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Data de lançamento
9 Julho 2014Duração
Uma crescente nação de primatas geneticamente modificados e liderados por Cesar é ameaçada pelos sobreviventes humanos de uma alarmante epidemia viral desencadeada há uma década. O momento de paz em que se encontram está fragilizado e dura pouco, quando os dois lados são levados à beira de uma guerra que determinará quem será a espécie dominante da Terra.
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IMPRIMATUR - visto no DVD em 2014:
Se não estou enganado, o filme original de 1968 se passa no ano de 3978. Com essa distância temporal, fica fácil assimilar uma revolução símia decorrente de uma catástrofe nuclear. Por isso, aceitar a premissa de Origem e Confronto me parece quase um atestado de estupidez — especialmente considerando que a capacidade teleológica e cognitiva dos macacos aqui causa inveja às minhas próprias limitações como humano. Ironias à parte, tentei ser mais generoso na nota, mas não consigo passar das duas estrelas e meia. Permanece um sentimento dúbio: embora reconheça que este capítulo seja mais equilibrado que o antecessor de 2011, seu conceito central não me convence. O filme ganharia força se o roteiro demonstrasse a audácia de colocar os humanos como meros figurantes decorativos, concentrando o foco onde ele realmente importa: no embate fratricida entre os próprios símios.
Avaliação em nota: 6.0
01 Feb 2025
Bom demais
Doença, devastação, morte. Se no filme anterior foi a fuga do xilindró, "Planeta dos Macacos: O Confronto" nos joga direto no olho do furacão de um pós-apocalipse bruto e sem filtro. Matt Reeves assume o volante da franquia e muda o patamar da parada por completo. Jogando quem assisite no meio de um planeta doente, onde a doença se espalhou, bilhões morreram e o que restou da raça humana sobrevive quase feito animais, em guetos e ruínas.
O visual do filme é incrível, a Hippie San Francisco deu lugar a uma carcaça de concreto cinzenta, engolida pelo mato, mas como um cemitério aberto e abandonado, criando um clima de névoa e floresta úmida onde a civilização agora é um eco no além, um fiapo no escuro de lembranças que parecem ser de ninguém.
O enredo te pega pelo pescoço mostrando o choque inevitável de dois mundos desesperados. Do lado da floresta, os macacos criaram um paraíso primitivo de paz e leis próprias. Do outro lado da ponte Golden Gate, um gueto humano, uma comunidade que precisa da energia de uma velha represa hidrelétrica que fica justamente no território dos primatas.
Malcolm (Jason Clarke) tenta o caminho da diplomacia com César, mas a engrenagem da guerra é acionada, a paranoia, os traumas e as locuras do passado de escravidão, assumem a direção. Do lado dos humanos, agora figuras famintas, perturbadas e perdidas, vivem como mendigos, buscando um lugar ao sol, num mundo que não lhe quer mais. Cegas pelo ódio aos macacos, eles buscam uma oportunidade de viver, e tentam reativar a usina, mas os sinos do apocalipse canta forte no planeta, é uma questão de tempo antes do seu fim.
Mas o medo e a devassidão está na alma de todos, as dores da maldade ainda grita forte, pra quem antes era considerado um aninal irracional. Koba é o retrato de um homem, ou melhor, de um primata com a alma quebrada pela tortura. Seu rosto desfigurado e o corpo cheio de cicatrizes, são o carimbo da maldade que ele recebeu dos cientistas humanos no passado. Ele não é mau por puro capricho; a dor e o isolamento que ele viveu nos laboratórios destruíram qualquer traço de bondade em seu ser.
O Koba tinha razão num ponto: ele sabia que assim que os humanos ficassem mais fortes com a energia da represa, eles tentariam atacar os macacos. Mas o seu caráter estava podre. Ele não queria apenas proteger sua espécie; ele queria vingança, e estava esperando uma ocasião pra isso, e uma oportunidade perfeita pra tirar a coroa do César.
Fingindo lealdade, pedindo perdão por seus erros e excessos, pelas costas dw César ele dá o tiro que inicia a guerra, culpa os humanos e manipula a macacada para a vingança. O Koba trocou as patas pelas patas quando deixou o rancor falar mais alto que a razão, se corrompeu exatamente igual à raça que ele tanto odiava.
A produçãodo filme é fantástica, as cenas de ação impressionam, com cenarios e efeitos praticos que pagaram meu ingresso do cinema com folga. A computação gráfica é impecável, suja e realista que você esquece o CGI e enxerga carne, osso e pelos na tela. A sequência do Koba fingindo ser um macaco bobinho de circo para enganar os guardas humanos, pra depois pegar um fuzil e fuzilá-los a queima-roupa com um sorriso macabro é de arrepiar.
E o que dizer da imagem trágica e brutal dos macacos cavalgando no meio do fogo com fuzis na mão e operando metralhadora em cima de um tanque de guerra? Toby Kebbell (Koba), dá um espetáculo de atuação, ele vive um vilão clássico, uma personagem que você sente pena no início, mas sabe que nasceu um monstro no filme, quando ele foi salvo. A expressão facial dele, é algo fora da realidade digital. Toby, Matt Reeves e toda a equipe técnica fez um trabalho que não foi superado até hoje.
O clímax no final, com o confronto direto entre César e Koba no topo da torre em construção, é uma inesquecível. O quebra-pau físico entre os dois líderes no meio do concreto caindo é tenso, nervoso e dramático. Koba é uma alma quebrada, um ser que morreu por dentro, e que agora como muitos humanos, quer se vingar do mundo. E César cumpre seu papel de proteger e impedir que mais um facínora governe um povo.
Koba - "Macaco não mata macaco..."
César "Você... não é... macaco"
A cena, onde César quebra a lei sagrada porque reconhece que o Koba não é mais um dos seus, encerra o filme com uma melancolia devastadora. A inocência dos macacos acabou; eles agora sabem que são tão falhos quanto os homens que os criavam. E o que eles sentem e pensam, são os mesmos produtos das experiências que os humanos tiveram quando governavam o mundo. Os macacos não herdaram só o nosso planeta, eles herdaram a nossa podridão, os nossos erros e os nossos pecados.
"Planeta dos Macacos: O Confronto" é uma ficção científica poderosa, dolorosa e inteligente. Um filme que destrói qualquer utopia sobre bondade e inocência, mostrando que a engrenagem do ódio e do poder quando roda, o asfalto racha e ninguém mais consegue parar o monstro que ela vira.
um pouco mais fraco que o primeiro, mas interessante pela temática. Um pouco forçado o roteiro para o confronto acontecer.
Um pouco inferior ao primeiro... Início meio lento e arrastado... Do meio pro fim, melhora e quando tá bom, o filme termina... Poderia ter uns 20 a menos tranquilo... Os vilões não convencem e Cesar é o Goat...