eu colocaria a culpa em absolutamente tudo e dissociaria o suficiente até achar que o CAPTCHA é ineficaz ou que desaprenderam a aplicar ele corretamente. Achar que eu sou um robô? Negativo. O curta tem umas cenas bacanas, mas no geral é bem fraquinho e mesmo tentando causar impacto o final terminou na mesma nota inicial. A parte mais assustadora desse curta é a música Creep no início em coro de igreja.. isso sim foi inesperado e tenebroso.
Bastante fofo e lindo visualmente, a ideia de trazer o desejo dentro de um artifício físico foi um toque que acrescenta leveza e um tom bastante lúdico que o curta pede. A forma com que as crianças se comportam aqui são tão reais e evocam um frescor de nostalgia de uma época tão importante e tão cheia de energia, de dúvidas que se tornam certezas e de medos que nos incitam a descoberta.
Bizarro demais e extremamente criativo, tem um subtexto aqui sobre as produções infantis e a relação criação - criador dentro de um cenário desolador de abandono e desesperança, sentimentos que remontam aos momentos mais obscuros da humanidade. O fim desse curte além de medonho é bastante interessante e reflexivo.
As cicatrizes dentro de algumas pessoas se tornam feridas abertas naqueles que possuem carinho pelos vitimados e a maneira com que esse curta encontra pra denotar algo tão profundo é de uma delicadeza espantosa. Os visuais minimalistas somados ao surrealismo na tentativa de tornar sentimentos estados sólidos são um trunfo à parte, curta lindíssimo e com um comentário muito interessante sobre nuances muito particulares numa dinâmica sensibilizada pela culpa e pela ausência.
Muito fofo e bastante criativo em utilizar o fantástico unido à imaginação infantil pra falar sobre como a solidão é na verdade um dessabor momentâneo, ressaltando que a vida é cercada de vida e cada pedaço do que nos envolve tem em si uma história ainda não revelada - tendo olhos pra ver e gosto pra se arriscar, viver é um doce que vale apena experimentar!! Muito bonita a mensagem de que se atrever a estar com alguém é, em alguma medida, agregar doçura ao nosso viver.
A insegurança estética masculina me parece mais uma pressão interna do que externa e, em muitos casos, esse receio está mais atrelado a dores profundas remoídas em rancor, auto piedade e fracasso. É um curta bem nichado, mas bem caprichado e com uma mensagem bem pontual. Às vezes um pouco mais de cabelo não ocupa o espaço que a aceitação proporciona; não se opera alegria na vida e certamente não se pendura um preço nela.
A animação tem um texto pretensioso e que deseja soar intelectual o suficiente pra moer de maneira bastante visceral expectativas e visões sobre a vida e mesmo com tudo isso é um curta muito bom e que acentua algo que é um fato: a transformação da felicidade (esse objetivo mundano e absoluto) em uma mercadoria. Ademais, as características da animação em casar uma profusão absurda de detalhes com fluidez e uma mudança de estilo artístico são pontos bem interessantes também.
Poucas vezes vi um stop-motion conseguir passar tanta brutalidade de um lado e tanta irreverência por outro, as conversas são tão cruas que você sente que já as escutou em algum lugar. A escolha da produção na confecção dos personagens foi tão acertadas que é uma pena não ter mais dessa obra pra ver, fiquei com uma vontade imensa de querer saber mais sobre o enredo, mas acho que essa é a magia dos curtas, esse mundinho encantador e incompleto.
Já vi umas três vezes esse curta e sempre me passa uma sensação muito estranha daqueles sentimentos que temos, mas não conseguimos definir exatamente... talvez seja essa espera eterna por algo que a gente já nem sabe ao certo o que é. O jeito talvez seja esperar, uma hora a resposta vem, quem sabe. Talvez ela esteja esperando também.
Mas é óbvio que a melhor (A Melhor!) adaptação de "O Coração Delator" de Edgar Allan Poe seria dirigida por um dos melhores diretores de horror contemporâneo. A atmosfera e o sound design desse curta são avassaladores de opressivos, a inventividade de unir, da forma que foi feito, sons à imagens pra realçar o lúgubre, o asqueroso e o horror são ideias que só podem sair da cabeça de um gênio (e um louco). Eggers é simplesmente fora da curva.
Pra quem deseja ver, aqui: https://youtu.be/b0zcYB4AzWg?si=A004vg_u3sXp57Gh
Fiquei desnorteado pela pulsão sensorial desse filme, entendo agora o foco do Denis na imagem e no som em detrimento dos diálogos (apesar de eu ver um valor gigantesco nestes), agora consigo entender o ponto de vista do diretor sobre. A imagem e o som aqui são dois mundos distintos que se completam de maneira absurda, cada qual contando uma história à parte, desenrolando esse fio de sentimentos que vão de uma aspereza palpável à uma gentileza melancólica, fiquei preso nos pontos que o Denis escolheu retratar, a união da música, a unidade na adversidade, o desejo de alcançar mesmo oque parece impossível, a equidade na visão de quem enxerga pra além da pequenez do mundo segregacionista. Que curta inspirado, namoral.
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I’m Not a Robot
3.4 40eu colocaria a culpa em absolutamente tudo e dissociaria o suficiente até achar que o CAPTCHA é ineficaz ou que desaprenderam a aplicar ele corretamente. Achar que eu sou um robô? Negativo. O curta tem umas cenas bacanas, mas no geral é bem fraquinho e mesmo tentando causar impacto o final terminou na mesma nota inicial. A parte mais assustadora desse curta é a música Creep no início em coro de igreja.. isso sim foi inesperado e tenebroso.
Yuck
3.4 33Bastante fofo e lindo visualmente, a ideia de trazer o desejo dentro de um artifício físico foi um toque que acrescenta leveza e um tom bastante lúdico que o curta pede. A forma com que as crianças se comportam aqui são tão reais e evocam um frescor de nostalgia de uma época tão importante e tão cheia de energia, de dúvidas que se tornam certezas e de medos que nos incitam a descoberta.
Wander to Wonder
3.3 31Bizarro demais e extremamente criativo, tem um subtexto aqui sobre as produções infantis e a relação criação - criador dentro de um cenário desolador de abandono e desesperança, sentimentos que remontam aos momentos mais obscuros da humanidade. O fim desse curte além de medonho é bastante interessante e reflexivo.
In The Shadow Of the Cypress
3.7 29As cicatrizes dentro de algumas pessoas se tornam feridas abertas naqueles que possuem carinho pelos vitimados e a maneira com que esse curta encontra pra denotar algo tão profundo é de uma delicadeza espantosa. Os visuais minimalistas somados ao surrealismo na tentativa de tornar sentimentos estados sólidos são um trunfo à parte, curta lindíssimo e com um comentário muito interessante sobre nuances muito particulares numa dinâmica sensibilizada pela culpa e pela ausência.
Magic Candies
3.8 36Muito fofo e bastante criativo em utilizar o fantástico unido à imaginação infantil pra falar sobre como a solidão é na verdade um dessabor momentâneo, ressaltando que a vida é cercada de vida e cada pedaço do que nos envolve tem em si uma história ainda não revelada - tendo olhos pra ver e gosto pra se arriscar, viver é um doce que vale apena experimentar!! Muito bonita a mensagem de que se atrever a estar com alguém é, em alguma medida, agregar doçura ao nosso viver.
Beautiful Men
2.6 23A insegurança estética masculina me parece mais uma pressão interna do que externa e, em muitos casos, esse receio está mais atrelado a dores profundas remoídas em rancor, auto piedade e fracasso. É um curta bem nichado, mas bem caprichado e com uma mensagem bem pontual. Às vezes um pouco mais de cabelo não ocupa o espaço que a aceitação proporciona; não se opera alegria na vida e certamente não se pendura um preço nela.
Felicidade
4.5 53A animação tem um texto pretensioso e que deseja soar intelectual o suficiente pra moer de maneira bastante visceral expectativas e visões sobre a vida e mesmo com tudo isso é um curta muito bom e que acentua algo que é um fato: a transformação da felicidade (esse objetivo mundano e absoluto) em uma mercadoria. Ademais, as características da animação em casar uma profusão absurda de detalhes com fluidez e uma mudança de estilo artístico são pontos bem interessantes também.
Contra-Filé
3.9 21Poucas vezes vi um stop-motion conseguir passar tanta brutalidade de um lado e tanta irreverência por outro, as conversas são tão cruas que você sente que já as escutou em algum lugar. A escolha da produção na confecção dos personagens foi tão acertadas que é uma pena não ter mais dessa obra pra ver, fiquei com uma vontade imensa de querer saber mais sobre o enredo, mas acho que essa é a magia dos curtas, esse mundinho encantador e incompleto.
O Paradoxo da Espera do Ônibus
3.8 413Já vi umas três vezes esse curta e sempre me passa uma sensação muito estranha daqueles sentimentos que temos, mas não conseguimos definir exatamente... talvez seja essa espera eterna por algo que a gente já nem sabe ao certo o que é. O jeito talvez seja esperar, uma hora a resposta vem, quem sabe. Talvez ela esteja esperando também.
Nimic
3.5 67Eu simplesmente não faço a menor ideia de que caralho eu acabei de ver, mas definitivamente algo foi feito aqui
O Coração Revelador
3.4 6Mas é óbvio que a melhor (A Melhor!) adaptação de "O Coração Delator" de Edgar Allan Poe seria dirigida por um dos melhores diretores de horror contemporâneo. A atmosfera e o sound design desse curta são avassaladores de opressivos, a inventividade de unir, da forma que foi feito, sons à imagens pra realçar o lúgubre, o asqueroso e o horror são ideias que só podem sair da cabeça de um gênio (e um louco). Eggers é simplesmente fora da curva.
Pra quem deseja ver, aqui: https://youtu.be/b0zcYB4AzWg?si=A004vg_u3sXp57Gh
REW FFWd
3.5 4Fiquei desnorteado pela pulsão sensorial desse filme, entendo agora o foco do Denis na imagem e no som em detrimento dos diálogos (apesar de eu ver um valor gigantesco nestes), agora consigo entender o ponto de vista do diretor sobre. A imagem e o som aqui são dois mundos distintos que se completam de maneira absurda, cada qual contando uma história à parte, desenrolando esse fio de sentimentos que vão de uma aspereza palpável à uma gentileza melancólica, fiquei preso nos pontos que o Denis escolheu retratar, a união da música, a unidade na adversidade, o desejo de alcançar mesmo oque parece impossível, a equidade na visão de quem enxerga pra além da pequenez do mundo segregacionista. Que curta inspirado, namoral.