Baseado na obra de Graciliano Ramos, mostra a saga da família retirante pressionada pela seca no sertão brasileiro. Fabiano, Sinhá Vitória, o filho mais velho e o mais novo, além da cachorra Baleia, atravessam o sertão tentando sobreviver.
🌵 Ler o livro Vidas Secas é uma experiência maldita. De premissa simples, a mesma consegue condensar muitas camadas e problemas sociais que se alastra até os dias atuais. Só mudando os agentes do caos. Vidas Secas também é sobre política, descaso e falta de amor e respeito aqueles menos afortunados.
🌵 A direção do amigo Nelson Pereira dos Santos é crua e direta, conseguindo de certa forma repassar a mensagem vista no clássico de Graciliano Ramos. O sol é um Deus impiedoso, racha a terra e esquenta o cangote daqueles que tentam desafiá-lo. Sua fotografia em preto e branco tem o enlace perfeito com a mensagem que o roteiro quer nos dizer.
🌵 Silêncios ensurdecedores, uma peregrinação de almas que continuam acreditando em dias melhores. O status social aqui vem da linguagem, de ter o que comer, daquela dormida mais macia em cama para gente. Na cabeça dos personagens, muitas dúvidas, pois esses na grande maioria não sabem expressar seus sentimentos. Seguir em frente é o que resta, mas parecendo que estamos dentro de um círculo vicioso que é duro e cruel como a moléstia. Uma angústia que não nos deixa em paz, sinais e cicatrizes da desgraça, que continuam ecoando até os dias atuais.
🌵 E os tais juros heins? Esse só existe para foder com a vida do indivíduo. Impostos, de onde o retorno é a praga ou alguma mazela. Primeiro que você não pede pra nascer! Daí você é exposto a uma realidade que não lhe oferece nenhuma raspadinha de dignidade. Alguém tá querendo ferrar com a gente. Vidas Secas é um marco da literatura nacional, e o cinema não poderia deixar de dar vazão a esse artefato.
Baleiaaaaaaaa... Snif snif.
Como pode o cinema antigo brasileiro ser tão superior aos de hoje? Abordando temas sérios, delicados de forma tão excepcional? Uma preciosidade!! Cru.
Uma obra difícil de adaptar, perfeitamente adaptada.
E como diria Carminha: Inferno!
🌵 Ler o livro Vidas Secas é uma experiência maldita. De premissa simples, a mesma consegue condensar muitas camadas e problemas sociais que se alastra até os dias atuais. Só mudando os agentes do caos. Vidas Secas também é sobre política, descaso e falta de amor e respeito aqueles menos afortunados.
🌵 A direção do amigo Nelson Pereira dos Santos é crua e direta, conseguindo de certa forma repassar a mensagem vista no clássico de Graciliano Ramos. O sol é um Deus impiedoso, racha a terra e esquenta o cangote daqueles que tentam desafiá-lo. Sua fotografia em preto e branco tem o enlace perfeito com a mensagem que o roteiro quer nos dizer.
🌵 Silêncios ensurdecedores, uma peregrinação de almas que continuam acreditando em dias melhores. O status social aqui vem da linguagem, de ter o que comer, daquela dormida mais macia em cama para gente. Na cabeça dos personagens, muitas dúvidas, pois esses na grande maioria não sabem expressar seus sentimentos. Seguir em frente é o que resta, mas parecendo que estamos dentro de um círculo vicioso que é duro e cruel como a moléstia. Uma angústia que não nos deixa em paz, sinais e cicatrizes da desgraça, que continuam ecoando até os dias atuais.
🌵 E os tais juros heins? Esse só existe para foder com a vida do indivíduo. Impostos, de onde o retorno é a praga ou alguma mazela. Primeiro que você não pede pra nascer! Daí você é exposto a uma realidade que não lhe oferece nenhuma raspadinha de dignidade. Alguém tá querendo ferrar com a gente. Vidas Secas é um marco da literatura nacional, e o cinema não poderia deixar de dar vazão a esse artefato.
Tão triste de tantas formas.