Gostei muito do filme. Sou do time que acha que a nota aqui está injusta! Acredito que esse apagamento da Priscilla no filme - que muitos estão reclamando - foi intencional. Isso se aplica também ao crescente sentimento de incômodo com relação ao Elvis e seu comportamento controlador, violento, tóxico. Não é um filme “agradável” de se assistir justamente por causa disso, Sofia quer que sintamos essa aversão à situação que cresce a cada cena
Tendemos a desvalorizar tudo o que é diferente, inovador. A "linguagem forense", na época, era uma ferramenta nova, por isso foi totalmente rechassada pela equipe no início. Fitz, apesar de ser um protagonista chato, foi criativo, pensou fora da caixa e foi isso que fez a diferença no caso.
A crítica ao machismo. A série mostra, de forma não tão sútil, um sistemático silenciamento da mulher em situações diversas. É frustrante ver como todos aqueles especialistas em linguagem (homens) mal deixam Natalie falar. É triste a forma como Fitz deixar de escutar a mulher no decorrer da série. É revoltante o jeito como tratam Tabby (membro da equipe de Fitz). Tanto a equipe em geral quanto o próprio protagonista a subestimam, a usam e em seguida, lhe traem.
A sociedade que condena Ted é a mesma que o produziu. As declarações das vítimas no final do julgamento são uma (dentre várias) provas disso. Para além disso, se nós nos olharmos no espelho, veremos traços do Ted em nós mesmos. O próprio Fitz é a concretização da sentença anterior: tudo o que mais deseja (sem perceber) é poder e reconhecimento.
Enfim, por isso e muito mais, Manhunt, me prendeu do início ao fim.
Poxa! Acho que o mais interessante é que a série toca em questões complexas como a adoção, o conceito de família (Anne tem uma família bem "alternativa" mesmo para os dias de hoje), o processo educativo, igualdade de gênero e tantas outras de uma forma sutil (ou não) e leve. P.S.: A personalidade de Matthew Cuthbert super me lembra a de Hans Hubermann da Menina Que Roubava Livros... "Vivia apenas por ali, sempre. Indigno de nota. Não importante nem particularmente valioso. O frustante nessa aparência como você pode imaginar, era ela ser completamente enganosa, digamos. Decididamente havia valor nele. Ela percebeu de imediato. O jeito dele. O ar tranquilo perto dele. [...] Liesel observou a estranheza dos olhos de seu pai de criação. Era feito de bondade e prata." A diferença é que os olhos de Matthew são feitos de bondade e céu. P.S.S.:
"- O que direi a eles Novelee? - Diga a eles que as nossas vidas podem mudar cada vez que respiramos. Nós duas sabemos disso. E diga para deixarem o passado para trás, porque homens como Roger Briscoe nunca ganham. Diga a eles para se segurarem com força no que têm, uns nos outros e em uma mãe que morreria por eles e que quase morreu. Diga que todos nós temos um pouco de maldade por dentro. Mas também temos bondade. E a única coisa pela qual vale a pena viver é a bondade. É isso é o que devemos nos certificar de lhes dar."
- Quer saber como é minha vida? - Diga, como ela é? - Gire! - Aqui? Está louco. - Vá, eu te seguro - Aqui? - É, eu te seguro! Vamos. Gire. [...] - Bem-vindo ao meu mundo. Um pé na terra e outro no vazio.
Viktor Frankl, famoso psiquiatra austríaco conceitua em sua teoria tanto o Vazio Existencial quanto o Sentido de Vida. Me parece que esse conceitos se encaixam perfeitamente à vida de Ramón. Ao descobrir a doença, Ramón passa por uma fase que se caracteriza pela falta momentânea de sentido que tem sua origem na falta de perspectivas futuras: um Vazio Existencial. Acontece que esse vazio, quando bem trabalhado pode nos levar a reelaborar nossa vida e vive-la de uma forma diferente, achar algum novo sentido. E é isso que Ramón faz. Acha no esporte um novo motivo (Sentido de Vida) para viver, o que muda toda a dinâmica de sua família. Esse processo é lindo. A verdade é que todo dos nós vivemos com um pé na terra e outro no vazio. Uma diferença é que alguns (como o próprio Ramon, que tem que conviver com a esclerose) tem que viver isso mais concretamente e diariamente, outros não. A outra diferença é que uns sabem lidar com essa incerteza, outros (como o moço barbudo que fazia tratamento com Ramón) padecem em vida ao ter que lidar com ela. Enfim, filmão que além de emocionar, tem um papel social importante ao colocar em evidência a esclerose múltipla.
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Priscilla
3.4 247 Assista AgoraGostei muito do filme. Sou do time que acha que a nota aqui está injusta! Acredito que esse apagamento da Priscilla no filme - que muitos estão reclamando - foi intencional. Isso se aplica também ao crescente sentimento de incômodo com relação ao Elvis e seu comportamento controlador, violento, tóxico. Não é um filme “agradável” de se assistir justamente por causa disso, Sofia quer que sintamos essa aversão à situação que cresce a cada cena
Manhunt: Unabomber (1ª Temporada)
4.2 167 Assista AgoraTrês pontos interessantes sobre a série que a galera pouco comentou aqui, mas que podem ser considerados gritantes:
Primeiro,
Tendemos a desvalorizar tudo o que é diferente, inovador. A "linguagem forense", na época, era uma ferramenta nova, por isso foi totalmente rechassada pela equipe no início. Fitz, apesar de ser um protagonista chato, foi criativo, pensou fora da caixa e foi isso que fez a diferença no caso.
Segundo,
A crítica ao machismo. A série mostra, de forma não tão sútil, um sistemático silenciamento da mulher em situações diversas. É frustrante ver como todos aqueles especialistas em linguagem (homens) mal deixam Natalie falar. É triste a forma como Fitz deixar de escutar a mulher no decorrer da série. É revoltante o jeito como tratam Tabby (membro da equipe de Fitz). Tanto a equipe em geral quanto o próprio protagonista a subestimam, a usam e em seguida, lhe traem.
Terceiro,
A sociedade que condena Ted é a mesma que o produziu. As declarações das vítimas no final do julgamento são uma (dentre várias) provas disso. Para além disso, se nós nos olharmos no espelho, veremos traços do Ted em nós mesmos. O próprio Fitz é a concretização da sentença anterior: tudo o que mais deseja (sem perceber) é poder e reconhecimento.
Enfim, por isso e muito mais, Manhunt, me prendeu do início ao fim.
Anne com um E (1ª Temporada)
4.6 763 Assista AgoraPoxa! Acho que o mais interessante é que a série toca em questões complexas como a adoção, o conceito de família (Anne tem uma família bem "alternativa" mesmo para os dias de hoje), o processo educativo, igualdade de gênero e tantas outras de uma forma sutil (ou não) e leve.
P.S.: A personalidade de Matthew Cuthbert super me lembra a de Hans Hubermann da Menina Que Roubava Livros... "Vivia apenas por ali, sempre. Indigno de nota. Não importante nem particularmente valioso. O frustante nessa aparência como você pode imaginar, era ela ser completamente enganosa, digamos. Decididamente havia valor nele. Ela percebeu de imediato. O jeito dele. O ar tranquilo perto dele. [...] Liesel observou a estranheza dos olhos de seu pai de criação. Era feito de bondade e prata."
A diferença é que os olhos de Matthew são feitos de bondade e céu.
P.S.S.:
Que sensação horrível aquela cena no segundo episódio na estação, em que aquele homem ruivo quase leva Anne pra sabe lá Deus onde.
P.S.S.S.:
Só eu fiquei com aquela vontadezinha de ter um filho pra realizar o sonho dele com um presente do tipo... Um vestido de mangas bufantes? Hahahaha
Enfim, não tem outra palavra para descrever a série se não encantadora.
Onde Mora o Coração
3.7 333 Assista AgoraPra quem também amou o diálogo na varanda:
"- O que direi a eles Novelee?
- Diga a eles que as nossas vidas podem mudar cada vez que respiramos. Nós duas sabemos disso. E diga para deixarem o passado para trás, porque homens como Roger Briscoe nunca ganham. Diga a eles para se segurarem com força no que têm, uns nos outros e em uma mãe que morreria por eles e que quase morreu. Diga que todos nós temos um pouco de maldade por dentro. Mas também temos bondade. E a única coisa pela qual vale a pena viver é a bondade. É isso é o que devemos nos certificar de lhes dar."
Lindo o filme!
100 metros
4.2 112 Assista AgoraUm dos melhores diálogos do filme acontece naquela cena em que Ramón conversa com Manolo na beira do abismo.
- Quer saber como é minha vida?
- Diga, como ela é?
- Gire!
- Aqui? Está louco.
- Vá, eu te seguro
- Aqui?
- É, eu te seguro! Vamos. Gire.
[...]
- Bem-vindo ao meu mundo. Um pé na terra e outro no vazio.
Viktor Frankl, famoso psiquiatra austríaco conceitua em sua teoria tanto o Vazio Existencial quanto o Sentido de Vida. Me parece que esse conceitos se encaixam perfeitamente à vida de Ramón.
Ao descobrir a doença, Ramón passa por uma fase que se caracteriza pela falta momentânea de sentido que tem sua origem na falta de perspectivas futuras: um Vazio Existencial. Acontece que esse vazio, quando bem trabalhado pode nos levar a reelaborar nossa vida e vive-la de uma forma diferente, achar algum novo sentido.
E é isso que Ramón faz. Acha no esporte um novo motivo (Sentido de Vida) para viver, o que muda toda a dinâmica de sua família. Esse processo é lindo.
A verdade é que todo dos nós vivemos com um pé na terra e outro no vazio. Uma diferença é que alguns (como o próprio Ramon, que tem que conviver com a esclerose) tem que viver isso mais concretamente e diariamente, outros não. A outra diferença é que uns sabem lidar com essa incerteza, outros (como o moço barbudo que fazia tratamento com Ramón) padecem em vida ao ter que lidar com ela.
Enfim, filmão que além de emocionar, tem um papel social importante ao colocar em evidência a esclerose múltipla.