Olha, o filme me surpreendeu positivamente em praticamente todos os aspectos; talvez o motivo de não ter criado grandes espectativas tenha colaborado para isso (muito menos sabia eu que ele havia sido indicado ao Oscar). Enfim, mas esse detalhe realmente não importa porque simplesmente amei o filme.
Prós: roteiro (achei ótima a sacada da origem do caos), ambientação, efeitos (monstros), vibe leve e, principalmente, personagens (absurdamente carismáticos - Garoto S2), atuações (Dylan O'Brien está impecável, ele consegue demonstrar as várias nuances que o seu personagem exige, sério, o cara mandou muito) e as várias mensagem positivas (de amor, esperança, superação, amizade, família, responsabilidade e, principalmente, a de não ter medo de viver -- viva!).
Contras: na realidade é apenas um - a pouca variedade de monstros.
Sobre isso, fica nítido que o foco do diretor foi estabelecer o seu universo (e que universo, meus amigos), explicando a origem e apresentando personagens ricos e carismáticos (e foi praticamente perfeito nisso). Em uma sequência (TOMARA!!!!), Matthew Robinson tem várias possibilidades interessantes para explorar mais os monstros e, claro, esse cativante universo.
Primeiramente, este NÃO É UM REMAKE do filme lançado em 2001 e interpretado por Angelina Jolie, MAS SIM UMA ADAPTAÇÃO do reboot da franquia Tomb Raider nos videogames lançado em 2013. Logo, não há muita lógica ao fazer comparações entre quem é melhor, se é a Angelina Jolie ou a Alicia Vikander, porque há DIFERENÇAS entre a versões interpretadas por essas. A nova Lara é INEXPERIENTE e mais humana: sofre, sente frio, se machuca, sangra - e você sente esse peso ao controlá-la NO GAME. Há toda uma evolução e envolvimento com a personagem, com doses HOMEOPÁTICAS percebemos a sua evolução e amadurecimento, e esse é o grande foco do reboot. Já esta ADAPTAÇÃO às telonas não aprofunda muito no instinto de sobrevivência, isso foi crucificado em prol de uma aventura FRENÉTICA. Nesse sentido, achei o roteiro ÁGIL ao desenvolver as características da Lara, mostrando que não é indefesa, gosta de adrenalina e tem uma personalidade forte; e os flashbacks mencionando a familiaridade dela com o arco e flecha caíram como uma luva, porquanto o ritmo do filme é bem acelerado e não daria tempo de desenvolver isso de outra maneira senão dessa. Dentro dessa proposta pouco cadenciada, funcionou. Tomb Raider - A Origem é cheio de FAN-SERVICE. Há várias coisas tiradas diretamente do jogo, como o figurino da Lara e a parte do avião (entre outras coisas). E aqui cabe um elogio à direção de Roar Uthaug no trecho em que a Lara adentra no acampamento dos inimigos de modo furtivo, e a maneira ágil que Uthaug filma (seja pelo enquadramento ou pelo plano-sequência em si) é uma ótima alusão ao modo stealth visto no game. Apesar das críticas, Alicia Vikander está um ESPETÁCULO como Lara Croft. Esbanja charme e carisma em tela. Em relação ao antagonista, demorei para perceber a NUANCE de Mathias Vogel, interpretado por Walton Goggins. Vogel, obviamente, é um vilão, mata sem piedade, mas é um cara que está extremamente exausto de viver naquela ilha, está louco para concluir o que lhe foi ordenado e voltar para as suas filhas. Goggins consegue transmitir essa carga do personagem com muita competência. Tomb Raider - A Origem não é um filme marcante, mas é um bom passatempo. É uma aventura rápida e sem muitas firulas que, apesar de seguir um caminho linear e previsível, consegue entregar uma história de origem eficiente dentro da sua proposta. Numa escala até 10, daria um 7.
Escrito por Chris Terrio e Joss Whedon, e dirigido por Zack Snyder, Liga da Justiça (2017) é um filme simples e direto. A trama é acessível, não é tão intimista, sequer carregada, embora haja um peso demagógico, há um bom equilíbrio entre esse discurso, a comédia e a ação. Nada aqui é tão apressado como em O Homem de Aço, nem tão longo quanto em Batman vs Superman - A Origem da Justiça. Em síntese, a trama é agradável e tem um bom ritmo. E sim, todos os personagens funcionam. Além da boa química, eles são extremamente carismáticos. Você se envolve, se importa e se diverte com as tiradas sarcásticas desses. As introduções do Cyborg (Ray Fisher), Flash (Ezra Miller) e Aquaman (Jason Momoa) são ágeis e eficientes dentro da proposta do filme, assim como o epílogo do vilão: Lobo da Estepe. Entretanto, o grande problema de Liga da Justiça (JL) reside na falsa sensação de ameaça global. Já que restringe-se a uma família na Rússia perto de uma usina nuclear desativada, e aos próprios heróis, que temem o plano apocalíptico do Lobo da Estepe. Embora o roteiro é o próprio vilão sejam funcionais nesse sentido, e isso de per si enseje em algo tão ameaçador a ponto de formar uma equipe de Meta-humanos para derrotá-lo, o impacto que essa ameaça causa à humanidade é quase nulo. Há basicamente duas menções de que algo estranho está acontecendo, uma é quando as Amazonas mandam um sinal ao mundo exterior à Diana, e esse acontecimento passa num noticiário; a outra é de uma rasa investigação de Jim Gordon (J. K. Simmons) de criaturas em Gothan City: os parademônios (tão eficientes quanto uma tropa de Stormtroopers). Há outros problemas percebidos, como cenas de lutas picotadas e alguns cortes perceptíveis na trama, porém esses não foram suficiente a ponto de ofuscar os pontos positivos do filme. Liga da Justiça funciona, empolga, arrepia, e diverte, isso é o que importa. E o final (que é a segunda cena pós-crédito, já que a primeira é um fan service) abre um leque de oportunidades ao Universo Estendido DC (DCEU). Sinceramente, não considero esse uma das melhores adaptações quadrinhos, sequer o melhor filme do DCEU, mas com certeza é o filme da Liga que eu queria assistir.
Alien: Coventant é a prova da competência do veterano Ridley Scott. Ele é o cara do gênero ficção. Sabe criar, como poucos, uma ambientação eficiente. O planeta em que o filme se passa é obscuro, perigoso e gótico; um paraíso inexplorado. E isso transcende, tornando a experiência bastante imersiva, mas com ressalvas.
Se a sequência do prelúdio é imponente no visual, é impotente em seu roteiro. E isso reflete diretamente e negativamente, mas não exclusivamente, nos personagens, por conseguinte nos atores que, pobres coitados, não têm o que fazer. Sobra suor, mas falta carisma.
Os personagens são desinteressantes, vazios. O grau de importância que têm na trama são pífios, se importar com eles então, torna-se uma árdua tarefa. Como dito anteriormente, o planeta é intimidante e misterioso, prevalece o suspense, sendo possível até se intimidar com aquele ambiente tão real e palpável, mas dificilmente você irá se importar com as pessoas que estão ali, vivenciando tudo aquilo. E isso num filme que se propõe em colocar a grande maioria de seus personagens em situações hostis, é um baita defeito do roteiro.
E por falar em hostilidade, o gore reina em Covenant, à exceção fica por conta do momento trash ou pastelão mesmo, quando da primeira aparição da criatura, e percebemos uma tripulante toda atrapalhada e histriônica. Só para constar, é risível na mesma proporção daquela cena em que Ryuk aparece pela primeira vez ao Light, na adaptação americana de Death Note.
O roteiro é falho não só no que tange aos personagens, mas também nas situações que decorrem da metade até o final do filme; é tudo muito previsível. E o plot de Prometheus? Pois bem, aqui eles desenvolvem, mas parecem não estar muito dispostos a aprofundar nisso. Nos é jogado, do nada, uma cena que ocorrera logo após o fim de Prometheus. Foi abrupta, preguiçosa e simplória demais. Contudo, como esta nova trilogia trata-se de um prelúdio de Alien (1979), fica claro a real intenção de Ridley Scott, que é explicar a origem dos Aliens, e não dos humanos, mesmo que esse questionamento tenha tido grande peso na trama de Prometheus, e também esteja presente em Covenant, de maneira sutil. Tanto é que a intro já nos deixa isso bem claro, no antagonismo de criador e criação: o foco reside no homem e a máquina - implícito no primeiro filme -, e não mais entre o homem e a crença/divindade - que também está presente aqui, e a referência ao Beijo de Judas não deixa mentir.
Alien: Covenant funciona muito bem dentro de um mesmo universo, mas se observado isoladamente, tem problemas técnicos e segue a mesma estrutura dos dois primeiros filmes da saga. Não obstante, não inculcar na mesma proporção e peso o questionamento que se propusera no primeiro filme dessa trilogia prelúdio, acaba sendo decepcionante. Contudo, apesar desses problemas, Alien: Covenant agrada. Agrada pelo bom ritmo, pelo visual e atmosfera, mas peca por não aprofundar bem seus personagens e por trilhar algumas soluções de roteiro simplórias e previsíveis. O plot para a conclusão da trilogia é interessante, e faço questão de conferir.
Após Crimes Ocultos (subestimado), Daniel Espinosa novamente nos entrega um filme interessante, só que desta vez uma obra mais acessível, escapista, um blockbuster. Vida é uma ficção científica de terror claustrofóbica que se passa no espaço, tendo como tema justamente o que dá nome ao título: vida. Há muito tempo que nós, humanos, estamos fazendo pesquisas em Marte à procura de vestígios de vida. Em Vida, não só achamos, como também já há pesquisas em andamento do micro-organismo celular encontrado em solo marciano. E isso está sendo feito, por questões de segurança, na órbita terrestre, numa Estação Espacial Internacional. É óbvio que havia riscos na Missão Pilgrim 7 de Marte. O problema, justamente, é que a primeira prova incontestável de vida fora da Terra revelou-se uma tremenda ameaça. A criatura, nomeado Calvin, munido de inteligência e super-resistência, escapa do laboratório de testes pondo a tripulação em apuros. Calvin tem apenas um objetivo: sobreviver. Tem até um diálogo interessante, entre dois tripulantes, que faz analogia à metáfora existente em As Aventuras de Pi para justificar a atitude instintiva de Calvin que não se difere da nossa. Falando em analogia, Vida, com certeza, pode muito bem ser encarado como um filme de pouca originalidade - porquanto sua estrutura é um aparato de tudo aquilo que funcionou em outros filmes do gênero -, e ser execrado por isso. Contudo, essa falta de originalidade também pode ser vista como reverência, por parte do Espinosa, a outras obras do gênero, que vai de 2001 - Uma Odiseia no Espaço a Alien - O Oitavo Passageiro. Há inúmeras referências, podendo ser encontradas mais implicitamente, por exemplo, um simples enquadramento com uma paleta de cor que remete a 2001; ou explicitamente, quando de seu final, parecidíssimo a O Oitavo Passageiro. Mas, porém, todavia e entretanto, esse final - que contém a grande reviravolta da trama - não é tão original assim, já que lembra bastante outra ficção: Infectados (Strandes), com Christian Slater. E sobre previsibilidade, a trama segue um caminho linear e clichê, sem grandes reviravoltas. Não obstante, há erros infantis, concernente à física empregada, ao abordar a atmosfera e as características do espaço. A coisa fica pior se compararmos com duas obras recentes do gênero que foram solenes neste sentido: Gravidade e o belíssimo Interestelar. Da parte técnica, todavia, não há do que reclamar: figurino, ambientação, efeitos e som. Destaque-se este último. A trilha sonora, aguda e crescente corrobora e muito aos vários picos de tensão. A direção do Daniel Espinosa, demonstra sua capacidade e versatilidade, já que o estilo de filmar é diferente de Crimes Ocultos (estilo câmera na mão de urgência, a mesma da franquia Bourne). A introdução do filme, filmado em um plano-sequência, é extremamente interessante ao explorar os tripulantes em atividade na estação espacial, nos situando naquele ambiente. Interessante também foi aquele jogo de câmeras no final, com intuito de aguçar a curiosidade do público ao mesmo tempo tentando confundi-los; mas não funciona com todos. Por falar em tripulantes, o elenco de Vida é ótimo, e as atuações são boas! O cada vez melhor, Ryan Reynolds, interpreta, novamente, um personagem canastrão, porém sua atuação é extremamente convincente ao transmitir medo e tensão quando seu personagem está enfrentando Calvin (momento esse, bastante angoniante). Hiroyuki Sanada e Ariyon Bakare, mandaram bem também. Já o ótimo Jake Gyllenhaal, e a bela e talentosa Rebeccca Ferguson, embora atuem de maneira correta, não se destacam em momento algum. Vida não objetiva entregar algo além do que é. Se propõe em ser um suspense claustrofóbico, e realmente é. Tem problemas? Sim, como qualquer outro filme. Relevando os clichês, e a subjetiva inércia de originalidade, Vida é bom; ainda mais se você estiver atrás de algo tenso, gore e que proporcione uma certa dose de agonia.
Confesso! Tenho um fraco por estes filmes que abordam, em essência, relacionamentos modernos. E quando falo desse "gênero" me recordo de bons filmes, tais como o cordial 500 Dias com Ela, o irreverente Como Não Perder Essa Mulher, e o divertido Namoro ou Liberdade?; claro que existem outros, mas esses são os que ainda estão "frescos" em minha memória, rs. Ah, com relação ao último citado, pode-se dizer que este Como Ser Solteira é uma "versão feminina" desse; dadas as devidas proporções, claro. Por seu turno, uma das coisas que mais gostei nesse filme é a atenção que o diretor Christian Ditter dá aos carismáticos personagens - todos têm, em algum momento, destaque, por assim dizer. É óbvio que os principais sobreporão os secundários, mas é interessante notar a versatilidade (e sensibilidade) do diretor em simplesmente não deixar um personagem que, em algum momento, teve papel importante na trama, de lado, isso porque tudo aqui é muito bem resolvido, inclusive as subtramas. Gostaria de destacar ainda o elenco - principalmente as atuações da linda e cada vez melhor Dakota Johnson e da sempre ótima Leslie Mann - assim como a bela fotografia do filme. Ah! A maneira como a trama se conclui é bem original, é do tipo "pra qualquer um não botar defeito", rs; ou seja, você é quem irá inferir. Eu gostei não só disso, mas de tooodo o resto. Muito bom!
Olha, gostei do filme. Realmente me surpreendeu! Creio que não ter criado grandes expectativas em cima deste terceiro filme da segunda trilogia dos X-Men no cinema propiciou isso (cara, já são - contando os solos do Wolverine - 8 filmes!). Sendo bem sincero, já esperava que Apocalipse fosse inferior a Dias de Um Futuro Esquecido (e realmente é)! Isso porque o plot que envolve o vilão Apocalypse é demasiadamente complexo para se adaptar em 2h30'. De duas uma: ou eles fariam algo excepcional ou afundariam a franquia de vez. Porém, todavia, entretanto, Bryan Singer não só desenvolve bem o vilão e suas motivações, como também explora de maneira eficiente "as descobertas de poderes, e de como lidar com eles" de personagens cruciais, e nesse ponto o Ciclope se destaca. Também gostei do clímax super-heroico, cheio de reviravoltas, e principalmente do final, que deixa os X-Men do cinema próximo da estrutura clássica dos quadrinhos; e quando digo isso não me refiro apenas aos uniformes coloridos (...). Excelente! Por fim, cabe agora a Fox, e aos seus intelectos, não cometerem os mesmo erros do passado para termos um Dias de Um Futuro Esquecido Parte II. Deadpool, por enquanto, não tem mais como formular piadas sobre cronologia.
Diablo (2015) se passa no Colorado, EUA, 1872, 7 anos após a guerra civil, onde, um bando sequestra Alexsandra (a linda Camilla Belle), esposa de Jackson (Scott Eastwood), e ainda por cima queimam sua casa por inteiro. Jackson então pede ajuda a vizinhos, para que eles tragam toda a munição que conseguirem, pois ele partiria em busca dos sequestradores que foram em direção ao México. Entre as tomadas aéreas, explorando a belíssima geografia do lugar, e a competente trilha sonora, dava a impressão de que o diretor Lawrence Roeck - que também assina o roteiro junto com Carlos De Los Rios - não sabia bem onde queria chegar. Isso porque o primeiro e segundo ato de Diablo é monótono e aparentemente confuso, já que enclausura apaches - liderado por Nakoma (Adam Beach) - e o frio Ezra (interpretado pelo sempre competente Walton Goggins) de maneira deslocada na trama. Mas que, na realidade, acabam servindo como justificativa narrativa para a grande reviravolta do filme: inverter valores de personagens. E essa reviravolta tornou o terceiro ato movimentado, imprevisível e incomum ao gênero. Portanto não estamos diante um western tradicional, já que esse mistura suspense e uma dose de horror/trauma psicológico. O problema do filme não reside necessariamente em seu final (leia-se conclusão, que particularmente gostei), mas sim em deixar questões sem respostas do tipo: "O que você queria era uma fantasia. Quantas outras mulheres você já fez passar por isso?". Em suma, o filme acaba e não preenche lacunas sobre o passado do Diablo, mesmo que Benjamin Carver (Danny Glover) acabe elucidando algumas. Em essência, é um filme que aborda o destino manifesto americano. É violento e cruel. Retrata o homem em um estágio primitivo, em que pareciam durões, agiam como durões... Mas que não passavam de homens solitários e com medo, tentando esquecer e superar seus demônios, nem que para isso fosse preciso resolver tudo na bala. Nota: boa atuação do Scott Eastwood.
– O espírito da mulher, na realidade, trata-se do Detetive Galban (Keanu Reeves) - atentem-se às cenas e/ou aos diálogos que antecedem as aparições do suposto fantasma; – Isabel (Ana de Armas) é esquizofrênica; – As nuances de cores do suposto fantasma podem significar uma ou outra coisa. Grosso modo: → Branco: inocência e calma - Galban ainda não desconfiava da Isabel; → Vermelho: ação, perigo e violência - a fama de Galban era de ser pouco sutil (ele passa a desconfiar da Isabel e o instinto/bloqueio dela o vê como ameaça); → Preto: ideia de morte - "Galban está de luto por Isabel, ele a compreendeu". – Em suma, coisas sobrenaturais são fruto da perda de contato com o real. – Religiosidade: ajudou Isabel a superar seus traumas; – Cortes rápidos e a "falsa introdução": sacada do diretor para dar ênfase ao final e ao tema do filme.
Exposed (2016) é demasiadamente LENTO, mas interessante.
Amor e Monstros
3.5 675 Assista AgoraOlha, o filme me surpreendeu positivamente em praticamente todos os aspectos; talvez o motivo de não ter criado grandes espectativas tenha colaborado para isso (muito menos sabia eu que ele havia sido indicado ao Oscar). Enfim, mas esse detalhe realmente não importa porque simplesmente amei o filme.
Prós: roteiro (achei ótima a sacada da origem do caos), ambientação, efeitos (monstros), vibe leve e, principalmente, personagens (absurdamente carismáticos - Garoto S2), atuações (Dylan O'Brien está impecável, ele consegue demonstrar as várias nuances que o seu personagem exige, sério, o cara mandou muito) e as várias mensagem positivas (de amor, esperança, superação, amizade, família, responsabilidade e, principalmente, a de não ter medo de viver -- viva!).
Contras: na realidade é apenas um - a pouca variedade de monstros.
Sobre isso, fica nítido que o foco do diretor foi estabelecer o seu universo (e que universo, meus amigos), explicando a origem e apresentando personagens ricos e carismáticos (e foi praticamente perfeito nisso). Em uma sequência (TOMARA!!!!), Matthew Robinson tem várias possibilidades interessantes para explorar mais os monstros e, claro, esse cativante universo.
Tomb Raider: A Origem
3.2 947 Assista AgoraPrimeiramente, este NÃO É UM REMAKE do filme lançado em 2001 e interpretado por Angelina Jolie, MAS SIM UMA ADAPTAÇÃO do reboot da franquia Tomb Raider nos videogames lançado em 2013. Logo, não há muita lógica ao fazer comparações entre quem é melhor, se é a Angelina Jolie ou a Alicia Vikander, porque há DIFERENÇAS entre a versões interpretadas por essas.
A nova Lara é INEXPERIENTE e mais humana: sofre, sente frio, se machuca, sangra - e você sente esse peso ao controlá-la NO GAME. Há toda uma evolução e envolvimento com a personagem, com doses HOMEOPÁTICAS percebemos a sua evolução e amadurecimento, e esse é o grande foco do reboot.
Já esta ADAPTAÇÃO às telonas não aprofunda muito no instinto de sobrevivência, isso foi crucificado em prol de uma aventura FRENÉTICA. Nesse sentido, achei o roteiro ÁGIL ao desenvolver as características da Lara, mostrando que não é indefesa, gosta de adrenalina e tem uma personalidade forte; e os flashbacks mencionando a familiaridade dela com o arco e flecha caíram como uma luva, porquanto o ritmo do filme é bem acelerado e não daria tempo de desenvolver isso de outra maneira senão dessa. Dentro dessa proposta pouco cadenciada, funcionou.
Tomb Raider - A Origem é cheio de FAN-SERVICE. Há várias coisas tiradas diretamente do jogo, como o figurino da Lara e a parte do avião (entre outras coisas). E aqui cabe um elogio à direção de Roar Uthaug no trecho em que a Lara adentra no acampamento dos inimigos de modo furtivo, e a maneira ágil que Uthaug filma (seja pelo enquadramento ou pelo plano-sequência em si) é uma ótima alusão ao modo stealth visto no game.
Apesar das críticas, Alicia Vikander está um ESPETÁCULO como Lara Croft. Esbanja charme e carisma em tela. Em relação ao antagonista, demorei para perceber a NUANCE de Mathias Vogel, interpretado por Walton Goggins. Vogel, obviamente, é um vilão, mata sem piedade, mas é um cara que está extremamente exausto de viver naquela ilha, está louco para concluir o que lhe foi ordenado e voltar para as suas filhas. Goggins consegue transmitir essa carga do personagem com muita competência.
Tomb Raider - A Origem não é um filme marcante, mas é um bom passatempo. É uma aventura rápida e sem muitas firulas que, apesar de seguir um caminho linear e previsível, consegue entregar uma história de origem eficiente dentro da sua proposta.
Numa escala até 10, daria um 7.
Liga da Justiça
3.3 2,5K Assista AgoraEscrito por Chris Terrio e Joss Whedon, e dirigido por Zack Snyder, Liga da Justiça (2017) é um filme simples e direto. A trama é acessível, não é tão intimista, sequer carregada, embora haja um peso demagógico, há um bom equilíbrio entre esse discurso, a comédia e a ação. Nada aqui é tão apressado como em O Homem de Aço, nem tão longo quanto em Batman vs Superman - A Origem da Justiça. Em síntese, a trama é agradável e tem um bom ritmo.
E sim, todos os personagens funcionam. Além da boa química, eles são extremamente carismáticos. Você se envolve, se importa e se diverte com as tiradas sarcásticas desses. As introduções do Cyborg (Ray Fisher), Flash (Ezra Miller) e Aquaman (Jason Momoa) são ágeis e eficientes dentro da proposta do filme, assim como o epílogo do vilão: Lobo da Estepe.
Entretanto, o grande problema de Liga da Justiça (JL) reside na falsa sensação de ameaça global. Já que restringe-se a uma família na Rússia perto de uma usina nuclear desativada, e aos próprios heróis, que temem o plano apocalíptico do Lobo da Estepe. Embora o roteiro é o próprio vilão sejam funcionais nesse sentido, e isso de per si enseje em algo tão ameaçador a ponto de formar uma equipe de Meta-humanos para derrotá-lo, o impacto que essa ameaça causa à humanidade é quase nulo. Há basicamente duas menções de que algo estranho está acontecendo, uma é quando as Amazonas mandam um sinal ao mundo exterior à Diana, e esse acontecimento passa num noticiário; a outra é de uma rasa investigação de Jim Gordon (J. K. Simmons) de criaturas em Gothan City: os parademônios (tão eficientes quanto uma tropa de Stormtroopers).
Há outros problemas percebidos, como cenas de lutas picotadas e alguns cortes perceptíveis na trama, porém esses não foram suficiente a ponto de ofuscar os pontos positivos do filme. Liga da Justiça funciona, empolga, arrepia, e diverte, isso é o que importa. E o final (que é a segunda cena pós-crédito, já que a primeira é um fan service) abre um leque de oportunidades ao Universo Estendido DC (DCEU).
Sinceramente, não considero esse uma das melhores adaptações quadrinhos, sequer o melhor filme do DCEU, mas com certeza é o filme da Liga que eu queria assistir.
Alien: Covenant
3.0 1,3K Assista AgoraAlien: Coventant é a prova da competência do veterano Ridley Scott. Ele é o cara do gênero ficção. Sabe criar, como poucos, uma ambientação eficiente. O planeta em que o filme se passa é obscuro, perigoso e gótico; um paraíso inexplorado. E isso transcende, tornando a experiência bastante imersiva, mas com ressalvas.
Se a sequência do prelúdio é imponente no visual, é impotente em seu roteiro. E isso reflete diretamente e negativamente, mas não exclusivamente, nos personagens, por conseguinte nos atores que, pobres coitados, não têm o que fazer. Sobra suor, mas falta carisma.
Os personagens são desinteressantes, vazios. O grau de importância que têm na trama são pífios, se importar com eles então, torna-se uma árdua tarefa. Como dito anteriormente, o planeta é intimidante e misterioso, prevalece o suspense, sendo possível até se intimidar com aquele ambiente tão real e palpável, mas dificilmente você irá se importar com as pessoas que estão ali, vivenciando tudo aquilo. E isso num filme que se propõe em colocar a grande maioria de seus personagens em situações hostis, é um baita defeito do roteiro.
E por falar em hostilidade, o gore reina em Covenant, à exceção fica por conta do momento trash ou pastelão mesmo, quando da primeira aparição da criatura, e percebemos uma tripulante toda atrapalhada e histriônica. Só para constar, é risível na mesma proporção daquela cena em que Ryuk aparece pela primeira vez ao Light, na adaptação americana de Death Note.
O roteiro é falho não só no que tange aos personagens, mas também nas situações que decorrem da metade até o final do filme; é tudo muito previsível. E o plot de Prometheus? Pois bem, aqui eles desenvolvem, mas parecem não estar muito dispostos a aprofundar nisso. Nos é jogado, do nada, uma cena que ocorrera logo após o fim de Prometheus. Foi abrupta, preguiçosa e simplória demais. Contudo, como esta nova trilogia trata-se de um prelúdio de Alien (1979), fica claro a real intenção de Ridley Scott, que é explicar a origem dos Aliens, e não dos humanos, mesmo que esse questionamento tenha tido grande peso na trama de Prometheus, e também esteja presente em Covenant, de maneira sutil. Tanto é que a intro já nos deixa isso bem claro, no antagonismo de criador e criação: o foco reside no homem e a máquina - implícito no primeiro filme -, e não mais entre o homem e a crença/divindade - que também está presente aqui, e a referência ao Beijo de Judas não deixa mentir.
Alien: Covenant funciona muito bem dentro de um mesmo universo, mas se observado isoladamente, tem problemas técnicos e segue a mesma estrutura dos dois primeiros filmes da saga. Não obstante, não inculcar na mesma proporção e peso o questionamento que se propusera no primeiro filme dessa trilogia prelúdio, acaba sendo decepcionante. Contudo, apesar desses problemas, Alien: Covenant agrada. Agrada pelo bom ritmo, pelo visual e atmosfera, mas peca por não aprofundar bem seus personagens e por trilhar algumas soluções de roteiro simplórias e previsíveis. O plot para a conclusão da trilogia é interessante, e faço questão de conferir.
Vida
3.4 1,3K Assista AgoraApós Crimes Ocultos (subestimado), Daniel Espinosa novamente nos entrega um filme interessante, só que desta vez uma obra mais acessível, escapista, um blockbuster. Vida é uma ficção científica de terror claustrofóbica que se passa no espaço, tendo como tema justamente o que dá nome ao título: vida. Há muito tempo que nós, humanos, estamos fazendo pesquisas em Marte à procura de vestígios de vida. Em Vida, não só achamos, como também já há pesquisas em andamento do micro-organismo celular encontrado em solo marciano. E isso está sendo feito, por questões de segurança, na órbita terrestre, numa Estação Espacial Internacional. É óbvio que havia riscos na Missão Pilgrim 7 de Marte. O problema, justamente, é que a primeira prova incontestável de vida fora da Terra revelou-se uma tremenda ameaça. A criatura, nomeado Calvin, munido de inteligência e super-resistência, escapa do laboratório de testes pondo a tripulação em apuros. Calvin tem apenas um objetivo: sobreviver. Tem até um diálogo interessante, entre dois tripulantes, que faz analogia à metáfora existente em As Aventuras de Pi para justificar a atitude instintiva de Calvin que não se difere da nossa. Falando em analogia, Vida, com certeza, pode muito bem ser encarado como um filme de pouca originalidade - porquanto sua estrutura é um aparato de tudo aquilo que funcionou em outros filmes do gênero -, e ser execrado por isso. Contudo, essa falta de originalidade também pode ser vista como reverência, por parte do Espinosa, a outras obras do gênero, que vai de 2001 - Uma Odiseia no Espaço a Alien - O Oitavo Passageiro. Há inúmeras referências, podendo ser encontradas mais implicitamente, por exemplo, um simples enquadramento com uma paleta de cor que remete a 2001; ou explicitamente, quando de seu final, parecidíssimo a O Oitavo Passageiro. Mas, porém, todavia e entretanto, esse final - que contém a grande reviravolta da trama - não é tão original assim, já que lembra bastante outra ficção: Infectados (Strandes), com Christian Slater. E sobre previsibilidade, a trama segue um caminho linear e clichê, sem grandes reviravoltas. Não obstante, há erros infantis, concernente à física empregada, ao abordar a atmosfera e as características do espaço. A coisa fica pior se compararmos com duas obras recentes do gênero que foram solenes neste sentido: Gravidade e o belíssimo Interestelar. Da parte técnica, todavia, não há do que reclamar: figurino, ambientação, efeitos e som. Destaque-se este último. A trilha sonora, aguda e crescente corrobora e muito aos vários picos de tensão. A direção do Daniel Espinosa, demonstra sua capacidade e versatilidade, já que o estilo de filmar é diferente de Crimes Ocultos (estilo câmera na mão de urgência, a mesma da franquia Bourne). A introdução do filme, filmado em um plano-sequência, é extremamente interessante ao explorar os tripulantes em atividade na estação espacial, nos situando naquele ambiente. Interessante também foi aquele jogo de câmeras no final, com intuito de aguçar a curiosidade do público ao mesmo tempo tentando confundi-los; mas não funciona com todos. Por falar em tripulantes, o elenco de Vida é ótimo, e as atuações são boas! O cada vez melhor, Ryan Reynolds, interpreta, novamente, um personagem canastrão, porém sua atuação é extremamente convincente ao transmitir medo e tensão quando seu personagem está enfrentando Calvin (momento esse, bastante angoniante). Hiroyuki Sanada e Ariyon Bakare, mandaram bem também. Já o ótimo Jake Gyllenhaal, e a bela e talentosa Rebeccca Ferguson, embora atuem de maneira correta, não se destacam em momento algum. Vida não objetiva entregar algo além do que é. Se propõe em ser um suspense claustrofóbico, e realmente é. Tem problemas? Sim, como qualquer outro filme. Relevando os clichês, e a subjetiva inércia de originalidade, Vida é bom; ainda mais se você estiver atrás de algo tenso, gore e que proporcione uma certa dose de agonia.
Como Ser Solteira
3.3 492 Assista AgoraConfesso! Tenho um fraco por estes filmes que abordam, em essência, relacionamentos modernos. E quando falo desse "gênero" me recordo de bons filmes, tais como o cordial 500 Dias com Ela, o irreverente Como Não Perder Essa Mulher, e o divertido Namoro ou Liberdade?; claro que existem outros, mas esses são os que ainda estão "frescos" em minha memória, rs. Ah, com relação ao último citado, pode-se dizer que este Como Ser Solteira é uma "versão feminina" desse; dadas as devidas proporções, claro. Por seu turno, uma das coisas que mais gostei nesse filme é a atenção que o diretor Christian Ditter dá aos carismáticos personagens - todos têm, em algum momento, destaque, por assim dizer. É óbvio que os principais sobreporão os secundários, mas é interessante notar a versatilidade (e sensibilidade) do diretor em simplesmente não deixar um personagem que, em algum momento, teve papel importante na trama, de lado, isso porque tudo aqui é muito bem resolvido, inclusive as subtramas. Gostaria de destacar ainda o elenco - principalmente as atuações da linda e cada vez melhor Dakota Johnson e da sempre ótima Leslie Mann - assim como a bela fotografia do filme. Ah! A maneira como a trama se conclui é bem original, é do tipo "pra qualquer um não botar defeito", rs; ou seja, você é quem irá inferir. Eu gostei não só disso, mas de tooodo o resto. Muito bom!
X-Men: Apocalipse
3.5 2,1K Assista AgoraOlha, gostei do filme. Realmente me surpreendeu! Creio que não ter criado grandes expectativas em cima deste terceiro filme da segunda trilogia dos X-Men no cinema propiciou isso (cara, já são - contando os solos do Wolverine - 8 filmes!). Sendo bem sincero, já esperava que Apocalipse fosse inferior a Dias de Um Futuro Esquecido (e realmente é)! Isso porque o plot que envolve o vilão Apocalypse é demasiadamente complexo para se adaptar em 2h30'. De duas uma: ou eles fariam algo excepcional ou afundariam a franquia de vez. Porém, todavia, entretanto, Bryan Singer não só desenvolve bem o vilão e suas motivações, como também explora de maneira eficiente "as descobertas de poderes, e de como lidar com eles" de personagens cruciais, e nesse ponto o Ciclope se destaca. Também gostei do clímax super-heroico, cheio de reviravoltas, e principalmente do final, que deixa os X-Men do cinema próximo da estrutura clássica dos quadrinhos; e quando digo isso não me refiro apenas aos uniformes coloridos (...). Excelente! Por fim, cabe agora a Fox, e aos seus intelectos, não cometerem os mesmo erros do passado para termos um Dias de Um Futuro Esquecido Parte II. Deadpool, por enquanto, não tem mais como formular piadas sobre cronologia.
Diablo
2.4 63 Assista AgoraDiablo (2015) se passa no Colorado, EUA, 1872, 7 anos após a guerra civil, onde, um bando sequestra Alexsandra (a linda Camilla Belle), esposa de Jackson (Scott Eastwood), e ainda por cima queimam sua casa por inteiro. Jackson então pede ajuda a vizinhos, para que eles tragam toda a munição que conseguirem, pois ele partiria em busca dos sequestradores que foram em direção ao México. Entre as tomadas aéreas, explorando a belíssima geografia do lugar, e a competente trilha sonora, dava a impressão de que o diretor Lawrence Roeck - que também assina o roteiro junto com Carlos De Los Rios - não sabia bem onde queria chegar. Isso porque o primeiro e segundo ato de Diablo é monótono e aparentemente confuso, já que enclausura apaches - liderado por Nakoma (Adam Beach) - e o frio Ezra (interpretado pelo sempre competente Walton Goggins) de maneira deslocada na trama. Mas que, na realidade, acabam servindo como justificativa narrativa para a grande reviravolta do filme: inverter valores de personagens. E essa reviravolta tornou o terceiro ato movimentado, imprevisível e incomum ao gênero. Portanto não estamos diante um western tradicional, já que esse mistura suspense e uma dose de horror/trauma psicológico. O problema do filme não reside necessariamente em seu final (leia-se conclusão, que particularmente gostei), mas sim em deixar questões sem respostas do tipo: "O que você queria era uma fantasia. Quantas outras mulheres você já fez passar por isso?". Em suma, o filme acaba e não preenche lacunas sobre o passado do Diablo, mesmo que Benjamin Carver (Danny Glover) acabe elucidando algumas. Em essência, é um filme que aborda o destino manifesto americano. É violento e cruel. Retrata o homem em um estágio primitivo, em que pareciam durões, agiam como durões... Mas que não passavam de homens solitários e com medo, tentando esquecer e superar seus demônios, nem que para isso fosse preciso resolver tudo na bala.
Nota: boa atuação do Scott Eastwood.
Filha de Deus
2.3 214 Assista AgoraAos que não entenderam...
– O espírito da mulher, na realidade, trata-se do Detetive Galban (Keanu Reeves) - atentem-se às cenas e/ou aos diálogos que antecedem as aparições do suposto fantasma;
– Isabel (Ana de Armas) é esquizofrênica;
– As nuances de cores do suposto fantasma podem significar uma ou outra coisa. Grosso modo:
→ Branco: inocência e calma - Galban ainda não desconfiava da Isabel;
→ Vermelho: ação, perigo e violência - a fama de Galban era de ser pouco sutil (ele passa a desconfiar da Isabel e o instinto/bloqueio dela o vê como ameaça);
→ Preto: ideia de morte - "Galban está de luto por Isabel, ele a compreendeu".
– Em suma, coisas sobrenaturais são fruto da perda de contato com o real.
– Religiosidade: ajudou Isabel a superar seus traumas;
– Cortes rápidos e a "falsa introdução": sacada do diretor para dar ênfase ao final e ao tema do filme.
Exposed (2016) é demasiadamente LENTO, mas interessante.