IMPRIMATUR - visto pela primeira vez entre 1988 e 1989:
Filme totalmente associado ao SBT, porém, foi exibido pela primeira vez na Globo em 88 com outra dublagem. Sinceramente, eu não lembro disso... detalhe: o filme é muito bem conceituado no Rotten Tomatoes, mas não é tudo isso.
Apesar de problemas que podem ser questionáveis, é um filme divertido.
É uma comédia que possui maior peso para a década que ele foi realizado. Assisti apenas hoje, em 2026. Era um daqueles filmes recorrentes na tv e que nunca dei uma chance.
O ritmo é um pouco lento, há diversas piadas que não foram bem adaptadas/traduzidas e por isso não funcionaram em português, ou então era algo cultural dos EUA dos anos 80; outras, possuíam temas bem pesados que são questionáveis, como insinuação de 1ncesto, mort4 de animal, ingestão de dr0gas por crianças e piadas de mort0.
O humor negro é muito 8 ou 80. Não acho que rir de uma piada desse gênero signifique concordar, principalmente se levarmos em consideração que o filme possui mais de 40 anos. Acho injusto analisar costumes dessa forma. Ainda sim, eu acho que esse contexto apresentado torna o filme engraçado.
Além disso, há muitas piadas non sense que não percebi, muito parecido com aquelas do "Apertem os cintos... O piloto sumiu". Teria que reassistir mais algumas vezes, com o olhar atento, apra sacar tudo.
Nem de longe é um filme espetacular, mas é um bom passatempo.
Em National Lampoon’s Vacation (1983), lançado no Brasil como Férias Frustradas, acompanho a clássica viagem da família Griswold, liderada por Clark Griswold (Chevy Chase), um pai bem-intencionado, otimista até a ingenuidade e absolutamente determinado a proporcionar as férias perfeitas para sua família, mesmo quando tudo conspira contra ele. Clark é aquele tipo de personagem que nunca desiste, ainda que cada nova decisão só piore a situação, o que gera tanto empatia quanto irritação ao longo do filme.
Ao lado dele está Ellen Griswold (Beverly D’Angelo), a esposa mais pé no chão, sarcástica e paciente, que funciona quase como o contraponto racional de Clark. Ela claramente percebe quando as coisas já deram errado, mas segue em frente tentando manter a sanidade da família. Já os filhos, Rusty (Anthony Michael Hall) e Audrey Griswold (Dana Barron), representam bem o espírito adolescente da época: entediados, reclamões e pouco impressionados com o esforço quase heroico do pai.
Obviamente tem situações cômicas e engraçadas, mas, como já comentei em um filme da série, comento aqui de novo — e vou comentar em todos os filmes da franquia em que a situação for a mesma — é irritante ver alguém passar por tantas situações ruins como essa.
A gente torce para que tudo dê certo e que eles tenham boas férias, mesmo que com algumas complicações naturais, mas quando absolutamente tudo dá errado, acaba sendo bem chato e frustrante, tanto para eles quanto para nós, telespectadores.
Ainda assim, o filme funciona justamente por essa sucessão de desastres, transformando o conceito de “férias dos sonhos” em um verdadeiro teste de resistência emocional. O humor surge do exagero, da insistência de Clark em não aceitar a derrota e da sensação constante de que a próxima parada pode, quem sabe, finalmente dar certo.
No desfecho, o filme encerra o arco da viagem de uma forma que, para mim, não é nada coerente.
Depois de passarem cerca de duas semanas viajando até o destino, é difícil engolir a ideia de que o parque simplesmente estaria fechado sem qualquer aviso prévio. Qualquer que fosse a situação, isso certamente teria sido comunicado com antecedência, veiculado em todos os meios de transmissão possíveis, tornando praticamente impossível eles viajarem até lá sem saber disso.
O que deixa tudo ainda mais surreal é o fato de o parque fechar justamente em uma época do ano que claramente parece ser período de férias para todo mundo, muito provavelmente as férias de verão deles, que já são um clássico. Ou seja, seria uma perda enorme de dinheiro, e nada disso faz o menor sentido dentro da lógica apresentada pelo próprio filme, reforçando mais a frustração do que o humor nesse encerramento.
Eu tinha é raiva! "Férias Frustradas", foi um dos filmes da minha infância que me deixaram mais puto de raiva na vida! Dirigido por Harold Ramis e com o roteiro do pai dos jovens John Hughes, o filme é um clássico atemporal dos anos 80, que marcou época mostrando uma trip loca que um pai deu pra sua família.
Clark Griswold (Chevy Chase) decide levar sua esposa Ellen (Beverly D'Angelo) e seus dois filhos, Rusty (Anthony Michael Hall) e Audrey (Dana Barron), numa épica viagem de carro de Chicago até o parque de diversões Wally World, na Califórnia. A premissa é linda, mas a execução é um show de horror!
Chevy Chase com aquele óculos, me deixava desesperado! Aquela cara de nerd eterna dele, só poderia resultar em merda. Clark era imagem do fracasso! A escolha da cor do carro, a saída errada da pista, ele pedindo informação na bocada, os parentes estranhos (a memorável tia Edna e seu cão sádico) e as infinitas peripécias dele na estrada, tiraram minha fé que esse tal sonho americano se realizaria nele.
Cada decisão dele, passava a ser um desafio pra minha paciência! Clark foi pro fundo do poço do fracasso, passou pelo vale do desespero, chegou na terra da angustia e foi além. Eu torcia pro infortúnio levar embora ele logo, porque era muita humilhação pra o demônio que leva o nome, encontrar alguém tão capacitado que nem ele. Clark foi praticamente um messias da decepção. Onde ele passou ele "desmilagrou" tudo.
Eu ficava em pânico, mas tinha um alento quando aparecia a Loira da Ferrari 308 GTS QV (Christie Brinkley), na cola dele. Ele quase capotava o carro, mas conseguia enganar a garota com um certo charme. Quando ele abriu a boca e foi pra piscina, se não fosse pela família dele dentro do carro, acho que era justo a estrada levar ele.
Mas enfim, ele finalmente consegue chegar na Wally World, na Califórnia. Só que é foda, o lugar está fechado. E quem lhe deu a noticia foi o guarda sorridente e prestativo, vivido por John Candy. Mas fracasso, derrota, azar, quebranto, magia negra e macumba, tem limite! Clark, mete o berro no guarda e leva sua família pro parque! Deus existe...
"Férias Frustradas" é um clássico das comédias dos anos 80 e de todos os tempos! Harold Ramis e John Hughes, quase levou a gente pro colapso psicológico, com as presepadas desse pai de família. Chevy Chase, desafiou minha sanidade, me fazendo ter paciência, pesar, fé, medo, angustia, raiva e ódio, num personagem só. A atuação do Chevy é genial, ele conseguiu demolir as estruturas do otimismo, com um personagem incomparável até hoje. Que mesmo depois do filme acabar, eu não aguentava ver o Chevy Chase na TV, que meu sangue subia. E isso é genial. Qual ator faz isso nos dias de hoje? Nenhum.
Harold Ramis, foi frio. Ele fez a gente embarcar na viagem, sem falar que a história seria num rio de frustração. Eu era criança adolescente e fiquei louco da vida! Queria morrer! Mas foi dá hora! O filme é uma prova de que a jornada, com todos os seus percalços que ela tem é tão importante quanto o destino.
Apesar de ter um toque sexual e alguns peitos pulando gratuitamente, seguindo o padrão das comédias dos anos 80, em geral o humor do filme é bastante ingênuo e até infantil.
As situações vividas pela família que atravessa o país em um viagem de férias cheia de perrengues, são muito bobas e sem graça. Talvez na época a exigência para comédias fosse menor, mas visto hoje em dia é difícil dar risadas com este tipo de humor preguiçoso.
Pela falta de inspiração do roteiro este tipo de comédia acaba dependendo muito das piadas de humor negro e de gosto duvidoso pra funcionar. Como a morte da velha servindo de chacota, o cachorro morto ao ser arrastado pela estrada, insinuação de incesto, criança fumando maconha e bebendo cerveja ou marido traindo esposa com alguma gostosa peituda que surge aleatoriamente na história.
Então o filme acaba valendo mais pela curiosidade de vermos esta mudança no padrão das comédias, que naqueles tempos forçavam demais estas situações absurdas e politicamente incorretas para fazer rir. Além disso o filme é interessante pelas paisagens e atrações que estavam entre os principais cartões postais americanos da época.
IMPRIMATUR - visto pela primeira vez entre 1988 e 1989:
Filme totalmente associado ao SBT, porém, foi exibido pela primeira vez na Globo em 88 com outra dublagem. Sinceramente, eu não lembro disso... detalhe: o filme é muito bem conceituado no Rotten Tomatoes, mas não é tudo isso.
Avaliação em nota: 6.9
Apesar de problemas que podem ser questionáveis, é um filme divertido.
É uma comédia que possui maior peso para a década que ele foi realizado. Assisti apenas hoje, em 2026. Era um daqueles filmes recorrentes na tv e que nunca dei uma chance.
O ritmo é um pouco lento, há diversas piadas que não foram bem adaptadas/traduzidas e por isso não funcionaram em português, ou então era algo cultural dos EUA dos anos 80; outras, possuíam temas bem pesados que são questionáveis, como insinuação de 1ncesto, mort4 de animal, ingestão de dr0gas por crianças e piadas de mort0.
O humor negro é muito 8 ou 80. Não acho que rir de uma piada desse gênero signifique concordar, principalmente se levarmos em consideração que o filme possui mais de 40 anos. Acho injusto analisar costumes dessa forma. Ainda sim, eu acho que esse contexto apresentado torna o filme engraçado.
Além disso, há muitas piadas non sense que não percebi, muito parecido com aquelas do "Apertem os cintos... O piloto sumiu". Teria que reassistir mais algumas vezes, com o olhar atento, apra sacar tudo.
Nem de longe é um filme espetacular, mas é um bom passatempo.
Em National Lampoon’s Vacation (1983), lançado no Brasil como Férias Frustradas, acompanho a clássica viagem da família Griswold, liderada por Clark Griswold (Chevy Chase), um pai bem-intencionado, otimista até a ingenuidade e absolutamente determinado a proporcionar as férias perfeitas para sua família, mesmo quando tudo conspira contra ele. Clark é aquele tipo de personagem que nunca desiste, ainda que cada nova decisão só piore a situação, o que gera tanto empatia quanto irritação ao longo do filme.
Ao lado dele está Ellen Griswold (Beverly D’Angelo), a esposa mais pé no chão, sarcástica e paciente, que funciona quase como o contraponto racional de Clark. Ela claramente percebe quando as coisas já deram errado, mas segue em frente tentando manter a sanidade da família. Já os filhos, Rusty (Anthony Michael Hall) e Audrey Griswold (Dana Barron), representam bem o espírito adolescente da época: entediados, reclamões e pouco impressionados com o esforço quase heroico do pai.
Obviamente tem situações cômicas e engraçadas, mas, como já comentei em um filme da série, comento aqui de novo — e vou comentar em todos os filmes da franquia em que a situação for a mesma — é irritante ver alguém passar por tantas situações ruins como essa.
A gente torce para que tudo dê certo e que eles tenham boas férias, mesmo que com algumas complicações naturais, mas quando absolutamente tudo dá errado, acaba sendo bem chato e frustrante, tanto para eles quanto para nós, telespectadores.
Ainda assim, o filme funciona justamente por essa sucessão de desastres, transformando o conceito de “férias dos sonhos” em um verdadeiro teste de resistência emocional. O humor surge do exagero, da insistência de Clark em não aceitar a derrota e da sensação constante de que a próxima parada pode, quem sabe, finalmente dar certo.
No desfecho, o filme encerra o arco da viagem de uma forma que, para mim, não é nada coerente.
Depois de passarem cerca de duas semanas viajando até o destino, é difícil engolir a ideia de que o parque simplesmente estaria fechado sem qualquer aviso prévio. Qualquer que fosse a situação, isso certamente teria sido comunicado com antecedência, veiculado em todos os meios de transmissão possíveis, tornando praticamente impossível eles viajarem até lá sem saber disso.
O que deixa tudo ainda mais surreal é o fato de o parque fechar justamente em uma época do ano que claramente parece ser período de férias para todo mundo, muito provavelmente as férias de verão deles, que já são um clássico. Ou seja, seria uma perda enorme de dinheiro, e nada disso faz o menor sentido dentro da lógica apresentada pelo próprio filme, reforçando mais a frustração do que o humor nesse encerramento.
Assistido em 30/12/2025
Eu tinha é raiva! "Férias Frustradas", foi um dos filmes da minha infância que me deixaram mais puto de raiva na vida! Dirigido por Harold Ramis e com o roteiro do pai dos jovens John Hughes, o filme é um clássico atemporal dos anos 80, que marcou época mostrando uma trip loca que um pai deu pra sua família.
Clark Griswold (Chevy Chase) decide levar sua esposa Ellen (Beverly D'Angelo) e seus dois filhos, Rusty (Anthony Michael Hall) e Audrey (Dana Barron), numa épica viagem de carro de Chicago até o parque de diversões Wally World, na Califórnia. A premissa é linda, mas a execução é um show de horror!
Chevy Chase com aquele óculos, me deixava desesperado! Aquela cara de nerd eterna dele, só poderia resultar em merda. Clark era imagem do fracasso! A escolha da cor do carro, a saída errada da pista, ele pedindo informação na bocada, os parentes estranhos (a memorável tia Edna e seu cão sádico) e as infinitas peripécias dele na estrada, tiraram minha fé que esse tal sonho americano se realizaria nele.
Cada decisão dele, passava a ser um desafio pra minha paciência! Clark foi pro fundo do poço do fracasso, passou pelo vale do desespero, chegou na terra da angustia e foi além. Eu torcia pro infortúnio levar embora ele logo, porque era muita humilhação pra o demônio que leva o nome, encontrar alguém tão capacitado que nem ele. Clark foi praticamente um messias da decepção. Onde ele passou ele "desmilagrou" tudo.
Eu ficava em pânico, mas tinha um alento quando aparecia a Loira da Ferrari 308 GTS QV (Christie Brinkley), na cola dele. Ele quase capotava o carro, mas conseguia enganar a garota com um certo charme. Quando ele abriu a boca e foi pra piscina, se não fosse pela família dele dentro do carro, acho que era justo a estrada levar ele.
Mas enfim, ele finalmente consegue chegar na Wally World, na Califórnia. Só que é foda, o lugar está fechado. E quem lhe deu a noticia foi o guarda sorridente e prestativo, vivido por John Candy. Mas fracasso, derrota, azar, quebranto, magia negra e macumba, tem limite! Clark, mete o berro no guarda e leva sua família pro parque! Deus existe...
"Férias Frustradas" é um clássico das comédias dos anos 80 e de todos os tempos! Harold Ramis e John Hughes, quase levou a gente pro colapso psicológico, com as presepadas desse pai de família. Chevy Chase, desafiou minha sanidade, me fazendo ter paciência, pesar, fé, medo, angustia, raiva e ódio, num personagem só. A atuação do Chevy é genial, ele conseguiu demolir as estruturas do otimismo, com um personagem incomparável até hoje. Que mesmo depois do filme acabar, eu não aguentava ver o Chevy Chase na TV, que meu sangue subia. E isso é genial. Qual ator faz isso nos dias de hoje? Nenhum.
Harold Ramis, foi frio. Ele fez a gente embarcar na viagem, sem falar que a história seria num rio de frustração. Eu era criança adolescente e fiquei louco da vida! Queria morrer! Mas foi dá hora! O filme é uma prova de que a jornada, com todos os seus percalços que ela tem é tão importante quanto o destino.
Apesar de ter um toque sexual e alguns peitos pulando gratuitamente, seguindo o padrão das comédias dos anos 80, em geral o humor do filme é bastante ingênuo e até infantil.
As situações vividas pela família que atravessa o país em um viagem de férias cheia de perrengues, são muito bobas e sem graça. Talvez na época a exigência para comédias fosse menor, mas visto hoje em dia é difícil dar risadas com este tipo de humor preguiçoso.
Pela falta de inspiração do roteiro este tipo de comédia acaba dependendo muito das piadas de humor negro e de gosto duvidoso pra funcionar. Como a morte da velha servindo de chacota, o cachorro morto ao ser arrastado pela estrada, insinuação de incesto, criança fumando maconha e bebendo cerveja ou marido traindo esposa com alguma gostosa peituda que surge aleatoriamente na história.
Então o filme acaba valendo mais pela curiosidade de vermos esta mudança no padrão das comédias, que naqueles tempos forçavam demais estas situações absurdas e politicamente incorretas para fazer rir. Além disso o filme é interessante pelas paisagens e atrações que estavam entre os principais cartões postais americanos da época.