Guaraci de Castro Neves
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Rio de Janeiro - (🇧🇷 BRA)
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Últimas opiniões enviadas

  • Guaraci de Castro Neves
    3 meses atrás

    Os jesuítas tentaram recriar uma espécie de paraíso nos trópicos da América Latina, e quase conseguiram. O problema é que suas missões, como eram conhecidas as aglomerações de indígenas sob tutela da Companhia de Jesus, representavam um obstáculo para os colonos, que encontraram na mão de obra dos índios uma solução para a falta de trabalhadores necessários aos seus empreendimentos comerciais. A Igreja, através do Papado, viu o quanto a evangelização do Novo Mundo estava se expandindo por meio da dedicação das ordens religiosas, dentre as quais se destacavam os inacianos. Mas também viu que a oposição dos ibéricos que utilizavam o braço indígena nas lavouras e minas, transformava-se cada vez mais numa fonte inesgotável de conflitos com os religiosos, e portanto, com quem os apoiava. Eram esses empreendedores que representavam a maior ameaça ao "paraíso" missionário dos evangelizadores a serviço da Igreja. Eles que precisavam adquirir e ampliar o poder com o qual garantiriam o controle e os lucros de seus negócios comerciais. Esse é o fator que resultou na animosidade entre os defensores da escravização do silvícula, e a Igreja, que para salvar as almas dos naturais da terra, não podia abandonar as missões à ganância dos colonos, tão preocupados com seus interesses materiais, que mesmo sendo cristãos, não davam a devida importância ao evangelismo.
    É nesse contexto que se insere o personagem interpretado por Robert De Niro. Após uma vida dedicada ao apresamento de índios para o trabalho escravo, e depois de ter praticado um crime passional contra seu próprio irmão, Rodrigo Mendoza, personagem de De Niro, acaba tendo contato com alguns jesuítas, e consumido de remorsos e arrependimento, decide aceitar a proposta dos jesuítas de mudança de vida. É assim que começa seu processo de conversão. Seu encontro com Deus, através do arrependimento, penitência e obtenção de perdão, era muito comum naquela época, e uma das características dessa experiência espiritual, é a expiação dos pecados, após o reconhecimento dos próprios erros, e a obtenção externa do perdão por meio da prática de sacrifícios e humilhações públicos. Os penitentes sentiam que deviam pagar pelos seus pecados à vista de todos, como prova real de arrependimento. Na doutrina católica, o fiel só se sente perdoado quando recebe o sacramento da confissão, e paga a penitência escolhida pelo confessor, com a condição de prometer não mais pecar. O pecador só se "perdoa" após esse rito sacramental, pois o perdão vem de Deus, por intermédio do sacerdote. Infelizmente, esse rito tão útil para a consciência dos católicos, volta e meia é deturpado por aqueles que só enxergam controle político nas ações da Igreja. Os escravagistas não estavam nem um pouco preocupados com os sacramentos católicos. Para eles só o lucro salvava, ou seja, jamais seriam controlados politicamente pela Igreja, haja vista que os Rodrigos da vida eram uma exceção dentro daquele universo colonial. Rodrigo só era uma ameaça para os donos de escravos, se resistisse às investidas deles de recapturarem os índios recolhidos nas missões jesuítas. E quando Rodrigo faz isso, sua ação não é isolada. Ele não "descobriu uma suposta participação do Deus da Igreja na mercancia de escravos", até porque, o Deus da Igreja é Nosso Senhor Jesus Cristo, que jamais favoreceu a escravidão. O que Rodrigo fez foi unir-se aos jesuítas, que naquele período da história da Igreja, representavam a ponta da lança da defesa do Papado e do Catolicismo. Afirmar que ele teria negado a fé na Igreja para substituí-la por uma fé no Criador, é no mínimo um exercício de especulação radical, pois nada no filme indica isso. A fé na Igreja, para quem se converte, é baseada na fé no fundador da Igreja: Cristo Nosso Senhor.

  • Guaraci de Castro Neves
    3 meses atrás

    Mel Gibson expôs a hipocrisia hollywoodiana com o filme A Paixão de Cristo. Basta verificar que apesar da boa fotografia, figurino, reconstituição de época e desempenho dos atores, sem falar na autenticidade proporcionada pela utilização do hebraico e latim em todo o filme, essa fita do ator/diretor Mel Gibson, começou a ser sabotada já antes de chegar às telas dos cinemas. E por que isso? Apenas porque mostra o que está registrado no Novo Testamento, sobre o sofrimento extremo de Nosso Senhor Jesus Cristo, e o ódio do clero judaico contra Ele. No primeiro caso, a indústria cinematográfica tachou o filme de excessivamente violento. No segundo caso, rotulou-o de anti-semita. Essa mesma indústria que sempre evoca o direito de liberdade de expressão, e o respeito pela manifestação artística de filmes como a Última Tentação de Cristo ou Clube da Luta, independentemente de seus conteúdos claramente anti-cristãos ou de apologia da violência, negou para A Paixão de Cristo esses mesmos direitos, simplesmente porque filmes impactantes como esse, contêm um forte potencial de despertar sentimentos conservadores nas milhares de pessoas que o assistiram. Sentimentos esses que preocupam Hollywood, por serem contrários a uma vida hedonista e materialista, pregada de maneira explícita ou subliminar, por inúmeros filmes desde os princípios desse império da magia ilusionista do cinema. E principalmente nos dias de hoje, em pleno século vinte e um, após tantos avanços das ideias propugnadas pela revolução sexual e pelo liberal-progressismo, que sempre foram defendidas e até estimuladas pelos filmes hollywoodianos, obras como A Paixão de Cristo são combatidas não porque recorrem a uma violência inédita nesse tipo de filme, embora nunca gratuita, nem porque não escondem o deicídio judaico, mas porque transmitem uma mensagem incômoda para o mundo pós-moderno: arrependimento e mudança de vida.

    editado
  • Guaraci de Castro Neves
    3 meses atrás

    Além de Hitler, Stalin é outro ditador que deveria ter sido retratado com mais frequência pelo cinema, desde que seus crimes e horrores fossem relembrados a exaustão, não só por um aspecto didático, considerando que ele foi contemporâneo de Hitler, e cometeu atrocidades semelhantes, por mais tempo, mas, para muitos, sobretudo as novas gerações, Hitler parece ser o protótipo por excelência do déspota sanguinário, e isso tem resultado numa consequência preocupante, pois alguns jovens acabam sendo convencidos de que Stalin "precisou" promover genocídios, para consolidar o comunismo soviético, que teria possibilitado a industrialização e a consequente "melhoria" da economia soviética; mas também por uma questão de justiça histórica, haja vista que Stalin passou para a posteridade como um dos vencedores do nazismo, e, no entanto, isso só veio a acontecer porque ele foi praticamente obrigado a voltar-se contra Hitler, após este ter traído o pacto de não agressão firmado com Stalin, que continha uma cláusula secreta, garantindo a repartição entre os dois ditadores, dos territórios invadidos por eles no leste da Europa. Esse é um dos fatos mais desfarçados e até silenciados sobre a II G.M. O pior conflito bélico de toda a história da humanidade, teve início com a participação ativa do Exército Vermelho sob comando de Stalin, ao lado da máquina de guerra nazista. E essa união terrível só cessou, por causa da megalomania de Hitler, que achou ser possível conquistar toda a Europa, mantendo duas frentes de combate tanto no oeste quanto no leste.

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