelo Odeio suas enormes botas de combate E como consegue ler minha mente Eu odeio tanto isso em você Que até me sinto doente Odeio como está sempre certo E odeio quando você mente Odeio quando me faz rir muito Ainda mais quando me faz chorar... Odeio quando não está por perto E o fato de não me ligar Mas eu odeio principalmente Não conseguir te odiar Nem um pouco Nem mesmo por um segundo Nem mesmo só por te odiar.
Existem limites para o idílico? Me recuso a acreditar que um mundo que sangra, oprime e violenta possa ser mais real que um mundo onírico e libertário. Sejamos nós as princesas de nossos reinos, livres em sonho e guerrilheiros em vida!
Aquele filme que aparece para nos lembrar de coisas que não podemos esquecer, coisas que não são gravadas na memória, mas no brilho discreto de cruzar de olhares ou numa constelação tão incandescente quanto os sentimentos que podemos nutrir por um certo alguém. Lembranças são levadas pelo tempo, o brilho permanece nas estrelas.
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Vingadores: Era de Ultron
3.7 3,0K Assista AgoraSinceramente, não consigo mais assistir os novos blockbusters da Marvel
Vamo falar desse filme: heróis norte-americanos que mais uma vez devastam cidades pelo seu ímpeto de salvar a humanidade dos monstros que eles mesmos criaram!
O grupo "Vingadores" são a melhor representação do discurso das "nações livres contra os impérios do mal", confesso que não aguentei ver toda essa condescendência imperialista até o final.
SHIELD é só mais um complexo industrial dos "brancos salvadores"
asqueroso e deplorável, discursos liberais sob efeitos especiais
Na Estrada
3.3 1,9Kvão me bater se eu falar que preferi infinitamente o livro? rs
Ok, filmes e livros não são comparáveis, são experiências diferentes, mídias e tempos igualmente distintos.
Mas o livro é apaixonante, é um amor tão indescritível quanto as batidas fervilhantes de um jazz.
Frente a isso, o filme merece ser parabenizado. Não consegui odiá-lo, nem acredito que faria melhor.
Ah, e Kristen Stewart não estava tão ruim...
Mulan
4.0 163Homens mudam batalhas
Mulheres mudam as guerras
Meninos Não Choram
4.2 1,4K Assista AgoraNão sei se consigo falar dessa obra, pois me desarmou para logo em seguida me esfaquear. E que facada!
A história de um rapaz como poderia ser de qualquer outro. Mas não é, o passado nos persegue em nosso encalço e Brandon Teena deve conviver com o fantasma de Teena Brandon.
Podemos enganar os espelhos, mas os espelhos também podem nos enganar.
Nos perdemos no mundo para encontrar desejos, sabores, aventuras e quem podemos ser, sabendo lá no fundo sobre a essência fugidia da felicidade. Podemos nos perder no mundo, mas o mundo nunca se perde de nós, o passado retorna novamente como Teena Brandon escrito em nossa ficha policial.
A história de um rapaz como poderia ser de qualquer outro, um rapaz que amou uma mulher e foi ferido por outros rapazes.
Meninos não choram, lágrimas caem e sobem os créditos.
Lolita
3.7 642 Assista Agoralegal, exceto pelos 152 minutos de Pedofila.......
2001: Uma Odisseia no Espaço
4.2 2,4K Assista Agoramta viagem, tem uns macacos, bebê gigante e umas nave espacial
...bom pra assistir chapada
O Sistema
3.7 361A ideia geral foi ótima, mas o roteiro não conseguiu dar conta. O filme cai em um moralismo político bem careta e perde a oportunidade de fazer um dos melhores filmes subversivos. A cara da reforma.
“Não confunda a reação do oprimido com a violência do opressor.”
Malcom X
Minha Vida em Cor-de-Rosa
4.3 395Sabe quando um filme te atravessa, te ganha, te faz passar raiva, te compreende e ainda te dá aquele abraçaço, forte, quente e gostoso? Esse filme tem nome e eu estou falando dele agora mesmo.
Talvez eu pudesse falar do quanto ele diz sobre a transgeneridade, o preconceito apoiado em um discurso biológico (Ó, Deus, tô esperando você mandar os outros cromossomos!), o quanto esse ódio pode ser internalizado pela vítima (aliás, quantos diálogos não carregaram o pensamento de culpabilização do oprimido???), da construção de gênero (porque, ó, a ~menina~ vai virar ~menino~ se começar a praticar "esportes masculinos", como futebol! Me poupem...), ou de outras coisas, adultismo, família nuclear patriarcal, etc... mas não!
Só quem sofre, ou já sofreu, transfobia sabe o quanto dói, o quanto essa ferida é forte. Quantas vezes já me perguntei "o problema sou eu! Sou eu é quem está causando todo esse sofrimento". Porém, você se lembra que existem pessoas que te entendem, que vão te apoiar e falar "Hey, achei sua roupa bonita! Vamos trocar?".
Acolhimento, é isso que esse filme me passou. O problema não está em nós, está em uma norma opressora e preconceituosa, em um sistema falido que não tem espaço para quem se encontra na margem, para quem está dispostx a se aceitar como é, independente do que digam, pensam ou falem.
Caetano cantou:
"Cada um sabe a dor
E a delícia
De ser o que é..."
O Sétimo Selo
4.4 1,0K Assista AgoraEu poderia falar da perfeição técnica do filme, mas prefiro elogiar o argumento, o enredo, ou toda essa heterotopia medievalística que nos aparece como uma homenagem à arte, pela arte.
Teatral, é essa minha definição.
Um auto, não da barca do inferno, mas de uma companhia circense.
A Bela Junie
3.7 823Odiei os primeiros minutos do filme. Tem um certa dose de nostalgia melancólica, melancolia esta que Junie carrega em suas faces e diálogos. Mas um filme é como uma paixão contingente, não sabemos o momento em que ele te acerta, mas quando acerta...
"Se nós somos duas pessoas como as outras, quanto tempo durará o nosso amor? Não existe amor eterno. Mesmo nos livros não há nenhum. Assim, se amar significa se amar por um certo tempo. Não haverá nenhum milagre para nós. Nós não somos mais fortes do que os outros."
Não me sinto capaz de comentar esse diálogo, dito em um gostoso francês. Então deixo que Leminski se encarregue de tal empreitada:
"Amor, então,
também, acaba?
Não, que eu saiba.
O que eu sei
é que se transforma
numa matéria-prima
que a vida se encarrega
de transformar em raiva.
Ou em rima."
10 Coisas que Eu Odeio em Você
4.0 2,3K Assista AgoraOdeio o modo como fala comigo
E como corta o cabelo
Odeio como dirigi o meu carro
E odeio seu desmazelo
Odeio suas enormes botas de combate
E como consegue ler minha mente
Eu odeio tanto isso em você
Que até me sinto doente
Odeio como está sempre certo
E odeio quando você mente
Odeio quando me faz rir muito
Ainda mais quando me faz chorar...
Odeio quando não está por perto
E o fato de não me ligar
Mas eu odeio principalmente
Não conseguir te odiar
Nem um pouco
Nem mesmo por um segundo
Nem mesmo só por te odiar.
Efeito Borboleta
4.0 2,9K Assista AgoraEmbuste!
Sindicato de Ladrões
4.2 303 Assista AgoraMarlon Brando!
O Labirinto do Fauno
4.2 2,9K Assista AgoraExistem limites para o idílico? Me recuso a acreditar que um mundo que sangra, oprime e violenta possa ser mais real que um mundo onírico e libertário.
Sejamos nós as princesas de nossos reinos, livres em sonho e guerrilheiros em vida!
O Fabuloso Destino de Amélie Poulain
4.3 5,0K Assista AgoraA malícia tímida de uma criança.
Sorri apaixonadamente a cada cena.
Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças
4.3 4,7K Assista AgoraAquele filme que aparece para nos lembrar de coisas que não podemos esquecer, coisas que não são gravadas na memória, mas no brilho discreto de cruzar de olhares ou numa constelação tão incandescente quanto os sentimentos que podemos nutrir por um certo alguém. Lembranças são levadas pelo tempo, o brilho permanece nas estrelas.