Favoritei. Não por ser perfeito, mas por ser ideal para dias bons, dias ruins, dias normais... Relacionamentos saudáveis, misturados com relacionamentos não saudáveis, amizade, recomeços, micos da vida adulta.
Endless Cookie é um daqueles filmes que fogem completamente do convencional. O traço da animação é diferente, mas o que mais chama atenção é que ele não busca representar as pessoas de forma realista; ele transforma cada personagem na ideia do que ele representa. Isso dá ao filme uma identidade muito própria.
A história acompanha dois irmãos que vivem distantes: um mora na cidade e o outro permanece em uma comunidade indígena no Canadá. Separados pela vida adulta, pelas famílias e pela distância, eles tentam reconstruir a conexão por meio das memórias. O grande elo entre eles é a figura do pai, e as lembranças compartilhadas acabam sendo a maneira de conhecerem um ao outro novamente.
À primeira vista, o filme pode parecer uma sequência de memórias aleatórias, mas, aos poucos, elas se revelam como histórias cheias de significado. A sensação é a de estar sentado ao redor de uma fogueira ouvindo pessoas contarem episódios marcantes de suas vidas.
Outro aspecto interessante é o caráter metalinguístico: o filme mostra o processo de produção do próprio documentário, intercala momentos das gravações com a convivência entre os irmãos e ainda utiliza fotografias reais. Isso cria uma proximidade muito grande com as pessoas retratadas, aproximando os personagens animados de suas versões reais.
É um filme muito diferente de tudo o que já assisti, mas essa diferença está longe de ser um defeito. Pelo contrário, é uma experiência sensível, divertida e nostálgica. Minha única ressalva é a duração: como não há uma estrutura tradicional de começo, meio e fim, acredito que ele poderia ser um pouco mais curto. Ainda assim, terminei a sessão satisfeita e com a sensação de ter ouvido boas histórias que permaneceram comigo.
Terminei Mensagem para Isabelle e foi impossível não lembrar de O Amor Manda Mensagem. Os dois partem de uma ideia muito parecida: uma mulher lidando com o luto começa a enviar mensagens para alguém que perdeu e, de alguma forma, surge uma nova conexão a partir disso.
Apesar das semelhanças, cada filme tem sua própria identidade. Em Mensagem para Isabelle, a protagonista parece mais sozinha diante das decisões que precisa tomar. Mesmo contando com o apoio dos pais, ela não tem alguém constantemente ao seu lado para dividir o peso das escolhas. Já em O Amor Manda Mensagem, a presença da irmã cria uma rede de apoio mais forte, deixando a jornada um pouco menos solitária.
O que me fez gostar mais de Mensagem para Isabelle foi a forma como ele constrói a relação que está no centro da história. O filme dedica mais tempo para nos apresentar aquelas personagens e o vínculo entre elas. Por isso, quando a perda acontece, a gente não apenas entende a dor, mas participa dela. Em O Amor Manda Mensagem, os sentimentos também são compreensíveis, mas tudo é mostrado de forma mais rápida, o que acaba deixando a narrativa mais dramática e menos envolvente emocionalmente.
Se eu tivesse que escolher um favorito, seria Mensagem para Isabelle. Não necessariamente porque seja um filme melhor, mas porque a forma como a história é contada me conectou mais. E, no fim, acho que essa diferença de abordagem é justamente o que funciona tão bem. Como os dois têm praticamente o mesmo ponto de partida, é ótimo que sigam caminhos diferentes, com ritmos, atmosferas e narrativas próprias. Assim, cada um consegue brilhar à sua maneira.
Passei boa parte do filme irritada com os personagens e, ao mesmo tempo, completamente envolvida pela narrativa. Consegui amar e odiar todos eles em diferentes momentos. Os relacionamentos são frustrantes, confusos e difíceis de engolir, mas justamente por isso parecem tão humanos e reais. Não gostei de muitas atitudes, mas adorei a forma como essa história foi contada.
Falta bicho no filme de bicho, tudo bem eles demorarem entender o que ta acontecendo mas deveriam ter mais ataques relevantes para ter maior sentimento de perigo e urgência, mas é divertido.
Um filme absurdamente bem atuado. Tem uma história linda, cheia de significado, evolução, arcos de desenvolvimento, cenários lindos e cheios de vida, além de uma trilha sonora maravilhosa. Tinha tudo para dar certo, mas não deu. Eu me diverti assistindo, mas consigo entender quem não gostou. O filme não tem constância no desenvolvimento e a montagem parece meio problemática. Uma hora ele é lento demais, outra é eufórico demais, sem algumas explicações e sem desenvolver certas coisas como deveria. Fiquei com a sensação de que tiraram pedaços do filme, deixando algumas lacunas pelo caminho.
O filme Anatomia de uma Queda nos coloca diante de uma discussão intensa sobre papéis de gênero, ressentimento e autossabotagem. Um dos eventos que desencaminha o casamento é o acidente sofrido pelo filho do casal, que evidencia ainda mais as falhas e tensões da relação. A dinâmica entre os protagonistas reflete um desequilíbrio profundo: enquanto Sandra, a esposa, mantém sua carreira de escritora e ainda atua como tradutora para sustentar a casa, seu marido opta por reduzir suas horas de trabalho para se dedicar ao filho e a uma reforma interminável. No entanto, ao invés de encarar essa escolha com responsabilidade, ele se afunda em frustrações que minam sua própria capacidade de se reinventar. O personagem masculino não só demonstra inveja do sucesso da mulher, mas também alimenta uma visão distorcida da realidade, na qual ele se coloca como vítima das circunstâncias. Sua procrastinação e falta de iniciativa o fazem se sentir deslocado, e ao invés de buscar soluções, ele canaliza sua frustração para o ressentimento e a agressividade. O filme retrata bem essa insatisfação crônica, evidenciada pelo seu comportamento invasivo e desrespeitoso – desde a imposição do barulho no início da trama até a gravação secreta da própria família, um ato de puro egoísmo. Além disso, ele sente um enorme incômodo por não falar a língua materna do país em que vivem e culpa Sandra por isso, mesmo sabendo que ela própria teve que aprender francês aos poucos, enquanto ele nunca se esforçou para aprender alemão. Ao longo do casamento, as grandes mudanças sempre ocorrem por decisão dele, e Sandra, mesmo isolada e sem amigos, consegue se adaptar e manter sua prosperidade profissional. Ele, por outro lado, busca incessantemente um espaço no mundo, mas nunca encontra um dentro de si mesmo. Sua incapacidade de lidar com seus próprios fracassos o torna uma figura cada vez mais hostil, que culpa os outros pelas dificuldades que ele mesmo criou. Seu comportamento não reflete um desejo de resolução, mas sim um vitimismo que serve apenas para justificar sua estagnação. No fim, a tragédia que ocorre no filme não é um mero acaso. A postura do marido ao longo da história já sugere uma personalidade destrutiva, que não respeita limites nem o lugar do outro. A culpa do acidente com o filho recai sobre ele, não apenas no sentido direto, mas porque suas ações foram pavimentando um caminho sem retorno. Anatomia de uma Queda não é apenas um thriller judicial, mas um estudo minucioso sobre a corrosão de um relacionamento e as consequências da incapacidade de um homem lidar com sua própria mediocridade.
Clichê familiar, com uma locação incrível e Liam bem cativante. um filme gostosinho para hora do almoço. e COMO ALGUEM VENDE UMA CASA ASSIM??! me mudaria mesmo com a doninha ali no banheiro.
Assisti querendo muito uma comédia romântica bem clichezinha e curto algumas obras polonesas, aí fui arriscar. Mesmo filmes leves devem ser bem feitos e tentar fazer sentido nas cenas né?! Nem os clichês foram bem desenvolvidos. Não se sente amor, nem raiva, nem decepção, os conflitos muito mal desenvolvidos. Cortes ruins, cenas que não entendi, (ela chega atrasada, já tem um conflito na entrada, mas consegue esquecer uma agenda em um lugar aleatório?) Roteiro mal desenvolvido, personagens sem carisma, vilã estranha e aleatória, zero química entre o casal. Piadas forçadas, abusam dos estereótipos e frases de efeitos...
O Homem que Sussurra
3.0 159 Assista AgoraMerecia ser uma série para desenvolver melhor e talvez ficar melhor melhor tbm. Elenco gigante para um filme mal executado.
Sempre em Frente
3.9 170Senti que várias partes de mim foram tocadas por esse filme: a tia, a jornalista, a cinéfila e a humanitária. Todas amaram tudo de tudo.
A Galeria dos Corações Partidos
3.5 98Favoritei. Não por ser perfeito, mas por ser ideal para dias bons, dias ruins, dias normais... Relacionamentos saudáveis, misturados com relacionamentos não saudáveis, amizade, recomeços, micos da vida adulta.
Endless Cookie
2.8 1Endless Cookie é um daqueles filmes que fogem completamente do convencional. O traço da animação é diferente, mas o que mais chama atenção é que ele não busca representar as pessoas de forma realista; ele transforma cada personagem na ideia do que ele representa. Isso dá ao filme uma identidade muito própria.
A história acompanha dois irmãos que vivem distantes: um mora na cidade e o outro permanece em uma comunidade indígena no Canadá. Separados pela vida adulta, pelas famílias e pela distância, eles tentam reconstruir a conexão por meio das memórias. O grande elo entre eles é a figura do pai, e as lembranças compartilhadas acabam sendo a maneira de conhecerem um ao outro novamente.
À primeira vista, o filme pode parecer uma sequência de memórias aleatórias, mas, aos poucos, elas se revelam como histórias cheias de significado. A sensação é a de estar sentado ao redor de uma fogueira ouvindo pessoas contarem episódios marcantes de suas vidas.
Outro aspecto interessante é o caráter metalinguístico: o filme mostra o processo de produção do próprio documentário, intercala momentos das gravações com a convivência entre os irmãos e ainda utiliza fotografias reais. Isso cria uma proximidade muito grande com as pessoas retratadas, aproximando os personagens animados de suas versões reais.
É um filme muito diferente de tudo o que já assisti, mas essa diferença está longe de ser um defeito. Pelo contrário, é uma experiência sensível, divertida e nostálgica. Minha única ressalva é a duração: como não há uma estrutura tradicional de começo, meio e fim, acredito que ele poderia ser um pouco mais curto. Ainda assim, terminei a sessão satisfeita e com a sensação de ter ouvido boas histórias que permaneceram comigo.
Mensagens para Isabelle
3.7 137 Assista AgoraTerminei Mensagem para Isabelle e foi impossível não lembrar de O Amor Manda Mensagem. Os dois partem de uma ideia muito parecida: uma mulher lidando com o luto começa a enviar mensagens para alguém que perdeu e, de alguma forma, surge uma nova conexão a partir disso.
Apesar das semelhanças, cada filme tem sua própria identidade. Em Mensagem para Isabelle, a protagonista parece mais sozinha diante das decisões que precisa tomar. Mesmo contando com o apoio dos pais, ela não tem alguém constantemente ao seu lado para dividir o peso das escolhas. Já em O Amor Manda Mensagem, a presença da irmã cria uma rede de apoio mais forte, deixando a jornada um pouco menos solitária.
O que me fez gostar mais de Mensagem para Isabelle foi a forma como ele constrói a relação que está no centro da história. O filme dedica mais tempo para nos apresentar aquelas personagens e o vínculo entre elas. Por isso, quando a perda acontece, a gente não apenas entende a dor, mas participa dela. Em O Amor Manda Mensagem, os sentimentos também são compreensíveis, mas tudo é mostrado de forma mais rápida, o que acaba deixando a narrativa mais dramática e menos envolvente emocionalmente.
Se eu tivesse que escolher um favorito, seria Mensagem para Isabelle. Não necessariamente porque seja um filme melhor, mas porque a forma como a história é contada me conectou mais. E, no fim, acho que essa diferença de abordagem é justamente o que funciona tão bem. Como os dois têm praticamente o mesmo ponto de partida, é ótimo que sigam caminhos diferentes, com ritmos, atmosferas e narrativas próprias. Assim, cada um consegue brilhar à sua maneira.
Todas as Canções de Amor
3.6 106Passei boa parte do filme irritada com os personagens e, ao mesmo tempo, completamente envolvida pela narrativa. Consegui amar e odiar todos eles em diferentes momentos. Os relacionamentos são frustrantes, confusos e difíceis de engolir, mas justamente por isso parecem tão humanos e reais. Não gostei de muitas atitudes, mas adorei a forma como essa história foi contada.
Kraken: O Terror das Profundezas
1.9 7Falta bicho no filme de bicho, tudo bem eles demorarem entender o que ta acontecendo mas deveriam ter mais ataques relevantes para ter maior sentimento de perigo e urgência, mas é divertido.
A Maravilhosa Árvore Encantada
3.0 4Um filme absurdamente bem atuado. Tem uma história linda, cheia de significado, evolução, arcos de desenvolvimento, cenários lindos e cheios de vida, além de uma trilha sonora maravilhosa. Tinha tudo para dar certo, mas não deu.
Eu me diverti assistindo, mas consigo entender quem não gostou. O filme não tem constância no desenvolvimento e a montagem parece meio problemática. Uma hora ele é lento demais, outra é eufórico demais, sem algumas explicações e sem desenvolver certas coisas como deveria. Fiquei com a sensação de que tiraram pedaços do filme, deixando algumas lacunas pelo caminho.
Anatomia de uma Queda
4.0 990 Assista AgoraO filme Anatomia de uma Queda nos coloca diante de uma discussão intensa sobre papéis de gênero, ressentimento e autossabotagem. Um dos eventos que desencaminha o casamento é o acidente sofrido pelo filho do casal, que evidencia ainda mais as falhas e tensões da relação. A dinâmica entre os protagonistas reflete um desequilíbrio profundo: enquanto Sandra, a esposa, mantém sua carreira de escritora e ainda atua como tradutora para sustentar a casa, seu marido opta por reduzir suas horas de trabalho para se dedicar ao filho e a uma reforma interminável. No entanto, ao invés de encarar essa escolha com responsabilidade, ele se afunda em frustrações que minam sua própria capacidade de se reinventar.
O personagem masculino não só demonstra inveja do sucesso da mulher, mas também alimenta uma visão distorcida da realidade, na qual ele se coloca como vítima das circunstâncias. Sua procrastinação e falta de iniciativa o fazem se sentir deslocado, e ao invés de buscar soluções, ele canaliza sua frustração para o ressentimento e a agressividade. O filme retrata bem essa insatisfação crônica, evidenciada pelo seu comportamento invasivo e desrespeitoso – desde a imposição do barulho no início da trama até a gravação secreta da própria família, um ato de puro egoísmo. Além disso, ele sente um enorme incômodo por não falar a língua materna do país em que vivem e culpa Sandra por isso, mesmo sabendo que ela própria teve que aprender francês aos poucos, enquanto ele nunca se esforçou para aprender alemão.
Ao longo do casamento, as grandes mudanças sempre ocorrem por decisão dele, e Sandra, mesmo isolada e sem amigos, consegue se adaptar e manter sua prosperidade profissional. Ele, por outro lado, busca incessantemente um espaço no mundo, mas nunca encontra um dentro de si mesmo. Sua incapacidade de lidar com seus próprios fracassos o torna uma figura cada vez mais hostil, que culpa os outros pelas dificuldades que ele mesmo criou. Seu comportamento não reflete um desejo de resolução, mas sim um vitimismo que serve apenas para justificar sua estagnação.
No fim, a tragédia que ocorre no filme não é um mero acaso. A postura do marido ao longo da história já sugere uma personalidade destrutiva, que não respeita limites nem o lugar do outro. A culpa do acidente com o filho recai sobre ele, não apenas no sentido direto, mas porque suas ações foram pavimentando um caminho sem retorno. Anatomia de uma Queda não é apenas um thriller judicial, mas um estudo minucioso sobre a corrosão de um relacionamento e as consequências da incapacidade de um homem lidar com sua própria mediocridade.
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De Volta à Itália
2.9 35Clichê familiar, com uma locação incrível e Liam bem cativante. um filme gostosinho para hora do almoço. e COMO ALGUEM VENDE UMA CASA ASSIM??! me mudaria mesmo com a doninha ali no banheiro.
Amor²
2.4 88 Assista AgoraAssisti querendo muito uma comédia romântica bem clichezinha e curto algumas obras polonesas, aí fui arriscar. Mesmo filmes leves devem ser bem feitos e tentar fazer sentido nas cenas né?! Nem os clichês foram bem desenvolvidos. Não se sente amor, nem raiva, nem decepção, os conflitos muito mal desenvolvidos. Cortes ruins, cenas que não entendi, (ela chega atrasada, já tem um conflito na entrada, mas consegue esquecer uma agenda em um lugar aleatório?) Roteiro mal desenvolvido, personagens sem carisma, vilã estranha e aleatória, zero química entre o casal. Piadas forçadas, abusam dos estereótipos e frases de efeitos...
Amor em Obras
2.8 225 Assista AgoraContém todas as cenas clichês de uma comédia romântica. Legal pra quando não estamos muito afim de pensar.