Das poucas séries que terminaram no auge. Um dos melhores finais de série que já vi (deu até para dar uma trolada de leve no telespectador com aquela piadinha interna no final, sem perder o espírito do desfecho). O mais incrível de Dark é que eles conseguiram alinhar tudo para o telespectador sem deixar nenhuma ponta solta (talvez acarrete uma leve sensação de que poderia ter explorado mais uma coisa ou outra em dois episódios a mais. Mas essa sensação faz parte da maravilhas das séries que terminam no auge, tipo breaking bad, porque aí você fica mais um dia ou dois martelando alguma coisa sobre). Contudo, a série entrega todas as respostas, se ficou muito confuso, volta, vê de novo, desenha. Está tudo lá (de forma cíclica, e não linear).
Para mim, Dark falou sobre as ironias da vida. Em como as nossas próprias ações podem influenciar tudo a nossa volta, em proporções que a gente não imagina, sendo a recíproca também verdadeira: as ações dos outros também nos influenciam. Então é uma dialética infinita. Não só as ações, mas também os desejos, dos quais ninguém quer a abrir mão no final das contas. E tudo isso não é destino. São escolhas, com um toque de ironia que fica por conta da vida, porque algumas escolhas não serão nossas, mas ainda assim terão impactos em nossas vidas.
E se pudéssemos voltar no tempo e mudar uma coisinha? Desencadeariamos um efeito dominó.
Julgue bom ou não, uma coisa é certa: conseguiu cumprir aquilo que se propôs, que é causar estranheza no telespectador. Eo filme quer trazer o choque entre aquilo que a sociedade considera normal e anormal, doente e saudável. De certa forma é genial, a proposta é genial, mas por algum motivo não me cativou. O cadáver representa a loucura, e quando ele a abraça (a loucura) aí sim consegue o substrato necessário pra sobreviver nessa sociedade que é, por si só, doente. Quando ele diz para o cadáver que é estranho tal coisa, por não ser socialmente aceito, o cadáver o rebate e questiona o porquê (como se não compensasse viver nessa sociedade cheia de regras impositivas, como não peidsr perto dos demais, e de alguma forma castrados demais). O cadáver o rebate exatamente como a loucura faz: tira o indivíduo daquele centro normativo que é a sociedade. E a loucura, como uma espécie de ausência de consciência, é o que o mantém vivo. O cadáver fornece água, e metaforicamente, enquanto loucura, o aliena e assim permite que ele consiga viver naquela sociedade.
O roteiro deixou a desejar, embora consiga emocionar. Perderam uma chance de tratar de um tema muito importante: o transtorno bipolar. Para quem só assistiu ao filme e não leu o livro, ou não tinha essa informação de antemão, fica difícil saber os motivos do desfecho, pois não desenvolvem muito bem sobre a doença que ele enfrenta. O foco todo vai para o luto pelo qual ela passa. Pecaram por flertar demais com o romance clichê
Arrebatador. Incrível! Uma coisa que amo ao ver produções nacionais, como essa, é o sentimento de identificação, familiaridade com a história que está nos sendo apresentada. Mesmo que eu não tenha passado por acontecimentos semelhantes, tudo soa muito familiar por pensar que alguém próximo a mim certamente viveu. Esse filme, em especial, ressaltou esse sentimento porque é um longa que conta a história de muitas outras mulheres através da história de duas. Tem muito da sociedade brasileira nesse filme, impossível não nos impactar. Chorei muito ao final.
Cuarón é um gênio, sem dúvidas. Fotografia belíssima. Conseguimos captar o mundo tal como Cleo (atriz maravilhosa!) o vê, e por isso temos a sensação de que as pessoas, as histórias, e os acontecimentos se desenvolvem em uma espécie de outro plano, enquanto estamos alheios a ele, mesmo sendo visto por meio da personagem principal, porque é essa a forma que Cleo está inserida naquele contexto social. E isso cria um paradoxo por vezes angustiante. A começar pela família para a qual trabalha, sob o manto da falsa ideia de que ela é "como se da família fosse", mas há acontecimentos sutis que nos fazem perceber que, na verdade, ela é uma estranha ali, exceto para as crianças, pois nessa relação eu pude perceber afeto e entrega. Quando o assunto é relação de gênero, no entanto, é chamada à cena a matriarca da família, e talvez esse seja um ponto em comum entre as duas mulheres tão diferentes: são mulheres, em um mundo de machismo estrutural. Eu adorei essa conexão que Cuarón conseguiu fazer! O privilégio de classe, marcado a todo tempo no longa, não impede a convergência e a identificação entre duas mulheres socialmente distantes quando o assunto é relações de gênero. Ambas sofrem os seus abusos, cada um a sua forma. Em uma das cenas finais, a da praia, somos chamados a romper a espécie de barreira que nos separava daquele outro plano, talvez porque naquele momento Cleo consegue colocar para fora a sua angustia, e então, mesmo que só por aquele momento, conseguimos sentir que ela se impõe àquele abismo, e se conecta aos outros e não mais temos a sensação de que ela está alheia. Porém, dura pouco. O longa termina como numa espécie de recomeço. A sensação é de que a rotina ali continuará, e cleo terá aquela mesma vida. Que soco no estômago! Que obra!
A série tem tudo pra ser ótima para quem gosta de competição culinária. No entanto, a produção deixa um pouco a desejar, o cenário é hiper exagerado, o apresentador também, e isso deixa tudo meio nada a ver! Talvez com mais simplicidade, mais foco nos chef's e nos pratos em si, e menos na megaprodução (que particularmente, achei meio brega), será mais harmonioso com a proposta de ser uma competição culinária. Ponto para a chef brasileira Helena Rizzo, super talentosa! Deu muita vontade de conhecer o Maní depois de ver a participação dela.
Maravilhoso. Bate uma angústia em muitos momentos, porque tentam silenciar Marina de várias formas, o seu amor, o seu luto, a sua identidade... Até que ela solta a voz! E que voz. Bela atuação da Daniela!!
Esse filme é de uma sensibilidade sem igual. Fala também sobre amor e, principalmente, aceitação. Me ganhou desde a primeira cena. Delicado e com atuações marcantes. Lindo nos pequenos detalhes : figurino, cenário. Mostra a dualidade e a complexidade que um Ser pode apresentar.. acima de tudo, narra um processo de tornar-se mulher de forma emocionante. Por mim Eddie Redmayne leva o Oscar mais um ano !
É um filme bem forte, com sequências densas e com atuações marcantes. A fotografia então, belíssima. O DiCaprio mereceu a indicação ao Oscar, pois foi brilhante. O azar dele é que Eddie Redmayne também atuou maravilhosamente ( mais uma vez !) em A Garota Dinamarquesa.Será uma disputa acirrada ..
Linda a simplicidade de Forrest ( o que o torna tão magnífico!) e a forma singela com a qual ele presencia e vivencia fatos que, hj para nós, são tão carregados de valor histórico. A percepção que tive é que todos nós temos um pouco da sua história, pois vamos vivendo nossos cotidianos de uma forma simples também. Grandes momentos vão acontecendo e a história de vida vai se fazendo, sem nos darmos conta da grandiosidade disso e do passar do tempo.
A última conversa do Mason com o pai sintetiza legal a ideia do filme: "Então pra que tudo isso? tudo".. "Estamos só vivendo. A boa notícia é que você sente as coisas". Filme incrível! Fala sobre a vida, das transformações constantes dela e de nós mesmos. É melhor ainda perceber isso com algum foco no Mason, personagem que desde pequeno, me passou aquela vibe calma de "tô na minha e observando tudo a minha volta". Trilha sonora muito boa também!
Dark (3ª Temporada)
4.3 1,3KDas poucas séries que terminaram no auge. Um dos melhores finais de série que já vi (deu até para dar uma trolada de leve no telespectador com aquela piadinha interna no final, sem perder o espírito do desfecho). O mais incrível de Dark é que eles conseguiram alinhar tudo para o telespectador sem deixar nenhuma ponta solta (talvez acarrete uma leve sensação de que poderia ter explorado mais uma coisa ou outra em dois episódios a mais. Mas essa sensação faz parte da maravilhas das séries que terminam no auge, tipo breaking bad, porque aí você fica mais um dia ou dois martelando alguma coisa sobre). Contudo, a série entrega todas as respostas, se ficou muito confuso, volta, vê de novo, desenha. Está tudo lá (de forma cíclica, e não linear).
Para mim, Dark falou sobre as ironias da vida. Em como as nossas próprias ações podem influenciar tudo a nossa volta, em proporções que a gente não imagina, sendo a recíproca também verdadeira: as ações dos outros também nos influenciam. Então é uma dialética infinita. Não só as ações, mas também os desejos, dos quais ninguém quer a abrir mão no final das contas. E tudo isso não é destino. São escolhas, com um toque de ironia que fica por conta da vida, porque algumas escolhas não serão nossas, mas ainda assim terão impactos em nossas vidas.
E se pudéssemos voltar no tempo e mudar uma coisinha? Desencadeariamos um efeito dominó.
Um Cadáver para Sobreviver
3.5 928 Assista AgoraJulgue bom ou não, uma coisa é certa: conseguiu cumprir aquilo que se propôs, que é causar estranheza no telespectador. Eo filme quer trazer o choque entre aquilo que a sociedade considera normal e anormal, doente e saudável. De certa forma é genial, a proposta é genial, mas por algum motivo não me cativou. O cadáver representa a loucura, e quando ele a abraça (a loucura) aí sim consegue o substrato necessário pra sobreviver nessa sociedade que é, por si só, doente. Quando ele diz para o cadáver que é estranho tal coisa, por não ser socialmente aceito, o cadáver o rebate e questiona o porquê (como se não compensasse viver nessa sociedade cheia de regras impositivas, como não peidsr perto dos demais, e de alguma forma castrados demais). O cadáver o rebate exatamente como a loucura faz: tira o indivíduo daquele centro normativo que é a sociedade. E a loucura, como uma espécie de ausência de consciência, é o que o mantém vivo. O cadáver fornece água, e metaforicamente, enquanto loucura, o aliena e assim permite que ele consiga viver naquela sociedade.
Por Lugares Incríveis
3.2 640 Assista AgoraO roteiro deixou a desejar, embora consiga emocionar. Perderam uma chance de tratar de um tema muito importante: o transtorno bipolar. Para quem só assistiu ao filme e não leu o livro, ou não tinha essa informação de antemão, fica difícil saber os motivos do desfecho, pois não desenvolvem muito bem sobre a doença que ele enfrenta. O foco todo vai para o luto pelo qual ela passa. Pecaram por flertar demais com o romance clichê
A Vida Invisível
4.3 663Arrebatador. Incrível! Uma coisa que amo ao ver produções nacionais, como essa, é o sentimento de identificação, familiaridade com a história que está nos sendo apresentada. Mesmo que eu não tenha passado por acontecimentos semelhantes, tudo soa muito familiar por pensar que alguém próximo a mim certamente viveu. Esse filme, em especial, ressaltou esse sentimento porque é um longa que conta a história de muitas outras mulheres através da história de duas. Tem muito da sociedade brasileira nesse filme, impossível não nos impactar. Chorei muito ao final.
Roma
4.1 1,3K Assista AgoraCuarón é um gênio, sem dúvidas. Fotografia belíssima. Conseguimos captar o mundo tal como Cleo (atriz maravilhosa!) o vê, e por isso temos a sensação de que as pessoas, as histórias, e os acontecimentos se desenvolvem em uma espécie de outro plano, enquanto estamos alheios a ele, mesmo sendo visto por meio da personagem principal, porque é essa a forma que Cleo está inserida naquele contexto social. E isso cria um paradoxo por vezes angustiante. A começar pela família para a qual trabalha, sob o manto da falsa ideia de que ela é "como se da família fosse", mas há acontecimentos sutis que nos fazem perceber que, na verdade, ela é uma estranha ali, exceto para as crianças, pois nessa relação eu pude perceber afeto e entrega. Quando o assunto é relação de gênero, no entanto, é chamada à cena a matriarca da família, e talvez esse seja um ponto em comum entre as duas mulheres tão diferentes: são mulheres, em um mundo de machismo estrutural. Eu adorei essa conexão que Cuarón conseguiu fazer! O privilégio de classe, marcado a todo tempo no longa, não impede a convergência e a identificação entre duas mulheres socialmente distantes quando o assunto é relações de gênero. Ambas sofrem os seus abusos, cada um a sua forma.
Em uma das cenas finais, a da praia, somos chamados a romper a espécie de barreira que nos separava daquele outro plano, talvez porque naquele momento Cleo consegue colocar para fora a sua angustia, e então, mesmo que só por aquele momento, conseguimos sentir que ela se impõe àquele abismo, e se conecta aos outros e não mais temos a sensação de que ela está alheia.
Porém, dura pouco. O longa termina como numa espécie de recomeço. A sensação é de que a rotina ali continuará, e cleo terá aquela mesma vida. Que soco no estômago! Que obra!
The Final Table (1ª Temporada)
3.7 46A série tem tudo pra ser ótima para quem gosta de competição culinária. No entanto, a produção deixa um pouco a desejar, o cenário é hiper exagerado, o apresentador também, e isso deixa tudo meio nada a ver! Talvez com mais simplicidade, mais foco nos chef's e nos pratos em si, e menos na megaprodução (que particularmente, achei meio brega), será mais harmonioso com a proposta de ser uma competição culinária.
Ponto para a chef brasileira Helena Rizzo, super talentosa! Deu muita vontade de conhecer o Maní depois de ver a participação dela.
Atypical (1ª Temporada)
4.3 495 Assista AgoraAchei bem fofa. Porém o amigo de trabalho do Sam é insuportável, até agora não entendi a finalidade do personagem na série!
Uma Mulher Fantástica
4.1 430 Assista AgoraMaravilhoso.
Bate uma angústia em muitos momentos, porque tentam silenciar Marina de várias formas, o seu amor, o seu luto, a sua identidade... Até que ela solta a voz! E que voz. Bela atuação da Daniela!!
A Garota Dinamarquesa
4.0 2,2KEsse filme é de uma sensibilidade sem igual. Fala também sobre amor e, principalmente, aceitação. Me ganhou desde a primeira cena. Delicado e com atuações marcantes. Lindo nos pequenos detalhes : figurino, cenário. Mostra a dualidade e a complexidade que um Ser pode apresentar.. acima de tudo, narra um processo de tornar-se mulher de forma emocionante. Por mim Eddie Redmayne leva o Oscar mais um ano !
O Regresso
4.0 3,5K Assista AgoraÉ um filme bem forte, com sequências densas e com atuações marcantes. A fotografia então, belíssima. O DiCaprio mereceu a indicação ao Oscar, pois foi brilhante. O azar dele é que Eddie Redmayne também atuou maravilhosamente ( mais uma vez !) em A Garota Dinamarquesa.Será uma disputa acirrada ..
Forrest Gump: O Contador de Histórias
4.5 3,8K Assista AgoraLinda a simplicidade de Forrest ( o que o torna tão magnífico!) e a forma singela com a qual ele presencia e vivencia fatos que, hj para nós, são tão carregados de valor histórico. A percepção que tive é que todos nós temos um pouco da sua história, pois vamos vivendo nossos cotidianos de uma forma simples também. Grandes momentos vão acontecendo e a história de vida vai se fazendo, sem nos darmos conta da grandiosidade disso e do passar do tempo.
Boyhood: Da Infância à Juventude
4.0 3,7K Assista AgoraA última conversa do Mason com o pai sintetiza legal a ideia do filme: "Então pra que tudo isso? tudo".. "Estamos só vivendo. A boa notícia é que você sente as coisas". Filme incrível! Fala sobre a vida, das transformações constantes dela e de nós mesmos. É melhor ainda perceber isso com algum foco no Mason, personagem que desde pequeno, me passou aquela vibe calma de "tô na minha e observando tudo a minha volta". Trilha sonora muito boa também!
Garota Exemplar
4.2 5,0K Assista AgoraRosamund Pike.. candidata ao Oscar!!