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Data de lançamento
11 Nov. 2014Duração
Adaptado do livro American Sniper: The Autobiography of the Most Lethal Sniper in U.S. Militar History, este filme conta a história real de Chris Kyle (Bradley Cooper), um atirador de elite das forças especiais da marinha americana. Durante cerca de dez anos, ele matou mais de 150 pessoas, tendo recebido diversas condecorações por sua atuação.
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IMPRIMATUR - visto no DVD em 2015:
Não preciso entrar no mérito dos discursos que defendem ou criticam a política externa norte-americana para avaliar negativamente este filme — até porque há um distanciamento narrativo que busca certa neutralidade. Porém, mesmo sendo Clint Eastwood um ótimo contador de histórias, seu trabalho aqui é apenas correto. A opção por uma narrativa paralela, que tenta conectar a vida privada e profissional do soldado, enfraquece o impacto pretendido. Infelizmente, embora as cenas de guerra sejam pungentes, o filme se torna inconvincente em seus momentos dramáticos.
Avaliação em nota: 6.0
Pra mim uns dos melhores filmes do Clint Eastwood, a forma como ele mostra a história e vai alternando entre a guerra e quando ele esta na America. Muito bom só é trágico o final ;-(
20/01/26
É um filme sólido que ilustra bem o papel dos EUA em suas operações militares e intervenções externas. O patriotismo está ali, evidente — talvez motivado por boas intenções? Ou algo além disso? O longa evita tomar partido, deixando espaço para interpretação. O que fica claro é que quem realmente sofre as consequências das decisões políticas são os soldados, o cidadão comum enviado ao front. O drama é conduzido com competência pelo Clint Eastwood, com cenas fortes que capturam bem a rotina de um Navy SEAL, os horrores da guerra e o peso psicológico do retorno à vida civil.
O que achei engraçado são diversos comentários chamando o Chris Kyle de “assassino”, isso é no mínimo uma coisa desonesta. O cara eliminou mais de 250 terroristas em zonas de guerra — gente que colocava a vida de soldados e civis em risco. Ele não era um psicopata com uma arma, era um sniper cumprindo ordens, protegendo os companheiros.
Chamar de assassino alguém que atuava dentro de um contexto de guerra legalmente declarado, sob comando militar, seguindo regras de engajamento, é ignorar completamente a diferença entre guerra e crime. Assassinato é um ato ilegal e premeditado fora do campo de batalha. Chris Kyle era parte de uma força militar em operação — não um justiceiro agindo por conta própria. Pode-se discutir a moralidade da guerra em si, ou até o papel dos EUA nos conflitos, mas atacar diretamente o soldado como se ele fosse um criminoso é atirar no alvo errado. É fácil julgar do conforto do sofá, sem nunca ter pisado num cenário onde cada segundo pode significar vida ou morte. A crítica vazia ignora o custo humano que esse tipo de missão cobra — inclusive do próprio atirador. Criticar é fácil, difícil é estar lá.
Forte demais!
Clint jamais nos decepciona. Um dos melhores diretores do cinema. Filme intenso. Aplausos.