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Um dos melhores filmes do cinema e com certeza um dos maiores do Tarantino. Essa obra tem, possivelmente, uma das cenas finais mais satisfatórias do cinema, juntamente com AS cenas mais avassaladoras em termos de lidar com o acaso enquanto elemento transformador da trama e também é um dos primeiros que vi que levanta o tema da violência enquanto um desejo inerente ao ser humano e o tanto que esses atos horripilantes remontam visões bem mais filosóficas do que o filme pretende trazer, um exemplo claro é o General Hans Landa e sua estórias sobre ratos e esquilos. A violência troca de lado e moralidade como extensão também faz o mesmo, muito embora a justificativa de tal violência acabe recaindo em conceitos bem mais complexos e questões que não são tão simples quanto o filme às vezes busca trazer. O simples fato de trazer tais temas por si só já fazem desse filme um dos maiores do cinema, ainda tem uma fotografia muito característica e uma edição magistral. Bastardos Inglórios é uma obra provocadora, bem conduzidas e um dos grandes marcos do cinema.
Filme-denúncia sobre a incompetência dos aparatos de investigação da década de 70 frente a violência contra a mulher numa sociedade "moderna". Um retrato cruel, seco e visceral do mal que se agigantava num país mergulhado em violência, de homens (em sua grande maioria) doentios, quebrados e que viam seus papéis masculinos sendo gradativamente diminuídos, restando apenas os músculos e a truculência para manter poder num mundo cada vez mais plural, cada vez mais difuso. A conversa diretamente desse filme é sobre o papel feminino em sua própria emancipação enquanto indivíduo numa sociedade em progresso galopante e o véu de uma sociedade patriarcal pairando sobre todos os cantos, em todos os homens. Existe aqui diversas personas masculinas: o "amigo" inconveniente e oportunista, uma figura de poder midiático que trata mulheres como gado e se sente ofendido pela mera possibilidade de ter sua imbecilidade denunciada e um homem brutal, manipulador e muito bem articulado. São arquétipos diferentes entre si, mas todos recaem na mesma vontade de construção de personalidade: todos são homens que procuram poder em sua própria masculinidade. Suas características mais marcantes são serem homens e estarem impunes de qualquer mazela que possam gerar.
Longa-metragem maravilhoso, com uma cadência boa e com cenas não só instigantes, mas muito bem construídas tanto em diálogos, estética, cenários e personagens.
Honestamente, gostaria de ter tido uma experiência melhor com o filme, mas não foi o que aconteceu. Achei ele bastante interessante em alguns pontos, mas acabei perdendo interesse a cada cena de Making Off que aparecia e a medida que o filme levantava questões pertinentes e rapidamente as deixava de lado (um exemplo é a questão do culto The Woods, mesmo tendo sido explorado no final, foi de forma bastante pobre), acho que esperava um filme mais voltado para uma degradação relativa a inexistência de caráter e moralidade por parte do Host e em como o foco nessa paranormalidade, cenas "assustadoras" acabaram me tirando do filme, não nego que a cena final é muito boa mesmo e que as discussões entre ceticismo e sobrenatural tem um quê de instigante, mas nada se segura por muito tempo e rapidamente fui me entediando e como consequência me desconectei com o longa. Talvez porquê esperava algo e o filme tinha outra proposta, talvez porquê ele realmente teve problemas de condução, de qualquer modo, tem pontos interessantes e uma inventividade em lidar com características da trama de maneira bastante única, por outro lado, acaba fazendo isso de maneira bastante rasa e parece se esquivar de momentos mais decisivos e descamba para algo piegas e desinteressante.