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Data de lançamento
24 Ago. 1942Duração
A turma da Disney está reunida na América do Sul em meio a paisagens super coloridas. Apresentando personagens divertidos como Zé Carioca, Pedro, um avião mirim do correio e os famosos Pato Donald e Pateta, em aventuras espetaculares! Pato Donald é um turista americano que embarca em uma incrível viagem pelos Andes! Pedro é um aviãozinho que voa pelo Chile e enfrenta uma terrível tempestade, passando por maus bocados para atravessar o Monte Aconcágua. Em Buenos Aires, Pateta aprende a usar o equipamento de montaria e danças típicas argentinas. Recheado com coloridas cenas de Carnaval do Rio de Janeiro e músicas como "Aquarela do Brasil", Pato Donald conhece os pontos turísticos mais belos do Rio de Janeiro e de quebra ainda aprende a sambar. Uma obra-prima da Disney que vai divertir você e toda sua família!
O 6º longa-metragem Disney que recebeu indicação ao Oscar® de melhor música em 1943.
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Gosto da mesclagem de documentário e animação, mas a forma como é conduzido soa como puro imperialismo e busca pelo estranhismo de toda uma região e cultura, também o segmento dos aviões é chatíssimo. Vale pela curiosidade histórica e pela sequência com aquarela do Brasil que é animada de maneira primorosa.
2181.
Revendo.
Passava em sala de aula a parte do Brasil para debate. Hoje a turminha não se interessa muito kkkkkk
Pra mim, como disseram ai embaixo, é mais pelo contexto histórico. Melhor parte, sem dúvidas, é do Zé carioca.
Reassistindo & Reavaliando – Disney Animation Studios #6
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"Here's an unusual expedition: artists, musicians and writers setting out for a trip through Latin America to find new personalities, music and dances for their cartoon films. So, adios, Hollywood, and saludos, amigos."
Carregado de estereótipos culturais com fins políticos estadunidenses, Saludos Amigos é o primeiro dos seis filmes-pacotes da Disney. Produzidos na época da Segunda Guerra, alguns apenas visam ao baixo orçamento enquanto outros, como esse, tem como pano de fundo a política da boa-vizinhança.
Assim, o contexto desse longa tem tudo para fazer dele um desastre, especialmente para o espectador latino-americano. Temos uma mistura de animação e live-action, documentário e ficção, imagens reais e caricaturas. Porém, por mais que eu reconheça seus defeitos, suas intenções escusas e seus problemas étnicos, não consigo desgostar totalmente dessa produção.
É claro que nem todo brasileiro curte samba e bebe cachaça; é claro que nem todo carioca é o malandro retratado pelo papagaio; é claro que o Brasil não é apenas Rio de Janeiro na época do carnaval; e imagino que semelhantes constatações possam ser afirmadas por argentinos, chilenos e peruanos, os outros povos retratados aqui. No entanto, Aquarela do Brasil não é somente o ápice desse filme, na minha opinião, como também uma homenagem linda, uma animação arrebatadora, um espetáculo visual para quem gosta do gênero, com a música e os traços coadunando em uma maravilha à la Fantasia de 1940. Confesso que a sequência, com Ary Barroso ao fundo, dificilmente não me emociona. Ouvir Zé Carioca falando português com Donald e ver cenas do Rio de antigamente são deleites à parte.
Os outros curtas – Donald no Lago Titicaca, o avião Pedro nos Andes e Goofy nos Pampas argentinos – também devem incorporar outras inconsistências culturais. Tudo isso é mais um exemplo da exploração cultural dos EUA, a qual sempre permeou nossos países. Não, o Brasil não precisa que a Disney nos conte nossas histórias; nós não precisamos nos regozijar em ter a atenção de um estúdio estrangeiro sobre nós – o complexo de vira-lata existe e devemos sim espantá-lo.
Portanto, como fã de animação e desse estúdio estadunidense, não posso fingir que ouvir Ary Barroso enaltecendo nosso país em uma sequência linda com a presença de Donald Duck não seja empolgante. As demais partes são também no mínimo interessantes, as imagens reais permeiam animações competentes, as quais seguram o espectador e prendem do início ao fim. O primeiro – e talvez melhor – filme-pacote é um longa para ser estudado nas aulas de história; é uma cápsula de um tempo não tão distante; é uma sequência que impressiona os amantes de animação e de história; é, por fim e juntando todas as suas características, uma obra importante e bem realizada que hoje deve ser apreciada sem medo, mas de forma consciente.
Muito legal por mostrar um pouco da America do Sul e sua cultura ainda que não tenha assim um fio narrativo e funcione melhor como homenagem. Claro que vai ter aquele povinho com síndrome de vira-latas criticando os estereótipos mas minha dica é : dê uma banana para a opinião desta gente.
“Saludos Amigos” é um filme que se sustenta mais pelo seu contexto de produção do que pelo seu conteúdo. Criado como parte da Política da Boa Vizinhança dos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial, o longa nasceu da viagem de Walt Disney e sua equipe à América do Sul, com o objetivo de estreitar laços diplomáticos e abrir novos mercados. O resultado é uma mistura de animação e filmagens documentais que tenta capturar a cultura local através de quatro curtas interligados. No entanto, essa estrutura episódica dá ao filme um caráter fragmentado, tornando-o mais um experimento do que uma narrativa coesa.
A fórmula do filme se repete em cada segmento: uma breve introdução documental seguida de um curta animado inspirado na cultura local. O primeiro, estrelado por Pato Donald no Lago Titicaca, aposta no humor físico característico do personagem, mas carece de gags memoráveis, funcionando mais como um exercício de ambientação do que como uma história envolvente. Em seguida, o curta Pedro, sobre um aviãozinho enfrentando os perigos dos Andes, é o mais forte da coletânea. Apesar da previsibilidade, ele se destaca pela tensão bem construída e pela direção de arte criativa, que transforma a montanha Aconcágua em uma presença quase viva e ameaçadora.
O terceiro segmento, El Gaucho Goofy, resgata o formato dos curtas educativos do Pateta, contrastando seu estilo atrapalhado com a cultura dos pampas argentinos. É um interlúdio divertido, mas sem grandes inovações. Já no último curta, Aquarela do Brasil, o filme finalmente ganha um pouco mais de energia. A introdução de José Carioca e a interação com Pato Donald ao som de samba dão um charme especial, e o uso da técnica de pintura em tempo real adiciona um toque artístico diferenciado. No entanto, a sequência termina abruptamente, sem um desfecho satisfatório.
No fim, “Saludos Amigos” é um produto de seu tempo, mais interessante como peça histórica do que como experiência cinematográfica envolvente. A animação é competente e há momentos visualmente inspirados, mas a falta de um fio narrativo forte e o tom promocional da obra impedem que ela se destaque como um filme completo. Para quem se interessa pela história da Disney ou pelo contexto político da época, pode ser uma curiosidade valiosa, mas como entretenimento puro, acaba ficando aquém do esperado.