Dumbo

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Dumbo (1941)
Média do filme: 3.6 de 5 — baseado em 14678 votos
MÉDIAFILMOW
3.6
14678 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Data de lançamento 23 Out. 1941 Outras datas
Duração 63 min (1h03)
Classificação indicativa de Dumbo: L - Livre para todos os públicos

Data de lançamento

23 Out. 1941

Duração

63 minutos Classificação indicativa de Dumbo: L - Livre para todos os públicos
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Sinopse

Dumbo é um bebê elefante que nasceu com orelhas enormes e com a ajuda de Timóteo, um simpático ratinho, vai se transformar na principal atração de um circo. Usando suas orelhas, ele faz o que nenhum outro elefante conseguiu: voar!

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Comentários 0
amigos querem ver
tmaraujo
Tiagho Araujo
½
3 meses atrás

uma bela mensagem , Tem algo de nostálgico em Dumbo, algo que está tão presente no nosso imaginário que de certa forma parece que não surgiu aí e deixa tudo meio irreal e mágico!

editado
brunohenrique101010
Bruno
½
8 meses atrás

Bom filme com um ótimo final. Mas o meio do filme é fraco e não engrena.

celsomartins31
celso
1 ano atrás

Revisto em 5/2025, não chega a ser uma obra prima, mas possui uma mensagem mais família, envolvendo o fator materno o respeito ao próximo e o respeito as diferenças e as próprias aceitações como nós somos, também têm algumas conotações vistas hoje em dia com outros olhos, mas era outra época, outra geração, se for visto com a mente aberta para esses detalhes, é uma experiência que agrega pela animação muito bonita que é.

marionigra
Mario Nigra
1 ano atrás

Reassistindo & Reavaliando – Disney Animation Studios #4
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"The very things that held you down are gonna carry you up and up and up."

Não sei se tenho muito o que dizer sobre Dumbo. Quando criança, não me agradava muito aquela melancolia ou aquela personagem, anulando assim a fator nostalgia. O reassisti há alguns anos antes do lançamento do live-action e aproveitei a experiência, mas confesso ter sentido falta de algo na animação – sentimento que persistiu desta vez.

Apesar de eu ter tentado ao máximo não comparar, há neste filme uma clara relação com Pinocchio, de 1940. Aqui temos um protagonista também inocente, muito jovem e suscetível aos males dos vilões – desta vez um grupinho fofoqueiro de elefantas. Comparando ambos, somente consigo favorecer a obra de 1941 quando penso no fiel escudeiro do protagonista – temos em Timothy, um Grilo Falante mais aprimorado na medida que realmente direciona Dumbo em seu caminho e consegue impulsionar a narrativa.

Porém, ao meu ver, aqui temos um roteiro com menos força ao passar sua mensagem e menos ousadia ao abraçar o seu lado sombrio, quando comparado ao longa do boneco de madeira – que também tem suas dificuldades quanto ao tom. Assim como em Pinocchio, o filme prospera quando sustenta sua estranheza, sua melancolia, sua extravagância. A sequência Pink Elephants, resultado da embriaguez das nossas personagens, é estonteantemente e deliciosamente bizarra e nos dias de hoje é o que mais me chama a atenção na produção. Além disso, mesmo que Pinocchio também utilize uma base episódica – apresentação de marionetes, Ilha dos Prazeres, e aventura da baleia – sinto que ele consegue aproveitar ao máximo sua história porque tem um fio narrativo mais sólido e uma noção maior do que queria conquistar com sua mensagem. Dumbo, por outro lado, apesar de menos episódico, carrega uma sensação maior de texto fragmentado e, por vezes, simplista.

O mote do filme – "suas diferenças na verdade te tornam especial", "use o que as pessoas te discriminam como escudo", etc. – funciona e é pertinente, todavia sinto que os artifícios que o roteiro lança mão não conseguem me fisgar inteiramente. Talvez se tivesse mais algumas cenas, mais desenvolvimento das malícias enfrentadas por Dumbo, ou se tivesse explorado mais o quão importante era para ele se provar...

Vou finalizar escrevendo que a sequência Baby Mine – outro ponto alto da obra junto com os elefantes rosa – é triste, bem executada, bem animada e, na minha opinião, uma das cenas mais desoladoras de todas as animações do estúdio.

fellpe
Felipe
1 ano atrás

“Dumbo” é um dos filmes mais peculiares da era clássica da Disney, surgindo em 1941 como uma resposta do estúdio às dificuldades financeiras após os fracassos de “Pinóquio” e “Fantasia”. Com uma abordagem mais simples, tanto visualmente quanto narrativamente, a história do pequeno elefante de orelhas gigantes que encontra redenção ao descobrir que pode voar tem um apelo emocional direto. No entanto, essa mesma simplicidade, embora eficiente, também evidencia certas limitações do filme, que prioriza a acessibilidade em detrimento de uma construção mais aprofundada de seus temas e personagens.

O grande trunfo do filme é a maneira como ele constrói empatia pelo protagonista. Dumbo, uma figura trágica e indefesa, sofre rejeição desde o nascimento, e a separação de sua mãe culmina em um dos momentos mais emocionantes da animação, amplificado pela canção “Baby Mine”. Sua relação com Timothy Q. Mouse, o único aliado verdadeiro, sustenta a trama de forma eficaz, ainda que Dumbo, sem falas, dependa inteiramente da expressividade de sua animação para se conectar com o público. Essa economia narrativa funciona a favor do filme, tornando sua jornada emocionalmente ressonante, mas também limita seu potencial dramático ao impedir um aprofundamento maior na experiência do protagonista.

Visualmente, o filme adota uma estética mais direta e estilizada, refletindo as restrições orçamentárias da Disney na época. Apesar de não possuir a riqueza de detalhes de “Branca de Neve” ou “Pinóquio”, “Dumbo” compensa essa simplicidade com sequências marcantes, sendo “Pink Elephants on Parade” o maior exemplo disso. Essa cena, uma explosão psicodélica de cores e formas mutáveis, destoa do tom geral do filme e, ainda assim, se tornou um dos momentos mais icônicos da animação. Esse equilíbrio entre simplicidade e ousadia visual confere ao filme uma identidade própria, mesmo sem a sofisticação técnica de seus predecessores.

No entanto, “Dumbo” apresenta fragilidades evidentes. A simplicidade da trama resulta em antagonistas unidimensionais, como as elefantas fofoqueiras e o cruel dono do circo, que nunca recebem qualquer desenvolvimento real. O próprio arco de superação do protagonista acontece de maneira abrupta, e a mensagem central do filme se torna menos sobre aceitação e mais sobre como explorar as diferenças como espetáculo lucrativo. A questão da exclusão e do preconceito poderia ter sido abordada com mais sensibilidade, mas o roteiro opta por um desfecho apressado que ignora muitas das injustiças que permearam a história até então.

Além disso, a presença dos corvos que ensinam Dumbo a voar levanta questões problemáticas. Inspirados em estereótipos raciais da época, esses personagens ilustram como certos elementos das animações clássicas da Disney envelheceram de maneira questionável. Embora não tenham sido concebidos com má intenção dentro do contexto original, seu retrato se torna desconfortável sob uma análise contemporânea. No fim, “Dumbo” se mantém relevante pelo impacto emocional e por momentos de criatividade genuína, mas sua narrativa rasa e personagens pouco explorados impedem que alcance o mesmo nível de sofisticação de outras animações do estúdio. É um filme eficiente dentro de sua proposta, mas limitado em sua execução.

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