Eu diria que Gamer me ganhou mais pela ideia do que pelo filme em si. A premissa é provocativa demais pra ignorar: gente controlada como avatar, violência transformada em entretenimento, massas consumindo caos como quem joga um “battle royale” sem pensar no custo humano. Conceitualmente, isso é cyberpunk puro, quase uma crítica social disfarçada de FPS cinematográfico.
A direção tem aquela assinatura Neveldine/Taylor frenética, câmera "nervosa" , cortes acelerados, montagem que tenta replicar a sensação de estar dentro de um jogo. Tecnicamente, é uma escolha intencional, eu diria, mas faltou hierarquia. Quando tudo é choque, nada choca de verdade. O som sofre do mesmo mal: a trilha e o design sonoro não sustentam a emoção da cena, parecem empolgados demais pra existir e pouco preocupados em servir ao momento. Isso quebra a imersão do mundo que eles mesmos tentaram criar.
E falando em mundo, a direção de arte é um ponto que eu valorizaria fácil: a estética suja, urbana, cheia de neon e tecnologia improvisada conversa com a distopia que o filme propõe. O figurino, os cenários e a forma como a tecnologia é mostrada têm coerência com esse futuro saturado e dessensibilizado. O problema é que o roteiro não acompanha a ambição visual. Ele até começa forte, mas perde fôlego no miolo, cria aquela “barriga” clássica que derruba o ritmo de uma história que merecia cadência de jogo bem calculado, com recompensa emocional no timing certo.
Sobre o Gerard Butler, eu diria que ele foi a escolha certa pra traduzir intensidade física e presença de protagonista, e talvez tenha pesado na minha nota na época... não por atuação perfeita, mas por ele conseguir emprestar gravidade a um personagem que o texto não escreveu com a mesma força. Mas, revendo a sensação geral, o filme não vive do ator. Vive do debate que ele desperta: até onde a gente abriria mão do controle da própria vida só pra sobreviver ou pertencer a algo maior?
E quantas vezes a gente não é “operado” pelas expectativas dos outros sem perceber que a batalha não é externa, é interna?
No fim, eu diria que é um filme que vale pela conversa que gera depois, não pela execução impecável. Ele tinha ouro bruto, visual e conceito, mas o acabamento deixou a desejar. E ainda assim, esse mundo exagerado, caótico e tecnológico me fez favoritar, porque às vezes a gente não lembra do filme, mas lembra de como ele fez a gente pensar.
4,5 estrelas seria santificar demais. 3 seria injusto com a ousadia da premissa. Então 3,5 continua sendo aquela nota honesta: um filme que falha como jogo completo, mas acerta como faísca pra reflexão adulta.
Eu diria que "O Gambito da Rainha" me ganhou porque equilibra duas coisas difíceis de casar bem: estilo e substância. A ambientação de época é um acerto absurdo. O figurino da Beth acompanha a evolução dela e conversa perfeitamente com os anos 50 e 60, sem virar caricatura. As cores dos vestidos, a modelagem, os padrões e até a paleta usada nos cenários seguem a estética da época com precisão de quem fez pesquisa de verdade. Isso é direção de arte com carinho, não só estética bonitinha pra thumbnail.
A trilha sonora também faz um papel técnico brilhante, porque não tenta roubar a cena, ela sublinha. É música que serve ao silêncio, à tensão e ao não dito. E numa história sobre xadrez e mente inquieta, o silêncio é personagem. O som não controla a cena, ele acompanha a alma dela.
Tecnicamente, a minissérie usa enquadramentos e ritmo de montagem como se estivesse jogando xadrez com a câmera: close na hora certa, distância na hora de mostrar solidão, repetição quando a mente entra em looping. Não é perfeito! Tem escolhas narrativas que poderiam ter respirado mais, sim, mas dá pra sentir que foi uma decisão consciente, quase como um sacrifício calculado no tabuleiro pra manter o foco na jornada mental.
E aí entra o espelho com a vida real: a Beth não é sobre xadrez, é sobre escolhas. Sobre a gente se encantar com algo que nos salva e nos destrói ao mesmo tempo. Sobre ganhar do mundo e quase perder de si. Quantas vezes a gente não limpa nossos troféus pessoais pra fingir que doeu menos? Quantas vezes a gente não vira genial em uma área e analfabeto emocional em outra?
A série cutuca exatamente esse ponto: ser bom no jogo não significa ser bom na vida, mas dá pra aprender um com o outro, se a gente tiver coragem de olhar pras próprias falhas.
Por isso 4,5 estrelas pra mim é o número justo. 5 seria fingir que a Beth não errou nenhuma jogada, e a gente gosta dela justamente porque ela erra como a gente, só que com a intensidade que poucos assumem. O cinema fica melhor quando deixa a gente sentir as marcas, e essa minissérie deixa. Não é só entretenimento... é reconhecimento. E isso, pra mim, é um "xeque-mate" que continua depois que a tela escurece.
Eu diria que Notorious tinha tudo pra ser um murro emocional, mas acabou virando mais um daqueles troféus de prateleira, sabe? Bonito, lustroso, reluzindo na luz da sala, mas quando tu pega pra olhar de perto, percebe que alguém passou pano demais nele. Não tem poeira, não tem arranhão, não tem marca de dedo. E um cara como o Biggie, que viveu na intensidade, no crime, na música e na treta, merecia um troféu com as marcas da batalha, não um objeto decorativo.
Eu diria também que o filme tenta vender o Christopher Wallace como aquele herói improvável de “coração gigante, apesar dos pesares”, mas o roteiro é tão higienizado que eu fico pensando se não foi supervisionado por alguém com a flanela na mão o tempo inteiro. E quando tu descobre que a produção tem a mãe dele e o Puff Daddy envolvidos, aí tu entende o porquê dessa limpeza toda. É tipo quando a Pixar faz uma animação sobre a vida e a morte com musiquinha suave, cor vibrante e piada existencial no meio, mas no fundo tá te falando sobre tua alma em crise. Soul fez isso comigo. Já Notorious tenta, mas não chega lá. Ele quer ser profundo, mas fica só na superfície brilhando.
Sobre o elenco, eu diria que o Jamal Woolard foi uma escolha que faz sentido quando ele é o Big já formado, o ícone, o rapper no auge. Mas quando tentam me empurrar ele adolescente? Aí eu diria que a magia quebra. É tipo botar um ator com cara de 2020 pra fazer um garoto de 1995 e achar que a gente não vai perceber. A maquiagem podia ter dado aquela moralzinha, mas nem isso. E aí a direção fica naquele modo automático, sem risco, sem ousadia. Parece mais um checklist do que uma visão de cinema.
No fim, eu diria que gostei do filme pelo que ele me permitiu entender, não pelo que ele me fez sentir. Cumpriu a função de explicar a treta Leste x Oeste, de contextualizar o Biggie e o Tupac. Mas eu diria que faltou fogo, faltou caos, faltou poesia nas cicatrizes. Eu não escutei o álbum dele depois, mas aí é mais questão de praia musical mesmo. O problema não é a música o problema é o troféu limpo demais. Cinema é isso, né? Às vezes a gente não quer só olhar pro sol bonito no céu. A gente quer sentir o calor na pele.
Eu diria que Notorious mostra o céu, mas não o calor.
Snyder tem um talento quase ancestral pra transformar frames em altares visuais... Cada cena parece entalhada em pedra, molhada em chuva épica e iluminada por um sol que nasceu só pra ser filmado.
Em Guardians, isso cria um paradoxo curioso... A forma é uma oração, mas o conteúdo, nem tanto. O filme flerta com temas como fé, mito e propósito coletivo, mas o faz como quem acende incenso sem contar a história do santo.
A narrativa é funcional, porém protocolar. O conflito existe, mas raramente late. A emoção, que deveria ser o tambor tribal guiando a jornada, toca baixo demais. O som e a dublagem, então, soam como eco numa catedral vazia: há ambição, mas falta corpo.
No fim, a lenda das corujas não te captura pelo coração, e sim pelos olhos. É um "épico" que te faz pensar no poder da estética como portadora de significado, mas também nos limites do estilo quando ele tenta carregar sozinho a transcendência que a história não construiu.
Vale assistir pelo espetáculo visual, pela chuva de metáforas aladas e pela curiosidade temática... Mas não virou rito pessoal porque não deixou marca emocional duradoura, só um respeito técnico pelo que o cinema pode parecer, mesmo quando não consegue ser gigante por inteiro.
Uma animação que começa leve e termina te olhando no olho.
O visual do “outro lado” é simples porque o foco não é a "metafísica", é a vida real que acontece nos detalhes. A trilha em jazz não embala a história ela conta a história junto, com um capricho clássico que muita produção moderna esqueceu.
O filme não fala só de propósito, fala de presença. Viver não é o grande feito, é o espaço entre as notas, entre as correrias, entre os dias “normais” que a gente negligencia. Quem entra esperando espetáculo vê superfície, quem se entrega vê espelho.
Vale demais a experiência. Reassisto fácil, não pra achar resposta, mas pra não esquecer "a pergunta"
O protagonista é o exemplo ambulante de quem domina a retórica, entende a fogueira onde pisa e ainda assim não se queima.
O incômodo do filme não é sobre cigarro — é sobre o desconforto de perceber que a linha entre convencer e manipular é mais fina do que a gente gosta de admitir.
Tecnicamente elegante, texto esperto, ritmo que respeita a inteligência do espectador. A grande lição ali, é antiga e moderna ao mesmo tempo: você pode vender uma ideia sem vender sua alma… Mas dá trabalho sustentar o personagem sem se perder nele.
Vale a experiência, principalmente pra lembrar que todo discurso tem uma intenção, e o perigo não tá no argumento, tá na mão que o empunha.
Este, definitivamente, NÃO É um filme para todos, e eu entendo as críticas. Muitas pessoas entraram esperando um filme de guerra tradicional, cheio de ação e estratégia militar, mas o que encontraram foi um drama psicológico carregado de metáforas. E essa diferença de expectativa pode ter gerado frustração para alguns.
Vejo muitas reclamações sobre o ritmo "arrastado", a repetição dos flashbacks e até sobre o final ser "raso". Mas será que o filme não se propõe justamente a nos fazer sentir essa agonia e desgaste mental junto com o protagonista?
Se tirarmos a “casca” do que está sendo mostrado, podemos enxergar algo mais profundo. Para mim, a mina representa as dificuldades inesperadas que enfrentamos na vida. O comandante simboliza as pessoas ao nosso redor que, muitas vezes, não percebem nossas lutas internas. As miragens são nossos próprios pensamentos, tentando nos empurrar para frente ou nos prender no medo.
O filme fala sobre superação, medo e evolução pessoal. Sobre aprender com o passado e seguir em frente, mesmo quando tudo parece impossível. É um filme de guerra? Não exatamente. Mas é uma batalha! Uma batalha interna.
Muitos conseguiram enxergar essa mensagem, mais alguém conseguiu? Ou acham que o filme realmente falhou?
Nossa... Olha que eu sou uma pessoa que normalmente não falo ruim de filmes hein, e por mais ruim que seja, ainda demoro uns 2 ou 3 dias pra terminar de assistir! (Porque as vezes eu cochilo)
Mas realmente, tenho que concordar com essa galera aqui, assisti esse filme em 13 min!!!
Os 10 primeiros até onde a paciência disse "basta" e os outros 3, foi só passando, passando, e passando...
Este não é um filme de ação convencional, cheio de explosões ou efeitos especiais grandiosos. Ele é, na verdade, um intenso estudo psicológico sobre resistência, trauma e superação.
Mas e se olharmos além da superfície? Se removermos os cenários, o drama e o suspense, o que sobra? Para mim, a história é uma metáfora poderosa sobre a vida e os desafios inesperados que enfrentamos.
Aqui está minha interpretação: - A mina representa os obstáculos inesperados que nos paralisam e nos fazem duvidar de nossa capacidade de seguir em frente. - O comandante simboliza aquelas pessoas em posições de autoridade ou até mesmo próximas a nós, que não percebem nossas dificuldades, mas de vez em quando nos dão alguma atenção. - O Berber é aquele amigo inesperado, que mesmo sem nos conhecer bem, percebe nossa situação e tenta nos ajudar da maneira que pode. - As miragens são ilusões criadas por nossa mente quando estamos exaustos, presas ao medo ou estagnadas em uma situação difícil.
O filme me fez refletir sobre como, muitas vezes, esquecemos o que já superamos e duvidamos de nós mesmos. No final, a maior batalha não é contra o mundo exterior, mas contra nossos próprios medos e inseguranças.
Essa foi minha visão do filme e como você o interpretou?
Filme fraco e sem emoção, cenas e situações, muitas vezes exageradas, para tentar conseguir a atenção do espectador, mas, sem muito sucesso.
A trilha sonora é horrível e sem nenhum controle da situação e cena.
Ao assistir algumas cenas com som original e dublado (Outro ponto muito fraco também), é de ficar com sérias dúvidas se não passaria de uma obra de algum outro país sem experiência em produção de filmes, dublado para o inglês.
Os figurantes, irradiam "o nada", sem nenhum esforço em transparecer uma possível natureza na cena, faz com que pensemos se precisaria mesmo ter gastado com alguém ali.
As lutas tem uns "piff-paff" que chegam a aparentar que estão sendo produzidos pela boca dos operadores de som.
Definitivamente, não é um filme que se assista novamente.
Helen pergunta se "Adam/Anthony" teve um bom dia na escola, tão carinhosamente e depois diz para ele esquecer - Bom, neste momento eu fiz associação de mais de 6 meses sem aparecer lá na "agência" (Quando o guarda da agência lá comenta), quando ele pergunta pra Helen, na Faculdade, quantos meses ela estava (6 meses), e a mãe dele, quando diz, ao aconselhar Adam: "Você já tem problemas suficientes PARA ficar com uma mulher"
...
Afff.... Esse filme dá muito assunto pra se debater hein, só pra constar, vale apena assistir.
Assisti este filme hoje, e, é até bonzinho, se souberem interpretar aquele humor que só os britânicos têm, mas, mesmo assim, não é um filme que "Minha noooosssaaa como estou morrendo de rir", mas desta comédia dá pra tirar algum proveito pra vida.
Venho acompanhando todos os anteriores, e fui com tanta expectativa neste Big Bang, que eu ainda não sei o que houve de errado comigo (Deve ser minha idade já), mas, tive um certo nível de decepção que chega fiquei triste. Espero que outras pessoas não sintam essa decepção. Mas pra mim, foi uma derrota essa história.
Assim, quando eu assisti, eu tinha a expectativa de que fosse um pouco parecido (O mínimo possível) com "O código Da Vinci", porém, foi uma decepção tão grande e sem contar que na época eu paguei pra locar esse filme, pensem num tempo e dinheiro perdido. Não sou nem um produtor de cinema nem tão pouco roteirista ou algum tipo de redator, mas, a história do filme, diálogos, efeitos e até mesmo algumas alternâncias de câmeras, são HORRÍVEIS! Putz!
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Gamer
3.0 863 Assista AgoraEu diria que Gamer me ganhou mais pela ideia do que pelo filme em si. A premissa é provocativa demais pra ignorar: gente controlada como avatar, violência transformada em entretenimento, massas consumindo caos como quem joga um “battle royale” sem pensar no custo humano. Conceitualmente, isso é cyberpunk puro, quase uma crítica social disfarçada de FPS cinematográfico.
A direção tem aquela assinatura Neveldine/Taylor frenética, câmera "nervosa" , cortes acelerados, montagem que tenta replicar a sensação de estar dentro de um jogo. Tecnicamente, é uma escolha intencional, eu diria, mas faltou hierarquia. Quando tudo é choque, nada choca de verdade. O som sofre do mesmo mal: a trilha e o design sonoro não sustentam a emoção da cena, parecem empolgados demais pra existir e pouco preocupados em servir ao momento. Isso quebra a imersão do mundo que eles mesmos tentaram criar.
E falando em mundo, a direção de arte é um ponto que eu valorizaria fácil: a estética suja, urbana, cheia de neon e tecnologia improvisada conversa com a distopia que o filme propõe. O figurino, os cenários e a forma como a tecnologia é mostrada têm coerência com esse futuro saturado e dessensibilizado. O problema é que o roteiro não acompanha a ambição visual. Ele até começa forte, mas perde fôlego no miolo, cria aquela “barriga” clássica que derruba o ritmo de uma história que merecia cadência de jogo bem calculado, com recompensa emocional no timing certo.
Sobre o Gerard Butler, eu diria que ele foi a escolha certa pra traduzir intensidade física e presença de protagonista, e talvez tenha pesado na minha nota na época... não por atuação perfeita, mas por ele conseguir emprestar gravidade a um personagem que o texto não escreveu com a mesma força. Mas, revendo a sensação geral, o filme não vive do ator. Vive do debate que ele desperta: até onde a gente abriria mão do controle da própria vida só pra sobreviver ou pertencer a algo maior?
E quantas vezes a gente não é “operado” pelas expectativas dos outros sem perceber que a batalha não é externa, é interna?
No fim, eu diria que é um filme que vale pela conversa que gera depois, não pela execução impecável. Ele tinha ouro bruto, visual e conceito, mas o acabamento deixou a desejar. E ainda assim, esse mundo exagerado, caótico e tecnológico me fez favoritar, porque às vezes a gente não lembra do filme, mas lembra de como ele fez a gente pensar.
4,5 estrelas seria santificar demais. 3 seria injusto com a ousadia da premissa. Então 3,5 continua sendo aquela nota honesta: um filme que falha como jogo completo, mas acerta como faísca pra reflexão adulta.
O Gambito da Rainha
4.4 947 Assista AgoraEu diria que "O Gambito da Rainha" me ganhou porque equilibra duas coisas difíceis de casar bem: estilo e substância. A ambientação de época é um acerto absurdo. O figurino da Beth acompanha a evolução dela e conversa perfeitamente com os anos 50 e 60, sem virar caricatura. As cores dos vestidos, a modelagem, os padrões e até a paleta usada nos cenários seguem a estética da época com precisão de quem fez pesquisa de verdade. Isso é direção de arte com carinho, não só estética bonitinha pra thumbnail.
A trilha sonora também faz um papel técnico brilhante, porque não tenta roubar a cena, ela sublinha. É música que serve ao silêncio, à tensão e ao não dito. E numa história sobre xadrez e mente inquieta, o silêncio é personagem. O som não controla a cena, ele acompanha a alma dela.
Tecnicamente, a minissérie usa enquadramentos e ritmo de montagem como se estivesse jogando xadrez com a câmera: close na hora certa, distância na hora de mostrar solidão, repetição quando a mente entra em looping. Não é perfeito! Tem escolhas narrativas que poderiam ter respirado mais, sim, mas dá pra sentir que foi uma decisão consciente, quase como um sacrifício calculado no tabuleiro pra manter o foco na jornada mental.
E aí entra o espelho com a vida real: a Beth não é sobre xadrez, é sobre escolhas. Sobre a gente se encantar com algo que nos salva e nos destrói ao mesmo tempo. Sobre ganhar do mundo e quase perder de si. Quantas vezes a gente não limpa nossos troféus pessoais pra fingir que doeu menos? Quantas vezes a gente não vira genial em uma área e analfabeto emocional em outra?
A série cutuca exatamente esse ponto: ser bom no jogo não significa ser bom na vida, mas dá pra aprender um com o outro, se a gente tiver coragem de olhar pras próprias falhas.
Por isso 4,5 estrelas pra mim é o número justo. 5 seria fingir que a Beth não errou nenhuma jogada, e a gente gosta dela justamente porque ela erra como a gente, só que com a intensidade que poucos assumem. O cinema fica melhor quando deixa a gente sentir as marcas, e essa minissérie deixa. Não é só entretenimento... é reconhecimento. E isso, pra mim, é um "xeque-mate" que continua depois que a tela escurece.
Notorious B.I.G. - Nenhum Sonho é Grande Demais
3.7 103Eu diria que Notorious tinha tudo pra ser um murro emocional, mas acabou virando mais um daqueles troféus de prateleira, sabe? Bonito, lustroso, reluzindo na luz da sala, mas quando tu pega pra olhar de perto, percebe que alguém passou pano demais nele. Não tem poeira, não tem arranhão, não tem marca de dedo. E um cara como o Biggie, que viveu na intensidade, no crime, na música e na treta, merecia um troféu com as marcas da batalha, não um objeto decorativo.
Eu diria também que o filme tenta vender o Christopher Wallace como aquele herói improvável de “coração gigante, apesar dos pesares”, mas o roteiro é tão higienizado que eu fico pensando se não foi supervisionado por alguém com a flanela na mão o tempo inteiro. E quando tu descobre que a produção tem a mãe dele e o Puff Daddy envolvidos, aí tu entende o porquê dessa limpeza toda. É tipo quando a Pixar faz uma animação sobre a vida e a morte com musiquinha suave, cor vibrante e piada existencial no meio, mas no fundo tá te falando sobre tua alma em crise. Soul fez isso comigo. Já Notorious tenta, mas não chega lá. Ele quer ser profundo, mas fica só na superfície brilhando.
Sobre o elenco, eu diria que o Jamal Woolard foi uma escolha que faz sentido quando ele é o Big já formado, o ícone, o rapper no auge. Mas quando tentam me empurrar ele adolescente? Aí eu diria que a magia quebra. É tipo botar um ator com cara de 2020 pra fazer um garoto de 1995 e achar que a gente não vai perceber. A maquiagem podia ter dado aquela moralzinha, mas nem isso. E aí a direção fica naquele modo automático, sem risco, sem ousadia. Parece mais um checklist do que uma visão de cinema.
No fim, eu diria que gostei do filme pelo que ele me permitiu entender, não pelo que ele me fez sentir. Cumpriu a função de explicar a treta Leste x Oeste, de contextualizar o Biggie e o Tupac. Mas eu diria que faltou fogo, faltou caos, faltou poesia nas cicatrizes. Eu não escutei o álbum dele depois, mas aí é mais questão de praia musical mesmo. O problema não é a música o problema é o troféu limpo demais.
Cinema é isso, né? Às vezes a gente não quer só olhar pro sol bonito no céu. A gente quer sentir o calor na pele.
Eu diria que Notorious mostra o céu, mas não o calor.
A Lenda dos Guardiões
3.6 1,2K Assista AgoraSnyder tem um talento quase ancestral pra transformar frames em altares visuais... Cada cena parece entalhada em pedra, molhada em chuva épica e iluminada por um sol que nasceu só pra ser filmado.
Em Guardians, isso cria um paradoxo curioso... A forma é uma oração, mas o conteúdo, nem tanto. O filme flerta com temas como fé, mito e propósito coletivo, mas o faz como quem acende incenso sem contar a história do santo.
A narrativa é funcional, porém protocolar. O conflito existe, mas raramente late. A emoção, que deveria ser o tambor tribal guiando a jornada, toca baixo demais. O som e a dublagem, então, soam como eco numa catedral vazia: há ambição, mas falta corpo.
No fim, a lenda das corujas não te captura pelo coração, e sim pelos olhos. É um "épico" que te faz pensar no poder da estética como portadora de significado, mas também nos limites do estilo quando ele tenta carregar sozinho a transcendência que a história não construiu.
Vale assistir pelo espetáculo visual, pela chuva de metáforas aladas e pela curiosidade temática... Mas não virou rito pessoal porque não deixou marca emocional duradoura, só um respeito técnico pelo que o cinema pode parecer, mesmo quando não consegue ser gigante por inteiro.
Soul
4.3 1,4KUma animação que começa leve e termina te olhando no olho.
O visual do “outro lado” é simples porque o foco não é a "metafísica", é a vida real que acontece nos detalhes. A trilha em jazz não embala a história ela conta a história junto, com um capricho clássico que muita produção moderna esqueceu.
O filme não fala só de propósito, fala de presença. Viver não é o grande feito, é o espaço entre as notas, entre as correrias, entre os dias “normais” que a gente negligencia. Quem entra esperando espetáculo vê superfície, quem se entrega vê espelho.
Vale demais a experiência. Reassisto fácil, não pra achar resposta, mas pra não esquecer "a pergunta"
Obrigado por Fumar
3.9 802 Assista AgoraUma sátira que não grita, argumenta.
O protagonista é o exemplo ambulante de quem domina a retórica, entende a fogueira onde pisa e ainda assim não se queima.
O incômodo do filme não é sobre cigarro — é sobre o desconforto de perceber que a linha entre convencer e manipular é mais fina do que a gente gosta de admitir.
Tecnicamente elegante, texto esperto, ritmo que respeita a inteligência do espectador. A grande lição ali, é antiga e moderna ao mesmo tempo: você pode vender uma ideia sem vender sua alma… Mas dá trabalho sustentar o personagem sem se perder nele.
Vale a experiência, principalmente pra lembrar que todo discurso tem uma intenção, e o perigo não tá no argumento, tá na mão que o empunha.
Reassisto fácil.
Campo Minado
3.2 116 Assista AgoraEste, definitivamente, NÃO É um filme para todos, e eu entendo as críticas. Muitas pessoas entraram esperando um filme de guerra tradicional, cheio de ação e estratégia militar, mas o que encontraram foi um drama psicológico carregado de metáforas. E essa diferença de expectativa pode ter gerado frustração para alguns.
Vejo muitas reclamações sobre o ritmo "arrastado", a repetição dos flashbacks e até sobre o final ser "raso". Mas será que o filme não se propõe justamente a nos fazer sentir essa agonia e desgaste mental junto com o protagonista?
Se tirarmos a “casca” do que está sendo mostrado, podemos enxergar algo mais profundo. Para mim, a mina representa as dificuldades inesperadas que enfrentamos na vida. O comandante simboliza as pessoas ao nosso redor que, muitas vezes, não percebem nossas lutas internas. As miragens são nossos próprios pensamentos, tentando nos empurrar para frente ou nos prender no medo.
O filme fala sobre superação, medo e evolução pessoal. Sobre aprender com o passado e seguir em frente, mesmo quando tudo parece impossível. É um filme de guerra? Não exatamente. Mas é uma batalha! Uma batalha interna.
Muitos conseguiram enxergar essa mensagem, mais alguém conseguiu? Ou acham que o filme realmente falhou?
Kite: Anjo da Vingança
2.3 60 Assista AgoraTão ruim que não deu nem pra cochilar!
Nossa... Olha que eu sou uma pessoa que normalmente não falo ruim de filmes hein, e por mais ruim que seja, ainda demoro uns 2 ou 3 dias pra terminar de assistir! (Porque as vezes eu cochilo)
Mas realmente, tenho que concordar com essa galera aqui, assisti esse filme em 13 min!!!
Os 10 primeiros até onde a paciência disse "basta" e os outros 3, foi só passando, passando, e passando...
Campo Minado
3.2 116 Assista AgoraEste não é um filme de ação convencional, cheio de explosões ou efeitos especiais grandiosos. Ele é, na verdade, um intenso estudo psicológico sobre resistência, trauma e superação.
Mas e se olharmos além da superfície? Se removermos os cenários, o drama e o suspense, o que sobra? Para mim, a história é uma metáfora poderosa sobre a vida e os desafios inesperados que enfrentamos.
Aqui está minha interpretação:
- A mina representa os obstáculos inesperados que nos paralisam e nos fazem duvidar de nossa capacidade de seguir em frente.
- O comandante simboliza aquelas pessoas em posições de autoridade ou até mesmo próximas a nós, que não percebem nossas dificuldades, mas de vez em quando nos dão alguma atenção.
- O Berber é aquele amigo inesperado, que mesmo sem nos conhecer bem, percebe nossa situação e tenta nos ajudar da maneira que pode.
- As miragens são ilusões criadas por nossa mente quando estamos exaustos, presas ao medo ou estagnadas em uma situação difícil.
O filme me fez refletir sobre como, muitas vezes, esquecemos o que já superamos e duvidamos de nós mesmos. No final, a maior batalha não é contra o mundo exterior, mas contra nossos próprios medos e inseguranças.
Essa foi minha visão do filme e como você o interpretou?
Game of Thrones (7ª Temporada)
4.1 1,2K Assista Agora16 de julho de 2017
1+6 = 7
do mês = 7
de 2017
A 7ª temporada
com 7 episódios
7 reinos
P.S.: Se contarem quantidade de palavras no comentário acima, darão 16 palavras, onde 1+6=7
Coincidência?!
Combate
2.1 13 Assista AgoraFilme fraco e sem emoção, cenas e situações, muitas vezes exageradas, para tentar conseguir a atenção do espectador, mas, sem muito sucesso.
A trilha sonora é horrível e sem nenhum controle da situação e cena.
Ao assistir algumas cenas com som original e dublado (Outro ponto muito fraco também), é de ficar com sérias dúvidas se não passaria de uma obra de algum outro país sem experiência em produção de filmes, dublado para o inglês.
Os figurantes, irradiam "o nada", sem nenhum esforço em transparecer uma possível natureza na cena, faz com que pensemos se precisaria mesmo ter gastado com alguém ali.
As lutas tem uns "piff-paff" que chegam a aparentar que estão sendo produzidos pela boca dos operadores de som.
Definitivamente, não é um filme que se assista novamente.
O Homem Duplicado
3.7 1,8K Assista AgoraMais alguém sacou o filme sem explicação ou eu serei um dos poucos sozinhos nesse mundo doentio? kkkkkkkkkkkkkkkk
Eu tava boiando tanto, mas tanto, que a ficha caiu em 1h19m, onde...
Helen pergunta se "Adam/Anthony" teve um bom dia na escola, tão carinhosamente e depois diz para ele esquecer - Bom, neste momento eu fiz associação de mais de 6 meses sem aparecer lá na "agência" (Quando o guarda da agência lá comenta), quando ele pergunta pra Helen, na Faculdade, quantos meses ela estava (6 meses), e a mãe dele, quando diz, ao aconselhar Adam: "Você já tem problemas suficientes PARA ficar com uma mulher"
Afff.... Esse filme dá muito assunto pra se debater hein, só pra constar, vale apena assistir.
Quebrando o Banco
3.0 2 Assista AgoraAssisti este filme hoje, e, é até bonzinho, se souberem interpretar aquele humor que só os britânicos têm, mas, mesmo assim, não é um filme que "Minha noooosssaaa como estou morrendo de rir", mas desta comédia dá pra tirar algum proveito pra vida.
Descendentes
2.9 213 Assista AgoraNão gosto de musicais, mas a história em si do filme é boazinha.
A Era do Gelo: O Big Bang
3.1 426 Assista AgoraVenho acompanhando todos os anteriores, e fui com tanta expectativa neste Big Bang, que eu ainda não sei o que houve de errado comigo (Deve ser minha idade já), mas, tive um certo nível de decepção que chega fiquei triste. Espero que outras pessoas não sintam essa decepção. Mas pra mim, foi uma derrota essa história.
O Tesouro da Vinci
1.4 12 Assista AgoraAssim, quando eu assisti, eu tinha a expectativa de que fosse um pouco parecido (O mínimo possível) com "O código Da Vinci", porém, foi uma decepção tão grande e sem contar que na época eu paguei pra locar esse filme, pensem num tempo e dinheiro perdido. Não sou nem um produtor de cinema nem tão pouco roteirista ou algum tipo de redator, mas, a história do filme, diálogos, efeitos e até mesmo algumas alternâncias de câmeras, são HORRÍVEIS! Putz!