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Data de lançamento
14 Dez. 2018Duração
Cidade do México, 1970. A rotina de uma família de classe média é controlada de maneira silenciosa por uma mulher (Yalitza Aparicio), que trabalha como babá e empregada doméstica. Durante um ano, diversos acontecimentos inesperados começam a afetar a vida de todos os moradores da casa, dando origem a uma série de mudanças, coletivas e pessoais.
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Um filme sobre o cotidiano, onde nada de interessante acontece, mas que prende a atenção de uma maneira incrível! E quando falo que nada de interessante acontece, quero dizer sobre reviravoltas mirabolantes e coisas do gênero. Um filme simples, sobre o dia a dia de uma doméstica! Gostei muito!
Admirável de Alfonso Cuarón fazer um filme sobre uma empregada doméstica com tanta riqueza técnica, dedicando tudo o que faria para um filme como Gravidade, por exemplo.
Isto capitaliza a obra como um marco em homenagear pessoas que não mudaram o mundo, mas alguém na vida - pra melhor.
Para alguns pode não ter funcionado, mas para mim foi muito marcante: a invisibilização da Cleo disfarçada de 'ela é da família', e a senhora nem sequer lembrar o nome dela no hospital... E aquela cena final na praia foi uma das fotografias mais lindas que já vi. Lindo demais!
Tal como vários outros realizadores, Cuarón evoca memórias da infância/adolescência para compor uma narrativa fortemente nostálgica. Ajudam nisso uma meticulosa recriação de época e muitas canções do período. É possível identificar claramente cenas que fazem referência a seus trabalhos anteriores como "Gravidade", "Filhos da Esperança" e "E Sua Mãe Também". Do mesmo modo há momentos que remetem à obras de outros cineastas: difícil não pensar em "Titanic" ao ver duas personagens saírem de uma festa dos patrões ricos para a dos empregados pobres; também um túnel lotado de carros me fez lembrar a cena de abertura de "Fellini 8 1/2".
Mas, mesmo com a ótima atuação de Yalitza Aparicio, não dá pra negar que sua personagem não têm realmente um arco dramático. Ela é abnegada demais, não só aos patrões mas a praticamente todos os que cruzam em sua vida.
No fim, sua "ascensão" não passa de subir escadas de uma lavanderia para lavar roupas como faz todos os dias.
MUITO RUIM!
A ideia pode ser boa mas é muito mal executada, não há uma história, uma narrativa, não há nada!