É uma série crua que não tem qualquer pudor em expor cenas fortes. É feita pra chocar, mostrar o que o bullying e a violência são para quem sofre. Não é romanceado ou aliviado. Tá ali, na cara dura. E por ser assim, a série não é feita para quem está sofrendo (por isso até acharia legal colocar um aviso no começo...) A carga emocional dos episódios é densa e cada minuto é importante pra contar a relação da Hannah consigo mesma e com os porquês. A série é construída como se fossem memórias, trabalhando a coloração para dar um tom ainda mais frio e real quando se passa no presente. Vi mensagens dizendo que a série não mostrou motivos para a Hannah viver. Porém, como se faz isso através da perspectiva de quem desistiu de tudo? Os personagens estão ali para gerir a história dela, mesmo que cada um tenha outras coisas pra lidar, Os 13 Porquês são da Hannah. Vi outras dizendo que a Hannah foi egoísta por ter cometido suicídio. Egoísta por ter deixado as fitas e explicado os momentos em que teve a pele marcada. Mesmo? Menosprezar a dor que o outro carrega é fácil de se fazer ao invés de preferimos encarar e tentar entender. O problema não é meu, né? É só varrer para debaixo do tapete que deixa de existir. A vida segue. Cada um que sobreviva como pode. Sobreviva... de forma descartável. Você nunca sabe o que alguém que está sofrendo passa. O que é bobo pra você, pode ser intenso para o outro. É fácil julgar quando se está protegido por uma bolha.
Comecei a série sem saber absolutamente nada e foi maravilhoso isso. Ela não se leva a sério em nenhum momento e o desenvolvimento dos personagens, principalmente da Abby, só faz com que você queira mais tempo de cena pra ela. Gostei. Um jeito diferente de explorar uma história já batida.
Que filme denso pra caramba. A primeira parte já é de tirar o folego, crua na introdução da história. O clima do filme é pesado em todo o instante, seja nas cenas de flashback ou no presente. A Susan é enigmática e fiquei entretido com o que a personagem poderia oferecer. Atuação da Amy me cativou e não consegui não ficar conectado co Edward, interpretado pelo Jake.
Ok, vamos lá que o filme é ótimo. Deixa eu ver por onde eu começo. O gênero é comédia e as tiradas são ótimas, ri pra caramba, porém, assim como no primeiro filme, me identifiquei PRA CARAMBA com os personagens. Juliano me representa de muitas formas.
Voltando um pouco no tempo, o primeiro filme tinha Hermínia descobrindo que Juliano é gay. Assisti a esse filme com a minha mãe e, por mais que fosse engraçado, me emocionei com esse história. Afinal de contas, eu estava vivendo isso. Estava contando para a minha mãe sobre a minha sexualidade.
O mesmo aconteceu nesse filme. O desenvolvimento dos personagens secundários foram um pouco rápidos demais, mas o foco era a desconstrução da Hermínia deixando ela crescer como mãe e entender que tem uma hora que é preciso deixar os filhos seguirem seu próprio caminho. Juliano e Marcelina estão fazendo isso, cada um tentando conquista a independência indo morar em outra cidade. Eu passei por isso e fiquei emocionado, porque sei como doeu para minha mãe me deixar partir.
Sei lá né, é aquela coisa do roteiro ter partes nas quais a gente se identifica.
Gostei dos personagens, gostei das ambientações e da linha que o roteiro seguiu pra história. Muita gente reclama de comédia brasileira, diz que é algo vazio, mas se não fosse por esses filmes, minha mãe nunca colocaria os pés no cinema, por exemplo.
Comecei a série ao acaso e me apaixonei. O roteiro é inteligente, os personagens cativantes e a história respeita o tempo e a linearidade de cada arco. Recomendo muito. Adoro animações que não subestimam o público.
A produção dessa série é sensacional. A ambientação deixa a gente mergulhado no mundo e todo o visual épico das raças e das cidades é muito boa. Porém, o roteiro, atuação dos personagens e falas são péssimos. Não li os livros, mas certamente eles tem o mesmo problema inicial, porque serviram de base para a série.
Na série, todas as raças são descendentes diretos dos humanos. Não explica como aconteceu, mas o nosso mundo atual é o mundo antigo deles. Há ruínas de prédios, parques, helicópteros. Há indícios de que houve vazamento radioativo e químico em vários lugares. Trolls podem ser humanos vítimas desses vazamentos que de alguma forma conseguiram se reproduzir e passar essas características aos descendentes, assim como os anões. Porém, biologicamente, essa segmentação e diferenciação em outras espécies demora milhares de anos. As ruínas desapareceriam, dezenas de pontos do mundo antigo desapareceria e seria esquecida. Há humanos também, o costume deles é muito parecido, mesmo depois de tanto tempo. Há elfos, que aparentam ser o povo mais evoluído tecnologicamente. E há magia. Esse ponto em si não foi nada explicado. Os primeiros magos não foram explicados. É o nosso mundo atual, mas ao mesmo tempo não é, porque todas as leis da física e da natureza foram ignorados. Um meteoro caiu e trouxe esse conhecimento? O que é a magia nessa época? É uma tecnologia super avançada do mundo antigo que sobreviveu ao tempo? Esses detalhes biológicos e cronológicos me incomodaram muito, porque eles servem de base para a construção do mundo das Crônicas de Shannara, mas não foram respeitados.
De restante, a série tem história clichê em vários momentos com cenas corridas e desenvolvimento e interação de personagens rasos, mas a produção dela e a ambientação do figurino e dos cenários valeram a pena e me seguraram até o final da temporada.
Sensacional. Eu estava procurando por um musical para assistir e fiquei tão grata a surpresa por ver algo tão bem produzido assim! Está de graça no YouTube e tem fortes referências ao mágico de Oz. Todrick é maravilhoso na produção. As músicas tem letras fortes, inspiradas em Oz e na própria vida de Todrick. Críticas a violência contra negros e gays nos EUA que me fizeram ficar emocionado com a sensibilidade tanto na música quanto na apresentação.
Recomendo muito. As músicas estão em loop no meu Spotify e eu certamente vou assistir mais vezes.
A história é clichê. Seguir seus sonhos, porque só você acredita neles. Porém, é tão maravilhoso que eu nem sei por onde começar a escrever esse texto. Eu amo plots clichês que são bem trabalhados e, nessa vibe de seguir seu sonhos, me lembrei de Zootopia que é um filme que amo muito.
Sing é sensacional. O filme tem vários personagens principais que caminham para um único objetivo. Sua histórias são exploradas com os minutos bem aproveitados, mostrando a motivação de cada um. E, claro, a música é o que junta todo mundo. EU SURTEI MUITO E TO SURTANDO AGORA SÓ DE LEMBRAR DA TRILHO SONORA DESSE FILME QUE É SENSACIONAL. Me ajuda.
As músicas originais são sensacionais também. Chorei no desfecho e nas apresentações, me deixa, foi lindo hahahaha
Recomendo muito. E quero ver de novo e várias vezes. A soundtrack está no repeat aqui. :)
O que eu senti muita falta, na série inteira, foi ambientação. Foi falado muito "o lado de cá é muito ruim, por isso quero ir para o lado de lá", mas não me mostraram porque o lado de cá é tão ruim assim. Todas as cenas pensadas, e que poderiam criar uma imersão maior nessa linha, foram rasas e a atuação dos personagens não conseguiu salvar. Sem emoção em pontos chave da história.
O roteiro não se sustenta na criação de empatia com a história de cada um. As falas são terríveis, porque me chamam de idiota e entra muito no que eu falei da ambientação. Faltou seguir a regra fundamental de contar uma história: show me, don't tell. Me mostre as coisas, não me fale elas. O roteiro é falho, porque em várias cenas que deveriam ter um peso emocional forte, ele não existe por falta de trabalhar isso antes. Ir me conduzindo aos poucos até que aconteça. Por exemplo, o que funcionou bem na série foi o plot do Ezequiel com a Julia, que foi sendo desenvolvido praticamente desde o primeiro episódio. O restante das cenas pareceu algo jogado, com ações dos personagens que não são justificadas, porque aconteceram rápido demais.
Outro ponto da ambientação, que entra muito na produção, é que o lado de cá é "limpo demais". A sujeira das ruas é pensada demais, com panos limpos nas paredes, os rostos das pessoas tem uma sujeita limpa. Não parece real, parece que é pensado. Andar em centros urbanos ajudaria na melhor composição disso, poxa.
Os personagens falam corretamente. Nem eu falo corretamente. Sou privilegiado pela educação que recebi, mas nem por isso uso o português perfeito. Sou cheio de gírias, jargões, plurais errados, me enrolo pra falar. O lado de cá não tem educação perfeita, é falhado, porque todos os personagens falam tão certinho e conjugam os verbos corretamente?
A ideia da série é muito boa. Fala sobre meritocracia e se encaixa demais na realidade brasileira, mas infelizmente não conseguiu se vender para mim. Ser uma série brasileira já é uma conquista enorme pra nossa ficção científica, que não tem tanto espaço quanto as novelas e filmes de comédia. Ter algo assim injetado pela Netflix é sensacional. Mas me deixa muito triste ver que a série não foi bem produzida, que o roteiro é falho e que me trata feito idiota ao utilizar falas para me explicar o funcionamento do sistema. É um recurso narrativo barato :/
Não consegui não comparar com o desenvolvimento de história de Jogos Vorazes, que bem, a ambientação e o roteiro funcionam muito bem. Ignore recursos financeiros, os efeitos de 3% não me incomodaram. Todos os erros das etapas de roteiro, produção e direção foram se acumulando no processo e me deram um resultado que não gostei.
Torço muito para que na segunda temporada, o nível da história aumente, os diálogos melhorem e a direção dos personagens faça com que a atuação dê um salto grande.
Vício total. Merlí é uma série que se passa em uma escola, mas não foca só nos dramas adolescentes. O protagonista, Merlí, é descaradamente um dos personagens mais legais que vi em séries. É direto, sabe o que quer, faz merda de vez em quando porque pensa mais em si mesmo, mas sabe corrigir e ajudar a quem está precisando. A relação que tem com o filho, Bruno, é linda. A dedicação de Merlí, que começa a série desempregado e com uma relação família bem merda, é evidente conforme ele se entrega como professor e melhora como pai. A série toda é trabalhada em cima da Filosofia e a importância que ela tem na formação do pensamento crítico. Merlí trabalha a transição dos dramas adultos, centrados principalmente no corpo docente quanto nos pais dos alunos, e dos dramas adolescentes que todos conhecemos muito bem. Essa série conquistou meu coração. Sem contar que se passa em Barcelona e a língua catalã é sensacional. ❤️
A qualidade de efeitos está sensacional. A história do universo da magia ganha mais profundidade com esse filme, mesmo se passando em uma época mais antiga.
A criação dos obscuros e a retratação deles como reflexo de algo reprimido foi sensacional.
Eu gostei dos efeitos especiais e da escolha de atores, mas fiquei um pouco desapontado com a intensidade do roteiro. Ele não é ruim, mas por se tratar de um filme com personagens mais adultos, eu esperava uma densidade maior nas relações e conversas entre eles. Porém, entendo que ele segue o estilo J. K. Rowling de ser.
Documentário sobre bullying virtual e estupro. Sobre vítimas e como a comunidade faz de tudo para que acreditem estar erradas sobre a violência que sofreram. É intenso pra caramba. Quase duas horas sendo quebrado com as histórias contadas. Difícil superar.
Este site usa cookies para oferecer a melhor experiência possível. Ao navegar em nosso site, você concorda com o uso de cookies.
Se você precisar de mais informações e / ou não quiser que os cookies sejam colocados ao usar o site, visite a página da Política de Privacidade
13 Reasons Why (1ª Temporada)
3.8 1,5K Assista AgoraÉ uma série crua que não tem qualquer pudor em expor cenas fortes. É feita pra chocar, mostrar o que o bullying e a violência são para quem sofre.
Não é romanceado ou aliviado. Tá ali, na cara dura. E por ser assim, a série não é feita para quem está sofrendo (por isso até acharia legal colocar um aviso no começo...)
A carga emocional dos episódios é densa e cada minuto é importante pra contar a relação da Hannah consigo mesma e com os porquês. A série é construída como se fossem memórias, trabalhando a coloração para dar um tom ainda mais frio e real quando se passa no presente.
Vi mensagens dizendo que a série não mostrou motivos para a Hannah viver. Porém, como se faz isso através da perspectiva de quem desistiu de tudo? Os personagens estão ali para gerir a história dela, mesmo que cada um tenha outras coisas pra lidar, Os 13 Porquês são da Hannah.
Vi outras dizendo que a Hannah foi egoísta por ter cometido suicídio. Egoísta por ter deixado as fitas e explicado os momentos em que teve a pele marcada. Mesmo?
Menosprezar a dor que o outro carrega é fácil de se fazer ao invés de preferimos encarar e tentar entender. O problema não é meu, né? É só varrer para debaixo do tapete que deixa de existir. A vida segue. Cada um que sobreviva como pode. Sobreviva... de forma descartável.
Você nunca sabe o que alguém que está sofrendo passa. O que é bobo pra você, pode ser intenso para o outro. É fácil julgar quando se está protegido por uma bolha.
Santa Clarita Diet (1ª Temporada)
3.7 416 Assista AgoraComecei a série sem saber absolutamente nada e foi maravilhoso isso. Ela não se leva a sério em nenhum momento e o desenvolvimento dos personagens, principalmente da Abby, só faz com que você queira mais tempo de cena pra ela. Gostei. Um jeito diferente de explorar uma história já batida.
Animais Noturnos
4.0 2,2KQue filme denso pra caramba. A primeira parte já é de tirar o folego, crua na introdução da história. O clima do filme é pesado em todo o instante, seja nas cenas de flashback ou no presente. A Susan é enigmática e fiquei entretido com o que a personagem poderia oferecer. Atuação da Amy me cativou e não consegui não ficar conectado co Edward, interpretado pelo Jake.
Recomendo, mas só se você estiver em um bom dia.
Minha Mãe é Uma Peça 2
3.5 80316/01/2017
Ok, vamos lá que o filme é ótimo. Deixa eu ver por onde eu começo. O gênero é comédia e as tiradas são ótimas, ri pra caramba, porém, assim como no primeiro filme, me identifiquei PRA CARAMBA com os personagens. Juliano me representa de muitas formas.
Voltando um pouco no tempo, o primeiro filme tinha Hermínia descobrindo que Juliano é gay. Assisti a esse filme com a minha mãe e, por mais que fosse engraçado, me emocionei com esse história. Afinal de contas, eu estava vivendo isso. Estava contando para a minha mãe sobre a minha sexualidade.
O mesmo aconteceu nesse filme. O desenvolvimento dos personagens secundários foram um pouco rápidos demais, mas o foco era a desconstrução da Hermínia deixando ela crescer como mãe e entender que tem uma hora que é preciso deixar os filhos seguirem seu próprio caminho. Juliano e Marcelina estão fazendo isso, cada um tentando conquista a independência indo morar em outra cidade. Eu passei por isso e fiquei emocionado, porque sei como doeu para minha mãe me deixar partir.
Sei lá né, é aquela coisa do roteiro ter partes nas quais a gente se identifica.
Gostei dos personagens, gostei das ambientações e da linha que o roteiro seguiu pra história. Muita gente reclama de comédia brasileira, diz que é algo vazio, mas se não fosse por esses filmes, minha mãe nunca colocaria os pés no cinema, por exemplo.
Caçadores de Trolls (1ª Temporada)
4.3 60 Assista AgoraComecei a série ao acaso e me apaixonei. O roteiro é inteligente, os personagens cativantes e a história respeita o tempo e a linearidade de cada arco. Recomendo muito. Adoro animações que não subestimam o público.
The Shannara Chronicles (1ª Temporada)
3.7 146A produção dessa série é sensacional. A ambientação deixa a gente mergulhado no mundo e todo o visual épico das raças e das cidades é muito boa. Porém, o roteiro, atuação dos personagens e falas são péssimos. Não li os livros, mas certamente eles tem o mesmo problema inicial, porque serviram de base para a série.
O que me incomodou muito:
Na série, todas as raças são descendentes diretos dos humanos. Não explica como aconteceu, mas o nosso mundo atual é o mundo antigo deles. Há ruínas de prédios, parques, helicópteros. Há indícios de que houve vazamento radioativo e químico em vários lugares. Trolls podem ser humanos vítimas desses vazamentos que de alguma forma conseguiram se reproduzir e passar essas características aos descendentes, assim como os anões. Porém, biologicamente, essa segmentação e diferenciação em outras espécies demora milhares de anos. As ruínas desapareceriam, dezenas de pontos do mundo antigo desapareceria e seria esquecida. Há humanos também, o costume deles é muito parecido, mesmo depois de tanto tempo. Há elfos, que aparentam ser o povo mais evoluído tecnologicamente. E há magia. Esse ponto em si não foi nada explicado. Os primeiros magos não foram explicados. É o nosso mundo atual, mas ao mesmo tempo não é, porque todas as leis da física e da natureza foram ignorados. Um meteoro caiu e trouxe esse conhecimento? O que é a magia nessa época? É uma tecnologia super avançada do mundo antigo que sobreviveu ao tempo? Esses detalhes biológicos e cronológicos me incomodaram muito, porque eles servem de base para a construção do mundo das Crônicas de Shannara, mas não foram respeitados.
De restante, a série tem história clichê em vários momentos com cenas corridas e desenvolvimento e interação de personagens rasos, mas a produção dela e a ambientação do figurino e dos cenários valeram a pena e me seguraram até o final da temporada.
Straight Outta Oz
4.3 4Sensacional. Eu estava procurando por um musical para assistir e fiquei tão grata a surpresa por ver algo tão bem produzido assim! Está de graça no YouTube e tem fortes referências ao mágico de Oz. Todrick é maravilhoso na produção. As músicas tem letras fortes, inspiradas em Oz e na própria vida de Todrick. Críticas a violência contra negros e gays nos EUA que me fizeram ficar emocionado com a sensibilidade tanto na música quanto na apresentação.
Recomendo muito. As músicas estão em loop no meu Spotify e eu certamente vou assistir mais vezes.
Sing: Quem Canta Seus Males Espanta
3.8 564A história é clichê. Seguir seus sonhos, porque só você acredita neles. Porém, é tão maravilhoso que eu nem sei por onde começar a escrever esse texto. Eu amo plots clichês que são bem trabalhados e, nessa vibe de seguir seu sonhos, me lembrei de Zootopia que é um filme que amo muito.
Sing é sensacional. O filme tem vários personagens principais que caminham para um único objetivo. Sua histórias são exploradas com os minutos bem aproveitados, mostrando a motivação de cada um. E, claro, a música é o que junta todo mundo. EU SURTEI MUITO E TO SURTANDO AGORA SÓ DE LEMBRAR DA TRILHO SONORA DESSE FILME QUE É SENSACIONAL. Me ajuda.
As músicas originais são sensacionais também. Chorei no desfecho e nas apresentações, me deixa, foi lindo hahahaha
Recomendo muito. E quero ver de novo e várias vezes. A soundtrack está no repeat aqui. :)
3% (1ª Temporada)
3.6 771 Assista AgoraVamos, lá. O meu problema com 3%:
O que eu senti muita falta, na série inteira, foi ambientação. Foi falado muito "o lado de cá é muito ruim, por isso quero ir para o lado de lá", mas não me mostraram porque o lado de cá é tão ruim assim. Todas as cenas pensadas, e que poderiam criar uma imersão maior nessa linha, foram rasas e a atuação dos personagens não conseguiu salvar. Sem emoção em pontos chave da história.
O roteiro não se sustenta na criação de empatia com a história de cada um. As falas são terríveis, porque me chamam de idiota e entra muito no que eu falei da ambientação. Faltou seguir a regra fundamental de contar uma história: show me, don't tell. Me mostre as coisas, não me fale elas. O roteiro é falho, porque em várias cenas que deveriam ter um peso emocional forte, ele não existe por falta de trabalhar isso antes. Ir me conduzindo aos poucos até que aconteça. Por exemplo, o que funcionou bem na série foi o plot do Ezequiel com a Julia, que foi sendo desenvolvido praticamente desde o primeiro episódio. O restante das cenas pareceu algo jogado, com ações dos personagens que não são justificadas, porque aconteceram rápido demais.
Outro ponto da ambientação, que entra muito na produção, é que o lado de cá é "limpo demais". A sujeira das ruas é pensada demais, com panos limpos nas paredes, os rostos das pessoas tem uma sujeita limpa. Não parece real, parece que é pensado. Andar em centros urbanos ajudaria na melhor composição disso, poxa.
Os personagens falam corretamente. Nem eu falo corretamente. Sou privilegiado pela educação que recebi, mas nem por isso uso o português perfeito. Sou cheio de gírias, jargões, plurais errados, me enrolo pra falar. O lado de cá não tem educação perfeita, é falhado, porque todos os personagens falam tão certinho e conjugam os verbos corretamente?
A ideia da série é muito boa. Fala sobre meritocracia e se encaixa demais na realidade brasileira, mas infelizmente não conseguiu se vender para mim. Ser uma série brasileira já é uma conquista enorme pra nossa ficção científica, que não tem tanto espaço quanto as novelas e filmes de comédia. Ter algo assim injetado pela Netflix é sensacional. Mas me deixa muito triste ver que a série não foi bem produzida, que o roteiro é falho e que me trata feito idiota ao utilizar falas para me explicar o funcionamento do sistema. É um recurso narrativo barato :/
Não consegui não comparar com o desenvolvimento de história de Jogos Vorazes, que bem, a ambientação e o roteiro funcionam muito bem. Ignore recursos financeiros, os efeitos de 3% não me incomodaram. Todos os erros das etapas de roteiro, produção e direção foram se acumulando no processo e me deram um resultado que não gostei.
Torço muito para que na segunda temporada, o nível da história aumente, os diálogos melhorem e a direção dos personagens faça com que a atuação dê um salto grande.
Merlí (1ª Temporada)
4.4 220Vício total. Merlí é uma série que se passa em uma escola, mas não foca só nos dramas adolescentes. O protagonista, Merlí, é descaradamente um dos personagens mais legais que vi em séries. É direto, sabe o que quer, faz merda de vez em quando porque pensa mais em si mesmo, mas sabe corrigir e ajudar a quem está precisando. A relação que tem com o filho, Bruno, é linda. A dedicação de Merlí, que começa a série desempregado e com uma relação família bem merda, é evidente conforme ele se entrega como professor e melhora como pai. A série toda é trabalhada em cima da Filosofia e a importância que ela tem na formação do pensamento crítico. Merlí trabalha a transição dos dramas adultos, centrados principalmente no corpo docente quanto nos pais dos alunos, e dos dramas adolescentes que todos conhecemos muito bem. Essa série conquistou meu coração. Sem contar que se passa em Barcelona e a língua catalã é sensacional. ❤️
Animais Fantásticos e Onde Habitam
4.0 2,2K Assista AgoraA qualidade de efeitos está sensacional. A história do universo da magia ganha mais profundidade com esse filme, mesmo se passando em uma época mais antiga.
A criação dos obscuros e a retratação deles como reflexo de algo reprimido foi sensacional.
Audrie & Daisy
4.2 141 Assista AgoraDocumentário sobre bullying virtual e estupro. Sobre vítimas e como a comunidade faz de tudo para que acreditem estar erradas sobre a violência que sofreram. É intenso pra caramba. Quase duas horas sendo quebrado com as histórias contadas. Difícil superar.