Apesar das "adaptações" históricas, Pocahontas é um poderoso filme sobre a busca da própria identidade e lutar pelo que acredita. Além de poderosas canções o filme é um dos poucos que consegue representar o povo nativo americano com a dignidade que merece.
Ótima sátira refletindo muito bem o momento político que os EUA estão passando no momento. Johnny Depp está impagável e parece ter se divertido horrores fazendo esse filme. Recomendadíssimo!
Filme chato e pretensioso. As belas imagens não compensam as quase três horas excruciantes de masturbação cinematográfica. Leonardo DiCaprio nas mãos do diretor Alejandro González Iñárritu não passa de um boneco.
Um filme dirigido pelo Jim Henson e estrelado por David Bowie e Jennifer Connelly feito nos anos 1980 dificilmente tem como dar errado. Cheio de magia, a aventura da pequena Sarah para resgatar seu irmão bebê das garras do infame rei dos duendes, fez parte do imaginário de muitas crianças que cresceram assistindo esse filme tanto no cinema como nas reprises da TV.
Um dos mais poderosos longas animados da Disney. A história de como Simba se torna o rei das selvas é uma incrível adaptação da dramaturgia shakespeariana para crianças sem, de forma alguma, subestimar a compreensão delas.
Uma incrível aventura dentro do imaginário de uma criança. Mais uma vez Terry Gilliam não poupa criatividade para nos apresentar um universo surreal onde bem e mal, criação e criador se digladiam com um final impressionante.
É apenas redundante falar de todas as animações do Walt Disney Animation Studios produzidas entre 1989 e 1999. Foram dez anos cheios de obras primas, uma atrás da outra. Aladdin não foge a essa regra.
À cada filme, a técnica dos animadores chega à níveis mais primorosos que o anterior e aqui, assume formas arredondadas como as dunas do deserto e curvas dos palácios árabes onde a animação se passa. Os personagens se distanciam um pouco do estilo clássico dos "Nine Old Men" para homenagear o caricaturista americano Al Hirshfeld também conhecido por seu traço arredondado, cheio de linhas suaves e longas, que, junto com o cenário, acaba dando uma unidade ao filme.
Mas, apesar de tudo isso e da maravilhosa trilha sonora de Alan Mencken, Howard Ashman e Tim Rice, o que realmente rouba a atenção é a atuação de Robin Williams na voz do Gênio. Como descrever? Aliás, como animar?! Williams injetou vida no personagem com seu estilo brincalhão e exaltado, criando um dos personagens mais carismáticos da gigantesca biblioteca do estúdio. Além de ter incorporado o estilo de Hirshfeld na própria atuação, pois, assim como o caricaturista ficou famoso por retratar as famosas estrelas do cinema e da música de sua época, Robin Williams não perde a oportunidade de fazer imitações de famosos sempre quando pode, que ganham forma nas transformações do Gênio.
Enfim, acredito que não tenha mais nada para falar dessa animação. Se não assistiu, vai correndo ver logo!
Como dizem por aí, a imaginação é o limite. Quando falamos da imaginação do diretor Terry Gilliam, então, praticamente não existem limites para essa fronteira. Nesse filme o diretor consegue nos proporcionar uma verdadeira viagem surrealista pegando carona através do olhar da pequena Sally Salt pelas histórias exóticas, excêntricas e fantasiosas (ou seriam fantásticas?) histórias do barão mais fanfarrão que a história já teve notícias.
Uma verdadeira obra prima e altamente recomendada para os amantes do gênero fantasia, os amantes de boas histórias e da arte de contá-las e os amantes do bom cinema executado com maestria!
Acredito que esse seja um daqueles longas animados da Disney que não tenha muita coisa para se falar além de uma longa lista de elogios a respeito da qualidade técnica, musical e narrativa do filme.
Como um verdadeiro fã de animação, ainda mais da integração dela com o live action, gostei muito do filme, mas a partir de uma determinada hora ele me perdeu. A discussão sobre como o cinema está evoluindo, com empresas como a Disney desenvolvendo softwares para "melhorar" a atuação de seus atores através do escaneamento de várias expressões e entonações da mesma fala, é muito importante, assim como a dura realidade das atrizes na indústria à medida que vão envelhecendo e perdendo a relevância para o público e, principalmente, os produtores.
Contudo, quando o filme se "transforma", e acontece todo aquele arco alucinante da atriz tentando se encontrar e depois encontrar seu filho, percebi haver vários problemas de contextualização daquela realidade em relação à "real". Aí acontece aquela coisa: ou o diretor simplesmente resolveu ignorar que o "mundo real" está acontecendo paralelamente ao delírio animado e focar na maravilhosa psicodelia da animação e seus simbolismos, ou simplesmente eu não captei o que ele estava querendo me falar ali.
De qualquer forma eu achei o filme muito interessante e, acredito, rende uma boa discussão. Com certeza é um filme para se ver e rever.
O filme inova na forma, mas infelizmente não consegue se sustentar em seus 83 minutos de duração. Talvez se fosse uma metragem menor teria funcionado melhor, pois chega uma hora em que o filme torna-se muito repetitivo e refém dos recursos do gênero.
Por outro lado a discussão que o filme traz para seu público alvo é importantíssima. Hoje estamos cercados por câmeras e veículos que nos possibilitam abusar da nossa imagem e da imagem do outro. É importante que tenhamos noção de como estamos lidando com tanta exposição.
Um delírio de Natal com todo o sabor do universo de Bill Murray combinado à diretora Sofia Coppola. Apesar da curta duração, o filme engloba todas as fases de uma típica véspera de Natal – da melancolia de mais um ano que está prestes a terminar e a solidão que todos sentimos no âmago de nossas almas mesmo que cercados por toda a família, à renovação das esperanças para que o próximo ano seja próspero e melhor que o anterior.
Altamente indicado para quem vai passar as datas festivas, ou mesmo qualquer outro momento, sozinho.
É muito bom ver o diretor M. Night Shyamalan voltando para suas origens com um filme de suspense. Melhor ainda é vê-lo pegar um gênero saturadíssimo e transformar em cinema de verdade.
Mais pé no chão que suas produções usuais, a Visita segue a fórmula básica do found footage, mas a grande diferença está em quem está por trás das câmeras (por trás, por trás, né? Hehe). O gênero proporciona o melhor ambiente para Shyamalan usar um dos artifícios que mais tem domínio que é provocar o espectador com o que está fora de campo. A cena do esconde-esconde é um bom exemplo disso.
A Visita é um excelente filme dentro de seu gênero e com certeza vai causar bastante sustos e surpresas em quem assistir. Alguns podem achar muito cansativo, mas a reviravolta no final compensa. Espero que Shyamalan continue nessa trilha de "back to basics", pois é um diretor que, acredito, ainda tem muito o que compartilhar com a cinematografia atual.
Um belo filme sobre amizade e amadurecimento. Representa com honestidade a criança que muitas vezes, quando é retratada em filmes hollywoodianos, acaba se tornando muito simplificada e superficial.
Típico filme de propaganda brasileira da época da ditadura. Sem história e girando apenas em torno dos ídolos e de suas canções, o filme ainda consegue divertir ao vermos Roberto, Erasmo e Wanderléa em todas aquelas situações inusitadas. Vale ressaltar também a pequena reviravolta no final.
Primeira continuação de um longa animado Disney, Bernardo e Bianca na Terra dos Cangurus é o ponto mais baixo dessa fase do estúdio. O filme segue a formula clássica à risca, entrega uma aventura divertida, mas não consegue brilhar ao lado da Pequena Sereia, seu antecessor, e a Bela e a Fera, seu predecessor.
Existem filmes que são a quintessência de seus gêneros e este é um deles. A Companhia dos Lobos além de uma adaptação elaborada do conto da Chapeuzinho Vermelho é uma verdadeira tradução do "conto de fada" para o cinema. É cruel e visceral, carregado de simbolismo e uma estrutura cheia de camadas.
Para quem gosta do gênero de fantasia esse filme é obrigatório, pois ele é praticamente um sonho filmado. A narrativa densa e os efeitos práticos muito bem realizados ajudam a criar essa atmosfera feérica que encanta e às vezes oprime.
Assistir à esse filme foi como se estivesse imerso nas páginas de Sandman do Neil Gaiman. Uma experiência altamente recomendada!
Já tem uns anos que Spielberg deixou de produzir entretenimento para fazer verdadeiros tratados políticos cinematográficos. Há quem goste, não é o meu caso. Quando fui assistir à Ponte dos Espiões estava esperando exatamente por um filme na pegada de Lincoln e Cavalo de Guerra, mas, fortuitamente, me surpreendi positivamente ao assistir à um filme mais voltado às suas raízes cinematográficas.
Ponte dos Espiões tinha tudo para ser um daqueles filmes maçantes de espionagem cheio de propaganda americana na guerra fria, mas Spielberg, com a ajuda da boa atuação de Tom Hanks, consegue dar um tom mais leve e dinâmico para o filme.
Contudo, por mais que tenha sido uma surpresa, o filme sofre com a fase atual do diretor. Parece os filmes de Spielberg envelheceram junto com ele, cheios de técnica, pouco risco, sem nem um vislumbre da rebeldia que ele já representou um dia.
Depois de assistir aos trailers e vídeos promocionais do filme, fui assistí-lo com a bola bem baixa, sem esperar muita coisa além de uma pequena decepção. Que bom que estava enganado. O Bom Dinossauro nos entrega uma experiência que não fica atrás de um Up e um Wall-E. É um filme sobre amizade e sobrevivência, sobre crescer e superar as adversidades da vida. O hiperrealismo do cenário e das criaturas contrastado com o estilo caricato dos personagens principais, ressalta a crueza e selvageria da natureza e a vulnerabilidade desses personagens.
Em o Bom Dinossauro os personagens se machucam, tem "roxão" e até se orgulham das próprias cicatrizes como uma lembrança da importância de estar vivo. O filme está recheado daqueles clássicos "momentos Pixar" que nos fazem chorar feito crianças (e junto com elas) e logo depois cair em gargalhadas e conseguiu deixar a sua marca na incrível biblioteca do estúdio.
Depois de um tenso período com um futuro incerto para as animações tradicionais do estúdio, a Pequena Sereia marca o primeiro de uma série de dez filmes do período que conhecemos como Renascença do Walt Disney Animation Studios. E não à toa, pois a talentosa direção das lendas Ron Clements e John Musker e a poderosa trilha sonora, mais inclinada para os números musicais da Broadway, de Howard Ashman e Alan Menken alçam a animação das trevas em que a Disney se encontrava para o brilho dos holofotes da crítica e interesse dos investidores.
Com canções inesquecíveis, personagens carismáticos e uma excelente vilã, não tem como não amar esse filme. Em termos técnicos a animação é perfeita, com expressões tão realistas que fazem você esquecer que está vendo uma animação (reparem em todas as cenas da Úrsula, para um bom exemplo).
Como um bom fã Disney, e por essa ter sido a primeira animação que assisti na vida, não tenho vergonha de colocar essa animação como uma das minhas favoritas para a vida!
Apesar da fraca escolha do ator para o personagem protagonista, o filme consegue superar seu antecessor sendo mais fiel à obra original e com ótimas adaptações para o formato cinematográfico. A luta final dá uma verdadeira lição ao cinema americano de como utilizar efeitos práticos e digitais com baixo orçamento e a conclusão do filme, para quem leu ou assistiu ao anime, é de tirar o fôlego.
Nada como um bom e velho filme de comédia dos anos 1980 para assistir sem compromisso e dar boas risadas. Ainda mais um dos precursores desse tipo humor. Diferente da maioria dos filmes de comédia dos tempos atuais, Férias Frustradas, assim como muitos outros de sua época, tem a preocupação de contar uma história, antes de empurrar uma piada atrás da outra. É claro que o filme tem piadas (e, em sua maioria, muito boas), mas, diferente de sua encarnação atual, por exemplo, as piadas estão a favor da narrativa e não jogadas dentro do filme como tentativas desesperadas de tornar o filme engraçado.
Férias Frustradas entrega o que promete: uma aventura de verão para toda família (lembrando que tem um pouco de nudez e uma leve apologia ao uso de maconha). Chevy Chase está em seu ápice e não podemos esquecer que a direção e roteiro são das lendas da comédia Harold Ramis e John Hughes respectivamente.
Pocahontas: O Encontro de Dois Mundos
3.6 592 Assista AgoraApesar das "adaptações" históricas, Pocahontas é um poderoso filme sobre a busca da própria identidade e lutar pelo que acredita. Além de poderosas canções o filme é um dos poucos que consegue representar o povo nativo americano com a dignidade que merece.
Deadpool
4.0 3,0K Assista AgoraBoa adaptação do personagem, mas, fora isso, não passa de um filme mediano de superherói.
Donald Trump e a Arte dos Negócios
3.3 12Ótima sátira refletindo muito bem o momento político que os EUA estão passando no momento. Johnny Depp está impagável e parece ter se divertido horrores fazendo esse filme. Recomendadíssimo!
O Regresso
4.0 3,5K Assista AgoraFilme chato e pretensioso. As belas imagens não compensam as quase três horas excruciantes de masturbação cinematográfica. Leonardo DiCaprio nas mãos do diretor Alejandro González Iñárritu não passa de um boneco.
Absolute Beginners
3.2 12Ótimo musical mostrando o subúrbio de uma Londres em uma época de recuperação dos ataques da Segunda Guerra.
Labirinto: A Magia do Tempo
3.9 616 Assista AgoraUm filme dirigido pelo Jim Henson e estrelado por David Bowie e Jennifer Connelly feito nos anos 1980 dificilmente tem como dar errado. Cheio de magia, a aventura da pequena Sarah para resgatar seu irmão bebê das garras do infame rei dos duendes, fez parte do imaginário de muitas crianças que cresceram assistindo esse filme tanto no cinema como nas reprises da TV.
O Rei Leão
4.5 2,7K Assista AgoraUm dos mais poderosos longas animados da Disney. A história de como Simba se torna o rei das selvas é uma incrível adaptação da dramaturgia shakespeariana para crianças sem, de forma alguma, subestimar a compreensão delas.
Os Bandidos do Tempo
3.4 41Uma incrível aventura dentro do imaginário de uma criança. Mais uma vez Terry Gilliam não poupa criatividade para nos apresentar um universo surreal onde bem e mal, criação e criador se digladiam com um final impressionante.
Aladdin
4.0 742 Assista AgoraÉ apenas redundante falar de todas as animações do Walt Disney Animation Studios produzidas entre 1989 e 1999. Foram dez anos cheios de obras primas, uma atrás da outra. Aladdin não foge a essa regra.
À cada filme, a técnica dos animadores chega à níveis mais primorosos que o anterior e aqui, assume formas arredondadas como as dunas do deserto e curvas dos palácios árabes onde a animação se passa. Os personagens se distanciam um pouco do estilo clássico dos "Nine Old Men" para homenagear o caricaturista americano Al Hirshfeld também conhecido por seu traço arredondado, cheio de linhas suaves e longas, que, junto com o cenário, acaba dando uma unidade ao filme.
Mas, apesar de tudo isso e da maravilhosa trilha sonora de Alan Mencken, Howard Ashman e Tim Rice, o que realmente rouba a atenção é a atuação de Robin Williams na voz do Gênio. Como descrever? Aliás, como animar?! Williams injetou vida no personagem com seu estilo brincalhão e exaltado, criando um dos personagens mais carismáticos da gigantesca biblioteca do estúdio. Além de ter incorporado o estilo de Hirshfeld na própria atuação, pois, assim como o caricaturista ficou famoso por retratar as famosas estrelas do cinema e da música de sua época, Robin Williams não perde a oportunidade de fazer imitações de famosos sempre quando pode, que ganham forma nas transformações do Gênio.
Enfim, acredito que não tenha mais nada para falar dessa animação. Se não assistiu, vai correndo ver logo!
As Aventuras do Barão Munchausen
3.9 114 Assista AgoraComo dizem por aí, a imaginação é o limite. Quando falamos da imaginação do diretor Terry Gilliam, então, praticamente não existem limites para essa fronteira. Nesse filme o diretor consegue nos proporcionar uma verdadeira viagem surrealista pegando carona através do olhar da pequena Sally Salt pelas histórias exóticas, excêntricas e fantasiosas (ou seriam fantásticas?) histórias do barão mais fanfarrão que a história já teve notícias.
Uma verdadeira obra prima e altamente recomendada para os amantes do gênero fantasia, os amantes de boas histórias e da arte de contá-las e os amantes do bom cinema executado com maestria!
A Bela e a Fera
4.1 1,2K Assista AgoraAcredito que esse seja um daqueles longas animados da Disney que não tenha muita coisa para se falar além de uma longa lista de elogios a respeito da qualidade técnica, musical e narrativa do filme.
O Congresso Futurista
3.9 299 Assista AgoraComo um verdadeiro fã de animação, ainda mais da integração dela com o live action, gostei muito do filme, mas a partir de uma determinada hora ele me perdeu. A discussão sobre como o cinema está evoluindo, com empresas como a Disney desenvolvendo softwares para "melhorar" a atuação de seus atores através do escaneamento de várias expressões e entonações da mesma fala, é muito importante, assim como a dura realidade das atrizes na indústria à medida que vão envelhecendo e perdendo a relevância para o público e, principalmente, os produtores.
Contudo, quando o filme se "transforma", e acontece todo aquele arco alucinante da atriz tentando se encontrar e depois encontrar seu filho, percebi haver vários problemas de contextualização daquela realidade em relação à "real". Aí acontece aquela coisa: ou o diretor simplesmente resolveu ignorar que o "mundo real" está acontecendo paralelamente ao delírio animado e focar na maravilhosa psicodelia da animação e seus simbolismos, ou simplesmente eu não captei o que ele estava querendo me falar ali.
De qualquer forma eu achei o filme muito interessante e, acredito, rende uma boa discussão. Com certeza é um filme para se ver e rever.
Amizade Desfeita
2.8 1,1KO filme inova na forma, mas infelizmente não consegue se sustentar em seus 83 minutos de duração. Talvez se fosse uma metragem menor teria funcionado melhor, pois chega uma hora em que o filme torna-se muito repetitivo e refém dos recursos do gênero.
Por outro lado a discussão que o filme traz para seu público alvo é importantíssima. Hoje estamos cercados por câmeras e veículos que nos possibilitam abusar da nossa imagem e da imagem do outro. É importante que tenhamos noção de como estamos lidando com tanta exposição.
A Very Murray Christmas
2.8 71 Assista AgoraUm delírio de Natal com todo o sabor do universo de Bill Murray combinado à diretora Sofia Coppola. Apesar da curta duração, o filme engloba todas as fases de uma típica véspera de Natal – da melancolia de mais um ano que está prestes a terminar e a solidão que todos sentimos no âmago de nossas almas mesmo que cercados por toda a família, à renovação das esperanças para que o próximo ano seja próspero e melhor que o anterior.
Altamente indicado para quem vai passar as datas festivas, ou mesmo qualquer outro momento, sozinho.
A Visita
3.3 1,6K Assista AgoraÉ muito bom ver o diretor M. Night Shyamalan voltando para suas origens com um filme de suspense. Melhor ainda é vê-lo pegar um gênero saturadíssimo e transformar em cinema de verdade.
Mais pé no chão que suas produções usuais, a Visita segue a fórmula básica do found footage, mas a grande diferença está em quem está por trás das câmeras (por trás, por trás, né? Hehe). O gênero proporciona o melhor ambiente para Shyamalan usar um dos artifícios que mais tem domínio que é provocar o espectador com o que está fora de campo. A cena do esconde-esconde é um bom exemplo disso.
A Visita é um excelente filme dentro de seu gênero e com certeza vai causar bastante sustos e surpresas em quem assistir. Alguns podem achar muito cansativo, mas a reviravolta no final compensa. Espero que Shyamalan continue nessa trilha de "back to basics", pois é um diretor que, acredito, ainda tem muito o que compartilhar com a cinematografia atual.
Conta Comigo
4.3 1,9K Assista AgoraUm belo filme sobre amizade e amadurecimento. Representa com honestidade a criança que muitas vezes, quando é retratada em filmes hollywoodianos, acaba se tornando muito simplificada e superficial.
Roberto Carlos e o Diamante Cor-de-rosa
2.9 36Típico filme de propaganda brasileira da época da ditadura. Sem história e girando apenas em torno dos ídolos e de suas canções, o filme ainda consegue divertir ao vermos Roberto, Erasmo e Wanderléa em todas aquelas situações inusitadas. Vale ressaltar também a pequena reviravolta no final.
Bernardo e Bianca na Terra dos Cangurus
3.3 37 Assista AgoraPrimeira continuação de um longa animado Disney, Bernardo e Bianca na Terra dos Cangurus é o ponto mais baixo dessa fase do estúdio. O filme segue a formula clássica à risca, entrega uma aventura divertida, mas não consegue brilhar ao lado da Pequena Sereia, seu antecessor, e a Bela e a Fera, seu predecessor.
A Companhia dos Lobos
3.6 132 Assista AgoraExistem filmes que são a quintessência de seus gêneros e este é um deles. A Companhia dos Lobos além de uma adaptação elaborada do conto da Chapeuzinho Vermelho é uma verdadeira tradução do "conto de fada" para o cinema. É cruel e visceral, carregado de simbolismo e uma estrutura cheia de camadas.
Para quem gosta do gênero de fantasia esse filme é obrigatório, pois ele é praticamente um sonho filmado. A narrativa densa e os efeitos práticos muito bem realizados ajudam a criar essa atmosfera feérica que encanta e às vezes oprime.
Assistir à esse filme foi como se estivesse imerso nas páginas de Sandman do Neil Gaiman. Uma experiência altamente recomendada!
Ponte dos Espiões
3.7 693Já tem uns anos que Spielberg deixou de produzir entretenimento para fazer verdadeiros tratados políticos cinematográficos. Há quem goste, não é o meu caso. Quando fui assistir à Ponte dos Espiões estava esperando exatamente por um filme na pegada de Lincoln e Cavalo de Guerra, mas, fortuitamente, me surpreendi positivamente ao assistir à um filme mais voltado às suas raízes cinematográficas.
Ponte dos Espiões tinha tudo para ser um daqueles filmes maçantes de espionagem cheio de propaganda americana na guerra fria, mas Spielberg, com a ajuda da boa atuação de Tom Hanks, consegue dar um tom mais leve e dinâmico para o filme.
Contudo, por mais que tenha sido uma surpresa, o filme sofre com a fase atual do diretor. Parece os filmes de Spielberg envelheceram junto com ele, cheios de técnica, pouco risco, sem nem um vislumbre da rebeldia que ele já representou um dia.
O Bom Dinossauro
3.7 1,1K Assista AgoraDepois de assistir aos trailers e vídeos promocionais do filme, fui assistí-lo com a bola bem baixa, sem esperar muita coisa além de uma pequena decepção. Que bom que estava enganado. O Bom Dinossauro nos entrega uma experiência que não fica atrás de um Up e um Wall-E. É um filme sobre amizade e sobrevivência, sobre crescer e superar as adversidades da vida. O hiperrealismo do cenário e das criaturas contrastado com o estilo caricato dos personagens principais, ressalta a crueza e selvageria da natureza e a vulnerabilidade desses personagens.
Em o Bom Dinossauro os personagens se machucam, tem "roxão" e até se orgulham das próprias cicatrizes como uma lembrança da importância de estar vivo. O filme está recheado daqueles clássicos "momentos Pixar" que nos fazem chorar feito crianças (e junto com elas) e logo depois cair em gargalhadas e conseguiu deixar a sua marca na incrível biblioteca do estúdio.
A Pequena Sereia
3.7 578 Assista AgoraDepois de um tenso período com um futuro incerto para as animações tradicionais do estúdio, a Pequena Sereia marca o primeiro de uma série de dez filmes do período que conhecemos como Renascença do Walt Disney Animation Studios. E não à toa, pois a talentosa direção das lendas Ron Clements e John Musker e a poderosa trilha sonora, mais inclinada para os números musicais da Broadway, de Howard Ashman e Alan Menken alçam a animação das trevas em que a Disney se encontrava para o brilho dos holofotes da crítica e interesse dos investidores.
Com canções inesquecíveis, personagens carismáticos e uma excelente vilã, não tem como não amar esse filme. Em termos técnicos a animação é perfeita, com expressões tão realistas que fazem você esquecer que está vendo uma animação (reparem em todas as cenas da Úrsula, para um bom exemplo).
Como um bom fã Disney, e por essa ter sido a primeira animação que assisti na vida, não tenho vergonha de colocar essa animação como uma das minhas favoritas para a vida!
Parasita: Parte 2
3.7 14Apesar da fraca escolha do ator para o personagem protagonista, o filme consegue superar seu antecessor sendo mais fiel à obra original e com ótimas adaptações para o formato cinematográfico. A luta final dá uma verdadeira lição ao cinema americano de como utilizar efeitos práticos e digitais com baixo orçamento e a conclusão do filme, para quem leu ou assistiu ao anime, é de tirar o fôlego.
Férias Frustradas
3.5 300Nada como um bom e velho filme de comédia dos anos 1980 para assistir sem compromisso e dar boas risadas. Ainda mais um dos precursores desse tipo humor. Diferente da maioria dos filmes de comédia dos tempos atuais, Férias Frustradas, assim como muitos outros de sua época, tem a preocupação de contar uma história, antes de empurrar uma piada atrás da outra. É claro que o filme tem piadas (e, em sua maioria, muito boas), mas, diferente de sua encarnação atual, por exemplo, as piadas estão a favor da narrativa e não jogadas dentro do filme como tentativas desesperadas de tornar o filme engraçado.
Férias Frustradas entrega o que promete: uma aventura de verão para toda família (lembrando que tem um pouco de nudez e uma leve apologia ao uso de maconha). Chevy Chase está em seu ápice e não podemos esquecer que a direção e roteiro são das lendas da comédia Harold Ramis e John Hughes respectivamente.