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Aqui, finalmente, a franquia parece entender que não precisa ficar presa à fórmula dos filmes anteriores. Fadas e Piratas pega tudo o que foi construído nos filmes anteriores e coloca esse universo em uma aventura muito mais divertida: pó mágico, talentos trocados, piratas, Skull Rock e, de quebra, um jovem James Hook que um dia será o Capitão Gancho.
E a grande responsável por isso é Zarina. Ela é uma personagem muito mais interessante do que simplesmente uma “vilã”: uma fada ambiciosa, curiosa e obcecada pelas possibilidades do pó mágico, que acaba sendo incompreendida por Pixie Hollow. Sua história funciona justamente porque ela não quer destruir o mundo — ela quer experimentar e descobrir coisas novas, e o problema é que ninguém sabe muito bem o que fazer com alguém que não aceita ficar dentro das regras.
A troca dos talentos das fadas também é uma ótima ideia, porque obriga personagens que já conhecemos a sair completamente de suas zonas de conforto. E, pela primeira vez, a conexão com Peter Pan parece realmente orgânica, em vez de ser apenas uma referência para lembrar que tudo aquilo acontece no mesmo universo.
É também o filme em que a franquia fica mais próxima de uma aventura de verdade. Tem ritmo, tem perigo, tem humor e tem uma mitologia que começa a se conectar diretamente com aquilo que já conhecemos de Peter Pan.
Não é perfeito — os piratas poderiam ser mais ameaçadores e algumas soluções continuam bem convenientes — mas, comparado aos anteriores, é quase como se alguém tivesse aberto uma janela em Pixie Hollow.
Esse é um daqueles casos em que a Disney pega uma ideia muito simples e consegue expandir bastante a mitologia de Pixie Hollow. Depois de apresentar o mundo das fadas, explorar o contato com os humanos e construir toda a lógica dos talentos, o filme finalmente revela um novo território dentro desse próprio universo: o Bosque do Inverno, proibido para as fadas das outras estações.
E a grande descoberta previsível—
que Tinker Bell tem uma irmã chamada Periwinkle
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Bons filmes!
Equipe Filmow
Troquei a foto de perfil. Tudo bem por você?
Onde tu assistiu You'll Never Find Me?
Depois de cinco filmes com Tinker Bell no centro, acho que a melhor decisão da franquia foi justamente tirar um pouco o foco dela. E quem ganha esse espaço é Fawn, que já estava presente nos filmes anteriores, mas aqui finalmente recebe uma história que é realmente dela. A Disney coloca a fada dos animais diante de uma criatura que todos enxergam como uma ameaça, enquanto ela insiste em olhar além da aparência e entender o animal.
E essa mudança funciona muito bem. Fawn tem uma personalidade própria: é impulsiva, curiosa, apaixonada pelos animais e não consegue simplesmente abandonar uma criatura que acredita estar precisando de ajuda. Em vez de repetir o arco de Tinker Bell, o filme constrói um conflito que combina diretamente com quem Fawn é.
Também gosto de como o filme trabalha com duas formas diferentes de enxergar o desconhecido. De um lado, temos Fawn, que tenta compreender o monstro; do outro, as Fadas Escoteiras, lideradas por Nyx, que enxergam primeiro o perigo e só depois tentam entender o que está acontecendo.
E o mais interessante é que a criatura, Gruff, não é simplesmente um “monstro bonzinho”. A relação entre ele e Fawn vai sendo construída aos poucos, e isso dá ao filme uma carga emocional maior do que eu esperava de uma franquia tão voltada ao público infantil.
Depois de Fadas e Piratas, que para mim continua sendo o mais divertido, esse é provavelmente o mais interessante em termos de desenvolvimento de personagem. A troca de protagonista também evita aquela sensação de que a Disney estava apenas repetindo a fórmula de Tinker Bell pela sexta vez.
É uma maneira muito boa de encerrar a franquia: No fim, O Monstro da Terra do Nunca acaba sendo quase uma despedida de Tinker Bell sem precisar transformar isso em despedida. A franquia começou criando um universo para Tinker Bell e termina mostrando que esse universo já consegue existir sem depender dela o tempo inteiro.