Ignore os efeitos especiais ruins, que mais parecem de filmes de terror dos anos 80, veja além disso. "O Babadook" é um terror psicológico muito bem estruturado, não é pensado para ser um filme de "monstros", literalmente falando, ele trata do tipo de mal que deixamos entrar em nossas vidas - claro, muitas vezes não conseguimos impedir que isso ocorra -, depois o alimentamos, permitindo que esse nos consuma de dentro para fora e, também, as pessoas ao nosso redor. Sem fantasia nenhuma, o filme traz uma resolução para o conflito em questão bastante satisfatória, uma alegoria dos nossos medos, frustrações, decepções e insuficiência da vida. Se você consegue enxergar além do óbvio, é um filme que vale a pena.
Netflix arrisca, e acerta. Em outros veículos se você chegasse com uma proposta de série onde as personagens principais tivessem todas mais de 70 anos e ainda abordasse o tema de um relacionamento homoafetivo nessa idade, esse projeto dificilmente sairia do papel. O mais legal é saber que grande parte do público do Netflix é composto por jovens, esses mesmos que receberam 'Grace and Frankie' de braços abertos e transformou essa série maravilhosa num grande sucesso. Há esperança, afinal.
Perdemos a nossa condição de ser humano, somos coisas. Não somos importantes, somos números, altamente substituíveis. Não temos mais nome, somos as funções que exercemos, e ainda precisamos exercê-las com 'perfeição'! Estamos presos nesse ciclo. Sugiro que vejam até o final dos créditos.
Não só precisamos permitir que as crianças sejam, realmente, crianças, como também precisamos ensiná-las a não esquecer, quando forem adultas, como é ser criança. A maioria de nós, adultos, esquece e acaba vivendo em um mundo cinza e infeliz, apenas porque acreditamos que é assim que deve ser. Esse não é um filme para crianças, mas sim um filme para adultos que querem/precisam ser salvos do vazio e da falta de sentido que suas vidas se tornaram. "Mas se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo. Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos."
A terra é seca. Os sentimentos são secos. As pessoas são secas, desumanizadas. Fabiano, você é um homem ou é um bicho? Você é um bicho, Fabiano. Graciliano Ramos nos imerge em uma triste realidade onde seres humanos são negados à sua própria raça, não apenas pela natureza inóspita, mas principalmente pelos seus semelhantes. Nelson Pereira dos Santos conseguiu levar à tela essa inquietação, esse medo constante que essa gente tem da seca, a seca que mata. É essa mesma gente que sequer percebe que a maior de todas as secas está dentro delas mesmas. Tenho apenas duas observações com relação a narrativa do filme, uma é que eu acredito que poderia ter menos diálogos, afinal, os personagens perderam sua condição como seres humanos e o ato da comunicação através da fala é uma ação humana. A outra é a personagem Baleia, a cachorrinha, ela era como parte da família, inclusive expressava mais sentimentos do que os próprios donos, por isso acho que faltou aprofundar ainda mais essa afeição entre ela, os filhos, Sinhá Vitória e, principalmente, Fabiano.
É inevitável a comparação que algumas pessoas fazem com a primeira temporada, afinal, a série traz o mesmo nome. Mas, um nome, é só um nome. A história dessa segunda temporada deve ser analisada de forma única, exclusiva e singular. Mais realista, menos obscura, um estilo noir, atrevo-me a dizer. Mesmo não gostando da escolha do elenco (Colin Farrell nunca me apeteceu e não consigo ver Vince Vaughn sem relacioná-lo com comédias), fiquei bastante satisfeita - e surpresa! - com a atuação de todos. A única observação que faço aqui é de que Nic Pizzolatto foi muito ganancioso ao colocar quatro personagens principais, mais um história complexa, tudo a ser desenvolvido em apenas oito episódios. Algumas coisas ficaram a desejar, lacunas ficaram em aberto. De qualquer forma, True Detective não me decepcionou e continua sendo a minha série favorita, de longe.
Como ser adolescente e não se encaixar, mas tocar o fod*-se para isso. Para quem passou pela mesma situação vai se identificar e, para quem não passou, vai entender aquelas pessoas da escola que eram diferentes de todo o resto. Ótimo filme.
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O Babadook
3.5 2,0K Assista AgoraIgnore os efeitos especiais ruins, que mais parecem de filmes de terror dos anos 80, veja além disso. "O Babadook" é um terror psicológico muito bem estruturado, não é pensado para ser um filme de "monstros", literalmente falando, ele trata do tipo de mal que deixamos entrar em nossas vidas - claro, muitas vezes não conseguimos impedir que isso ocorra -, depois o alimentamos, permitindo que esse nos consuma de dentro para fora e, também, as pessoas ao nosso redor. Sem fantasia nenhuma, o filme traz uma resolução para o conflito em questão bastante satisfatória, uma alegoria dos nossos medos, frustrações, decepções e insuficiência da vida. Se você consegue enxergar além do óbvio, é um filme que vale a pena.
Grace and Frankie (1ª Temporada)
4.3 299 Assista AgoraNetflix arrisca, e acerta. Em outros veículos se você chegasse com uma proposta de série onde as personagens principais tivessem todas mais de 70 anos e ainda abordasse o tema de um relacionamento homoafetivo nessa idade, esse projeto dificilmente sairia do papel. O mais legal é saber que grande parte do público do Netflix é composto por jovens, esses mesmos que receberam 'Grace and Frankie' de braços abertos e transformou essa série maravilhosa num grande sucesso. Há esperança, afinal.
O Emprego
4.5 355Perdemos a nossa condição de ser humano, somos coisas. Não somos importantes, somos números, altamente substituíveis. Não temos mais nome, somos as funções que exercemos, e ainda precisamos exercê-las com 'perfeição'! Estamos presos nesse ciclo. Sugiro que vejam até o final dos créditos.
O Pequeno Príncipe
4.2 1,1KNão só precisamos permitir que as crianças sejam, realmente, crianças, como também precisamos ensiná-las a não esquecer, quando forem adultas, como é ser criança. A maioria de nós, adultos, esquece e acaba vivendo em um mundo cinza e infeliz, apenas porque acreditamos que é assim que deve ser.
Esse não é um filme para crianças, mas sim um filme para adultos que querem/precisam ser salvos do vazio e da falta de sentido que suas vidas se tornaram.
"Mas se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo. Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos."
Vidas Secas
3.9 301A terra é seca. Os sentimentos são secos. As pessoas são secas, desumanizadas. Fabiano, você é um homem ou é um bicho? Você é um bicho, Fabiano.
Graciliano Ramos nos imerge em uma triste realidade onde seres humanos são negados à sua própria raça, não apenas pela natureza inóspita, mas principalmente pelos seus semelhantes.
Nelson Pereira dos Santos conseguiu levar à tela essa inquietação, esse medo constante que essa gente tem da seca, a seca que mata. É essa mesma gente que sequer percebe que a maior de todas as secas está dentro delas mesmas. Tenho apenas duas observações com relação a narrativa do filme, uma é que eu acredito que poderia ter menos diálogos, afinal, os personagens perderam sua condição como seres humanos e o ato da comunicação através da fala é uma ação humana. A outra é a personagem Baleia, a cachorrinha, ela era como parte da família, inclusive expressava mais sentimentos do que os próprios donos, por isso acho que faltou aprofundar ainda mais essa afeição entre ela, os filhos, Sinhá Vitória e, principalmente, Fabiano.
Em contrapartida, a cena em que ela vê os preás enquanto está morrendo é ótima!
No mais, o filme é muito bom.
True Detective (2ª Temporada)
3.6 788É inevitável a comparação que algumas pessoas fazem com a primeira temporada, afinal, a série traz o mesmo nome. Mas, um nome, é só um nome. A história dessa segunda temporada deve ser analisada de forma única, exclusiva e singular. Mais realista, menos obscura, um estilo noir, atrevo-me a dizer. Mesmo não gostando da escolha do elenco (Colin Farrell nunca me apeteceu e não consigo ver Vince Vaughn sem relacioná-lo com comédias), fiquei bastante satisfeita - e surpresa! - com a atuação de todos. A única observação que faço aqui é de que Nic Pizzolatto foi muito ganancioso ao colocar quatro personagens principais, mais um história complexa, tudo a ser desenvolvido em apenas oito episódios. Algumas coisas ficaram a desejar, lacunas ficaram em aberto. De qualquer forma, True Detective não me decepcionou e continua sendo a minha série favorita, de longe.
Nós Somos as Melhores!
4.1 111Como ser adolescente e não se encaixar, mas tocar o fod*-se para isso. Para quem passou pela mesma situação vai se identificar e, para quem não passou, vai entender aquelas pessoas da escola que eram diferentes de todo o resto. Ótimo filme.