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Data de lançamento
9 Set. 2005Duração
Nick Naylor (Aaron Eckhart) é o principal porta-voz das grandes empresas de cigarros, ganhando a vida defendendo os direitos dos fumantes nos Estados Unidos. Desafiado pelos vigilantes da saúde e também por um senador oportunista, Ortolan K. Finistirre (William H. Macy), que deseja colocar rótulos de veneno nos maços de cigarros, Nick passa a manipular informações de forma a diminuir os riscos do cigarro em programas de TV. Além disto Nick conta com a ajuda de Jeff Megall (Rob Lowe), um poderoso agente de Hollywood, para fazer com que o cigarro seja promovido nos filmes. Sua fama faz com que Nick atraia a atenção dos principais chefes da indústria do tabaco e também de Heather Holloway (Katie Holmes), a repórter de um jornal de Washington que deseja investigá-lo. Nick repetidamente diz que trabalha apenas para pagar as contas, mas a atenção cada vez maior que seu filho Joey (Cameron Bright) dá ao seu trabalho começa a preocupá-lo.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Daqueles filmes diretos e objetivos, não se estende além do necessário, é didático, é um filme que vai direto ao ponto, te leva do ponto A ao ponto B, sem enrolação, o elenco é muito bom, o assunto abordado é tão interessante que se expande para outras áreas do que é certo ou não na visão das pessoas, se o meu certo é certo apenas por conveniência ou não, um filme que aborda o show da hipocrisia em demonizar o que não lhe convém e se omitir ao que convém, uma das melhores comédias dramáticas que já vi. Uma comédia deveras inteligente, e que vale a conferida.
02-06-2026
Ótima sátira. Filme não se estende além do necessário — e não tenta ser o que não é.
Bom para percebermos o quanto somos influenciados pela indústria e governos. E, em boa partes das vezes, temos uma falsa sensação de liberdade.
Quase sempre uma mensagem altruísta (seja da indústria ou do governo) vem acompanhado de algo para nos foder.
Comédia dramática satírica da Room 9 Entertainment, TYFS Productions LLC, ContentFilm, David O. Sacks Productions e Major Studio Partners indicada a 2 categorias no Globo de Ouro: melhor filme de comédia ou musical e melhor ator de comédia ou musical, Aaron Eckhart. O filme foi baseado no romance homônimo de 1994 de Christopher Buckley e recebeu críticas majoritariamente positivas, com elogios especiais ao roteiro, humor, temas e à atuação de Eckhart.
Os créditos de abertura foram desenhados para aparecerem como caixas de cigarros. O personagem de Nick Naylor foi parcialmente baseado no lobista do tabaco da vida real Nick Brescia, que era conhecido por sua defesa agressiva e sem remorso da indústria do tabaco. Como parte da mensagem que o filme transmite, ninguém foi mostrado fumando um cigarro em toda a sua duração. Aliás, com exceção do filme em preto e branco que Nick Naylor assiste, ninguém mais fuma.
Elon Musk aparece numa ponta como o homem que fecha a porta do carro quando Nick Naylor, personagem sai para embarcar em um avião particular - Musk era o dono do avião e também produtor executivo do filme. O autor Christopher Buckley pode ser visto na estação de metrô lendo o artigo de Heather sobre Nick.
Uma sátira feroz e elegante ao mesmo tempo sobre a moralidade contemporânea. O filme deixa claro – e repetidamente – que, em nossa cultura, qualquer ponto de vista pode ser defendido com as táticas certas, independentemente da verdade ou da ética. Um elenco de apoio excepcional entrega o impacto devastador, com diálogos de qualidade e uma credibilidade feroz.
Uma sátira que não grita, argumenta.
O protagonista é o exemplo ambulante de quem domina a retórica, entende a fogueira onde pisa e ainda assim não se queima.
O incômodo do filme não é sobre cigarro — é sobre o desconforto de perceber que a linha entre convencer e manipular é mais fina do que a gente gosta de admitir.
Tecnicamente elegante, texto esperto, ritmo que respeita a inteligência do espectador. A grande lição ali, é antiga e moderna ao mesmo tempo: você pode vender uma ideia sem vender sua alma… Mas dá trabalho sustentar o personagem sem se perder nele.
Vale a experiência, principalmente pra lembrar que todo discurso tem uma intenção, e o perigo não tá no argumento, tá na mão que o empunha.
Reassisto fácil.