Eu cheguei à conclusão de que esta terceira temporada é ótima como uma série desprendida das anteriores. Se esses personagens não fossem quem eram, se tivessem sido criados do zero em uma narrativa nova, seria uma série muito boa. Mas como EUPHORIA, falhou justamente na conexão com quem as personagens eram a princípio. Houve uma perda de profundidade emocional, e eles acabaram ficando rasos.
Primeiro, faltou contexto em pontos importantes. A motivação do Nate em se afundar em dívidas, por exemplo, ficou vaga. No começo da temporada, quando ainda não tinha sido revelada a história da Jules, vi um comentário sugerindo que ele talvez estivesse sustentando ela (seria o 'daddy' dela), e esse caminho faria muito mais sentido, mas o que vimos foi um cenário mal explicado. E isso não é só um detalhe, porque o que aconteceu com ele é central para levar a Cassie até onde ela chegou e ditar todo o desenrolar do arco com a Maddy e o Alamo. A forma como ele morreu, depois de tanta chantagem e tortura, pareceu mais um trauma gratuito do que uma consequência de um roteiro bem construído... (mesmo eu tendo adorado, visualmente falando).
Também senti que a primeira parte da temporada foi focada demais em questões sexuais que, pra mim, não tiveram razão de ser. Não é a questão moral com nudez e sexo (afinal Euphoria sempre teve isso), mas não vi propósito narrativo ali; foi algo explorado sem que eu conseguisse compreender onde o diretor queria chegar. Enquanto isso, o desenvolvimento de personagens como a Jules foi deixado de lado, transformando-a em quase um objeto (porém uma consequência das controvérsias de bastidores, como sabemos).
Ainda assim, não dá para dizer que a série não contou a história que se propôs sobre o vício. No final, fica claro o que o diretor queria mostrar: pessoas como a Rue, naquele meio, muitas vezes não conseguem sair. Como alguém que esteve dentro de grupos de Alcoólicos Anônimos, entendo que a Rue precisava de mais do que apenas largar o vício; ela precisava mudar todo o seu modo de vida, e a fatalidade veio justamente porque, infelizmente, ela ainda estava inserida em um ambiente que a consumia.
A busca da Rue pela religiosidade não me pareceu pregação, mas uma busca por propósito, algo essencial na recuperação. Vi um contraponto ali: a Rue, encantada com a paz daquela família cristã, e a outra moça, que olhava para a Rue com deslumbramento, querendo exatamente a "euforia" daquela vida que a Rue tentava deixar. A morte dela me deixou muito, muito triste mesmo, mas não a achei injusta.
Por outro lado, fico triste pelo desfecho aberto de outros personagens, que mereciam um fechamento melhor. Acho que a escolha da estética "faroeste" foi proposital e irônica, uma subversão da ideia de mocinhos e vilões. Existe um momento em que dizem justamente que a 'Rue é cinza', deixando claro que ela não é boa nem má, ela é simplesmente uma pessoa perdida em seus próprios problemas. É uma estética interessante, meio tarantinesca, focada na crueza e na sobrevivência, mas que em certo ponto atropela a profundidade que a série tinha.
Terminei a temporada pensando que, apesar das falhas, a série tocou em feridas muito reais sobre os ciclos de autodestruição que, muitas vezes, não têm um final feliz mesmo.
O problema é que o que as pessoas acham que são "furos no roteiro" na verdade são BURRICES DOS PERSONAGENS, em grande maioria, evidenciando a personalidade deles. Acredito que seja proposital - o que também me deixou irritada em muitos momentos, mas contribuiu para amar a série. Eu senti ódio e aflição na maior parte do tempo, mas isso foi por causa do envolvimento com a história. Uma série foda.
Pretendia assistir só o episódio da Kaya, mas depois resolvi continuar... E a série foi muito mais do que eu esperava, com certeza. Todas as histórias foram fabulosas e o melhor de tudo é a forma como elas se interligaram!
a Georgina não é a GG. Eles sempre usam essa tática: nos fazem acreditar em uma coisa pra depois desmentir. Até porque, se fosse ela, seria um absurdo. A Georgina é, sim, foda, mas venhamos e convenhamos que ela é baixo nível. A GG é praticamente uma entidade. Ela está acima de todos, absolutamente. Mas... Se eles realmente tiverem feito isso, vai ser uma decepção. Sinceramente, a GG nunca deveria ser revelada.
Que final foi esse? Sério? Eu fiquei o tempo todo "Por favor, me surpreenda. Por favor, não estrague uma série tão boa com um final ridículo." Um milhão de pontas soltas...
Que linda família fantasma feliz comemorando o Natal. E aquele monstro que aparecia no porão? Era quem? A Constance disse que tinha tido quatro filhos, cadê o quarto? E os fantasmas tem tantas coisas pra fazer na casa que somem sempre que as coisas acontecem, né? E por que só alguns deles continuam com a mesma roupa e sujos de sangue, enquanto os "principais" não? Pff...
Euphoria (3ª Temporada)
2.9 196 Assista AgoraEu cheguei à conclusão de que esta terceira temporada é ótima como uma série desprendida das anteriores. Se esses personagens não fossem quem eram, se tivessem sido criados do zero em uma narrativa nova, seria uma série muito boa. Mas como EUPHORIA, falhou justamente na conexão com quem as personagens eram a princípio. Houve uma perda de profundidade emocional, e eles acabaram ficando rasos.
Primeiro, faltou contexto em pontos importantes. A motivação do Nate em se afundar em dívidas, por exemplo, ficou vaga. No começo da temporada, quando ainda não tinha sido revelada a história da Jules, vi um comentário sugerindo que ele talvez estivesse sustentando ela (seria o 'daddy' dela), e esse caminho faria muito mais sentido, mas o que vimos foi um cenário mal explicado. E isso não é só um detalhe, porque o que aconteceu com ele é central para levar a Cassie até onde ela chegou e ditar todo o desenrolar do arco com a Maddy e o Alamo. A forma como ele morreu, depois de tanta chantagem e tortura, pareceu mais um trauma gratuito do que uma consequência de um roteiro bem construído... (mesmo eu tendo adorado, visualmente falando).
Também senti que a primeira parte da temporada foi focada demais em questões sexuais que, pra mim, não tiveram razão de ser. Não é a questão moral com nudez e sexo (afinal Euphoria sempre teve isso), mas não vi propósito narrativo ali; foi algo explorado sem que eu conseguisse compreender onde o diretor queria chegar. Enquanto isso, o desenvolvimento de personagens como a Jules foi deixado de lado, transformando-a em quase um objeto (porém uma consequência das controvérsias de bastidores, como sabemos).
Ainda assim, não dá para dizer que a série não contou a história que se propôs sobre o vício. No final, fica claro o que o diretor queria mostrar: pessoas como a Rue, naquele meio, muitas vezes não conseguem sair. Como alguém que esteve dentro de grupos de Alcoólicos Anônimos, entendo que a Rue precisava de mais do que apenas largar o vício; ela precisava mudar todo o seu modo de vida, e a fatalidade veio justamente porque, infelizmente, ela ainda estava inserida em um ambiente que a consumia.
A busca da Rue pela religiosidade não me pareceu pregação, mas uma busca por propósito, algo essencial na recuperação. Vi um contraponto ali: a Rue, encantada com a paz daquela família cristã, e a outra moça, que olhava para a Rue com deslumbramento, querendo exatamente a "euforia" daquela vida que a Rue tentava deixar. A morte dela me deixou muito, muito triste mesmo, mas não a achei injusta.
Por outro lado, fico triste pelo desfecho aberto de outros personagens, que mereciam um fechamento melhor. Acho que a escolha da estética "faroeste" foi proposital e irônica, uma subversão da ideia de mocinhos e vilões. Existe um momento em que dizem justamente que a 'Rue é cinza', deixando claro que ela não é boa nem má, ela é simplesmente uma pessoa perdida em seus próprios problemas. É uma estética interessante, meio tarantinesca, focada na crueza e na sobrevivência, mas que em certo ponto atropela a profundidade que a série tinha.
Terminei a temporada pensando que, apesar das falhas, a série tocou em feridas muito reais sobre os ciclos de autodestruição que, muitas vezes, não têm um final feliz mesmo.
Por Trás de Seus Olhos
3.7 631 Assista AgoraOk, mas nada explica
A quantidade de remédio que o David enfiava na mulher.
Sem contar que o cara passou 10 anos sem poder se separar por causa do segredo e do nada resolve ir na polícia?
Don't F**k With Cats: Uma Caçada Online
4.2 333 Assista AgoraO mais engraçado dessa série é a investigadora de homicídios chocada com... um homicídio.
Só faltou ela dizer "como assim ele matou uma pessoa gnt em todos esses anos de carreira nunca vi isso"
Tinha que ser no Canadá.
La Casa de Papel (Parte 1)
4.2 1,3K Assista AgoraO problema é que o que as pessoas acham que são "furos no roteiro" na verdade são BURRICES DOS PERSONAGENS, em grande maioria, evidenciando a personalidade deles. Acredito que seja proposital - o que também me deixou irritada em muitos momentos, mas contribuiu para amar a série. Eu senti ódio e aflição na maior parte do tempo, mas isso foi por causa do envolvimento com a história. Uma série foda.
The Glee Project (2ª Temporada)
3.8 128Glee te diz pra ser você mesmo. E aí eles te eliminam pelo mesmo motivo.
True Love
3.6 77Pretendia assistir só o episódio da Kaya, mas depois resolvi continuar... E a série foi muito mais do que eu esperava, com certeza. Todas as histórias foram fabulosas e o melhor de tudo é a forma como elas se interligaram!
Gossip Girl: A Garota do Blog (5ª Temporada)
4.0 574Eu tenho CERTEZA ABSOLUTA que
a Georgina não é a GG. Eles sempre usam essa tática: nos fazem acreditar em uma coisa pra depois desmentir. Até porque, se fosse ela, seria um absurdo. A Georgina é, sim, foda, mas venhamos e convenhamos que ela é baixo nível. A GG é praticamente uma entidade. Ela está acima de todos, absolutamente. Mas... Se eles realmente tiverem feito isso, vai ser uma decepção. Sinceramente, a GG nunca deveria ser revelada.
American Horror Story: Murder House (1ª Temporada)
4.2 2,2KQue final foi esse? Sério? Eu fiquei o tempo todo "Por favor, me surpreenda. Por favor, não estrague uma série tão boa com um final ridículo." Um milhão de pontas soltas...
Que linda família fantasma feliz comemorando o Natal. E aquele monstro que aparecia no porão? Era quem? A Constance disse que tinha tido quatro filhos, cadê o quarto? E os fantasmas tem tantas coisas pra fazer na casa que somem sempre que as coisas acontecem, né? E por que só alguns deles continuam com a mesma roupa e sujos de sangue, enquanto os "principais" não? Pff...