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Data de lançamento
8 Dez. 2006Duração
Jaguar Paw (Rudy Youngblood) levava uma vida tranquila, que foi interrompida devido à uma invasão. Os governantes de um império maia em declínio acreditavam que a chave para a prosperidade seria construir mais templos e realizar mais sacrifícios humanos. Jaguar é capturado para ser um destes sacrifícios, mas consegue escapar por acaso. Agora, guiado apenas pelo amor que sente por sua esposa e pela filha, ele realiza uma corrida desesperada para chegar em casa e salvar sua família.
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Um raro TAPA NA CARA de quem acha que os povos indígenas eram "inocentes no paraíso tropical do Novo Mundo". Além de mostrar uma civilização em decadência, Mel Gibson indica, com base em profecias daquele povo, que eles estavam prestes a sofrer um revés histórico de proporções apocalípticas. Basta estudar a trajetória de várias civilizações avançadas da Antiguidade, para sabermos que nem todo o conhecimento científico, econômico e técnico de povos de todos os continentes, foi suficiente para evitar processos de declínio e implosão de suas sociedades, por maior que fosse a riqueza cultural que possuíssem. Sei que incomoda quando um diretor branco, norte-americano e não progressista, leva ás telas uma obra tão impactante sobre uma região do mundo tida como uma das vítimas dos europeus e seus descendentes, para revelar fatos historicamente comprovados, como os sacrifícios humanos praticados por povos da América pré-colombiana. Mas já que, curiosamente, diretores tão ávidos em retratar inúmeras vezes os erros, crimes e injustiças do homem branco, não se dão ao trabalho de utilizar o cinema para resgatar aspectos variados da história dos povos, que nos ajudam a entender como as sociedades humanas são complexas, inclusive naquilo que elas têm de comum entre si: a lei do mais forte; a dominação com base na violência e no medo; e a ideia de superioridade étnica, é bom que alguém faça isso, principalmente quando se esmera para nos brindar com um espetáculo cinematográfico de inegável qualidade técnica e artística, independente de quem quer que seja esse alguém.
O longa permeia o limiar entre ser um filmaço, pela primazia técnica, de produção e por tratar de uma civilização que pouco é explorada em mídias massivas, e ser mais uma visão americana, anacrônica, incompleta e cheia de exageros enviesados sobre a cultura maia. Porém, apesar de, também, ser dirigido por um homem desprezível, é muito imersivo e tem um final sensacional pela mensagem.
São tão poucos os filmes que retratam as civilizações ameríndias, vi alguns cortes desse filme e resolvi assisti-lo.
Começa interessante, com uma boa premissa, mas me desencantei quando passou a retratar o Império Maia, uma das civilizações mais avançadas da história humana, que alcançou grandes avanços em matemática, astronomia, escrita e engenharia, criando uma das civilizações mais sofisticadas da América pré-colombiana... Sendo reduzidos, nesse filme, a um povo ultrapassado, violento, animalesco e repugnante.
Mas que bom que, no fim, chegaram os colonizadores brancos para domesticar esses selvagens (contém ironia).
Mas também eu não me ajudo. Sabendo que esse filme é do Mel Gibson, um ser que representa tudo que de mal e errado pode haver numa pessoa e mesmo assim, quis dar uma chance a esse filme.
Enfim, é um erro que não pretendo cometer de novo no futuro.
Assistindo em 05/10/26.
12.07.2009
Mais um que assisti quando era muito novo e queria ter uma experiência mais madura.
Hoje assisti outra vez, e posso dizer: que espetáculo de filme. Poucos diálogos mas a narrativa de modo geral é maravilhosa. Não sei como a crítica deu 65% a esta obra de arte.