Qual a dificuldade de entender que o Liu Kang é o herói da história? Esse ator que faz ele inclusive, péssimo. É incrível que mesmo com lutas muito piores, os atores de 95 tinham muito mais carisma que esse elenco todo, tirando o Johhny Cage e o Kano. No filme original, você tinha um motivo pra se importar com a história dos personagens, você via o Liu Kang sonhando com a morte do irmão logo no começo do filme. Nesse filme quando ocorrem mortes eu tava CAGANDO e eu sou fã de MK a ponto de saber a lore do jogo. Não me importei com ninguém em momento algum.
Achei a parte do "romance" muito acelerada, a intimidade dos dois vai crescendo mas não chega num ápice que me faça sentir o desespero da Daenerys na cena da praia. É um bom filme sobre suicídio e eutanásia, mas se ele se desse mais tempo nos momentos que ela já conquistou ele e eles estão felizez juntos, a escolha final dele teria mais peso. E se o filme não tivesse vergonha de mergulhar na psiquê dos personagens também, são dois adultos que se desejam e uma das maiores frustrações do personagem é não poder usar o corpo, seja para correr ou para transar com alguém por quem está apaixonado. Isso seria interesssante de ser explorado, como ele se sente em conflito pela nova paixão mais ainda preso num mundo de dor e sofrimento então a eutanásia é uma decisão fixa. Mas eles não podem falar sobre sexo ou a falta que o sexo faz, pq "hihihi filme de amorzinho" não pode falar de sexo.
Comparando com a trilogia anterior é fraquíssimo. Infelizmente. Tudo muito rápido e mal desenvolvido, além de repetido, todos os beats do roteiro dão a sensação de dejávu. O sábio orangutango, a revelação do humano que fala, a arma escondida, o símio principal vencer uma luta com um símio mais forte pela inteligência e estratégia, o símio vilão ter vícios e atitudes humanas desprezíveis. O filme ficou no lugar comum e a nova trilogia não era isso.
Que merda. Vou pegar o roteiro INTEIRO de O exorcista na surdina tirar o catolicismo, dar um tom de Candyman aqui e ali e botar o credo evangélico. Fácil né. E com um final feliz idiota ainda por cima, vai tomar no cu, que lixo. Com TODOS os clichês e signos visuais do exorcista, criança tendo amigo imaginário, criança se mijando, se menstruando, marcas aparencendo e adultos achando que a mãe bate nos filhos, o diabo aparencendo e falando profanidades baratas que hoje em dia não chocam nem criança de 10 anos. O exorcista original era UNIDO por um tema, o amor da mãe pela filha e a dúvida do padre se amava deus ou não. Esse filme não tem tema. É só o exorcismo pelo exorcismo, pra pregar a palavra de deus, a personagem principal nem passa por um arco de redescobrir sua fé, ela simplesmente de uma hora pra outra passa de atéia pra crente que começa a rezar e exorcizar.
Se essa estética linda e as vibes que o Michael Mann alcança tivessem o desenvolvimento de Dragão Vermelho teríamos um thriller perfeito. Os shots, a iluminação, (A TRILHA! O QUE FOI AQUELA CENA FINAL AO SOM DE IN A GADDA DA VIDDA DO IRON BUTTERFLY!) tudo lindo, mas um pouco apressado. Mal chegamos a ver e conhecer o Dollarhyde no filme todo, o Lector que devia ser só uma ponta tem muito mais destaque que ele. Mais ainda sim é um filme do Michael Mann e eu sou fã do cara, mesmo quando erra, ele erra pouco.
Gostei bastante, claramente inspirado na ideia do filme The Most Dangerous Game (e no conto The Hounds Of Zaroff). Despretensioso com uma premissa bem simples, parece beber da fonte de vários outros filmes parecidos, me lembrou MUITO You're next do Adam Wingard. A cena que o carro capota é idêntica a cena do carro capotando em Clube da luta e o final deles recitando HAIL SATAN, HAIL SATAN também parece uma referência ao final de Bebê de Rosemary. Enfim, gostei muito da protagonista, fiquei o tempo todo torcendo pra ela matar todo mundo. Coisa que não aconteceu com o filme Abigail, que vi recentemente e aparentemente se passa no mesmo universo.
Eu estava esperando outro filme. Não deixa de ser legal, mas o tom de comédia, apesar de leve não é muito a minha praia. Alguém no twitter comparou o filme a Near Dark da Catherine Bigelow quando eu achei mais próximo de Um Drink No Inferno. Gosto de ambos mas a expectativa é outra.
Acaba que os personagens que a gente não se apega acabam morrendo e o único que a gente se apega sobrevive. Fora a Joey, eu não consegui me importar com ninguém.
Gostei muito. Pena que o payoff foi meio qualquer coisa. Mas a construção do suspense foi muito boa, bem original. E a recriação da tevê dos anos 70 foi muito gostosa de ver. Efeitos práticos lindos, ótimo de ver o David Dasmaltchian como leading man de um filme, eu seria só elogios se não fosse o final xoxo. O filme vai crescendo em suspense, crescendo (e muito bem, a sequência dos vermes pra mim é a melhor do filme) e no fim vai pro lugar mais óbvio possivel. Sugestão de algo sinistro é sempre muito mais assustador que raios e meninas levitando com a cabeça aberta no meio.
Outra coisa, se esse filme tivesse saído nos anos 90, o título em pt seria "Diabo, Onze e Meia"
Pelo que eu tô vendo aqui talvez o filme não seja 10/10 pra quem não conhecia a história. Eu como fã do livro, não tendo gostado muito do primeiro, achei um pedaço desinteressante e sem final satisfatório da história pra começar, mas o dois surpreendeu todas as minhas expectativas. Todo o peso da mitologia e da religião presentes no livro, e o quanto essas duas coisas ligadas a um lider carismático são PERIGOSÍSSIMAS, estão aqui e muito bem retratadas. Para quem não sabe Duna NÃO É sobre um salvador branco, o clichê do white savior, pelo contrário, o livro (e os filmes) usam esse clichê para criticá-lo, alertando sobre os perigos de seguir cegamente um líder messiânico.
Os Fremen, como analogia a qualquer povo oprimido, os judeus na segunda guerra OU no período do Exodus biblico, os palestinos hoje em dia (ironicamente massacrados e oprimidos PELOS JUDEUS) podem vir a se tornar opressores. E é isso que Paul teme o filme/livro inteiro. Suas visões preveem um genocidio galáctico perpretrado por ele mesmo e aqueles que o seguem.
Mas sobre o filme, ele traz tudo que o primeiro filme não trouxe. Timothe Salamalaicon traz finalmente o peso e o tormento de ser o "escolhido" que o papel pede. Zendaya tem tempo de brilhar tanto como cética em meio a fanáticos como apaixonada e guerreira. Rebeca Ferguson está excelente e Austin Butler me surpreendeu bastante. As cenas de ação estão mais abertas, permitindo o expectador entender melhor o que acontece (apesar dos inimigos no campo de batalha ainda terem a mesma cor de areia, (custava colocar os Sardaukar de vermelho? ou Azul?) A ação é incrível, as coreografias de luta estão melhores, o deserto é lindo de ver, mas o que esse filme tem de melhor é a construção e o peso da mitologia/religião. Ver o fanatismo e a fé crescendo no personagem Stilgar interpretado por Javier Bardem é curioso, chega até a ser engraçado. Mas extremamente real.
Esse filme é como, comparação até feita por Chris Nolan, o Império Contra-Ataca da franquia. Um primor de filme sci-fi, que mostra a humanidade 20.000 anos no futuro ainda perdida em religião, guerras por poder comercial e intrigas políticas.
Fantástico. Que história desgraçada, caralho. E a real é ainda pior, tem mais um irmão que era rejeitado pelo pai por ser asmático e baixinho que tentou ser wrestler não conseguiu e TAMBÉM se matou, esse irmão, Chris Von Erich não é citado no filme. Gostei muito, me lembrou outro filme, que também é sobre irmãos, tragédia e wrestling, Foxcatcher, também muito bom.
Sou maranhense e a cena do reggae aqui é MUITO forte. Cresci ouvindo Bob Marley e vendo seus shows em dvds, então para os fãs, muito fãs, como eu é um filme estranho.
O ator principal está bem e Lashana Lynch está ótima como sempre, mas a relação dos dois pareceu muito distante, os outros integrantes formadores dos Wailers, Bunny Wailer e Peter Tosh tem, literalmente, segundos de tela e o filme não sabe exatamente que história contar. Se é em torno do show histórico que Bob acabou "unindo" dois representantes de partidos politicos opostos, ou no fim da vida do cantor de modo geral.
Não é um filme ruim mas não conta a história de vida do cantor, apenas uma parte muito pequena e de forma um tanto rasa. Não se aprofunda em quase nada, na relação dele com sua esposa, com seus filhos, com a música, relação com a música essa que veio ANTES da religião rastafari, não mostra as relações extraconjugais de ambos e o fato de ambos criarem filhos de outras relações de seus parceiros como se fossem seus, isso seria interessante de ser abordado num filme. Mas bem, é um filme de biografia, não dá pra esperar muito.
Que bosta. Já tivemos fanfic de Crepúsculo virando filme (50 tons de cinza) agora temos fanfic de Star Wars. Não tem como ser mais genérico, um milhão de clichés, personagens rasos, com pouco tempo de tela e ações heróicas que o filme te força a se importar mas não tem como pois não tem peso, não tem história por trás, não tem carisma ou momentos que justifiquem esses atos heróicos para o espectador. É apenas o espetáculo pelo espetáculo, como todos os filmes do Snyder. Não tem nada de diferente, nada que salte aos olhos, nada que torne esse filme especial, nada que já não tenha sido feito. Um pequeno planeta genérico é oprimido por um império galático genérico e um escolhido genérico deve juntar guerreiros genéricos para uma rebelião genérica, esse filme eu já vi, chama Uma Nova Esperança.
Eu sou fã da franquia Kamen Rider desde os 7 anos de idade, tenho propriedade pra falar, esse filme é uma bela homenagem, a fotografia é muito bonita, muito estilosa, os upgrades ao seriado dos anos 70 e ao mangá original são ao mesmo tempo fiéis e revisados para novas estéticas e novas gerações. Como um filme de super-herói os momentos de êxtase, de triunfo, que sobe a música tema e o herói triunfa são nota 10. Mas dito isso o filme tem alguns pequenos problemas de direção que são próprios do Hideaki Anno, ele dirige live action como quem dirige animação, muitas cenas estáticas com personagens falando, condensação de plot e personagens aparentemente importantes
(a ponto de carregarem o legado do personagem principal) surgindo DO NADA e aos 50 minutos de filme
. Os personagens são pouco humanos e apesar das cenas de ação, ação num sentido amplo, serem inovadoras e inventivas, a coreografia de luta, principalmente na luta final ficou um pouco jogada, feita de qualquer jeito.
Eu não quero ver o ícone da aventura, símbolo da ação, herói de mil façanhas, espancador de nazistas, descobridor de tesouros, envelhecer, ficar fraco, lento, cansado, desgostoso com a vida, não quero, isso é pra pessoas reais de carne e osso.
Nem se fosse pra ser um filme reflexivo sobre envelhecer e conjecturar sobre o peso de glórias passadas e a falta que elas fazem na natureza do personagem no estilo de Os Imperdoáveis do Eastwood , coisa que esse filme arranha muito de leve mas NÃO É.
Pra mim a franquia acabou no cavalgar ao pôr-do-sol na Última Cruzada, como o nome ja diz, a última. Pra mim Caveira de cristal e esse nunca aconteceram. Quem gostou, tenho inveja. Fico com a trilogia original e muito obrigado.
Que filme maluco, amei. Não sabia que era uma continuação. As sequências de espionagem são muito boas e tudo isso girar em torno de um refrigerante é muito original.
Bastante fiel ao livro, mas a edição e a forma como é filmado deixa a coisa toda um pouco tediosa. Se ouvesse mais criatividade nas mudanças entre sonho e realidade, como animação, uso de preto e branco, maquetes, stop-motion, matte painting, algo que deixasse o filme com mais personalidade e menos cara de filme genérico para TV. Imagino o quão mais interessante seria essa adaptação se fosse dirigida por David Cronenberg ou David Lynch
Medíocre. Não sei o que acontece com esses diretores que vão fazer filmes sobre temas batidos e não se preocupam em trazer algo de novo. Algo de original que poderia ser trabalhado seria a relação um pouco tóxica entre os irmãos, como o personagem do Charlie Hunnan controla e sufoca o irmão mais novo, mas que acaba num final água com açucar. Apressado, tudo se apresenta e se resolve rápido demais, fácil demais, com boas atuações mas com um tema muito batido.
Se você já viu Rocky, Warrior com o Tom Hardy ou The Fighter com o Christian Bale, não precisa ver esse filme.
Mortal Kombat 2
3.3 144Qual a dificuldade de entender que o Liu Kang é o herói da história? Esse ator que faz ele inclusive, péssimo. É incrível que mesmo com lutas muito piores, os atores de 95 tinham muito mais carisma que esse elenco todo, tirando o Johhny Cage e o Kano. No filme original, você tinha um motivo pra se importar com a história dos personagens, você via o Liu Kang sonhando com a morte do irmão logo no começo do filme. Nesse filme quando ocorrem mortes eu tava CAGANDO e eu sou fã de MK a ponto de saber a lore do jogo. Não me importei com ninguém em momento algum.
Como Eu Era Antes de Você
3.7 2,3K Assista AgoraAchei a parte do "romance" muito acelerada, a intimidade dos dois vai crescendo mas não chega num ápice que me faça sentir o desespero da Daenerys na cena da praia. É um bom filme sobre suicídio e eutanásia, mas se ele se desse mais tempo nos momentos que ela já conquistou ele e eles estão felizez juntos, a escolha final dele teria mais peso. E se o filme não tivesse vergonha de mergulhar na psiquê dos personagens também, são dois adultos que se desejam e uma das maiores frustrações do personagem é não poder usar o corpo, seja para correr ou para transar com alguém por quem está apaixonado. Isso seria interesssante de ser explorado, como ele se sente em conflito pela nova paixão mais ainda preso num mundo de dor e sofrimento então a eutanásia é uma decisão fixa. Mas eles não podem falar sobre sexo ou a falta que o sexo faz, pq "hihihi filme de amorzinho" não pode falar de sexo.
Planeta dos Macacos: O Reinado
3.5 394 Assista AgoraComparando com a trilogia anterior é fraquíssimo. Infelizmente. Tudo muito rápido e mal desenvolvido, além de repetido, todos os beats do roteiro dão a sensação de dejávu. O sábio orangutango, a revelação do humano que fala, a arma escondida, o símio principal vencer uma luta com um símio mais forte pela inteligência e estratégia, o símio vilão ter vícios e atitudes humanas desprezíveis. O filme ficou no lugar comum e a nova trilogia não era isso.
A Libertação
2.4 189 Assista AgoraQue merda. Vou pegar o roteiro INTEIRO de O exorcista na surdina tirar o catolicismo, dar um tom de Candyman aqui e ali e botar o credo evangélico. Fácil né. E com um final feliz idiota ainda por cima, vai tomar no cu, que lixo. Com TODOS os clichês e signos visuais do exorcista, criança tendo amigo imaginário, criança se mijando, se menstruando, marcas aparencendo e adultos achando que a mãe bate nos filhos, o diabo aparencendo e falando profanidades baratas que hoje em dia não chocam nem criança de 10 anos. O exorcista original era UNIDO por um tema, o amor da mãe pela filha e a dúvida do padre se amava deus ou não. Esse filme não tem tema. É só o exorcismo pelo exorcismo, pra pregar a palavra de deus, a personagem principal nem passa por um arco de redescobrir sua fé, ela simplesmente de uma hora pra outra passa de atéia pra crente que começa a rezar e exorcizar.
Caçador de Assassinos
3.5 172 Assista AgoraSe essa estética linda e as vibes que o Michael Mann alcança tivessem o desenvolvimento de Dragão Vermelho teríamos um thriller perfeito. Os shots, a iluminação, (A TRILHA! O QUE FOI AQUELA CENA FINAL
AO SOM DE IN A GADDA DA VIDDA DO IRON BUTTERFLY!) tudo lindo, mas um pouco apressado. Mal chegamos a ver e conhecer o Dollarhyde no filme todo, o Lector que devia ser só uma ponta tem muito mais destaque que ele. Mais ainda sim é um filme do Michael Mann e eu sou fã do cara, mesmo quando erra, ele erra pouco.
Casamento Sangrento
3.5 1,1K Assista AgoraGostei bastante, claramente inspirado na ideia do filme The Most Dangerous Game (e no conto The Hounds Of Zaroff). Despretensioso com uma premissa bem simples, parece beber da fonte de vários outros filmes parecidos, me lembrou MUITO You're next do Adam Wingard. A cena que o carro capota é idêntica a cena do carro capotando em Clube da luta e o final deles recitando HAIL SATAN, HAIL SATAN também parece uma referência ao final de Bebê de Rosemary. Enfim, gostei muito da protagonista, fiquei o tempo todo torcendo pra ela matar todo mundo.
Coisa que não aconteceu com o filme Abigail, que vi recentemente e aparentemente se passa no mesmo universo.
Abigail
3.1 479Eu estava esperando outro filme. Não deixa de ser legal, mas o tom de comédia, apesar de leve não é muito a minha praia. Alguém no twitter comparou o filme a Near Dark da Catherine Bigelow quando eu achei mais próximo de Um Drink No Inferno. Gosto de ambos mas a expectativa é outra.
Acaba que os personagens que a gente não se apega acabam morrendo e o único que a gente se apega sobrevive. Fora a Joey, eu não consegui me importar com ninguém.
A Vingança Está na Moda
3.6 349 Assista AgoraO filme podia ter construído melhor o romance, pareceu que saiu do nada. O resto foi bom, lembrou Tieta um pouco.
Entrevista com o Demônio
3.4 774 Assista AgoraGostei muito. Pena que o payoff foi meio qualquer coisa. Mas a construção do suspense foi muito boa, bem original. E a recriação da tevê dos anos 70 foi muito gostosa de ver. Efeitos práticos lindos, ótimo de ver o David Dasmaltchian como leading man de um filme, eu seria só elogios se não fosse o final xoxo. O filme vai crescendo em suspense, crescendo (e muito bem, a sequência dos vermes pra mim é a melhor do filme) e no fim vai pro lugar mais óbvio possivel. Sugestão de algo sinistro é sempre muito mais assustador que raios e meninas levitando com a cabeça aberta no meio.
Outra coisa, se esse filme tivesse saído nos anos 90, o título em pt seria "Diabo, Onze e Meia"
Duna: Parte Dois
4.2 861 Assista AgoraPelo que eu tô vendo aqui talvez o filme não seja 10/10 pra quem não conhecia a história. Eu como fã do livro, não tendo gostado muito do primeiro, achei um pedaço desinteressante e sem final satisfatório da história pra começar, mas o dois surpreendeu todas as minhas expectativas. Todo o peso da mitologia e da religião presentes no livro, e o quanto essas duas coisas ligadas a um lider carismático são PERIGOSÍSSIMAS, estão aqui e muito bem retratadas. Para quem não sabe Duna NÃO É sobre um salvador branco, o clichê do white savior, pelo contrário, o livro (e os filmes) usam esse clichê para criticá-lo, alertando sobre os perigos de seguir cegamente um líder messiânico.
Os Fremen, como analogia a qualquer povo oprimido, os judeus na segunda guerra OU no período do Exodus biblico, os palestinos hoje em dia (ironicamente massacrados e oprimidos PELOS JUDEUS) podem vir a se tornar opressores. E é isso que Paul teme o filme/livro inteiro. Suas visões preveem um genocidio galáctico perpretrado por ele mesmo e aqueles que o seguem.
Mas sobre o filme, ele traz tudo que o primeiro filme não trouxe. Timothe Salamalaicon traz finalmente o peso e o tormento de ser o "escolhido" que o papel pede. Zendaya tem tempo de brilhar tanto como cética em meio a fanáticos como apaixonada e guerreira. Rebeca Ferguson está excelente e Austin Butler me surpreendeu bastante. As cenas de ação estão mais abertas, permitindo o expectador entender melhor o que acontece (apesar dos inimigos no campo de batalha ainda terem a mesma cor de areia, (custava colocar os Sardaukar de vermelho? ou Azul?)
A ação é incrível, as coreografias de luta estão melhores, o deserto é lindo de ver, mas o que esse filme tem de melhor é a construção e o peso da mitologia/religião. Ver o fanatismo e a fé crescendo no personagem Stilgar interpretado por Javier Bardem é curioso, chega até a ser engraçado. Mas extremamente real.
Esse filme é como, comparação até feita por Chris Nolan, o Império Contra-Ataca da franquia.
Um primor de filme sci-fi, que mostra a humanidade 20.000 anos no futuro ainda perdida em religião, guerras por poder comercial e intrigas políticas.
Garra de Ferro
3.9 204Fantástico. Que história desgraçada, caralho. E a real é ainda pior, tem mais um irmão que era rejeitado pelo pai por ser asmático e baixinho que tentou ser wrestler não conseguiu e TAMBÉM se matou, esse irmão, Chris Von Erich não é citado no filme. Gostei muito, me lembrou outro filme, que também é sobre irmãos, tragédia e wrestling, Foxcatcher, também muito bom.
Bob Marley: One Love
3.1 196Sou maranhense e a cena do reggae aqui é MUITO forte. Cresci ouvindo Bob Marley e vendo seus shows em dvds, então para os fãs, muito fãs, como eu é um filme estranho.
O ator principal está bem e Lashana Lynch está ótima como sempre, mas a relação dos dois pareceu muito distante, os outros integrantes formadores dos Wailers, Bunny Wailer e Peter Tosh tem, literalmente, segundos de tela e o filme não sabe exatamente que história contar. Se é em torno do show histórico que Bob acabou "unindo" dois representantes de partidos politicos opostos, ou no fim da vida do cantor de modo geral.
Não é um filme ruim mas não conta a história de vida do cantor, apenas uma parte muito pequena e de forma um tanto rasa. Não se aprofunda em quase nada, na relação dele com sua esposa, com seus filhos, com a música, relação com a música essa que veio ANTES da religião rastafari, não mostra as relações extraconjugais de ambos e o fato de ambos criarem filhos de outras relações de seus parceiros como se fossem seus, isso seria interessante de ser abordado num filme. Mas bem, é um filme de biografia, não dá pra esperar muito.
Rebel Moon - Parte 1: A Menina do Fogo
2.6 329 Assista AgoraQue bosta. Já tivemos fanfic de Crepúsculo virando filme (50 tons de cinza) agora temos fanfic de Star Wars. Não tem como ser mais genérico, um milhão de clichés, personagens rasos, com pouco tempo de tela e ações heróicas que o filme te força a se importar mas não tem como pois não tem peso, não tem história por trás, não tem carisma ou momentos que justifiquem esses atos heróicos para o espectador. É apenas o espetáculo pelo espetáculo, como todos os filmes do Snyder. Não tem nada de diferente, nada que salte aos olhos, nada que torne esse filme especial, nada que já não tenha sido feito.
Um pequeno planeta genérico é oprimido por um império galático genérico e um escolhido genérico deve juntar guerreiros genéricos para uma rebelião genérica, esse filme eu já vi, chama Uma Nova Esperança.
O Pacto
3.9 279 Assista AgoraGuy Ritchie dirigindo no modo piloto automático.
Shin Kamen Rider
3.4 24 Assista AgoraEu sou fã da franquia Kamen Rider desde os 7 anos de idade, tenho propriedade pra falar, esse filme é uma bela homenagem, a fotografia é muito bonita, muito estilosa, os upgrades ao seriado dos anos 70 e ao mangá original são ao mesmo tempo fiéis e revisados para novas estéticas e novas gerações. Como um filme de super-herói os momentos de êxtase, de triunfo, que sobe a música tema e o herói triunfa são nota 10. Mas dito isso o filme tem alguns pequenos problemas de direção que são próprios do Hideaki Anno, ele dirige live action como quem dirige animação, muitas cenas estáticas com personagens falando, condensação de plot e personagens aparentemente importantes
(a ponto de carregarem o legado do personagem principal) surgindo DO NADA e aos 50 minutos de filme
[spoiler][/spoiler]
Indiana Jones e a Relíquia do Destino
3.2 357 Assista AgoraEu não quero ver o ícone da aventura, símbolo da ação, herói de mil façanhas, espancador de nazistas, descobridor de tesouros, envelhecer, ficar fraco, lento, cansado, desgostoso com a vida, não quero, isso é pra pessoas reais de carne e osso.
Nem se fosse pra ser um filme reflexivo sobre envelhecer e conjecturar sobre o peso de glórias passadas e a falta que elas fazem na natureza do personagem no estilo de Os Imperdoáveis do Eastwood , coisa que esse filme arranha muito de leve mas NÃO É.
Pra mim a franquia acabou no cavalgar ao pôr-do-sol na Última Cruzada, como o nome ja diz, a última. Pra mim Caveira de cristal e esse nunca aconteceram. Quem gostou, tenho inveja.
Fico com a trilogia original e muito obrigado.
O Centenário Que Saiu Sem Pagar a Conta e Sumiu
3.4 18 Assista AgoraQue filme maluco, amei. Não sabia que era uma continuação. As sequências de espionagem são muito boas e tudo isso girar em torno de um refrigerante é muito original.
The Lathe of Heaven
3.3 2Bastante fiel ao livro, mas a edição e a forma como é filmado deixa a coisa toda um pouco tediosa. Se ouvesse mais criatividade nas mudanças entre sonho e realidade, como animação, uso de preto e branco, maquetes, stop-motion, matte painting, algo que deixasse o filme com mais personalidade e menos cara de filme genérico para TV.
Imagino o quão mais interessante seria essa adaptação se fosse dirigida por David Cronenberg ou David Lynch
Jogos Vorazes: A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes
3.6 438 Assista AgoraNão consigo não ler na minha mente: A catinga dos pássaros e das serpentes
A Queda
3.2 813 Assista AgoraGente! pode copiar o começo de Limite Vertical assim? Tão descaradamente?
Avatar: O Caminho da Água
3.9 1,4K Assista AgoraEsse filme (e o primeiro) é como um refrigerante do meu estado, guaraná jesus, colorido, bonito de ver, doce, previsível e sem sustância nenhuma.
Infiltrado
3.6 329 Assista AgoraO que aconteceu com Guy Ritchie, diretor de Lock, Stock e Snatch? Vem fazendo uma leva de filmes medíocres, um atrás do outro.
Samaritano
2.8 225 Assista AgoraFaltou vontade de fazer alguma coisa diferente. Baita potencial desperdiçado.
Terra Selvagem
3.1 33 Assista AgoraMedíocre. Não sei o que acontece com esses diretores que vão fazer filmes sobre temas batidos e não se preocupam em trazer algo de novo. Algo de original que poderia ser trabalhado seria a relação um pouco tóxica entre os irmãos, como o personagem do Charlie Hunnan controla e sufoca o irmão mais novo, mas que acaba num final água com açucar.
Apressado, tudo se apresenta e se resolve rápido demais, fácil demais, com boas atuações mas com um tema muito batido.
Se você já viu Rocky, Warrior com o Tom Hardy ou The Fighter com o Christian Bale, não precisa ver esse filme.