A cena em que o alarme do celular de Baek toca e ela vê os penduricalhos, relíquias de suas vítimas infantis ou quando ela mostra os filmes das mortes das crianças às famílias
são memoráveis. O filme tem uma narrativa nãoo linear que às vezes exigiu qie se voltasse algumas cenas, porque se perder um minuto ou desviar a atenção do roteiro você se perde demais, mas vale a pena voltar e assistir denovo para entender tudo do começo ao fim. Adorei!
Muito bom. Trilha sonora divertida, impecável. Visual retrô, com roteiro original que funciona como um jogo de videogame: em inglês, tem piadas escondidas que funcionam como passagens secretas. Carga emocional no final, fala de amizade e tolerância e auto-aceitação, ao mesmo tempo que diverte. Muito recomendado!
Um dos filmes mais importantes da história do cinema, introduziu o público aos longas de animação e tornou Walt Disney seu criador, após cinco anos e uma fortuna gasta para fazer aquilo que ninguém acreditava: que uma animação pudesse gerar um longa, e ainda mais, que fosse um longa interessante para adultos. Fez riqueza para Walt Disney e financiou seus futuros filmes e a construção do seu primeiro parque anos depois, na Califórnia. A importância de Branca de Neve para a indústria cinematográfica é maior do que a do lançamento de Toy Story pela Pixar (e a revolução da animação digital).
Um dos maiores filmes de Walt Disney, pouco valorizado frente aos outros clássicos produzidos entre Branca de Neve e Alice no País das Maravilhas. No entanto, traz cenas que remetem ao surrealismo, movimento artístico que fascinava Walt Disney e merece ser visto mais como uma obra artística do que como um mero desenho animado.
O filme inicia com a frase do filósofo e historiador americano Will Durant "A great civilization is not conquered from without until it has destroyed itself within". A priori, para quem conhece as crenças cristãs conservadoras de Mel Gibson, a frase causa estranheza e soa como uma defesa da conquista ibérica contra os impérios da América do Sul, em especial os Maias, que são os retratados no filme. Como se a forma bárbara como a Espanha e os países europeus destruíram as cidades do continente sulamericano da época estivesse sendo justificada pela forma bárbara como os próprios Maias viviam. Algo como "eles mereceram, os cristãos os salvaram". Mas não, o expectador entendeu errado, na minha concepção.
A frase não e de Mel Gibson. É de Will Durant que junto com a mulher Ariel escreveu a série de livros chamada "A História das Civilizações". Ela pode facilmente ser atribuída à ascensão e queda do Império Romano (já infestado em corrupção e barbárie). Pode ser considerada para a expansão Napoleônica, ou o Holocausto de Hitler e, em virtude do ano de lançamento (2006, ano do enforcamento de Sadam Hussein - a frase serve até para ele próprio - uma entre tantas guerras militadas pelos Estados Unidos ao longos dos anos), pode ser nada mais do que uma dica de Mel Gibson ao seu próprio país de origem: a barbárie, seja ela por motivo religioso ou comercial, não se sustenta ao longos dos séculos e provoca a queda, como ocorre na profecia dentro da própria história. Outra dica importante: nenhum império permanece no topo para sempre.
O roteiro no dialeto maia é um trabalho primoroso, as cenas de perseguição em floresta são muito bem filmadas e a produção e direção de arte são incrivelmente realistas. Um filme para se ter em casa e assistir mais de uma vez. Independente dos erros de continuidade histórica. Afinal de contas, quem garante que aquilo que você sabe sobre a história é verdade, sendo a história sempre registrada pelos vencedores?
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Lady Vingança
4.0 473Não é tão espetacular e surpreendente quanto Oldboy, mas ainda assim tem algumas cenas que considerei maravilhosas!
A cena em que o alarme do celular de Baek toca e ela vê os penduricalhos, relíquias de suas vítimas infantis ou quando ela mostra os filmes das mortes das crianças às famílias
Detona Ralph
3.9 2,6K Assista AgoraMuito bom. Trilha sonora divertida, impecável. Visual retrô, com roteiro original que funciona como um jogo de videogame: em inglês, tem piadas escondidas que funcionam como passagens secretas. Carga emocional no final, fala de amizade e tolerância e auto-aceitação, ao mesmo tempo que diverte. Muito recomendado!
Branca de Neve e os Sete Anões
3.8 736 Assista AgoraUm dos filmes mais importantes da história do cinema, introduziu o público aos longas de animação e tornou Walt Disney seu criador, após cinco anos e uma fortuna gasta para fazer aquilo que ninguém acreditava: que uma animação pudesse gerar um longa, e ainda mais, que fosse um longa interessante para adultos. Fez riqueza para Walt Disney e financiou seus futuros filmes e a construção do seu primeiro parque anos depois, na Califórnia. A importância de Branca de Neve para a indústria cinematográfica é maior do que a do lançamento de Toy Story pela Pixar (e a revolução da animação digital).
Dumbo
3.6 418Um dos maiores filmes de Walt Disney, pouco valorizado frente aos outros clássicos produzidos entre Branca de Neve e Alice no País das Maravilhas. No entanto, traz cenas que remetem ao surrealismo, movimento artístico que fascinava Walt Disney e merece ser visto mais como uma obra artística do que como um mero desenho animado.
Apocalypto
3.8 890 Assista AgoraO filme inicia com a frase do filósofo e historiador americano Will Durant "A great civilization is not conquered from without until it has destroyed itself within". A priori, para quem conhece as crenças cristãs conservadoras de Mel Gibson, a frase causa estranheza e soa como uma defesa da conquista ibérica contra os impérios da América do Sul, em especial os Maias, que são os retratados no filme. Como se a forma bárbara como a Espanha e os países europeus destruíram as cidades do continente sulamericano da época estivesse sendo justificada pela forma bárbara como os próprios Maias viviam. Algo como "eles mereceram, os cristãos os salvaram". Mas não, o expectador entendeu errado, na minha concepção.
A frase não e de Mel Gibson. É de Will Durant que junto com a mulher Ariel escreveu a série de livros chamada "A História das Civilizações". Ela pode facilmente ser atribuída à ascensão e queda do Império Romano (já infestado em corrupção e barbárie). Pode ser considerada para a expansão Napoleônica, ou o Holocausto de Hitler e, em virtude do ano de lançamento (2006, ano do enforcamento de Sadam Hussein - a frase serve até para ele próprio - uma entre tantas guerras militadas pelos Estados Unidos ao longos dos anos), pode ser nada mais do que uma dica de Mel Gibson ao seu próprio país de origem: a barbárie, seja ela por motivo religioso ou comercial, não se sustenta ao longos dos séculos e provoca a queda, como ocorre na profecia dentro da própria história. Outra dica importante: nenhum império permanece no topo para sempre.
O roteiro no dialeto maia é um trabalho primoroso, as cenas de perseguição em floresta são muito bem filmadas e a produção e direção de arte são incrivelmente realistas. Um filme para se ter em casa e assistir mais de uma vez. Independente dos erros de continuidade histórica. Afinal de contas, quem garante que aquilo que você sabe sobre a história é verdade, sendo a história sempre registrada pelos vencedores?