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Data de lançamento
14 Dez. 2018Duração
Cidade do México, 1970. A rotina de uma família de classe média é controlada de maneira silenciosa por uma mulher (Yalitza Aparicio), que trabalha como babá e empregada doméstica. Durante um ano, diversos acontecimentos inesperados começam a afetar a vida de todos os moradores da casa, dando origem a uma série de mudanças, coletivas e pessoais.
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Excelente filme, triste, melancólico e intimista!
Filme: Roma
País: EUA & México
Ano: 2018
Diretor: Alfonso Cuarón // Visto no dia 28/07/2023
Uma grata surpresa. Roma é um nome de um subúrbio na Cidade do México, na capital, é um dos lugares mais povoados do planeta. Aqui cita a vida comum de uma família de classe média que tem como empregadas, duas indígenas: Cleo e Adela. O filme é um desfile de dramas pessoais desses personagens: Cléo, uma pessoa simples de origem simples, é uma mulher carismática, simpática, focada, esforçada que ver em Fermin o amor da sua vida, mas sua vida vira um caos após a gravidez e a película de forma inteligente aborda uma realidade infelizmente muito comum: o abandono do homem na gravidez da companheira. Uma covardia. E fala das complicações da gravidez de forma bem realista, dolorida. Então cita a rotina de Cleo trabalhando com a família da Sra Sophia, a convivência diária principalmente com as crianças, os eventos sociais na qual há outros empregados também de origem indígena, além de um pouco da sua vida pessoal. Cita as comemorações de festas, disparidade entre uma comemoração de família simples (pobre) e rica. Em segundo plano, fala da Sophia e seus filhos,
da reviravolta nas suas vidas, consequências sem o patriarca na convivência familiar
histórico de Fermín
Nota: 9,0
Um filme sobre o cotidiano, onde nada de interessante acontece, mas que prende a atenção de uma maneira incrível! E quando falo que nada de interessante acontece, quero dizer sobre reviravoltas mirabolantes e coisas do gênero. Um filme simples, sobre o dia a dia de uma doméstica! Gostei muito!
Admirável de Alfonso Cuarón fazer um filme sobre uma empregada doméstica com tanta riqueza técnica, dedicando tudo o que faria para um filme como Gravidade, por exemplo.
Isto capitaliza a obra como um marco em homenagear pessoas que não mudaram o mundo, mas alguém na vida - pra melhor.
Para alguns pode não ter funcionado, mas para mim foi muito marcante: a invisibilização da Cleo disfarçada de 'ela é da família', e a senhora nem sequer lembrar o nome dela no hospital... E aquela cena final na praia foi uma das fotografias mais lindas que já vi. Lindo demais!