Últimas opiniões enviadas
Primeiramente, este NÃO É UM REMAKE do filme lançado em 2001 e interpretado por Angelina Jolie, MAS SIM UMA ADAPTAÇÃO do reboot da franquia Tomb Raider nos videogames lançado em 2013. Logo, não há muita lógica ao fazer comparações entre quem é melhor, se é a Angelina Jolie ou a Alicia Vikander, porque há DIFERENÇAS entre a versões interpretadas por essas.
A nova Lara é INEXPERIENTE e mais humana: sofre, sente frio, se machuca, sangra - e você sente esse peso ao controlá-la NO GAME. Há toda uma evolução e envolvimento com a personagem, com doses HOMEOPÁTICAS percebemos a sua evolução e amadurecimento, e esse é o grande foco do reboot.
Já esta ADAPTAÇÃO às telonas não aprofunda muito no instinto de sobrevivência, isso foi crucificado em prol de uma aventura FRENÉTICA. Nesse sentido, achei o roteiro ÁGIL ao desenvolver as características da Lara, mostrando que não é indefesa, gosta de adrenalina e tem uma personalidade forte; e os flashbacks mencionando a familiaridade dela com o arco e flecha caíram como uma luva, porquanto o ritmo do filme é bem acelerado e não daria tempo de desenvolver isso de outra maneira senão dessa. Dentro dessa proposta pouco cadenciada, funcionou.
Tomb Raider - A Origem é cheio de FAN-SERVICE. Há várias coisas tiradas diretamente do jogo, como o figurino da Lara e a parte do avião (entre outras coisas). E aqui cabe um elogio à direção de Roar Uthaug no trecho em que a Lara adentra no acampamento dos inimigos de modo furtivo, e a maneira ágil que Uthaug filma (seja pelo enquadramento ou pelo plano-sequência em si) é uma ótima alusão ao modo stealth visto no game.
Apesar das críticas, Alicia Vikander está um ESPETÁCULO como Lara Croft. Esbanja charme e carisma em tela. Em relação ao antagonista, demorei para perceber a NUANCE de Mathias Vogel, interpretado por Walton Goggins. Vogel, obviamente, é um vilão, mata sem piedade, mas é um cara que está extremamente exausto de viver naquela ilha, está louco para concluir o que lhe foi ordenado e voltar para as suas filhas. Goggins consegue transmitir essa carga do personagem com muita competência.
Tomb Raider - A Origem não é um filme marcante, mas é um bom passatempo. É uma aventura rápida e sem muitas firulas que, apesar de seguir um caminho linear e previsível, consegue entregar uma história de origem eficiente dentro da sua proposta.
Numa escala até 10, daria um 7.
Escrito por Chris Terrio e Joss Whedon, e dirigido por Zack Snyder, Liga da Justiça (2017) é um filme simples e direto. A trama é acessível, não é tão intimista, sequer carregada, embora haja um peso demagógico, há um bom equilíbrio entre esse discurso, a comédia e a ação. Nada aqui é tão apressado como em O Homem de Aço, nem tão longo quanto em Batman vs Superman - A Origem da Justiça. Em síntese, a trama é agradável e tem um bom ritmo.
E sim, todos os personagens funcionam. Além da boa química, eles são extremamente carismáticos. Você se envolve, se importa e se diverte com as tiradas sarcásticas desses. As introduções do Cyborg (Ray Fisher), Flash (Ezra Miller) e Aquaman (Jason Momoa) são ágeis e eficientes dentro da proposta do filme, assim como o epílogo do vilão: Lobo da Estepe.
Entretanto, o grande problema de Liga da Justiça (JL) reside na falsa sensação de ameaça global. Já que restringe-se a uma família na Rússia perto de uma usina nuclear desativada, e aos próprios heróis, que temem o plano apocalíptico do Lobo da Estepe. Embora o roteiro é o próprio vilão sejam funcionais nesse sentido, e isso de per si enseje em algo tão ameaçador a ponto de formar uma equipe de Meta-humanos para derrotá-lo, o impacto que essa ameaça causa à humanidade é quase nulo. Há basicamente duas menções de que algo estranho está acontecendo, uma é quando as Amazonas mandam um sinal ao mundo exterior à Diana, e esse acontecimento passa num noticiário; a outra é de uma rasa investigação de Jim Gordon (J. K. Simmons) de criaturas em Gothan City: os parademônios (tão eficientes quanto uma tropa de Stormtroopers).
Há outros problemas percebidos, como cenas de lutas picotadas e alguns cortes perceptíveis na trama, porém esses não foram suficiente a ponto de ofuscar os pontos positivos do filme. Liga da Justiça funciona, empolga, arrepia, e diverte, isso é o que importa. E o final (que é a segunda cena pós-crédito, já que a primeira é um fan service) abre um leque de oportunidades ao Universo Estendido DC (DCEU).
Sinceramente, não considero esse uma das melhores adaptações quadrinhos, sequer o melhor filme do DCEU, mas com certeza é o filme da Liga que eu queria assistir.
Últimos recados
O Oscar 2017 está logo aí e teremos o nosso tradicional BOLÃO DO OSCAR FILMOW!
Serão 3 vencedores no Bolão com prêmios da loja Chico Rei para os três participantes que mais acertarem nas categorias da premiação. (O 1º lugar vai ganhar um kit da Chico Rei com 01 camiseta + 01 caneca + 01 almofada; o 2º lugar 01 camiseta da Chico Rei; e o 3º lugar 01 almofada da Chico Rei.)
Vem participar da brincadeira com a gente, acesse https://filmow.com/bolao-do-oscar/ para votar.
Boa sorte! :)
* Lembrando que faremos uma transmissão ao vivo via Facebook e Youtube da Casa Filmow na noite da cerimônia, dia 26 de fevereiro. Confirme presença no evento https://www.facebook.com/events/250416102068445/
Olha, o filme me surpreendeu positivamente em praticamente todos os aspectos; talvez o motivo de não ter criado grandes espectativas tenha colaborado para isso (muito menos sabia eu que ele havia sido indicado ao Oscar). Enfim, mas esse detalhe realmente não importa porque simplesmente amei o filme.
Prós: roteiro (achei ótima a sacada da origem do caos), ambientação, efeitos (monstros), vibe leve e, principalmente, personagens (absurdamente carismáticos - Garoto S2), atuações (Dylan O'Brien está impecável, ele consegue demonstrar as várias nuances que o seu personagem exige, sério, o cara mandou muito) e as várias mensagem positivas (de amor, esperança, superação, amizade, família, responsabilidade e, principalmente, a de não ter medo de viver -- viva!).
Contras: na realidade é apenas um - a pouca variedade de monstros.
Sobre isso, fica nítido que o foco do diretor foi estabelecer o seu universo (e que universo, meus amigos), explicando a origem e apresentando personagens ricos e carismáticos (e foi praticamente perfeito nisso). Em uma sequência (TOMARA!!!!), Matthew Robinson tem várias possibilidades interessantes para explorar mais os monstros e, claro, esse cativante universo.