Para quem gosta desse estilo de filmes, é um grandiosíssimo filme! E afirmo, se não for o melhor da Marvel até agora, eu tinha dado o lugar para Os Guardiões da Galáxia, mas esse está sensacional. É tudo que a Marvel sabe fazer, mas potencializada. A Era de Ultron, já começa muito bem com a continuidade do primeiro filme. Mostra uma grande união dos Vingadores, para combater o erro de um deles, do Homem de Ferro. O filme conseguiu apresentar muito bem os novos personagens como o Ultron, o Visão (esse um pouco menos), a Feiticeira, e o Mercúrio. E claro que também o grande espaço que ganhou a Viúva Negra e o Gavião Arqueiro. Os pontos humorísticos foram pontuais, nem muito e nem pouco. E Claro que o filme deixou aberto vários pontos para os outros filmes que virão e isso que é mais plausível nessa franquia. Gostei da presença coadjuvante do Thor, pois ele foi muito bem explorado no primeiro. E que mais chama a atenção, é dispersão dos demais vingadores, deixando em questão como será essa reunião novamente? A Escola dos novos vingadores comandada pelo Capitão América e pela Viúva Negra, talvez seja o ponto mais X-Men rsss e muito esperançoso, o meu preferido até aqui é o Visão para esse novo grupo, chamado de: "Os novos Vingadores". Os efeitos especiais são magníficos e o 3D é certo. Talvez a maior crítica seja, como continuar a incluir tantos personagens como é o proposta dos outros filmes que virão, numa história onde um vilão tão poderoso é destruído de forma tão fácil? Foi assim com Loki e assim com Ultron. É esperar para ver. Mas pela mega produção, pela boa continuidade, apresentação dos novos personagens, bom enredo, um humor certo, e um drama muito bem narrado, o filme merece 4 estrelas e meia.
Branco sai, preto fica, é um filme para poucos, para um público bem reduzido. Com certeza ele convence, e me dá orgulho do cinema brasileiro, cinema esse muito caracterizado por comédias charlatonas, esse pelo contrário apresenta um cinema alternativo e muito bem produzido. A Ceilândia apresentada no filme é com certeza as nossas cidades hoje em dia, onde o "povo negro" continua a sofrer os preconceitos raciais. Portanto, o diretor juntamento com o roteirista, narram essa distopia de forma plausível, apresentando os dois protagonistas muito bem, sem ser apelativa. Sartana e Marquim são exemplos precisos do cidadão negro constantemente violentado pelo histórico racismo velado e pela brutalidade de políticas estatais que, em vez de incluir, contribuem para o sucessivo quadro de exclusão do negro das relações sociais. Uma fotografia incrível, onde as imagens oscilam com a realidade e a história contada. Branco saí, preto fica, me deixou tão alucinado em ver que numa história "distópica" as pessoas ainda enfrentarão os preconceitos, e além de tudo, sentirão isso e pouco serão respeitadas. É um filme para sentir, para perceber no olhar, nos poucos diálogos, na música lenta, nas imagens tocantes, no final não feliz. Dou 4 estrelas para o filme.
É um filme fascinante! Estou perplexo ainda! O filme é de 2011, mas só fui assisti-lo hoje. E que direção incrível a do Pedro Almodóvar, mas plausível mesmo é o tema do filme! Quantos discursos, quantas aulas sobre ética, estética e medicina podem ser aproveitadas a partir dessa grande obra, que não deixa nada devendo com as interpretações tanto do Antonio Banderas, como a da sua cobaia seja ela em "Vicente" como em "Vera". Esse domínio pelo corpo do outro, essa coisa de vingança pela morte de sua filha, entre outras coisas que acontecem no filme, o torna tão tenso e tão fascinante! E para concluir a fotografia totalmente artística junto a sonoplastia tão bem adaptada, deixa essa obras de arte grandiosíssima!
Com certeza! É um grandiosíssimo filme. Para quem conhece a história, leu o livro. Mas também não peca na criação da obra, para uma pessoa que assiste de primeira vez. Tem emoção e muita, algumas cenas são tão bem interpretadas pelo "tordo" que dá logo um gostinho de quero ver logo a parte 2. A Esperança parte 1 veio de mão cheia preparar todos para o grande desfecho dessa história incrível. Algumas coisas devem ser pontuadas, pela grande força em produzir esse advento: Uma trilha sonora impecável, a cena da Katniss cantando para o Pollux é de arrepiar, junto com o ataque as torrentes de água. Ela visitando os distritos 8 e 12 se potencializam com as cenas de ataque da capital e a fuga dentro do distrito 13. E lógico que as cenas finais da chegada do Peeta, são impressionantes em interpretações e boas posições das câmeras. É tudo bem encaixado e dá ao filme uma construção muito linda. Nesse filme as grandes presenças são de Presidente Snow junto com a Presidente Coin, que personagens maravilhosos. Lembrando que o filme como uma preparação para o que esta por vir, é excelente e não fica devendo nada!
Com certeza essa frase deixa a marca maior do filme: “Quanto menos esperamos de uma pessoa mais ela pode nos surpreender”. O filme é incrível, o roteiro é muito bem escrito e inteligente, uma trilha sonora impecável, e a entrega do ator Benedict Cumberbatch (forte candidato do Oscar) para o papel do criptoanalista Alan Turing é maravilhoso, que soma a um bom drama ao lado de uma tragédia que os britânicos não conseguirão se perdoar. Os temas abordados no filme, o faz ser tão grande. O preconceito com mulheres no mundo do trabalho. O modo que os homossexuais viviam no século passado no reino unido, que por ser gay deveriam ser sentenciados a morte. O filme potencializa-se em dois pontos: 1 a decifração da Enigma, deixa qualquer um preso à história, 2 Tratar de assuntos de Guerra “que chocou o mundo”, com tanta maestria, ambos os assuntos não se tornam apelativos e deixa o filme tão incrível. Achei o filme curto, e creio que deveriam ter aproveitado mais um pouco do tempo para explicar o “Christopher”. O filme é carregado de frases certas e muito bem inteligentes e que traz a emoção que talvez faltasse. Não sou muito a favor de flashbacks, mas os desse filme foram muito bem feitos e adaptados que deu a característica que trouxe um destaque, pois tanto o Alan criança como adulto são muito bem interpretados, principalmente pelos brilhos nos olhos. "Os cientistas chamavam de Máquina Turing, hoje chamamos de Computador” Talvez seja a frase que resuma toda essa obra de arte. Uma boa dica para os americanos aprendam um pouco com os ingleses, pois eles também são absurdamente patriotas, mas não apelativos.
A famosa frase “educação vem de berço” é bem mostrada no filme. A decisão que o americano, caipira do Texas, toma em ir para o exército é tão mal escrita, que ali deu vontade de parar de assistir. Como o patriotismo americano é absurdo. Só quero defender minha pátria, são clichês do norte que me faz ter raiva desses filmes. Ai ele vê na televisão uma notícia que realmente “chocou o mundo” o ataque terrorista do onze de setembro, então ele se oferece a defender os EUA como um bom cidadão, é convocado e vai lá defender a pátria! O filme tem um texto comum, atuações comuns, e algumas coisas que são bizarras, o tal do “sniper” sempre está com a mira certa, no momento certo, matando crianças, mulheres, terroristas, e o que falta nessas cenas, é um pouco de emoção, ficou cru demais, mal editado, feito nas coxas. Um ponto positivo é que o filme não é apelativo, é bem real, comparada as cenas que vemos na internet ou na televisão, quando se trata de um extremismo religioso e terrorismo. As atitudes do soldado, não são heroínas e sim patriotas ao extremo, e isso deixa a história tão carregada de emoções, que às vezes incomoda, dá vontade de parar de assistir, de tão triste, o abandono a sua família, em serviço da pátria. A cena da morte do atirador iraquiano é muito mal feita. A quarta viagem, talvez seja a mais movimentada e é onde o filme ganha uns pontos legais de se ver, a aflição que dá na visão do telespectador em ver aquela fumaça todo e os homens correndo. Só acho que se o filme era sobre o soldado americano, deveriam ter trabalhado mais o psicológico dele no desenvolver da história, pois sua relação com a família que é tão difícil que chega a ser assustador que parece que nas ultimas cenas ele vai atirar na mulher e nos filhos. Mas ai tem final comum, por culpa do texto comum, ou talvez por ser mais uma história comum como qualquer conto de guerra. Bradley Cooper não está na sua melhor atuação, poderia ser substituído por qualquer ator nesse filme, mas foi lá como bom americano honrar a pátria em um filme. É de longe, as mais justas indicações ao Oscar de melhor filme e melhor ator.
Com grandes nomes do cinema, com um roteiro bem escrito, e sendo uma história real, adaptada aos cinemas, o filme se potencializa com sua maestria seriedade. Um filme sem risos, sem música, uma tensão tão forte que te deixa desconfortado assistindo. Eu disse na crítica de Whiplash que ele tem de brigar muito com esse pra ver qual “mentor, treinador, professor” é mais carrasco, que está à procura de uma perfeição, de um gênio em qualquer espaço, e não é à toa. Foxcatcher é sim, um grande filme, mas para os amantes de esporte. No filme não é mostrado às vitórias com grandes satisfações e comemorações, pelo contrário, após uma vitória começa-se uma nova busca, outra vitória, e assim é o mundo dos esportes até onde o atleta alcança. Steve Carell está com uma de suas atuações mais tensas e plausíveis de sua carreira, um ator que soube carregar nas costas o que o diretor queria. Uma fotografia simples, mas muito bem definida, a ausência de muitas cores, deixou o filme com o ambiente certo. Talvez o espectador vá assisti-lo esperando uma cena forte de ação, pois se trata de uma história sobre luta livre, talvez se decepcione, eu não me decepcionei, a ação bem fria e calculista de uma pessoa que busca a perfeição com tantos requisitos está no desfecho triste e que “não chocou o mundo” no fim do filme. Só uma observação, o que chocou o mundo? Pergunte-se? A escravidão dos negros, o holocausto, o 11 de setembro e não Foxcatcher, talvez o único erro esteja ai, no subtítulo. É um filme que assistirei no máximo duas vezes, mas recomendo para quem gosta de histórias baseadas em fatos reais.
Uma das falas marcantes do filme: “Faça um bom trabalho”, o diretor e os atores fizeram isso, talvez tiveram um professor Fletcher em suas vidas. Um filme com atores não muito “queridinhos” dos Hollywoodianos e seus críticos, lógico que não chama a atenção de muita gente. Esse é aquele filme que temos de assisti-lo sem pré-conceito. Um amante de música e mais precisamente de Jazz tem que assistir a esse filme. Sabe aquelas histórias de um aluno que é bom, ou até um gênio, mas precisa de um empurrãozinho para evoluir? Bom Whiplash é desse, e de longe um dos melhores que assisti nos últimos meses, bate ali bem de frente com Foxcatcher, mas esse é bem superior pela simplicidade de comando do diretor. O filme tem um movimento frenético do começo ao fim, e não é exagero, tem cenas que são tão pesadas, tão fortes, tão bem interpretadas, que dá vontade de entrar na tela e dá umas boas tapas naquele professor. Algumas coisas desse filme estão até agora na minha cabeça. Um texto maravilhosamente construído. O final não poderia ser melhor, é de tirar o fôlego, frenético, cheio de movimentos, de olhares emocionados, sem nenhuma fala, pois a música por si só é uma língua, e talvez seja a língua universal que une todos os povos, a música. A trilha sonora é perfeita, encaixada certa nas cenas. Os infinitos aplausos são para as interpretações do J.K Simmons que fez o professor, e com certeza fiquei pasmo com a evolução do Milles Teller, nem deu pra lembrá-lo na trilogia Divergente. É um dos meus favoritos do ano, talvez um dos melhores. Egocentrismo e superação de vida e dos próprios limites resumem o filme.
Que é uma história bem interessante, engraçada e com um drama bem leve, muito poético e gostoso de assistir, isso é. Mas o que dá uma característica tão diferente e um tom tão forte de personalidade, com certeza é assisti-lo todo e ver: fotos. Uma fotografia incrível, se você sair pausando cada cena do filme, cria-se milhares de imagens muito bem detalhadas, cheia de cores, às vezes sem cores. Com as interpretações certas, no seu lugar, nada exagerado. Uma narração perfeita, muito bem contada, e é nisso que a história prende o espectador. Outro ponto interessante é o modo das câmeras, pois nos momentos que o “mensageiro” já velho contando toda a sua história para o hospede do hotel, a câmera está aberta, mas ao contar a história dividida em partes, a câmera se fecha e você se torna mais intimo da história. A câmera fechada dá certo desconforte a quem assiste, talvez seja esse o interesse do diretor, tornar o espectador familiar e se desconfortar com uma história com as maldades previsíveis, mas também torná-lo íntimo com apreciações pelos personagens bons. É um filme que verei no máximo quatro vezes com alguns amigos. Mas ainda sim, o recomendo, para quem curte uma boa fotografia, um enredo bem legal, e um desfecho previsível e certinho. E uma ultima coisa, se eu me juntasse com os vovôs e vovós lá do Oscar não daria para ele o prêmio de filme do ano.
De uma coisa eu sei: se estou aqui sentado escrevendo uma pequena e irrelevante crítica a esse filme, com certeza eu o entendi direito. Só é crítico no mundo da arte, quem não tem a capacidade de fazê-la. Ou seja, eu não tenho essa capacidade. Se você vai assistir a esse filme com pré-conceitos de que ah um homem-pássaro, é mais uma historinha de super-herói adaptada dos quadrinhos. Você precisa abandonar isso e entregar-se a arte, e a reflexão que esse filme faz. Realmente os atores vivem o que as pessoas querem que eles vivam, pois isso as conforta. Um personagem de super-herói os rotulam para sempre, mas qualquer personagem que ator/atriz interprete “bem” com verdade, com sanidade, com uma pitada de realidade, o faz ser aquilo, e isso é cinema. Michael Keaton é o grande ator desse filme, precisões de expressões, de falas, de entrega ao personagem. Vai brigar feio com Eddie Redmayne (A teoria de tudo) para ganhar o Oscar, e com certeza não se pode negar o talento nato que Emma Stone tem. Brilhante foi àquela voz da consciência falando com ele o tempo inteiro. E são ótimas as referências dos super-heróis que eles usam. Às vezes atores/atrizes precisam disso de personagens insanos, alternativos, meio loucos para que eles possam realmente mostrar os seus talentos. O filme tem um texto espetacular, uma trilha sonora que fica na tua cabeça, aquelas batidas da bateria nas cenas, deu uma personalidade única a esse filme, parecia que estava acabando e de repente outra cena fantástica. Um final certíssimo. Ou eu entendi o filme e pude construir essa pequena crítica, somando ao filme, que mostra pra tudo que envolve o mundo de produções do cinema e do teatro, ou simplesmente tomei posse “da inesperada virtude da ignorância”. O filme oscila com tragédia e comédia. Oscila em realidade e imaginação. Oscila entre arte e a falta dela.
Dos filmes que insistem em contar a terrível e história que “chocou o mundo” como o holocausto e a segunda guerra mundial, Invencível têm suas qualidades. 1 é dirigido por uma mulher a atriz Angelina Jolie, 2 não repetiu os mesmos lugares de contextos guerra, ou seja, ficar simplesmente focado na Alemanha e 3 é uma história verídica e emociona. Se pensarmos que a segunda guerra havia os grupos dos aliados, inimigos e o eixo, e que era a todo o momento desejado a “vitória”, será quem em uma guerra há realmente vencedores? Há realmente invencíveis? Ou não estamos todos vulneráveis a perda? Nisso o filme acertou e muito, possui um texto bem costurado. Há algumas coisas que da qual não aprovo, mas é mais em sentido técnico como: os quarenta e cinco dias que os soldados americanos ficaram no mar, para mim não teve lá muitas novidades em relação a esse tipo de acontecimentos, ou a diretora/roteirista não soube diferenciar, pois tinha a chance, e pecou nesse ponto, tiveram os clichês de sempre, tempestades, muito sol, ataque de tubarões, mas o filme nessa parte melhora com o momento triste e que me comoveu que foi a morte de um dos soldados e o jeito que eles o jogaram no mar. Depois do resgate e a permanência no Japão como prisioneiros americanos, aliados e inimigos de tal nação, é onde o filme se potencializa e mostra o quão bom é. Muito bem atuado, e muito bem dirigido. Talvez o Oscar peque por dois motivos em relação ao filme: não quiseram colocar na disputa pelos prêmios mais um filme que defende e aumente a moral da nação americana, ou, também ignorou o nome de uma mulher entre os diretores concorrentes. Eu concordo que tenham errado nos dois quesitos. É um filme que verei para estudo e aprofundamento de história por algumas vezes.
Eu já disse na crítica do filme “A teoria de Tudo”, e repito, histórias sobre doença, vende e sempre venderá. Para sempre Alice, é desses filmes curtos, com uma história redondinha, bem feita, muito bem apresentada, com boas interpretações, mas não se tornaria tão grande, emocionante e carregado de significados, se não tivesse esse belo roteiro. O Alzheimer é tão bem apresentado, em dois quesitos: 1 a extraordinária interpretação da Julianne Moore, 2 o texto. Para quem conhece pouca coisa ou não conhece nada sobre a doença, nesse filme, aprende com tanta simplicidade que poderá saindo em conversas de amigos discutindo e apresentando argumentos sobre tal assunto. Já destaquei a incrível atriz Julianne Moore ali em cima, mas quero destacar também à “boa” e saída de conforto da criticada e odiada Kristen Stewart, que, diga-se de passagem, fez um bom trabalho, continue assim, só terá crescimento e bons convites para bons filmes. Final simples, lindo, e para mim “surpreendente”, pois quem pensava que o texto mostraria o desempenho da doença com o final “morte”, fica satisfeito, com o bom diálogo que o filme termina, pois mostra o grande desafio que a família enfrenta ao ter em casa os afetados pela doença.
É um filme incrível, com texto bem redondo e muito bem costurado, talvez uma das melhores adaptações desse ano. O filme se torna grande e extraordinário, pela história, pois envolve ciência, física e religião de um modo tão peculiar e interessante de entreter e informar. Com certeza absoluta tudo se deve as incríveis interpretações dos protagonistas. Eddie Redmayne junto com Felicity Jones trazem um entrosamento, uma intimidade, que até dá para acreditar que eles são um casal. Todo mundo sabe, que “história sobre doença” vende, e sempre venderá, pois afeta o emocional das pessoas, eu sempre darei pontos positivos a isso, é sinal de que as pessoas não perderam a sensibilidade, o bom dessas histórias é quando não se torna apelativa, e é o caso desse filme. Falar desse filme e não falar do grande ponto positivo, em algumas cenas não foi necessárias falas, pois tudo foi transmitido pelo olhar, com as expressões certíssimas, chega um momento que eu estava tão dentro da história que deu pra se emocionar com o ator. Com um final “bom”, pois quem pensa que a mulher do cientista se entrega a ele com todo aquele amor que demonstra durante quase todo o filme, ele vai e demonstra um amor maior e a deixa ir e relacionar-se com outro homem, o amigo que por muito tempo cuidou e ajudou a família. Trilha sonora impecável que acompanhava as cenas e dava a emoção que cinema e música, o casamento perfeito, consegue realizar sempre. Esse filme se não é o melhor de 2014/2015, ele está entre um dos melhores pra mim.
Quando li as noticias que o esse filme era uma adaptação, logo corri, busquei o livro, baixei e numa rápida leitura terminei, e esperei os torrents liberarem para eu assistir. Então fui ver o elenco que o filme teria, e pronto o preconceito me atingiu mais uma vez, quando li que quem interpretaria o protagonista dessa história fabulosa, dramática e interessantíssima, seria o Ben Affleck, deixei de lado e nem quis assistir, depois da grande decepção em vê-lo estrelar Argo. Então ainda curioso para ver a adaptação, vi o trailer e em seguida baixei o filme. E agora posso dar minhas miseras opiniões. Assim como o livro você ao assistir esse filme cria vários sentimentos: raiva, dó, paixão, amor, nojo, decepção. Mas o filme é inteiramente carregado pela Rosamund Pike, com uma interpretação que te deixa louco de vontade de abraçá-la e dizer: “Oh dó de você” e em alguns minutos mudar totalmente e dizer: “Sua vaca, mentirosa, psicopata”. Até os últimos minutos do filme, você ainda se convence de que Amy é a coitadinha e Nick o grande safado, mas que final maravilhoso, que texto tão bem construído. Ela só não ganha da Julianne Moore os prêmios, pois doença sempre atinge nossos corações. E deixei a seguinte frase para o final: “Bem Affleck fez o papel certo e merece aplausos, pois o cara assim como no livro e nessa adaptação, é sem sal, sem graça, sem expressões”. Para quem gosta de um bom drama e suspensa que te deixa alucinado vendo algumas cenas, esse filme é uma boa dica, e pra quem sente falta de novelas como: A Favorita, Avenida Brasil e A Usurpadora, tem aqui um bom longa para ver o que é fazer drama de verdade.
O subtítulo que deram para o filme no Brasil, talvez não seja tão errado, pois eu vi muitos momentos do filme em que também vi minha vida passar “da infância a juventude”. Tantas são as coisas positivas que podemos tirar desse filme e muitas delas não estão relacionadas a essa cultura cinematográfica de: atuações, boas ou más interpretações, trilhas sonoras, bom roteiro, mas refletir a vida. Como é bem trabalhado isso no filme e eu como telespectador nem percebo, pela falta de atenção a essa vida. Um filme carregado de simplicidade, mostrando a realidade do dia a dia de uma família, com dois filhos, pais separados, a mãe que se casa com outros homens, as crianças que são obrigadas a passar de um lugar ao outro numa rapidez por algumas más escolhas da mãe, essas mesmas crianças enfrentando as dificuldades da infância, mostrando suas afeições, seus gostos, tornando-se jovens e apaixonando-se, relacionando-se, tomando decisões, saindo de casa. É com certeza um filme gigantesco, pelos 12 anos de gravação, e ao mesmo tempo é simples e tocante. Quem não se viu no filme? Vendo aquelas crianças vivenciando o ataque terrorista do 11 de setembro, ou o lançamento do livro Harry Potter e o enigma do Príncipe, gostos musicais, as namoradinhas e namoradinhos da escola, as tensões com a mãe, também com o pai. Nessa vida, encerramos sempre uma coisa e começamos outra e nem percebemos. Não nos damos conta ao crescimento humano. Acompanhar essa família e perceber não só o crescimento físico, mas também sentimental, intelectual, cultural, econômico, um desenvolvimento de relações, mudanças de pensamentos. A alteração de um governo para o outro, os norte americanos viveram muito bem isso, a queda do Bush e eleição do Obama, entre milhares de coisas. Vi 12 anos da minha vida naquele filme. O diretor conseguiu com uma simplicidade maravilhosa inovar o mundo do cinema. Não tem inúmeras parafernálias de efeitos visuais, de coisas que impactam. Tem simplesmente a Vida. Um final mais comum possível, e é quando ele e sua irmã chegam à juventude. A faculdade, momento tão esperado e ansiado por todos. Então vem às inúmeras perguntas, não poderia ter feito um roteiro melhor, uma produção melhor, atores melhores entre outras. SIM! Mas é nessa simplicidade que Boyhood é grande e merecedor de tantos prêmios.
Vingadores: Era de Ultron
3.7 3,0K Assista AgoraPara quem gosta desse estilo de filmes, é um grandiosíssimo filme! E afirmo, se não for o melhor da Marvel até agora, eu tinha dado o lugar para Os Guardiões da Galáxia, mas esse está sensacional. É tudo que a Marvel sabe fazer, mas potencializada.
A Era de Ultron, já começa muito bem com a continuidade do primeiro filme. Mostra uma grande união dos Vingadores, para combater o erro de um deles, do Homem de Ferro. O filme conseguiu apresentar muito bem os novos personagens como o Ultron, o Visão (esse um pouco menos), a Feiticeira, e o Mercúrio. E claro que também o grande espaço que ganhou a Viúva Negra e o Gavião Arqueiro. Os pontos humorísticos foram pontuais, nem muito e nem pouco. E Claro que o filme deixou aberto vários pontos para os outros filmes que virão e isso que é mais plausível nessa franquia.
Gostei da presença coadjuvante do Thor, pois ele foi muito bem explorado no primeiro. E que mais chama a atenção, é dispersão dos demais vingadores, deixando em questão como será essa reunião novamente?
A Escola dos novos vingadores comandada pelo Capitão América e pela Viúva Negra, talvez seja o ponto mais X-Men rsss e muito esperançoso, o meu preferido até aqui é o Visão para esse novo grupo, chamado de: "Os novos Vingadores". Os efeitos especiais são magníficos e o 3D é certo.
Talvez a maior crítica seja, como continuar a incluir tantos personagens como é o proposta dos outros filmes que virão, numa história onde um vilão tão poderoso é destruído de forma tão fácil? Foi assim com Loki e assim com Ultron. É esperar para ver. Mas pela mega produção, pela boa continuidade, apresentação dos novos personagens, bom enredo, um humor certo, e um drama muito bem narrado, o filme merece 4 estrelas e meia.
Branco Sai, Preto Fica
3.5 175Branco sai, preto fica, é um filme para poucos, para um público bem reduzido. Com certeza ele convence, e me dá orgulho do cinema brasileiro, cinema esse muito caracterizado por comédias charlatonas, esse pelo contrário apresenta um cinema alternativo e muito bem produzido. A Ceilândia apresentada no filme é com certeza as nossas cidades hoje em dia, onde o "povo negro" continua a sofrer os preconceitos raciais.
Portanto, o diretor juntamento com o roteirista, narram essa distopia de forma plausível, apresentando os dois protagonistas muito bem, sem ser apelativa. Sartana e Marquim são exemplos precisos do cidadão negro constantemente violentado pelo histórico racismo velado e pela brutalidade de políticas estatais que, em vez de incluir, contribuem para o sucessivo quadro de exclusão do negro das relações sociais. Uma fotografia incrível, onde as imagens oscilam com a realidade e a história contada. Branco saí, preto fica, me deixou tão alucinado em ver que numa história "distópica" as pessoas ainda enfrentarão os preconceitos, e além de tudo, sentirão isso e pouco serão respeitadas.
É um filme para sentir, para perceber no olhar, nos poucos diálogos, na música lenta, nas imagens tocantes, no final não feliz. Dou 4 estrelas para o filme.
A Pele que Habito
4.2 5,1KÉ um filme fascinante! Estou perplexo ainda! O filme é de 2011, mas só fui assisti-lo hoje. E que direção incrível a do Pedro Almodóvar, mas plausível mesmo é o tema do filme! Quantos discursos, quantas aulas sobre ética, estética e medicina podem ser aproveitadas a partir dessa grande obra, que não deixa nada devendo com as interpretações tanto do Antonio Banderas, como a da sua cobaia seja ela em "Vicente" como em "Vera". Esse domínio pelo corpo do outro, essa coisa de vingança pela morte de sua filha, entre outras coisas que acontecem no filme, o torna tão tenso e tão fascinante! E para concluir a fotografia totalmente artística junto a sonoplastia tão bem adaptada, deixa essa obras de arte grandiosíssima!
Jogos Vorazes: A Esperança - Parte 1
3.8 2,4K Assista AgoraCom certeza! É um grandiosíssimo filme. Para quem conhece a história, leu o livro. Mas também não peca na criação da obra, para uma pessoa que assiste de primeira vez. Tem emoção e muita, algumas cenas são tão bem interpretadas pelo "tordo" que dá logo um gostinho de quero ver logo a parte 2. A Esperança parte 1 veio de mão cheia preparar todos para o grande desfecho dessa história incrível. Algumas coisas devem ser pontuadas, pela grande força em produzir esse advento: Uma trilha sonora impecável, a cena da Katniss cantando para o Pollux é de arrepiar, junto com o ataque as torrentes de água. Ela visitando os distritos 8 e 12 se potencializam com as cenas de ataque da capital e a fuga dentro do distrito 13. E lógico que as cenas finais da chegada do Peeta, são impressionantes em interpretações e boas posições das câmeras. É tudo bem encaixado e dá ao filme uma construção muito linda. Nesse filme as grandes presenças são de Presidente Snow junto com a Presidente Coin, que personagens maravilhosos. Lembrando que o filme como uma preparação para o que esta por vir, é excelente e não fica devendo nada!
O Jogo da Imitação
4.3 3,0K Assista grátisCom certeza essa frase deixa a marca maior do filme: “Quanto menos esperamos de uma pessoa mais ela pode nos surpreender”. O filme é incrível, o roteiro é muito bem escrito e inteligente, uma trilha sonora impecável, e a entrega do ator Benedict Cumberbatch (forte candidato do Oscar) para o papel do criptoanalista Alan Turing é maravilhoso, que soma a um bom drama ao lado de uma tragédia que os britânicos não conseguirão se perdoar. Os temas abordados no filme, o faz ser tão grande. O preconceito com mulheres no mundo do trabalho. O modo que os homossexuais viviam no século passado no reino unido, que por ser gay deveriam ser sentenciados a morte. O filme potencializa-se em dois pontos: 1 a decifração da Enigma, deixa qualquer um preso à história, 2 Tratar de assuntos de Guerra “que chocou o mundo”, com tanta maestria, ambos os assuntos não se tornam apelativos e deixa o filme tão incrível. Achei o filme curto, e creio que deveriam ter aproveitado mais um pouco do tempo para explicar o “Christopher”. O filme é carregado de frases certas e muito bem inteligentes e que traz a emoção que talvez faltasse. Não sou muito a favor de flashbacks, mas os desse filme foram muito bem feitos e adaptados que deu a característica que trouxe um destaque, pois tanto o Alan criança como adulto são muito bem interpretados, principalmente pelos brilhos nos olhos. "Os cientistas chamavam de Máquina Turing, hoje chamamos de Computador” Talvez seja a frase que resuma toda essa obra de arte. Uma boa dica para os americanos aprendam um pouco com os ingleses, pois eles também são absurdamente patriotas, mas não apelativos.
Sniper Americano
3.6 1,9K Assista AgoraA famosa frase “educação vem de berço” é bem mostrada no filme. A decisão que o americano, caipira do Texas, toma em ir para o exército é tão mal escrita, que ali deu vontade de parar de assistir. Como o patriotismo americano é absurdo. Só quero defender minha pátria, são clichês do norte que me faz ter raiva desses filmes. Ai ele vê na televisão uma notícia que realmente “chocou o mundo” o ataque terrorista do onze de setembro, então ele se oferece a defender os EUA como um bom cidadão, é convocado e vai lá defender a pátria! O filme tem um texto comum, atuações comuns, e algumas coisas que são bizarras, o tal do “sniper” sempre está com a mira certa, no momento certo, matando crianças, mulheres, terroristas, e o que falta nessas cenas, é um pouco de emoção, ficou cru demais, mal editado, feito nas coxas. Um ponto positivo é que o filme não é apelativo, é bem real, comparada as cenas que vemos na internet ou na televisão, quando se trata de um extremismo religioso e terrorismo. As atitudes do soldado, não são heroínas e sim patriotas ao extremo, e isso deixa a história tão carregada de emoções, que às vezes incomoda, dá vontade de parar de assistir, de tão triste, o abandono a sua família, em serviço da pátria. A cena da morte do atirador iraquiano é muito mal feita. A quarta viagem, talvez seja a mais movimentada e é onde o filme ganha uns pontos legais de se ver, a aflição que dá na visão do telespectador em ver aquela fumaça todo e os homens correndo. Só acho que se o filme era sobre o soldado americano, deveriam ter trabalhado mais o psicológico dele no desenvolver da história, pois sua relação com a família que é tão difícil que chega a ser assustador que parece que nas ultimas cenas ele vai atirar na mulher e nos filhos. Mas ai tem final comum, por culpa do texto comum, ou talvez por ser mais uma história comum como qualquer conto de guerra. Bradley Cooper não está na sua melhor atuação, poderia ser substituído por qualquer ator nesse filme, mas foi lá como bom americano honrar a pátria em um filme. É de longe, as mais justas indicações ao Oscar de melhor filme e melhor ator.
Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo
3.3 806 Assista AgoraCom grandes nomes do cinema, com um roteiro bem escrito, e sendo uma história real, adaptada aos cinemas, o filme se potencializa com sua maestria seriedade. Um filme sem risos, sem música, uma tensão tão forte que te deixa desconfortado assistindo. Eu disse na crítica de Whiplash que ele tem de brigar muito com esse pra ver qual “mentor, treinador, professor” é mais carrasco, que está à procura de uma perfeição, de um gênio em qualquer espaço, e não é à toa. Foxcatcher é sim, um grande filme, mas para os amantes de esporte. No filme não é mostrado às vitórias com grandes satisfações e comemorações, pelo contrário, após uma vitória começa-se uma nova busca, outra vitória, e assim é o mundo dos esportes até onde o atleta alcança. Steve Carell está com uma de suas atuações mais tensas e plausíveis de sua carreira, um ator que soube carregar nas costas o que o diretor queria. Uma fotografia simples, mas muito bem definida, a ausência de muitas cores, deixou o filme com o ambiente certo. Talvez o espectador vá assisti-lo esperando uma cena forte de ação, pois se trata de uma história sobre luta livre, talvez se decepcione, eu não me decepcionei, a ação bem fria e calculista de uma pessoa que busca a perfeição com tantos requisitos está no desfecho triste e que “não chocou o mundo” no fim do filme. Só uma observação, o que chocou o mundo? Pergunte-se? A escravidão dos negros, o holocausto, o 11 de setembro e não Foxcatcher, talvez o único erro esteja ai, no subtítulo. É um filme que assistirei no máximo duas vezes, mas recomendo para quem gosta de histórias baseadas em fatos reais.
Whiplash: Em Busca da Perfeição
4.4 4,2K Assista AgoraUma das falas marcantes do filme: “Faça um bom trabalho”, o diretor e os atores fizeram isso, talvez tiveram um professor Fletcher em suas vidas. Um filme com atores não muito “queridinhos” dos Hollywoodianos e seus críticos, lógico que não chama a atenção de muita gente. Esse é aquele filme que temos de assisti-lo sem pré-conceito. Um amante de música e mais precisamente de Jazz tem que assistir a esse filme. Sabe aquelas histórias de um aluno que é bom, ou até um gênio, mas precisa de um empurrãozinho para evoluir? Bom Whiplash é desse, e de longe um dos melhores que assisti nos últimos meses, bate ali bem de frente com Foxcatcher, mas esse é bem superior pela simplicidade de comando do diretor. O filme tem um movimento frenético do começo ao fim, e não é exagero, tem cenas que são tão pesadas, tão fortes, tão bem interpretadas, que dá vontade de entrar na tela e dá umas boas tapas naquele professor. Algumas coisas desse filme estão até agora na minha cabeça. Um texto maravilhosamente construído. O final não poderia ser melhor, é de tirar o fôlego, frenético, cheio de movimentos, de olhares emocionados, sem nenhuma fala, pois a música por si só é uma língua, e talvez seja a língua universal que une todos os povos, a música. A trilha sonora é perfeita, encaixada certa nas cenas. Os infinitos aplausos são para as interpretações do J.K Simmons que fez o professor, e com certeza fiquei pasmo com a evolução do Milles Teller, nem deu pra lembrá-lo na trilogia Divergente. É um dos meus favoritos do ano, talvez um dos melhores. Egocentrismo e superação de vida e dos próprios limites resumem o filme.
O Grande Hotel Budapeste
4.2 3,1KQue é uma história bem interessante, engraçada e com um drama bem leve, muito poético e gostoso de assistir, isso é. Mas o que dá uma característica tão diferente e um tom tão forte de personalidade, com certeza é assisti-lo todo e ver: fotos. Uma fotografia incrível, se você sair pausando cada cena do filme, cria-se milhares de imagens muito bem detalhadas, cheia de cores, às vezes sem cores. Com as interpretações certas, no seu lugar, nada exagerado. Uma narração perfeita, muito bem contada, e é nisso que a história prende o espectador. Outro ponto interessante é o modo das câmeras, pois nos momentos que o “mensageiro” já velho contando toda a sua história para o hospede do hotel, a câmera está aberta, mas ao contar a história dividida em partes, a câmera se fecha e você se torna mais intimo da história. A câmera fechada dá certo desconforte a quem assiste, talvez seja esse o interesse do diretor, tornar o espectador familiar e se desconfortar com uma história com as maldades previsíveis, mas também torná-lo íntimo com apreciações pelos personagens bons. É um filme que verei no máximo quatro vezes com alguns amigos. Mas ainda sim, o recomendo, para quem curte uma boa fotografia, um enredo bem legal, e um desfecho previsível e certinho. E uma ultima coisa, se eu me juntasse com os vovôs e vovós lá do Oscar não daria para ele o prêmio de filme do ano.
Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)
3.8 3,4K Assista AgoraDe uma coisa eu sei: se estou aqui sentado escrevendo uma pequena e irrelevante crítica a esse filme, com certeza eu o entendi direito. Só é crítico no mundo da arte, quem não tem a capacidade de fazê-la. Ou seja, eu não tenho essa capacidade. Se você vai assistir a esse filme com pré-conceitos de que ah um homem-pássaro, é mais uma historinha de super-herói adaptada dos quadrinhos. Você precisa abandonar isso e entregar-se a arte, e a reflexão que esse filme faz. Realmente os atores vivem o que as pessoas querem que eles vivam, pois isso as conforta. Um personagem de super-herói os rotulam para sempre, mas qualquer personagem que ator/atriz interprete “bem” com verdade, com sanidade, com uma pitada de realidade, o faz ser aquilo, e isso é cinema. Michael Keaton é o grande ator desse filme, precisões de expressões, de falas, de entrega ao personagem. Vai brigar feio com Eddie Redmayne (A teoria de tudo) para ganhar o Oscar, e com certeza não se pode negar o talento nato que Emma Stone tem.
Brilhante foi àquela voz da consciência falando com ele o tempo inteiro. E são ótimas as referências dos super-heróis que eles usam. Às vezes atores/atrizes precisam disso de personagens insanos, alternativos, meio loucos para que eles possam realmente mostrar os seus talentos. O filme tem um texto espetacular, uma trilha sonora que fica na tua cabeça, aquelas batidas da bateria nas cenas, deu uma personalidade única a esse filme, parecia que estava acabando e de repente outra cena fantástica. Um final certíssimo. Ou eu entendi o filme e pude construir essa pequena crítica, somando ao filme, que mostra pra tudo que envolve o mundo de produções do cinema e do teatro, ou simplesmente tomei posse “da inesperada virtude da ignorância”. O filme oscila com tragédia e comédia. Oscila em realidade e imaginação. Oscila entre arte e a falta dela.
Invencível
3.9 938 Assista AgoraDos filmes que insistem em contar a terrível e história que “chocou o mundo” como o holocausto e a segunda guerra mundial, Invencível têm suas qualidades. 1 é dirigido por uma mulher a atriz Angelina Jolie, 2 não repetiu os mesmos lugares de contextos guerra, ou seja, ficar simplesmente focado na Alemanha e 3 é uma história verídica e emociona. Se pensarmos que a segunda guerra havia os grupos dos aliados, inimigos e o eixo, e que era a todo o momento desejado a “vitória”, será quem em uma guerra há realmente vencedores? Há realmente invencíveis? Ou não estamos todos vulneráveis a perda? Nisso o filme acertou e muito, possui um texto bem costurado. Há algumas coisas que da qual não aprovo, mas é mais em sentido técnico como: os quarenta e cinco dias que os soldados americanos ficaram no mar, para mim não teve lá muitas novidades em relação a esse tipo de acontecimentos, ou a diretora/roteirista não soube diferenciar, pois tinha a chance, e pecou nesse ponto, tiveram os clichês de sempre, tempestades, muito sol, ataque de tubarões, mas o filme nessa parte melhora com o momento triste e que me comoveu que foi a morte de um dos soldados e o jeito que eles o jogaram no mar. Depois do resgate e a permanência no Japão como prisioneiros americanos, aliados e inimigos de tal nação, é onde o filme se potencializa e mostra o quão bom é. Muito bem atuado, e muito bem dirigido. Talvez o Oscar peque por dois motivos em relação ao filme: não quiseram colocar na disputa pelos prêmios mais um filme que defende e aumente a moral da nação americana, ou, também ignorou o nome de uma mulher entre os diretores concorrentes. Eu concordo que tenham errado nos dois quesitos. É um filme que verei para estudo e aprofundamento de história por algumas vezes.
Para Sempre Alice
4.1 2,3K Assista AgoraEu já disse na crítica do filme “A teoria de Tudo”, e repito, histórias sobre doença, vende e sempre venderá. Para sempre Alice, é desses filmes curtos, com uma história redondinha, bem feita, muito bem apresentada, com boas interpretações, mas não se tornaria tão grande, emocionante e carregado de significados, se não tivesse esse belo roteiro. O Alzheimer é tão bem apresentado, em dois quesitos: 1 a extraordinária interpretação da Julianne Moore, 2 o texto. Para quem conhece pouca coisa ou não conhece nada sobre a doença, nesse filme, aprende com tanta simplicidade que poderá saindo em conversas de amigos discutindo e apresentando argumentos sobre tal assunto. Já destaquei a incrível atriz Julianne Moore ali em cima, mas quero destacar também à “boa” e saída de conforto da criticada e odiada Kristen Stewart, que, diga-se de passagem, fez um bom trabalho, continue assim, só terá crescimento e bons convites para bons filmes. Final simples, lindo, e para mim “surpreendente”, pois quem pensava que o texto mostraria o desempenho da doença com o final “morte”, fica satisfeito, com o bom diálogo que o filme termina, pois mostra o grande desafio que a família enfrenta ao ter em casa os afetados pela doença.
A Teoria de Tudo
4.1 3,4KÉ um filme incrível, com texto bem redondo e muito bem costurado, talvez uma das melhores adaptações desse ano. O filme se torna grande e extraordinário, pela história, pois envolve ciência, física e religião de um modo tão peculiar e interessante de entreter e informar. Com certeza absoluta tudo se deve as incríveis interpretações dos protagonistas. Eddie Redmayne junto com Felicity Jones trazem um entrosamento, uma intimidade, que até dá para acreditar que eles são um casal. Todo mundo sabe, que “história sobre doença” vende, e sempre venderá, pois afeta o emocional das pessoas, eu sempre darei pontos positivos a isso, é sinal de que as pessoas não perderam a sensibilidade, o bom dessas histórias é quando não se torna apelativa, e é o caso desse filme. Falar desse filme e não falar do grande ponto positivo, em algumas cenas não foi necessárias falas, pois tudo foi transmitido pelo olhar, com as expressões certíssimas, chega um momento que eu estava tão dentro da história que deu pra se emocionar com o ator. Com um final “bom”, pois quem pensa que a mulher do cientista se entrega a ele com todo aquele amor que demonstra durante quase todo o filme, ele vai e demonstra um amor maior e a deixa ir e relacionar-se com outro homem, o amigo que por muito tempo cuidou e ajudou a família. Trilha sonora impecável que acompanhava as cenas e dava a emoção que cinema e música, o casamento perfeito, consegue realizar sempre. Esse filme se não é o melhor de 2014/2015, ele está entre um dos melhores pra mim.
Garota Exemplar
4.2 5,0K Assista AgoraQuando li as noticias que o esse filme era uma adaptação, logo corri, busquei o livro, baixei e numa rápida leitura terminei, e esperei os torrents liberarem para eu assistir. Então fui ver o elenco que o filme teria, e pronto o preconceito me atingiu mais uma vez, quando li que quem interpretaria o protagonista dessa história fabulosa, dramática e interessantíssima, seria o Ben Affleck, deixei de lado e nem quis assistir, depois da grande decepção em vê-lo estrelar Argo. Então ainda curioso para ver a adaptação, vi o trailer e em seguida baixei o filme. E agora posso dar minhas miseras opiniões. Assim como o livro você ao assistir esse filme cria vários sentimentos: raiva, dó, paixão, amor, nojo, decepção. Mas o filme é inteiramente carregado pela Rosamund Pike, com uma interpretação que te deixa louco de vontade de abraçá-la e dizer: “Oh dó de você” e em alguns minutos mudar totalmente e dizer: “Sua vaca, mentirosa, psicopata”. Até os últimos minutos do filme, você ainda se convence de que Amy é a coitadinha e Nick o grande safado, mas que final maravilhoso, que texto tão bem construído. Ela só não ganha da Julianne Moore os prêmios, pois doença sempre atinge nossos corações. E deixei a seguinte frase para o final: “Bem Affleck fez o papel certo e merece aplausos, pois o cara assim como no livro e nessa adaptação, é sem sal, sem graça, sem expressões”. Para quem gosta de um bom drama e suspensa que te deixa alucinado vendo algumas cenas, esse filme é uma boa dica, e pra quem sente falta de novelas como: A Favorita, Avenida Brasil e A Usurpadora, tem aqui um bom longa para ver o que é fazer drama de verdade.
Boyhood: Da Infância à Juventude
4.0 3,7K Assista AgoraO subtítulo que deram para o filme no Brasil, talvez não seja tão errado, pois eu vi muitos momentos do filme em que também vi minha vida passar “da infância a juventude”. Tantas são as coisas positivas que podemos tirar desse filme e muitas delas não estão relacionadas a essa cultura cinematográfica de: atuações, boas ou más interpretações, trilhas sonoras, bom roteiro, mas refletir a vida. Como é bem trabalhado isso no filme e eu como telespectador nem percebo, pela falta de atenção a essa vida. Um filme carregado de simplicidade, mostrando a realidade do dia a dia de uma família, com dois filhos, pais separados, a mãe que se casa com outros homens, as crianças que são obrigadas a passar de um lugar ao outro numa rapidez por algumas más escolhas da mãe, essas mesmas crianças enfrentando as dificuldades da infância, mostrando suas afeições, seus gostos, tornando-se jovens e apaixonando-se, relacionando-se, tomando decisões, saindo de casa. É com certeza um filme gigantesco, pelos 12 anos de gravação, e ao mesmo tempo é simples e tocante. Quem não se viu no filme? Vendo aquelas crianças vivenciando o ataque terrorista do 11 de setembro, ou o lançamento do livro Harry Potter e o enigma do Príncipe, gostos musicais, as namoradinhas e namoradinhos da escola, as tensões com a mãe, também com o pai. Nessa vida, encerramos sempre uma coisa e começamos outra e nem percebemos. Não nos damos conta ao crescimento humano. Acompanhar essa família e perceber não só o crescimento físico, mas também sentimental, intelectual, cultural, econômico, um desenvolvimento de relações, mudanças de pensamentos. A alteração de um governo para o outro, os norte americanos viveram muito bem isso, a queda do Bush e eleição do Obama, entre milhares de coisas. Vi 12 anos da minha vida naquele filme. O diretor conseguiu com uma simplicidade maravilhosa inovar o mundo do cinema. Não tem inúmeras parafernálias de efeitos visuais, de coisas que impactam. Tem simplesmente a Vida. Um final mais comum possível, e é quando ele e sua irmã chegam à juventude. A faculdade, momento tão esperado e ansiado por todos.
Então vem às inúmeras perguntas, não poderia ter feito um roteiro melhor, uma produção melhor, atores melhores entre outras. SIM! Mas é nessa simplicidade que Boyhood é grande e merecedor de tantos prêmios.
O Homem Duplicado
3.7 1,9K Assista AgoraSe é do Saramago quero assistir!