Vale muito mais pelos atores do que o roteiro em si. Dá uma romantizada devido a assassina ser feita pela Elizabeth Olsen, o que nos faz simpatizar com ela em alguns momentos e para mim, é um pouco incabível qualquer história baseada em fatos reais fazer isso com o público. Me cansa a HBO querer essa versão tendo outra feita na HULU um pouco antes com a Jessica Biel, que me pareceu mais macabra. Honestamente, não foi uma experiência marcante, mas não perdi meu tempo. Gostei muito de ver a Elizabeth Olsen aqui e acho a forma "caricata" dela atuar muito interessante. As expressões dela são muito boas e entendo quem não gosta, mas no meu caso, eu acho quase divino. Quando precisa ser sutil com apenas um olhar, ela consegue, e quando precisa ser ridiculamente óbvia, ela também faz isso e com muita maestria. Ela está se provando uma atriz cada vez melhor, a cada novo trabalho. Quero ver mais dela e queria melhores projetos, pois sei que não precisa de muito para grandes premiações enxergarem ela como a atriz que ela é e a desvincular da Wanda da MCU.
Terminei com a mesma sensação de quando terminei The Good Girls. Pegaram uma série que começou bem e cagaram com o durante dela até que restasse apenas uma única coisa boa: um ou outro personagem que nos prende porque a história mesmo... Mas diferente de The Good Girls, aqui ainda tem um ou outro detalhe que dá para salvar, infelizmente a
morte da Judy não é um desses. Primeiramente que sapatão não tem paz e segundo que a mulher já tinha passado por tanta situação merda e eles enfiaram mais sofrimento por 0 motivos. Dava para chocar o público matando a Jen ou sei lá.
E meu Deus, como esses roteiristas foram talentosos em fazer uma protagonista como a Jen insuportável.
Sempre que eu comprava a personalidade dela, ela ia lá e me fazia odiá-la de novo. Eu chorando rios com a morte da Judy e tentando buscar algo positivo naquela conclusão, me vem a Jen depois de meses, já tendo seu bebê, e decide contar a verdade para o gêmeo lá que já esqueci o nome... Oi? Manteve a gravidez todinha sem contar que matou o irmão do pai do seu filho? Era melhor nem ter contado e deixado esse segredo entre ela e a Judy mesmo. Mas não, VAMOS CONTAR PARA O GÊMEO MAS NÃO VAMOS CONTAR COMO O GÊMEO REAGIU COM ISSO. [emoji de palhaço]
Me cansava muito essa coisa de omissão, mas nessa temporada foi excessivo demais. Não deu, infelizmente. As duas melhores amigas mentindo o tempo todo uma para outra em nome de se proteger sendo que os assuntos eram ASSUNTOS SÉRIOS e elas já tinham passado dessa fase de 'ai não posso contar se não tudo vai mudar entre nós'. Sinceramente, que bom que acabou.
Quanto as atrizes, adoro elas. Cativantes demais porque se não fosse por isso, teria parado no segundo episódio dessa temporada.
O tanto de nomes grandes que devem ter feito parte dessa sujeira e não sido exposto não está nem escrito... Na verdade, o que tem de crimes desse porte nesse mundo de gente com $$$ e que não sabemos e talvez nunca saberemos, isso sim não está escrito.
Se não fosse pelo episódio final, eu daria uma estrela. O final aumentou para quatro abruptamente. Tudo o que critiquei se mostrou proposital quando Jen criticou por conta própria. Eu passei todos os episódios sentindo raiva do roteiro, CGI, da mesmice e então, ela invade a MARVEL e leva minha reclamação para lá. Achei incrível, uma ideia genial que nunca esperaria da Marvel, ainda mais depois dos últimos lançamentos. Tatiana Maslany é fenomenal e por toda a temporada, me perguntei porque Diabos ela tinha aceitado esse papel, mas entendi tudo e agora não consigo ver outra pessoa em seu lugar.
Meu ranking de séries atualmente da MCU está: 1: Cavaleiro da Lua 2: Mulher Hulk 3: Wandavision 4: Falcão e o Soldado Invernal 5: Gavião Arqueiro 6: Mrs. Marvel 7: Loki 8: What If
Único defeito é tudo indicar que Hannibal é suspeito, mas todos ignorarem até o penúltimo episódio da segunda temporada. Vou dar 4 estrelas pelas atuações, pela fotografia, pelo "sentimento" mostrado nas cenas a parte da realidade e pelos diálogos. Metade de uma estrela pelo spoiler no começo que é uma das cenas do final. Fiquei em choque com a audácia de fazerem isso. Muito bom mesmo!
Se amar o final de Lost for um crime, me prendam! Eu reconheço que essa série é cheia das controvérsias, mas criei um apego por ela tão grande que deixo minhas críticas mais técnicas de lado e me rendo a ela como um todo. Não é a melhor série já feita e está longe de ser bem estruturada falando do roteiro, mas a filosofia dela me moldou muito como ser humano. Por ela transcender essa linha entre ser uma obra para que eu avalie e ir até a parte em que mexe comigo como pessoa, eu ignoro cada defeito para dar 5 estrelas. John Locke um dos melhores personagens que já assisti!
Rowan é tão fofo *-* Série boa com um humor para poucos, não faz muito meu estilo, mas simpatizei muito com o personagem doido do Rowan e sinceramente, nunca achei que pudesse odiar tanto uma mísera abelha.
A beleza dessa série está em não ter medo de ser ridícula. Muito boa.
Como tudo é no ponto de vista do protagonista, vemos seu narcisismo com detalhe nas vezes que ele fica se elogiando, quando todas as mulheres ficam obcecadas por ele, pensando apenas em sexo o tempo todo e como ele jura que é o melhor criminoso. Mas então, sutilmente, vemos que não é bem assim.
Clark é um péssimo ladrão, por muitas vezes, péssimo na cama [o que ele nem se importa e é muito divertido de se ver], péssimo nos relacionamentos, péssimo em tudo o que se propõe a fazer, mas é um péssimo tão bem aventurado que se torna cômico e nos faz esquecer de que ele não é tudo isso que ele mesmo se taxa e nos faça até nos impressionar com uma coisa ou outra. Impressionar com suas péssimas ideias, é claro.
Clark muito provavelmente é um sociopata que não tem apreço por nada nessa vida. Nada. Nem por aquela quem ditou ser o seu grande amor. Ele quase sente algo quando se trata dos pais, mas ainda assim, é muito frio. Seu único desejo é estar se metendo em confusão por odiar o tédio, além de se colocar na prisão para que o sentimento de aprisionamento o faça ir a loucura pela liberdade. É um loop de estar sempre cometendo crimes que não te levam a lugar nenhum apenas para se ferrar e dar as pessoas um pouco do que falar. Resumidamente, Clark é um irresponsável viciado em adrenalina que não tem medo de nada.
É tipo vivendo a vida adoidado e foda-se.
Gosto que a série não te obriga a gostar dele. Ela só faz o seu papel de apresentar as merdas que ele fala, faz e pensa e cabe a você escolher se vai adorar esse homem de mal caráter. Bom, eu não gostei dele, a síndrome de Estocolmo não chegou até mim, mas quanto a série... Recomendo!
Bill Skarsgard brilha aqui como de costume, mas a edição teve mais protagonismo do que o ator. O exagero é a cereja do bolo.
Steven Knight provando ter construído e encerrado uma série sem defeitos. Que raridade encontrar um trabalho quase impecável como esse. É claro que tem suas falhas e nessa temporada, teve sim sim uma ou outra coisinha que desgostei, mas que não interfere em nada na obra como um todo. Sobre os conflitos: Confesso que esperava mais do Jack Nelson, achei que ele seria um vilão super assustador e embora fosse meio macabro, nada que tirasse minha certeza de que Thomas sobreviveria a ele. Quanto ao Oswald Mosley e a Diana Mitford, Projetos do capiroto! A dinâmica deles foi muito interessante e gosto como o Oswald ficou meio de escanteio perto da amante/futura esposa. Diana é a junção dos ideais mais bizarros que vimos na série e ver Thomas
dormindo com ela apenas para 'provar' sua lealdade foi mostrar ainda mais para a gente o quanto o Thomas está cansado de se vender, se posso dizer assim.
Por toda a série, Thomas veio dormindo com mulheres apenas para ter algo delas como com a May para entrar nas corridas, com a Jessie para aquela questão política, mas dessa vez, ele chegou ao ponto de se enojar consigo mesmo. Muito interessante ver isso do ponto de vista de um homem. Michael Gray. O que dizer dele? Muito triste como ele se perdeu na ira e ganância. Ele tinha tudo para ser o herdeiro de Thomas e infelizmente fez prevalecer uma raiva que não cabia na situação.
E para quem não entendeu, sim, ele era o Black Cat. Thomas disse que o gato preto significava traição vindo de alguém próximo e que essa pessoa queria sua coroa. Logo, é Michael. O Billy é só mais um idiota que traiu os Peaky Blinders mesmo e não o Black Cat que foi citado a temporada 5 inteira.
morte da Ruby. Cruel demais para os personagens e cruel demais para quem assistia. Embora até agora seja difícil engolir a morte de uma criança assim do nada, gostei do retorno da safira e toda temática cigana sendo destacada. A série sempre foi sobre isso, né... E também foi meio interessante como o Steven Knight decidiu matar a menina de tuberculose como a Greta [primeira namorada do Thomas], já que a Ruby foi concebida no mesmo lugar que eles passavam juntos.
Ponto negativo que se tornou positivo: Duke Shelby. Quando surgiu esse menino, eu achei uma jogada do roteiro tão pobre. Tira um, coloca outro. Substitui assim tão fácil... Mas a forma que ele me cativou fez eu ignorar brevemente isso. O retorno da Esme foi simplesmente perfeito! Aquela mulher é louca! Desde que ela deixou os Shelby na temporada 4, sabíamos que ela guardaria rancor e ódio da família e principalmente do Thomas. A forma que ela prendeu o Thomas enquanto a
Ruby tava no hospital foi a coisa mais maldosa que poderia ter sido feita. Ela sabia o tempo todo da maldição e enrolou até o Thomas perceber que trocou as últimas horas que poderia estar se despedindo da filha, para perseguir fantasmas. "Religião é uma resposta idiota para uma pergunta idiota" e "Um minuto. O minuto de um soldado na guerra, é tudo o que ele tem" resumiu esse episódio inteiro. E também gosto de como o episódio se passa em apenas um dia e não em diaS, semanas ou meses como nos outros.
Lizzie provando ser a personagem mais forte e colocando o Thomas no chinelo somente com o olhar. Sério, não tinha um momento em que eles estavam em cena que eu não pensava: Thomas é a pessoa mais fraca e covarde que tem. Toda vez que ele renega sua dor, insiste em focar só no trabalho e mente mostra a fraqueza dele de não encarar os problemas emocionais e Lizzie fez isso com maestria. Sofreu, mas aguentou a rajada. Palmas para a atriz que interpreta porque ela foi simplesmente EXCELENTE. Arthur ficou devendo mais tempo de tela e confesso que achei cansativo todo esse drama com as drogas. Parece que ele parou no tempo lá da segunda temporada. E o final dele ficou muito insatisfatório. Porém gostei da lealdade e amor ao irmão naquela carta que a Linda leu. Ada mais uma vez perfeita. Nada novo sob o sol. Por fim, sobre o Thomas. Já esperava o final que teve.
Steven Knight gosta do inesperado e todos achavam que ele não sobreviveria. O que podem não ter notado, foi as repetidas vezes que foi dito: "eles não me deixam passar". Todo esse lance espiritual na série é relevante e estava escancarado ali para gente o tempo todo. Thomas ter saído dessa vivo pode ser mais 'negativo' do que 'positivo', porque o diretor disse que o final que foi dado era a forma dele arcar com as consequências de suas atitudes e experiências. O final feliz de Thomas é a morte, o descanso e para isso, ele terá que se redimir para poder enfim "passar".
Uma ressalva para a cena mais impactante de toda a temporada, quiçá da série inteira, que é quando o Thomas
está prestes a matar o médico que mentiu seu diagnóstico e o sino toca. Ele diz 'décima primeira hora, AMIRSTÍCIO'. Às 11 horas, do dia 11 do mês 11 de 1918 foi quando a guerra acabou e ficou conhecido como o dia do Amirstício.
E foi somente no ano de 1934 que ele finalmente se viu fora da guerra, fosse da França, fosse a guerra que vivia consigo mesmo na sua própria cabeça. Foi ali, naquele instante, que Thomas pôs fim de onde a série começou. Da dor, do trauma, da violência, da sede por poder. Ele já conseguiu tudo o que queria e agora está em paz consigo mesmo.
Escrevi até mais do que pretendia, mas é porque essa série é complexa demais para apenas estrelhinhas e um elogio. Eu imergi por completo nessa história e estou ansiosa para o filme. Quero ver Ada na política, Arthur ficando bem, rivalidade entre Duke, Finn e Charles, quero ver Lizzie feliz e Thomas se redimindo.
Amor e Morte
3.8 168 Assista AgoraVale muito mais pelos atores do que o roteiro em si. Dá uma romantizada devido a assassina ser feita pela Elizabeth Olsen, o que nos faz simpatizar com ela em alguns momentos e para mim, é um pouco incabível qualquer história baseada em fatos reais fazer isso com o público. Me cansa a HBO querer essa versão tendo outra feita na HULU um pouco antes com a Jessica Biel, que me pareceu mais macabra. Honestamente, não foi uma experiência marcante, mas não perdi meu tempo. Gostei muito de ver a Elizabeth Olsen aqui e acho a forma "caricata" dela atuar muito interessante. As expressões dela são muito boas e entendo quem não gosta, mas no meu caso, eu acho quase divino. Quando precisa ser sutil com apenas um olhar, ela consegue, e quando precisa ser ridiculamente óbvia, ela também faz isso e com muita maestria. Ela está se provando uma atriz cada vez melhor, a cada novo trabalho. Quero ver mais dela e queria melhores projetos, pois sei que não precisa de muito para grandes premiações enxergarem ela como a atriz que ela é e a desvincular da Wanda da MCU.
Disque Amiga para Matar (3ª Temporada)
3.8 56 Assista AgoraTerminei com a mesma sensação de quando terminei The Good Girls. Pegaram uma série que começou bem e cagaram com o durante dela até que restasse apenas uma única coisa boa: um ou outro personagem que nos prende porque a história mesmo... Mas diferente de The Good Girls, aqui ainda tem um ou outro detalhe que dá para salvar, infelizmente a
morte da Judy não é um desses. Primeiramente que sapatão não tem paz e segundo que a mulher já tinha passado por tanta situação merda e eles enfiaram mais sofrimento por 0 motivos. Dava para chocar o público matando a Jen ou sei lá.
E meu Deus, como esses roteiristas foram talentosos em fazer uma protagonista como a Jen insuportável.
Sempre que eu comprava a personalidade dela, ela ia lá e me fazia odiá-la de novo. Eu chorando rios com a morte da Judy e tentando buscar algo positivo naquela conclusão, me vem a Jen depois de meses, já tendo seu bebê, e decide contar a verdade para o gêmeo lá que já esqueci o nome... Oi? Manteve a gravidez todinha sem contar que matou o irmão do pai do seu filho? Era melhor nem ter contado e deixado esse segredo entre ela e a Judy mesmo. Mas não, VAMOS CONTAR PARA O GÊMEO MAS NÃO VAMOS CONTAR COMO O GÊMEO REAGIU COM ISSO. [emoji de palhaço]
Me cansava muito essa coisa de omissão, mas nessa temporada foi excessivo demais. Não deu, infelizmente. As duas melhores amigas mentindo o tempo todo uma para outra em nome de se proteger sendo que os assuntos eram ASSUNTOS SÉRIOS e elas já tinham passado dessa fase de 'ai não posso contar se não tudo vai mudar entre nós'. Sinceramente, que bom que acabou.
Quanto as atrizes, adoro elas. Cativantes demais porque se não fosse por isso, teria parado no segundo episódio dessa temporada.
Jeffrey Epstein: Poder e Perversão
3.7 148 Assista AgoraO tanto de nomes grandes que devem ter feito parte dessa sujeira e não sido exposto não está nem escrito... Na verdade, o que tem de crimes desse porte nesse mundo de gente com $$$ e que não sabemos e talvez nunca saberemos, isso sim não está escrito.
Mulher-Hulk: Defensora de Heróis
3.1 472 Assista AgoraSe não fosse pelo episódio final, eu daria uma estrela. O final aumentou para quatro abruptamente. Tudo o que critiquei se mostrou proposital quando Jen criticou por conta própria. Eu passei todos os episódios sentindo raiva do roteiro, CGI, da mesmice e então, ela invade a MARVEL e leva minha reclamação para lá. Achei incrível, uma ideia genial que nunca esperaria da Marvel, ainda mais depois dos últimos lançamentos.
Tatiana Maslany é fenomenal e por toda a temporada, me perguntei porque Diabos ela tinha aceitado esse papel, mas entendi tudo e agora não consigo ver outra pessoa em seu lugar.
Meu ranking de séries atualmente da MCU está:
1: Cavaleiro da Lua
2: Mulher Hulk
3: Wandavision
4: Falcão e o Soldado Invernal
5: Gavião Arqueiro
6: Mrs. Marvel
7: Loki
8: What If
E o de vocês?
Hannibal (2ª Temporada)
4.5 809Único defeito é tudo indicar que Hannibal é suspeito, mas todos ignorarem até o penúltimo episódio da segunda temporada. Vou dar 4 estrelas pelas atuações, pela fotografia, pelo "sentimento" mostrado nas cenas a parte da realidade e pelos diálogos. Metade de uma estrela pelo spoiler no começo que é uma das cenas do final. Fiquei em choque com a audácia de fazerem isso. Muito bom mesmo!
Lost (6ª Temporada)
3.9 1,0K Assista AgoraSe amar o final de Lost for um crime, me prendam! Eu reconheço que essa série é cheia das controvérsias, mas criei um apego por ela tão grande que deixo minhas críticas mais técnicas de lado e me rendo a ela como um todo. Não é a melhor série já feita e está longe de ser bem estruturada falando do roteiro, mas a filosofia dela me moldou muito como ser humano. Por ela transcender essa linha entre ser uma obra para que eu avalie e ir até a parte em que mexe comigo como pessoa, eu ignoro cada defeito para dar 5 estrelas. John Locke um dos melhores personagens que já assisti!
Homem X Abelha: A Batalha
3.4 74Rowan é tão fofo *-* Série boa com um humor para poucos, não faz muito meu estilo, mas simpatizei muito com o personagem doido do Rowan e sinceramente, nunca achei que pudesse odiar tanto uma mísera abelha.
Clark
3.7 44A beleza dessa série está em não ter medo de ser ridícula. Muito boa.
Como tudo é no ponto de vista do protagonista, vemos seu narcisismo com detalhe nas vezes que ele fica se elogiando, quando todas as mulheres ficam obcecadas por ele, pensando apenas em sexo o tempo todo e como ele jura que é o melhor criminoso. Mas então, sutilmente, vemos que não é bem assim.
Clark é um péssimo ladrão, por muitas vezes, péssimo na cama [o que ele nem se importa e é muito divertido de se ver], péssimo nos relacionamentos, péssimo em tudo o que se propõe a fazer, mas é um péssimo tão bem aventurado que se torna cômico e nos faz esquecer de que ele não é tudo isso que ele mesmo se taxa e nos faça até nos impressionar com uma coisa ou outra. Impressionar com suas péssimas ideias, é claro.
Clark muito provavelmente é um sociopata que não tem apreço por nada nessa vida. Nada. Nem por aquela quem ditou ser o seu grande amor. Ele quase sente algo quando se trata dos pais, mas ainda assim, é muito frio. Seu único desejo é estar se metendo em confusão por odiar o tédio, além de se colocar na prisão para que o sentimento de aprisionamento o faça ir a loucura pela liberdade. É um loop de estar sempre cometendo crimes que não te levam a lugar nenhum apenas para se ferrar e dar as pessoas um pouco do que falar. Resumidamente, Clark é um irresponsável viciado em adrenalina que não tem medo de nada.
É tipo vivendo a vida adoidado e foda-se.
Gosto que a série não te obriga a gostar dele. Ela só faz o seu papel de apresentar as merdas que ele fala, faz e pensa e cabe a você escolher se vai adorar esse homem de mal caráter. Bom, eu não gostei dele, a síndrome de Estocolmo não chegou até mim, mas quanto a série... Recomendo!
Bill Skarsgard brilha aqui como de costume, mas a edição teve mais protagonismo do que o ator. O exagero é a cereja do bolo.
Peaky Blinders: Sangue, Apostas e Navalhas (6ª Temporada)
4.1 219Steven Knight provando ter construído e encerrado uma série sem defeitos. Que raridade encontrar um trabalho quase impecável como esse. É claro que tem suas falhas e nessa temporada, teve sim sim uma ou outra coisinha que desgostei, mas que não interfere em nada na obra como um todo.
Sobre os conflitos: Confesso que esperava mais do Jack Nelson, achei que ele seria um vilão super assustador e embora fosse meio macabro, nada que tirasse minha certeza de que Thomas sobreviveria a ele.
Quanto ao Oswald Mosley e a Diana Mitford, Projetos do capiroto! A dinâmica deles foi muito interessante e gosto como o Oswald ficou meio de escanteio perto da amante/futura esposa. Diana é a junção dos ideais mais bizarros que vimos na série e ver Thomas
dormindo com ela apenas para 'provar' sua lealdade foi mostrar ainda mais para a gente o quanto o Thomas está cansado de se vender, se posso dizer assim.
Michael Gray. O que dizer dele? Muito triste como ele se perdeu na ira e ganância. Ele tinha tudo para ser o herdeiro de Thomas e infelizmente fez prevalecer uma raiva que não cabia na situação.
E para quem não entendeu, sim, ele era o Black Cat. Thomas disse que o gato preto significava traição vindo de alguém próximo e que essa pessoa queria sua coroa. Logo, é Michael. O Billy é só mais um idiota que traiu os Peaky Blinders mesmo e não o Black Cat que foi citado a temporada 5 inteira.
E o que foi a
morte da Ruby. Cruel demais para os personagens e cruel demais para quem assistia. Embora até agora seja difícil engolir a morte de uma criança assim do nada, gostei do retorno da safira e toda temática cigana sendo destacada. A série sempre foi sobre isso, né... E também foi meio interessante como o Steven Knight decidiu matar a menina de tuberculose como a Greta [primeira namorada do Thomas], já que a Ruby foi concebida no mesmo lugar que eles passavam juntos.
Ponto negativo que se tornou positivo: Duke Shelby. Quando surgiu esse menino, eu achei uma jogada do roteiro tão pobre. Tira um, coloca outro. Substitui assim tão fácil... Mas a forma que ele me cativou fez eu ignorar brevemente isso.
O retorno da Esme foi simplesmente perfeito! Aquela mulher é louca! Desde que ela deixou os Shelby na temporada 4, sabíamos que ela guardaria rancor e ódio da família e principalmente do Thomas. A forma que ela prendeu o Thomas enquanto a
Ruby tava no hospital foi a coisa mais maldosa que poderia ter sido feita. Ela sabia o tempo todo da maldição e enrolou até o Thomas perceber que trocou as últimas horas que poderia estar se despedindo da filha, para perseguir fantasmas. "Religião é uma resposta idiota para uma pergunta idiota" e "Um minuto. O minuto de um soldado na guerra, é tudo o que ele tem" resumiu esse episódio inteiro. E também gosto de como o episódio se passa em apenas um dia e não em diaS, semanas ou meses como nos outros.
Lizzie provando ser a personagem mais forte e colocando o Thomas no chinelo somente com o olhar. Sério, não tinha um momento em que eles estavam em cena que eu não pensava: Thomas é a pessoa mais fraca e covarde que tem. Toda vez que ele renega sua dor, insiste em focar só no trabalho e mente mostra a fraqueza dele de não encarar os problemas emocionais e Lizzie fez isso com maestria. Sofreu, mas aguentou a rajada. Palmas para a atriz que interpreta porque ela foi simplesmente EXCELENTE.
Arthur ficou devendo mais tempo de tela e confesso que achei cansativo todo esse drama com as drogas. Parece que ele parou no tempo lá da segunda temporada. E o final dele ficou muito insatisfatório. Porém gostei da lealdade e amor ao irmão naquela carta que a Linda leu.
Ada mais uma vez perfeita. Nada novo sob o sol.
Por fim, sobre o Thomas. Já esperava o final que teve.
Steven Knight gosta do inesperado e todos achavam que ele não sobreviveria. O que podem não ter notado, foi as repetidas vezes que foi dito: "eles não me deixam passar". Todo esse lance espiritual na série é relevante e estava escancarado ali para gente o tempo todo. Thomas ter saído dessa vivo pode ser mais 'negativo' do que 'positivo', porque o diretor disse que o final que foi dado era a forma dele arcar com as consequências de suas atitudes e experiências. O final feliz de Thomas é a morte, o descanso e para isso, ele terá que se redimir para poder enfim "passar".
Uma ressalva para a cena mais impactante de toda a temporada, quiçá da série inteira, que é quando o Thomas
está prestes a matar o médico que mentiu seu diagnóstico e o sino toca. Ele diz 'décima primeira hora, AMIRSTÍCIO'. Às 11 horas, do dia 11 do mês 11 de 1918 foi quando a guerra acabou e ficou conhecido como o dia do Amirstício.
Escrevi até mais do que pretendia, mas é porque essa série é complexa demais para apenas estrelhinhas e um elogio. Eu imergi por completo nessa história e estou ansiosa para o filme. Quero ver Ada na política, Arthur ficando bem, rivalidade entre Duke, Finn e Charles, quero ver Lizzie feliz e Thomas se redimindo.