O sempre polêmico Lars Von Trier nos deixa cheios de dúvidas durante todo o filme. Afinal, trata-se de um filme misógino? Essa foi a maior questão que vi ser colocada sobre o filme. E minha interpretação é lotada de achismos, não chego nem a ter certeza da mensagem passada pela história. O filme todo gira em torno da culpa, onde a mãe se tortura por ter "deixado" que o filho morresse enquanto transava com o marido. Pode-se ver durante o longa a personagem punindo-se em relação ao sexo e procurando uma forma de se perdoar. Essa sendo acreditando na maldade contida na natureza humano. O filme contém vários simbolismos, começando pelos Três Pedintes, que são o centro dos capítulos. O veado mostrando a culpa, por aparecer com o cadáver de seu filho ainda saindo do corpo. A raposa que, se for pegar a imagem feita pelos contos de fadas, representa as armadilhas que a vida contém. Por fim, o corvo representando a morte e a impureza. O apogeu da culpa e de sua punição é quando Ela se castra, mostrando que toda a culpa que sente está ligado ao prazer sexual. As mensagens do filme são muito profundas, chegando ao campo da psicanálise, na qual Ela abandona o ego no final do filme, deixando uma luta entre id e o superego. A religião marca bastante com os Três Pedintes sendo o contrário dos Três Magos, a tese da protagonista que engloba o feminicídio na Idade Média e o Edén em si (que no filme parece mais uma junção do inferno com o paraíso). Claramente, isso se trata apenas da minha interpretação sobre o filme, as ideias continuam confusas. A fotografia é de encantar, algumas cenas causam incomodo e os personagens são complexos. O roteiro é recheado de simbologia, prendendo a atenção de quem assiste do começo ao fim.
Alma, quando vai de encontro com o silêncio de Elisabeth, acaba encontrando um julgamento (que ela mesma faz de si diante a falta de resposta da outra) que a faz, com o tempo, duvidar de todas suas certezas. Ela começa o filme falando de sua vida que está quase perfeita, com tudo nos trilhos. Quando começa a contar de sua vida para a atriz, percebe que não é uma pessoa tão pura como ela mesma devia pensar e que sua vida também é uma interpretação. Essa mesma vida que Elisabeth tentava evitar ao se recusar a falar. Bergman brinca com nossas vidas e coloca em pauta nossas certezas, a idealização de uma vida e o que queremos com ela. Mostra também o que não é possível alcançar por sermos tão humanos. Os personagens são frágeis a ponto de cativar e o filme é cheio de significados para que várias interpretações sejam feitas.
Elenco incrível, efeitos incríveis e um roteiro de tirar o fôlego. Faltam-me palavras para o que esse filme fez comigo. Me prendeu do início ao fim, sem piscar ou perder um detalhe. Uma história complexa e ainda tocante. Christopher Nolan me pegou nessa.
Com uma fotografia maravilhosa Esmir Filho faz analogias aos medos presentes ao dar o primeiro beijo. Algo que hoje pode parecer banal, mas quando acontece sente-se a mesma tensão que a personagem principal apresentou. As amigas "em cima" para que ela o faça, tratando seu medo como algo sem valor, mas que elas mesmas poderiam ter sentido. Um acontecimento que, se formos lembrar hoje, trataremos com humor. Porém nesse curta os sentimentos que ficamos mergulhados voltam e é possível se simpatizar com a personagem a ponto de se colocar em seu lugar.
Os pais podem decidir o gênero de seus filhos? Creio que essa seja a questão principal de XXY. Com uma mãe que pressiona x filhx para que elx faça a cirurgia e um pai, mais sensato, deixando que elx decida. Um filme tocante que te coloca no lugar dos vários personagens presentes, abordando diversas reações. "Como seria estar apaixonado por Alex? Será que eu teria preparação suficiente para ficar ao seu lado nas questões que virão?" "Eu, como mãe, querendo que meus filhos sejam 'normais' e não sofram, estou certa em pressioná-lx?" "Mesmo sabendo dos sofrimentos possíveis, devo deixar que Alex escolha? Mesmo que talvez ela nunca escolha." (Há uma escolha? Ela é necessária?) As respostas que podem parecer óbvias para alguns são trabalhadas ao longo desse filme. Apesar de ser um filme para pensar e com uma história boa o bastante para chamar atenção, ainda tem uma fotografia bastante trabalhada e digna dos personagens. A atuação de Inés foi belíssima, conseguindo passar com naturalidade o personagem.
Perdido em um relacionamento frágil com sua mãe, Hubert se vê constantemente revoltado. O filme irrita, emociona e estremesse quem o assiste, demonstra até onde vai o amor incondicional e como pode ser o distanciamento entre duas pessoas. Hubert e sua mãe não sabem mais conviver entre si, qualquer coisa pode ser a gota d'água para os dois, o distanciamento que sofreram tenta ser reparado repetidamente, porém nenhum deles consegue se abrir para que o outro o entenda. O orgulho é mais que tudo e, com isso, a relação se torna uma tortura para ambos. Trate-se de um filme pesado, com grandes reflexões sobre onde termina o amor e começo o gostar de alguém. Porém, em momento algum você consegue se cansar do que passa na tela. Hubert irrita, mas também simpatiza. As brigas com sua mãe parecem idiotas, mas só revelam o que se quebrou entre eles. Além de um roteiro encantador, a cinematografia está de parabéns. Eu Matei Minha Mãe conta com tomadas de tirar o fôlego, com uma bela ambientação. O filme inteiro é delicado, bem cuidado e pensado.
A irmã como consciência: Brandon, um ninfomaníaco bem sucedido leva bem a vida sem ninguém conhecer os seus vícios. Porém, um dia, sua irmã aparece em sua casa procurando abrigo e o personagem começa a ter problemas de convivência com a mesma. Sua irmã, como pessoa de sua família, marca em si o que ele não gostaria.
Fica bem claro quando ela o pega masturbando e, no meio de uma crise, joga todo o material pornográfico fora. Também quando ele se irrita com ela por ela ter dormido com o chefe dele.
Como forma de mostrar seu amor e até mesmo sua vergonha perto da irmã, ele a afasta cada vez mais tratando-a como lixo. Apesar de parecer que ele vive muito bem com seus vícios, ao longo do filme é revelado um outro lado, onde ele é tratado como vítima de seu vício e tenta superá-lo, de certa forma.
Outra coisa também é o fato que ele não menciona o resto de sua família. E, quando sua irmã liga para ele no final do filme, ela fala que eles não são pessoas ruins, são apenas pessoas que vieram de um lugar ruim. Deixando a questão no ar: O que aconteceu com eles? Nem mesmo sua irmã é uma pessoa de vida normal, envolve-se em relacionamentos tóxicos e tem tendencias suicidas.
Além de personagens bem trabalhados (e até encantadores) o filme conta com uma fotografia maravilhosa, com tomadas que encantam qualquer cinéfilo. A cinematografia está de parabéns.
Inocente, porém sem deixar de ser humano, essa é a primeira parte importante do filme, creio. Lucas, inicialmente, tão calmo com as acusações contra ele começa a se revoltar para resgatar o pouco de dignidade que ainda tem. O filme te prende do inicial ao fim numa teia de revolta e desejo por justiça. E, nem mesmo no final, esse desejo é saciado.Outra parte importante de se observar é a verdadeira caça em torno do personagem, poucos ficaram ao seu lado. Claro que pode se tratar de uma maneira de proteção dos pais, mas o fato de que quase ninguém realmente apareceu questionando o que aconteceu deixa essa revolta por pensar que, talvez, eles quisessem que aquilo tivesse acontecido, indo atrás de uma euforia para a história deles.
Eu adoro as adaptações de livros do David para o cinema. Sinceramente, até hoje ele não me decepcionou. O filme foi muito fiel ao livro e isso faz com que seja um ótimo longa. Ainda não assisti a versão sueca, então não posso fazer comparações, mas eu adorei o fato da Rooney Mara ter sido escolhida para fazer a Lisbeth, sua aparência ficou bastante fiel à Salander que eu imaginava ao ler o livro. Também não posso deixar de citar que a fotografia do Fincher é maravilhosa, principalmente por causa das cores gélidas usadas na paisagem. E a abertura do filme é fantástica, era bem a cara da Lisbeth. A escolha da música acertou em cheio.
É difícil colocar em palavras o quão inspirador o filme é. E também realista. O método de ensino do professor é maravilhoso e a maneira com que ele inspira aquele grupo de alunos... esplendorosa.
A tragédia no final e maneira com que os alunos recuaram não saiu nem um pouco da realidade. Até mesmo Charlie, o radical, romântico, que acabou sofrendo as consequências de seus atos.
E, bem, acho que não posso deixar de comentar sobre a cena final, foi épica, emocionante ao ponto de arrancar lágrimas. Tal filme merece todas suas premiações, sem dúvidas.
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O Grinch
3.4 862 Assista AgoraFilme natalino favorito.
Anticristo
3.5 2,2K Assista AgoraO sempre polêmico Lars Von Trier nos deixa cheios de dúvidas durante todo o filme. Afinal, trata-se de um filme misógino? Essa foi a maior questão que vi ser colocada sobre o filme. E minha interpretação é lotada de achismos, não chego nem a ter certeza da mensagem passada pela história.
O filme todo gira em torno da culpa, onde a mãe se tortura por ter "deixado" que o filho morresse enquanto transava com o marido. Pode-se ver durante o longa a personagem punindo-se em relação ao sexo e procurando uma forma de se perdoar. Essa sendo acreditando na maldade contida na natureza humano. O filme contém vários simbolismos, começando pelos Três Pedintes, que são o centro dos capítulos. O veado mostrando a culpa, por aparecer com o cadáver de seu filho ainda saindo do corpo. A raposa que, se for pegar a imagem feita pelos contos de fadas, representa as armadilhas que a vida contém. Por fim, o corvo representando a morte e a impureza. O apogeu da culpa e de sua punição é quando Ela se castra, mostrando que toda a culpa que sente está ligado ao prazer sexual.
As mensagens do filme são muito profundas, chegando ao campo da psicanálise, na qual Ela abandona o ego no final do filme, deixando uma luta entre id e o superego. A religião marca bastante com os Três Pedintes sendo o contrário dos Três Magos, a tese da protagonista que engloba o feminicídio na Idade Média e o Edén em si (que no filme parece mais uma junção do inferno com o paraíso).
Claramente, isso se trata apenas da minha interpretação sobre o filme, as ideias continuam confusas.
A fotografia é de encantar, algumas cenas causam incomodo e os personagens são complexos. O roteiro é recheado de simbologia, prendendo a atenção de quem assiste do começo ao fim.
Quando Duas Mulheres Pecam
4.4 1,1K Assista AgoraAlma, quando vai de encontro com o silêncio de Elisabeth, acaba encontrando um julgamento (que ela mesma faz de si diante a falta de resposta da outra) que a faz, com o tempo, duvidar de todas suas certezas. Ela começa o filme falando de sua vida que está quase perfeita, com tudo nos trilhos. Quando começa a contar de sua vida para a atriz, percebe que não é uma pessoa tão pura como ela mesma devia pensar e que sua vida também é uma interpretação. Essa mesma vida que Elisabeth tentava evitar ao se recusar a falar.
Bergman brinca com nossas vidas e coloca em pauta nossas certezas, a idealização de uma vida e o que queremos com ela. Mostra também o que não é possível alcançar por sermos tão humanos. Os personagens são frágeis a ponto de cativar e o filme é cheio de significados para que várias interpretações sejam feitas.
A Origem
4.4 5,9KElenco incrível, efeitos incríveis e um roteiro de tirar o fôlego. Faltam-me palavras para o que esse filme fez comigo. Me prendeu do início ao fim, sem piscar ou perder um detalhe. Uma história complexa e ainda tocante. Christopher Nolan me pegou nessa.
Dublê de Anjo
4.1 355 Assista AgoraAinda procurando maneiras de superar a fotografia desse filme.
Saliva
3.7 73Com uma fotografia maravilhosa Esmir Filho faz analogias aos medos presentes ao dar o primeiro beijo. Algo que hoje pode parecer banal, mas quando acontece sente-se a mesma tensão que a personagem principal apresentou. As amigas "em cima" para que ela o faça, tratando seu medo como algo sem valor, mas que elas mesmas poderiam ter sentido. Um acontecimento que, se formos lembrar hoje, trataremos com humor. Porém nesse curta os sentimentos que ficamos mergulhados voltam e é possível se simpatizar com a personagem a ponto de se colocar em seu lugar.
XXY
3.8 510Os pais podem decidir o gênero de seus filhos? Creio que essa seja a questão principal de XXY. Com uma mãe que pressiona x filhx para que elx faça a cirurgia e um pai, mais sensato, deixando que elx decida. Um filme tocante que te coloca no lugar dos vários personagens presentes, abordando diversas reações. "Como seria estar apaixonado por Alex? Será que eu teria preparação suficiente para ficar ao seu lado nas questões que virão?" "Eu, como mãe, querendo que meus filhos sejam 'normais' e não sofram, estou certa em pressioná-lx?" "Mesmo sabendo dos sofrimentos possíveis, devo deixar que Alex escolha? Mesmo que talvez ela nunca escolha." (Há uma escolha? Ela é necessária?) As respostas que podem parecer óbvias para alguns são trabalhadas ao longo desse filme.
Apesar de ser um filme para pensar e com uma história boa o bastante para chamar atenção, ainda tem uma fotografia bastante trabalhada e digna dos personagens. A atuação de Inés foi belíssima, conseguindo passar com naturalidade o personagem.
Eu Matei Minha Mãe
3.9 1,3KPerdido em um relacionamento frágil com sua mãe, Hubert se vê constantemente revoltado. O filme irrita, emociona e estremesse quem o assiste, demonstra até onde vai o amor incondicional e como pode ser o distanciamento entre duas pessoas. Hubert e sua mãe não sabem mais conviver entre si, qualquer coisa pode ser a gota d'água para os dois, o distanciamento que sofreram tenta ser reparado repetidamente, porém nenhum deles consegue se abrir para que o outro o entenda. O orgulho é mais que tudo e, com isso, a relação se torna uma tortura para ambos.
Trate-se de um filme pesado, com grandes reflexões sobre onde termina o amor e começo o gostar de alguém. Porém, em momento algum você consegue se cansar do que passa na tela. Hubert irrita, mas também simpatiza. As brigas com sua mãe parecem idiotas, mas só revelam o que se quebrou entre eles.
Além de um roteiro encantador, a cinematografia está de parabéns. Eu Matei Minha Mãe conta com tomadas de tirar o fôlego, com uma bela ambientação. O filme inteiro é delicado, bem cuidado e pensado.
Shame
3.6 2,0K Assista AgoraA irmã como consciência: Brandon, um ninfomaníaco bem sucedido leva bem a vida sem ninguém conhecer os seus vícios. Porém, um dia, sua irmã aparece em sua casa procurando abrigo e o personagem começa a ter problemas de convivência com a mesma. Sua irmã, como pessoa de sua família, marca em si o que ele não gostaria.
Fica bem claro quando ela o pega masturbando e, no meio de uma crise, joga todo o material pornográfico fora. Também quando ele se irrita com ela por ela ter dormido com o chefe dele.
Apesar de parecer que ele vive muito bem com seus vícios, ao longo do filme é revelado um outro lado, onde ele é tratado como vítima de seu vício e tenta superá-lo, de certa forma.
Outra coisa também é o fato que ele não menciona o resto de sua família. E, quando sua irmã liga para ele no final do filme, ela fala que eles não são pessoas ruins, são apenas pessoas que vieram de um lugar ruim. Deixando a questão no ar: O que aconteceu com eles? Nem mesmo sua irmã é uma pessoa de vida normal, envolve-se em relacionamentos tóxicos e tem tendencias suicidas.
Além de personagens bem trabalhados (e até encantadores) o filme conta com uma fotografia maravilhosa, com tomadas que encantam qualquer cinéfilo. A cinematografia está de parabéns.
A Caça
4.2 2,1K Assista AgoraInocente, porém sem deixar de ser humano, essa é a primeira parte importante do filme, creio. Lucas, inicialmente, tão calmo com as acusações contra ele começa a se revoltar para resgatar o pouco de dignidade que ainda tem. O filme te prende do inicial ao fim numa teia de revolta e desejo por justiça. E, nem mesmo no final, esse desejo é saciado.Outra parte importante de se observar é a verdadeira caça em torno do personagem, poucos ficaram ao seu lado. Claro que pode se tratar de uma maneira de proteção dos pais, mas o fato de que quase ninguém realmente apareceu questionando o que aconteceu deixa essa revolta por pensar que, talvez, eles quisessem que aquilo tivesse acontecido, indo atrás de uma euforia para a história deles.
Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres
4.2 3,1K Assista AgoraEu adoro as adaptações de livros do David para o cinema. Sinceramente, até hoje ele não me decepcionou. O filme foi muito fiel ao livro e isso faz com que seja um ótimo longa. Ainda não assisti a versão sueca, então não posso fazer comparações, mas eu adorei o fato da Rooney Mara ter sido escolhida para fazer a Lisbeth, sua aparência ficou bastante fiel à Salander que eu imaginava ao ler o livro.
Também não posso deixar de citar que a fotografia do Fincher é maravilhosa, principalmente por causa das cores gélidas usadas na paisagem. E a abertura do filme é fantástica, era bem a cara da Lisbeth. A escolha da música acertou em cheio.
Sociedade dos Poetas Mortos
4.3 2,4KÉ difícil colocar em palavras o quão inspirador o filme é. E também realista. O método de ensino do professor é maravilhoso e a maneira com que ele inspira aquele grupo de alunos... esplendorosa.
A tragédia no final e maneira com que os alunos recuaram não saiu nem um pouco da realidade. Até mesmo Charlie, o radical, romântico, que acabou sofrendo as consequências de seus atos.